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Tom Holland

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Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spider-Man: Far From Home) foi o filme a ter, sem dúvidas, a maior dificuldade do Universo Cinematográfico Marvel: trazer uma história envolvente após os acontecimentos de Vingadores: Ultimato, e ainda deixar as portas abertas para a fase 4 deste universo interligado. Felizmente, para os amantes do teioso, a missão foi cumprida com sucesso.

O longa acontece meses após o retorno de todos que foram “blipados” (nome dado às pessoas que desapareceram no estalar dedos do Thanos), e mostra como Peter Parker (Tom Holland) lida com a dor da perda do Homem de Ferro, com a necessidade de proteger as pessoas a sua volta e de se declarar para a garota por quem é apaixonado. Com o retorno do ano letivo escolar, ele e seus amigos vão à Europa durante as férias, e é lá que as aventuras acontecem.

Longe de Casa brinca com o momento do protagonista, que quer deixar o Aranha de lado para apenas curtir suas merecidas férias e conquistar seu interesse romântico, a MJ (Zendaya). Vale ressaltar que estas férias também são importantes para o público, que agora tem respiro após os acontecimentos marcantes do último filme da Marvel.

A morte do Homem de Ferro poderia ter sido um grande problema caso não fosse lidada de uma forma natural, afinal, todo lugar que Peter – e nós – olhamos, Tony Stark está lá, e trazer isso de uma forma mais sentimental poderia deixar o roteiro previsível, piegas, ou mesmo descaracterizar a caminhada do Homem-Aranha.

Todavia, mais uma vez a tecnologia de Stark causa problemas ao cair nas mãos de pessoas erradas. Ainda que faça sentido, principalmente ao trazer personagens antigos e que foram afetados de alguma forma pelo herói, a fórmula fica desgastada no final.

A atuação de Tom Holland mostra como o ator nasceu para interpretar o Homem-Aranha, e a cada filme que passa isso vai ficando mais evidente. Já sua interação com a Mary Jane de Zendaya não possui tanta química dentro dessa comédia romântica de sessão da tarde, ainda que renda momentos engraçados. Entretanto este é o pontapé inicial de um dos relacionamentos mais conhecidos dos quadrinhos, que certamente vai ter mais espaço no próximo filme e um desenvolvimento mais aprofundado.

O elenco de apoio é a parte cômica, que tem um timing ótimo, principalmente Ned (Jacob Batalon), que agora divide tela com seu interesse romântico, Betty (Angourie Rice). Já Nick Fury de Samuel L. Jackson volta às telas, mas com menos imponência e com um ar diferente dos outros filmes, por motivos revelados apenas no final da aventura.

Homem-Aranha: Longe de Casa

O destaque fica para Jake Gyllenhaal, que interpreta Quentin Beck, o Mysterio, de forma tão interessante, colocando o personagem em uma seleta galeria de melhores vilões da Marvel nos cinemas.  Beck convence tanto como um herói que, por um momento, até os fãs que conhecem a índole do personagem acabam caindo na sua conversa. Vale ressaltar também que os trailers não entregam nada, o que deixa a virada ainda mais impactante para quem não conhece o personagem, e entender os motivos dele torna tudo mais crível. Nem mesmo os diálogos extremamente expositivos durante sua explicação desestabiliza o momento que ele criou.

A cereja do bolo, no entanto, fica para os efeitos especiais: a roupa do Mysterio é um show a parte e fidelidade aos quadrinhos impressiona; os elementais exigem os mais variados movimentos do protagonista, o que resulta em boas lutas; o design de todas as roupas do herói são um deleite aos fãs; e o primeiro embate entre o Homem-Aranha e o vilão é tão incrível que parece ser retirado das animações clássicas do teioso dos anos 90 e colocados na tela do cinema! 

