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A atriz Tatiana Maslany, conhecida pelo seu papei em na série Orphan Black, será a protagonista da série ‘She-Hulk’, nova série do Universo Cinematográfico da Marvel, no Disney+.

De acordo com a Variety, a série abordará a origem da personagem Jennifer Walters, que assim como nas HQs, herdará os poderes de seu primo Bruce Banner após uma transfusão de sangue.Mas, ao contrário de seu primo que perde o controle ao se transformar no gigante esmeralda, ela fica mais confiante.

‘She-Hulk‘ é uma das apostas de expansão do Universo Marvel nas telinhas, ao lado de Wanda Vision, Falcão e Soldado Invernal e a série do Gavião Arqueiro.

Até o momento, a escalação da atriz Tatiana Maslany é a única novidade sobre a série.

A Marvel anunciou na Brasil Game Show (BGS) o lançamento global da linha de action figures, Marvel Legends 6, da Hasbro.

As figuras serão exclusivas e inspiradas no jogo Marvel Gameverse Legends. A previsão de lançamento é para 2020. As primeiras imagens trazem o Homem de Ferro com sua icônica armadura. Confira:

Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spider-Man: Far From Home) foi o filme a ter, sem dúvidas, a maior dificuldade do Universo Cinematográfico Marvel: trazer uma história envolvente após os acontecimentos de Vingadores: Ultimato, e ainda deixar as portas abertas para a fase 4 deste universo interligado. Felizmente, para os amantes do teioso, a missão foi cumprida com sucesso.

O longa acontece meses após o retorno de todos que foram “blipados” (nome dado às pessoas que desapareceram no estalar dedos do Thanos), e mostra como Peter Parker (Tom Holland) lida com a dor da perda do Homem de Ferro, com a necessidade de proteger as pessoas a sua volta e de se declarar para a garota por quem é apaixonado. Com o retorno do ano letivo escolar, ele e seus amigos vão à Europa durante as férias, e é lá que as aventuras acontecem.

Longe de Casa brinca com o momento do protagonista, que quer deixar o Aranha de lado para apenas curtir suas merecidas férias e conquistar seu interesse romântico, a MJ (Zendaya). Vale ressaltar que estas férias também são importantes para o público, que agora tem respiro após os acontecimentos marcantes do último filme da Marvel.

A morte do Homem de Ferro poderia ter sido um grande problema caso não fosse lidada de uma forma natural, afinal, todo lugar que Peter – e nós – olhamos, Tony Stark está lá, e trazer isso de uma forma mais sentimental poderia deixar o roteiro previsível, piegas, ou mesmo descaracterizar a caminhada do Homem-Aranha.

Todavia, mais uma vez a tecnologia de Stark causa problemas ao cair nas mãos de pessoas erradas. Ainda que faça sentido, principalmente ao trazer personagens antigos e que foram afetados de alguma forma pelo herói, a fórmula fica desgastada no final.

A atuação de Tom Holland mostra como o ator nasceu para interpretar o Homem-Aranha, e a cada filme que passa isso vai ficando mais evidente. Já sua interação com a Mary Jane de Zendaya não possui tanta química dentro dessa comédia romântica de sessão da tarde, ainda que renda momentos engraçados. Entretanto este é o pontapé inicial de um dos relacionamentos mais conhecidos dos quadrinhos, que certamente vai ter mais espaço no próximo filme e um desenvolvimento mais aprofundado.

O elenco de apoio é a parte cômica, que tem um timing ótimo, principalmente Ned (Jacob Batalon), que agora divide tela com seu interesse romântico, Betty (Angourie Rice). Já Nick Fury de Samuel L. Jackson volta às telas, mas com menos imponência e com um ar diferente dos outros filmes, por motivos revelados apenas no final da aventura.

Homem-Aranha: Longe de Casa

O destaque fica para Jake Gyllenhaal, que interpreta Quentin Beck, o Mysterio, de forma tão interessante, colocando o personagem em uma seleta galeria de melhores vilões da Marvel nos cinemas.  Beck convence tanto como um herói que, por um momento, até os fãs que conhecem a índole do personagem acabam caindo na sua conversa. Vale ressaltar também que os trailers não entregam nada, o que deixa a virada ainda mais impactante para quem não conhece o personagem, e entender os motivos dele torna tudo mais crível. Nem mesmo os diálogos extremamente expositivos durante sua explicação desestabiliza o momento que ele criou.

