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Sertanejo Universitário

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Por trás de um grande hit musical existem dezenas de profissionais que trabalham incansavelmente para que a música ‘‘estoure’’ nas plataformas digitais, rádios e mídias sociais, como os produtores e cantores. Mas é o compositor que, de fato, escreve a música, escolhendo cada palavra e imprime sentimentos em cada verso.

Em entrevista ao Portal Opa, o compositor Henrique Casttro falou sobre sua carreira, processo criativo, suas músicas, aspirações e processo de reinvenção durante a quarentena, além de sua carreira como cantor, que já conta com a música “Tá Sofrendo Porque Quer”, em parceria com a dupla Henrique e Juliano.

Pode até ser que você não se recorde de Henrique Casttro pelo nome, mas, certamente, se gosta de sertanejo universitário, já cantou e dançou diversas de suas canções nas vozes de Henrique & Juliano (Liberdade Provisória), Wesley Safadão (Na Cama Que eu Paguei), Jorge e Mateus (Propaganda), entre outros artistas.

E fazendo um grande trabalho por trás dos palcos, o tocantinense, de apenas 27 anos, já tem na bagagem mais de 20 grandes composições no mercado, sendo um dos mais consagrados compositores do sertanejo universitário da atualidade.

Confira o que rolou na nossa conversa:

Portal Opa – Você tem vários hits conhecidos no mercado. Teve algum em especial que você se surpreendeu com a reação positiva do público?

Henrique Casttro – A música com que mais me surpreendi foi ‘Liberdade Provisória’ pela rapidez com que ela chegou às pessoas. Em menos de uma semana, o Henrique e o Juliano lançaram o som. E, mais ou menos, cinco dias depois eu fui na minha cidade, em Tocantins, e a música estava estourada lá. E poxa, foi um negócio bem rápido, uma das maiores surpresas que tive com as minhas músicas até aqui!

 

Portal Opa – Como você apresentou suas músicas para artistas como Zé Neto & Cristiano, Jorge & Mateus e Henrique & Juliano?

Henrique Casttro – Eu conheço o Zé Neto & Cristiano e o Henrique & Juliano antes do sucesso. O Henrique & Juliano são tocantinenses também, e o Zé Neto & Cristiano eu conheci assim que cheguei a Goiânia, pois eles haviam acabado de chegar também. Nós temos uma amizade muito boa, eu adoro os dois. Eu brinco com eles chamando o Zé de Paraíba e o Cristiano de Cesinha, é algo interno nosso. Acho o sucesso deles super merecido. E essa amizade facilita na hora de mandar uma música. E eu também fiz uma amizade muito boa com o Jorge & Mateus recentemente, de uns dois anos para cá, e isso ajuda o trabalho, o feedback para a gente saber qual é a linha que o repertório deles vai seguir para podermos somar.

Henrique Casttro
Foto: divulgação

Portal Opa – Você utilizou algum critério para direcionar as músicas para cada um, ou eles entraram em contato com você?

Henrique Casttro – Na verdade, quando acabo de fazer uma música eu mando para quem ela parece mais, e os cantores a seguram. Eu costumo dizer que a música acaba escolhendo o seu intérprete.

Portal Opa – Como é o seu processo criativo para compor suas músicas? Você utiliza da sua vivência para escrever as letras?

Henrique Casttro – É muito relativo! Eu componho sim minhas histórias reais, mas componho também a de amigos, de temas aleatórios. A verdade é que não existe um caminho só, fazemos a nossa história, a do terceiro, histórias que ouvimos no Uber… Eu inclusive já fiz música de um motorista do Uber que estava desabafando a vida amorosa dele. Eu estava indo compor e acabei escrevendo a história que o motorista me contou. E ela deu muito certo! Inclusive é a música ‘Pedacim de Noite’, do Matheus & Kauan.

 

Portal Opa – Como está sendo compor neste momento tão delicado causado pela pandemia do novo coronavírus? O que você está fazendo para criar?