Assim como seu antecessor, Homem-Aranha de volta ao lar, o novo longa do cabeça de teia traz uma história mais contida, dentro do seu universo – ainda que o final certamente acarrete em grandes consequências que possam moldar os próximos filmes da Marvel. Com a derradeira história da fase 3 – e uma das melhores do Homem-Aranha no cinema, diga-se de passagem – pouco se sabe sobre o seu futuro, além de especulações e um desejo profundo de ótimas novas histórias.

Um Espião Animal” (Spies in Disguise) acaba de ganhar seu segundo trailer legendado. O filme apresenta a história de Lance Sterling (Will Smith), o melhor espião do mundo, que precisa unir forças com o inventor Walter (Tom Holland) para salvar o dia devido a um evento inesperado. O longa ainda apresenta as vozes de Ben Mendelsohn, Karen Gillan, Rashida Jones, DJ Khaled e Masi Oka na versão original. A estreia no Brasil está prevista para janeiro de 2020, com as vozes de Lázaro Ramos e Thais Araújo.

Confira o trailer abaixo:

O bom e velho amigo da vizinhança está de volta para o seu mais novo filme solo: ‘Homem Aranha: de Volta ao Lar’ (Spider-Man: Homecoming), e o título não poderia ser mais propício, já que foi o retorno do personagem para os Estúdios Marvel.

Temos o retorno de Tom Holland no papel principal como Peter Parker, um garoto de apenas 15 anos que adquiriu grandes poderes – e com eles grandes responsabilidades -, que tenta, de alguma forma, utilizá-los para fazer do mundo um lugar melhor de se viver. Mas como um adolescente pode conciliar todas as suas responsabilidades e salvar o mundo, ao mesmo tempo? É justamente aí onde o longa de 135 minutos acerta!

Aqui temos um Peter Parker ingênuo, inexperiente e imaturo que sonha em entrar para a equipe dos Vingadores para dar sentido maior aos seus poderes do que prender ladrões de bicicletas. Tony Stark (Robert Downey Jr.), adota o garoto como pupilo, após tê-lo recrutado em ‘Capitão América: Guerra Civil’ (Captain America: Civil War) e passa a atuar como mentor do rapaz. Mas não precisa se preocupar, o Homem de Ferro não rouba a cena no filme, já que todas as suas aparições são precisas e bem pontuadas, dando o espaço que o Aranha precisa para brilhar.

As coisas começam a ficar complicadas quando Peter enfrenta uma gangue munida de armas poderosas feitas à base de tecnologia chitauri, raça alien apresentada em ‘Vingadores’ (Avengers). O líder da trupe de bandidos é ninguém menos que Adrian Toomes (Michael Keaton), o Abutre. E dessa vez, o vilão não tem planos maquiavélicos para conquistar o mundo; sua verdadeira sede é pelas armas das indústrias Stark e pela tecnologia alienígena que lhe foi tirada dele anos atrás.

Outro ponto positivo é que temos uma aproximação maior com a persona de Peter Parker, coisa que nos outros filmes foi pouco explorado. O acompanhamos na escola; tendo dificuldade em se aproximar de Liz Allen (Laura Harrier), sua primeira paixão; sofrendo bulliyng do seu colega de classe, Flash Tompson (Tony Revelori); escondendo sua identidade heróica da sua tia May (Marisa Tomei); passando os dias com Ned (Jacob Batalon), seu melhor amigo e fiel escudeiro; ou mesmo comprando um lanche antesde  ir patrulhar as ruas de Nova York .

Tom Holland consegue trazer os dramas pessoais de Peter, nos lembrando da nossa própria adolescência, ou nos fazendo questionar o que faríamos em seu lugar: ficaria em uma festa com a pessoa por quem estamos apaixonado, ou iria investigar um lugar suspeito? O filme apresenta dilemas pessoais de alguém que quer mostrar o seu valor, que quer ser reconhecido pelos outros e quer fazer mais pelo próximo.

A soma de tudo isso só poderia resultar no melhor filme do Homem-Aranha, até agora. E é com grande prazer que dizemos: bem-vindo de volta, amigo da vizinhança!  

Foto: divulgação