A cereja do bolo, no entanto, fica para os efeitos especiais: a roupa do Mysterio é um show a parte e fidelidade aos quadrinhos impressiona; os elementais exigem os mais variados movimentos do protagonista, o que resulta em boas lutas; o design de todas as roupas do herói são um deleite aos fãs; e o primeiro embate entre o Homem-Aranha e o vilão é tão incrível que parece ser retirado das animações clássicas do teioso dos anos 90 e colocados na tela do cinema! 

Assim como seu antecessor, Homem-Aranha de volta ao lar, o novo longa do cabeça de teia traz uma história mais contida, dentro do seu universo – ainda que o final certamente acarrete em grandes consequências que possam moldar os próximos filmes da Marvel. Com a derradeira história da fase 3 – e uma das melhores do Homem-Aranha no cinema, diga-se de passagem – pouco se sabe sobre o seu futuro, além de especulações e um desejo profundo de ótimas novas histórias.

X-men foi a primeira franquia de filme de herói a chegar ao cinema e, definitivamente, conquistar o público com personagens tão icônicos quanto carismáticos, que eram conhecidos pelas HQs e pela série animada. Hoje, 20 anos depois, somos apresentados à derradeira história que encerra o universo cinematográfico dos mutantes como conhecemos: “X-Men: Fênix Negra” (X-men: Dark Phoenix).

O 11º filme da equipe conta com um elenco de peso: Sophie Turner (Game of Thrones), como Jean Grey/Fênix; James McAvoy (Fragmentado), como Professor Xavier; Michael Fassbender (Assassin’s Creed), como Magneto; Jeniffer Lawrence (Jogos Vorazes); Nicholas Hoult (Tolkien), como Fera; e Tye Sheridan (Jogador Nº1), como Ciclope. A adição, desta vez, é a atriz Jessica Chastain (Interestelar), que vive a misteriosa vilã alienígena Smith.

Se os outros filmes são apoiados nas relações estremecidas entre Xavier e Magneto e na luta de ambos, cada um com a sua ideologia, de um mundo melhor para os mutantes, “X-Men: Fenix Negra” apresenta uma equipe de heróis nacionais e amada pela população, que agora, inclusive, tem uma linha telefônica direta cm o presidente. Mas toda essa relação serve apenas como pano de fundo para a história central, que é focada em Jean Grey e na expansão de seus poderes após ser atingida por rajadas de energia em uma missão de resgate espacial.

A escolha de um elenco jovem para composição dos heróis é uma dos aspectos mais certeiros apresentados em “X-Men: Apocalipse” e que tem continuidade aqui. Em meio a tantos personagens conhecidos e poderosos como Mercúrio (Evan Peters), Tempestade (Alexandra Shipp) e Noturno (Kodi Smit-McPhee) é difícil engolir Mística/Raven como líder da equipe nas missões. Entretanto, o arco de anti-heroína no cinema, conhecida nos quadrinhos por ser uma vilã, caminhou para esse ponto, ainda que forçado em diversos momentos.

Mesmo com uma construção que não favorece Sophie Turner devido a narrativa fraca, a atriz se destaca apresentado ao público uma boa Jean Grey, que transita entre a fragilidade, frieza e a raiva com muita facilidade – ainda que exista a necessidade dela ser mais expressiva, principalmente nos picos de raiva.

O longa tem problemas em sua composição, parte é derivada do roteiro e direção, principalmente no péssimo aproveitamento de uma atriz tão boa quanto Jessica Chainstain, que é completamente clichê e genérica, nos diálogos extremamente expositivos, e na caracterização da fênix, que só se difere da Jean graças a cicatrizes que vão aparecendo no seu rosto, onde poderia haver mais mudanças visuais e de personalidade.

Ainda assim, X-Men: Fênix Negra tem bons momentos como o resgate dos astronautas, que conta com uma singela cena em câmera lenta do mercúrio, e no resgate de Jean, em que vemos bastante a utilização dos poderes e o entrosamento da equipe durante a luta.

X-Men: Fênix Negra é uma grande autocelebração dos 20 anos dos mutantes nas telonas, fazendo referências claras aos outros filmes da franquia, principalmente a “X-Men 3: O Confronto Final” que também adaptou a icônica saga dos quadrinhos. Isso ocorre graças a Simon Kinberg e Bryan Singer, dupla de direção e roteiro responsável por dar vida a equipe X e iniciar o legado de heróis no cinema da forma que conhecemos, tendo uma assinatura muito forte, com muitos momentos altos e baixos que também ficam presentes neste longa.