Henrique Casttro – Não tá sendo fácil escrever nesse momento de pandemia. Ela acabou influenciando muito o processo criativo, mas estamos nos desdobrando para não deixar o rendimento cair. Estamos compondo, aproveitando o tempo para criar novos estilos, gerar tendências, mas não paramos e continuamos compondo com as mesmas estratégias de sempre, que é pegar um tema, compor e separar as melodias. E depois da pandemia vocês vão ouvir várias músicas!

 

Portal Opa – O coronavírus impactou diversos segmentos, em especial o nicho  cultural. Como está sendo para você se reinventar neste momento que sua carreira de cantor está sendo lançada?

Henrique Casttro – Na verdade minha ficha demorou só uma semana para cair. Quando ela caiu e eu vi que tudo ia parar, eu readaptei minha vida,  pois já estava na estrada, indo à algumas rádios e programas. Nossa agenda de show ia ser aberta. Eu retomei tudo e refiz o meu planejamento, voltei a compor com muita intensidade Eu me voltei às composições novamente, dediquei minhas energias nisso e o resultado tem sido muito bom.

 

Portal Opa – Você tem mais algum projeto de parceria em vista com outros cantores? Pode falar sobre?

Henrique Casttro – Tem um plano de gravar com algumas pessoas que eu tenho proximidade e amizade, mas nada concretizado ainda. Só algumas combinações meio apalavradas de gravarmos juntos. Eu gravei meu DVD sozinho. Tive uma participação muito especial na minha música de trabalho “Tá Sofrendo Porque Quer”, com o Henrique e Juliano, então optei por gravar algo em estúdio mais intimista. E, em breve, no pós-pandemia, quero gravar o meu DVD grandão, contando com a participação do público  e com muitas novidades.

 

Portal Opa – Existe algum cantor (a), do meio sertanejo ou de outro ritmo, que você tem vontade de trabalhar junto? Qual?

Henrique Casttro – Eu sonho em um dia poder cantar com o Roberto Carlos. Gosto muito do som do Mumuzinho, é um pagode e uma vibe diferente e acredito que a gente possa fazer trabalhos juntos.

 

Quando o assunto é sertanejo universitário, Jorge & Mateus é lembrado como uma das duplas pioneiras e mais influentes do gênero. No dia 20 de dezembro, eles farão uma apresentação no Vila Country, uma das principais baladas sertanejas de São Paulo, com a turnê “Terra Sem CEP”.

O repertório traz a essência marcante do início da carreira da dupla, com letras românticas e canções leves e alegres, como “Trincadinho”, “Menina Maluquinha” e “Propaganda”.

Após a divulgação de “Terra Sem CEP” no meio digital, todas as faixas do álbum dominaram os rankings brasileiros das principais plataformas de música. E é com essa mesma força musical que eles prometem um grande show em São Paulo. “Estamos felizes demais por essa repercussão e queremos convidar a todos para embarcarem com a gente nessa ‘Terra Sem CEP’. Temos certeza de que este show no Villa Country será uma noite bastante especial para todos nós, por isso, esperamos por vocês”, comentam os cantores.

Os ingressos já estão à venda. Para adquiri-los basta ir pessoalmente às bilheterias do Villa ou acessar o site www.villacountry.com.br. Os preços vão a partir de R$ 100,00 para a pista e de R$ 200,00 no camarote Brahma.

Jorge & Mateus no Villa Country

Data: 20 de dezembro de 2018 (quinta-feira) 
Horário de Abertura da casa: 20h
Horário do Show: 00h30
Local: Villa Country (Av. Francisco Matarazzo, 774, Parque da Água Branca, São Paulo)
Censura: 18 anos
Capacidade: 8.000 pessoas
Acesso para deficientes: sim

Ingressos: Pista: a partir de R$ 100,00 | Camarote Brahma: a partir de R$ 200,00
Compra de ingressos: Nas bilheterias do Villa Country (de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos das 13h às 22h) ou Online no goo.gl/0Aes3T 
Formas de Pagamento: Dinheiro, Cartões de Credito e Debito, Visa, Visa Electron, MasterCard, Diners Club, Rede Shop. Cheques não são aceitos. 
Mais informações: http://www.villacountry.com.br | (11) 3868-5858