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Professor Xavier

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X-men foi a primeira franquia de filme de herói a chegar ao cinema e, definitivamente, conquistar o público com personagens tão icônicos quanto carismáticos, que eram conhecidos pelas HQs e pela série animada. Hoje, 20 anos depois, somos apresentados à derradeira história que encerra o universo cinematográfico dos mutantes como conhecemos: “X-Men: Fênix Negra” (X-men: Dark Phoenix).

O 11º filme da equipe conta com um elenco de peso: Sophie Turner (Game of Thrones), como Jean Grey/Fênix; James McAvoy (Fragmentado), como Professor Xavier; Michael Fassbender (Assassin’s Creed), como Magneto; Jeniffer Lawrence (Jogos Vorazes); Nicholas Hoult (Tolkien), como Fera; e Tye Sheridan (Jogador Nº1), como Ciclope. A adição, desta vez, é a atriz Jessica Chastain (Interestelar), que vive a misteriosa vilã alienígena Smith.

Se os outros filmes são apoiados nas relações estremecidas entre Xavier e Magneto e na luta de ambos, cada um com a sua ideologia, de um mundo melhor para os mutantes, “X-Men: Fenix Negra” apresenta uma equipe de heróis nacionais e amada pela população, que agora, inclusive, tem uma linha telefônica direta cm o presidente. Mas toda essa relação serve apenas como pano de fundo para a história central, que é focada em Jean Grey e na expansão de seus poderes após ser atingida por rajadas de energia em uma missão de resgate espacial.

A escolha de um elenco jovem para composição dos heróis é uma dos aspectos mais certeiros apresentados em “X-Men: Apocalipse” e que tem continuidade aqui. Em meio a tantos personagens conhecidos e poderosos como Mercúrio (Evan Peters), Tempestade (Alexandra Shipp) e Noturno (Kodi Smit-McPhee) é difícil engolir Mística/Raven como líder da equipe nas missões. Entretanto, o arco de anti-heroína no cinema, conhecida nos quadrinhos por ser uma vilã, caminhou para esse ponto, ainda que forçado em diversos momentos.

Mesmo com uma construção que não favorece Sophie Turner devido a narrativa fraca, a atriz se destaca apresentado ao público uma boa Jean Grey, que transita entre a fragilidade, frieza e a raiva com muita facilidade – ainda que exista a necessidade dela ser mais expressiva, principalmente nos picos de raiva.

O longa tem problemas em sua composição, parte é derivada do roteiro e direção, principalmente no péssimo aproveitamento de uma atriz tão boa quanto Jessica Chainstain, que é completamente clichê e genérica, nos diálogos extremamente expositivos, e na caracterização da fênix, que só se difere da Jean graças a cicatrizes que vão aparecendo no seu rosto, onde poderia haver mais mudanças visuais e de personalidade.

Ainda assim, X-Men: Fênix Negra tem bons momentos como o resgate dos astronautas, que conta com uma singela cena em câmera lenta do mercúrio, e no resgate de Jean, em que vemos bastante a utilização dos poderes e o entrosamento da equipe durante a luta.

X-Men: Fênix Negra é uma grande autocelebração dos 20 anos dos mutantes nas telonas, fazendo referências claras aos outros filmes da franquia, principalmente a “X-Men 3: O Confronto Final” que também adaptou a icônica saga dos quadrinhos. Isso ocorre graças a Simon Kinberg e Bryan Singer, dupla de direção e roteiro responsável por dar vida a equipe X e iniciar o legado de heróis no cinema da forma que conhecemos, tendo uma assinatura muito forte, com muitos momentos altos e baixos que também ficam presentes neste longa.

O futuro dos X-men é incerto, após a compra dos direitos pela Disney. O que resta agora é aguardar como eles serão inseridos no Universo Cinematográfico da Marvel e aproveitar a última aventura da equipe como conhecemos, que cativou grande aparte do público durante tanto tempo.

Em 2029, os mutantes estão em declínio e as pessoas não sabem o motivo. Uma organização está transformando as crianças mutantes em assassinas e Wolverine (Hugh Jackman), a pedido do Professor Xavier (Patrick Stewart), precisa proteger a jovem e poderosa Laura Kinney (Dafne Keen), conhecida como X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex (Boyd Holbrook) amplia seu projeto de destruição.

Dirigido por James Mangold, Logan transmite um estado de melancolia para o espectador justamente por sabermos que esta é a última vez em que veremos Hugh Jackman como o mutante que cativou fãs durantes vários anos na franquia X-Men. A despedida em grande estilo traz novos ares para os filmes de heróis apostando em cenas de violência extrema e ação frenética. O vocabulário dos personagens tornou-se mais natural, visto que com a classificação em 18 anos, agora é possível o uso de palavrões e situações nunca exploradas em filmes para a grande massa.

Tudo aqui está perfeito se comparado com os filmes que antecederam a vinda de Logan. Fotografia, trilha sonora, roteiro, maquiagem, e ambientação, todos estão em cumplicidade para retratar a última história do anti-herói. Os fãs ficarão felizes em ver um Wolverine diferente, cansado, mais humano e, ainda sim, corajoso e determinado. As boas doses de comédia que a trama carrega ajudam a criar empatia e despertar um apego emocional a esta jornada derradeira do mutante.

O trabalho de atuação de Hugh Jackman e Patrick Stewart é poético e saudosista. Ambos passaram mais de 15 anos vendo a trajetória dos X-Men até chegarem aqui, e ao se deparar com a velhice de seus personagens, o público sente a tristeza e a nostalgia que os atores tentam despertar com o decorrer da narrativa. Hugh Jackman parece estar pronto desde o início para dar adeus ao seu eterno Wolverine: o ator desempenha diálogos reflexivos e olhares angustiados na maior parte do filme. Já Patrick Stewart mostra um Professor Xavier debilitado, sem forças e sem mais motivações para continuar.

Como a versão ‘feminina’ de Wolverine, Dafne Keen retrata uma X-23 ousada, cheia de vitalidade e voraz em relação ao mundo ao seu redor. A pequena garota mostra-se talentosa e agrega boa parte das cenas de violência do longa. Seu arco narrativo é interessante, e promete sucesso caso decidam explorar a mutante em outros filmes dos X-Men. Os personagens secundários estão ali para dar mais ênfase em algumas situações, mas não chegam a tirar a atenção do desenvolvimento de Logan na história.

Ao fim, a saga de Wolverine se encerra com um brilhantismo enorme e com grandiosas cenas memoráveis na franquia dos mutantes. O roteiro coopera para uma história diferente, íntima e saudosa em todos os aspectos. Logan é além da compreensão de como se fazer um excelente filme de ‘herói’ sem apelar para sequencias exageradas e vilões caricatos.

Foto: 20Th Century Fox / Divulgação
Foto: 20Th Century Fox / Divulgação