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As personagens femininas da Turma da Mônica vão invadir o Conjunto Nacional, na capital paulista, para trazer a exposição Donas da Rua da História, que ficará aberta ao público do dia 03 a 17 de março.

A mostra, que homenageia 19 mulheres que marcaram a humanidade, comemora o quarto ano do projeto Donas da Rua da História, criado para fomentar o empoderamento de meninas, organizado em torno dos três pilares que sustentam a iniciativa: artes, esportes e ciências. O projeto conta com o apoio institucional da ONU Mulheres, parceria que tornou a Maurício de Sousa Produções signatária dos Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres.

As Donas da Rua da História são representadas pelas personagens do Bairro do Limoeiro, e as ilustrações estarão em grandes painéis. Os visitantes poderão conhecer também um pouco mais da biografia de cada homenageada, entre elas a bióloga Neiva Guedes, que contribuiu para a preservação da arara azul no Pantanal, retratada pela personagem Rosinha, e a matemática Katherine Johnson, cujos cálculos foram fundamentais para que o homem chegasse à Lua, representada por Milena.

Pela primeira vez a exposição traz o desenho de uma dupla, a das campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, representadas pelas personagens Denise e Aninha, reforçando a importância a colaboração entre mulheres.

Para Mônica Sousa, criadora do projeto Donas da Rua e diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, reconhecer e evidenciar grandes nomes femininos para que sirvam de inspiração é um passo para o empoderamento. “Ao destacarmos mulheres fortes, as meninas se inspiram a também fazer sua própria história. Queremos levar a consciência de que todas são capazes de fazer a diferença”, pontua a executiva.

Exposição Donas da Rua da História

Local: Conjunto Nacional — Avenida Paulista, 2073, Piso Térreo, São Paulo – SP
Data: de 03 a 17 de março de 2020
Horário de Funcionamento: de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Site: www.turmadamonica.com.br/donasdarua
Gratuito

No dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1966, em memória ao “Massacre de Shaperville”, que ocorreu em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

Nesse episódio, cerca de 20 mil negros protestavam pacificamente contra a Lei do Passe, que os obrigavam a ter um cartão de identificação e especificava os locais em que poderiam passar. Na ocasião, os manifestantes se deparam com tropas do exército que abriram fogo contra eles. 186 pessoas ficaram feridas e 69 pessoas morreram.

De acordo com os dados do IBGE, no Brasil, 54% da população é negra. Segundo um levantamento do Correio Brasiliense, em um período de três anos e meio, foram registrados 12.891 denúncias de discriminação racial em 18 unidades da Federação: 3.332 de racismo; 8.741 de injúria; e 818 não especificados. Os dados são de 2012 até junho de 2015.

Olhares tortos, xingamentos, humilhações e ataques compõem histórias diárias de discriminações, o que resulta nos dados apresentados e muito mais. Pois muitas vezes, alguns casos são silenciados e acabam não sendo denunciados.

A estudante de jornalismo Gabriela Gonçalves é cofundadora do coletivo Enegrecer, que atua dentro da Universidade São Judas. Gabriela vê a questão da discriminação como algo a ser tratado com muito cuidado. “Existem situações que não permitem o enfrentamento direto. Gosto de uma fala de Ângela Davis, a qual ela diz que temos que cuidar da nossa própria segurança e isso também é uma forma de enfrentamento. É preciso ter maturidade para medir a força de acordo com a situação”.

Para ela, medidas como inserir autores negros na bibliografia do ensino básico, mostrar a história negra além da escravidão, são atitudes que as escolas poderiam começar a considerar para que algo comece a mudar. Os coletivos também tem um papel muito importante nessa luta, pois são necessários para apontar as dificuldades que uma pessoa negra enfrenta nos espaços ocupados hegemonicamente por brancos, e isso traz luz aos debates que devem ser discutidos sempre, por qualquer pessoa.

É preciso lutar diariamente para que a discriminação seja combatida. A luta não é de poucos, é de todos!