O futuro dos X-men é incerto, após a compra dos direitos pela Disney. O que resta agora é aguardar como eles serão inseridos no Universo Cinematográfico da Marvel e aproveitar a última aventura da equipe como conhecemos, que cativou grande aparte do público durante tanto tempo.

“Vingadores: Ultimato” é o filme mais aguardado de todos os tempos. E para celebrar, a Piticas produziu estampas que homenageiam os heróis mais icônicos dos quadrinhos nos cinemas: Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Hulk e Gavião Arqueiro.

Entre as novidades estão a coleção de pijamas, camisetas de dupla face que reúne heróis e vilões e até a grandiosa Manopla. Confira todos os modelos:

A Marvel lançou nesta quinta (14) o segundo trailer de “Vingadores: Ultimato”. Este é o quarto filme dos heróis mais poderosos da Terra que devem se unir mais uma vez para desfazer o estalar de dedos de Thanos.  Estão de volta os veterenamos Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), a novata Capitã Marvel (Brie Larson) e muito mais!

Confira o trailer:

 

Confira o pôster oficial

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Capitã Marvel” é um longa que traz um respiro para o gênero de super-heróis graças a sua narrativa diferenciada, principalmente por se tratar de um filme de origem. O grande acerto é jogar o público dentro da história, sem a necessidade de muitas explicações, fazendo com que os expectadores fiquem atentos desde a primeira cena. Isso acontece porque a Capitã Marvel, alter ego de Carol Danvers, não se lembra de seu passado, e a medida que a história avança, flashbacks vão direcionando o público e a personagem.

Muitos fãs questionaram a qualidade da atuação de Brie Larson (“O Quarto de Jack”) como Capitã Marvel, já que a atriz foi duramente criticada quando materiais promocionais do filme começaram a ser divulgados. Acontece que nos 128 minutos da película, toda essa discussão causada por trailers se prova tão sem fundamento quanto desnecessária.

A atriz traz camadas diferenciadas à Carol Danvers, quando comparada aos outros atores e personagens já estabelecidos no universo. O motivo? Ela não precisa provar nada a ninguém! Ela é extremamente poderosa – e sabe disso -, não tem medo de enfrentar seus adversários ou lutar pelo que acredita ser o certo, sendo que esses sentimentos são expressados através de uma atuação linear, calma e pouco jocosa. A graça que Larson oferece como Capitã Marvel é diferente de personagens como Tony Stark (Robert Downey Jr.) ou Thor (Chris Hemsworth), já que ela aposta em um tom mais firme, seco e debochado para suas piadas.

Em contra partida, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é o oposto da personagem principal. Mais novo e menos experiente, o espião que futuramente se tornará o líder da S.H.I.EL.D é o alívio cômico, principalmente quando interage com o gato Goose. Ele sim brinca de maneira escrachada e dá ao longa características já conhecidas nos filmes da Casa das Ideias.

Quem também se destaca pelo humor é Talos (Ben Mendelsohn),  um líder alienígena da raça Skrull que está em guerra com os Kree do qual Danvers pertence. O ator consegue fazer valer cada segundo em cena, tendo um ótimo timing cômico, desarmando o público em cenas mais tensas e divertindo em momentos precisos.

Capitã Marvel se passa nos anos 90, muito tempo antes do estalar de dedos do Thanos em “Vingadores: Guerra Infinita”. A representação da época é marcada por objetos e ações simples como ligar de orelhões, utilizar internet discada ou aterrizar dentro de um locadora. Toda a parte visual e narrativa se esforça para nos transportar para aquele tempo, inclusive a interação entre Danvers e Fury remetem aos filmes de comédia policial que faziam sucesso nesse período. Entretanto, a trilha sonora não entrega tudo o que poderia e isso fica claro quando a comparamos com Guardiões da Galáxia, que tem uma forte ligação com a mesma época e oferece um dos trabalhos mais memoráveis de composições musicais da Marvel.

Um dos maiores problemas do filme é que ele traz muitos personagens que não têm tanta ou nenhuma relevância à história, como a tropa Kree que Carol trabalha, o que acaba impactando no desenvolvimento dos personagens importantes como Yon-Rogg (Jude Law), que é facilmente esquecido. Os efeitos visuais em cenas pontuais causam certa estranheza, como a primeira conexão da Capitã Marvel com a Inteligência Suprema Kree e algumas cenas dela no espaço, bem como a caracterização da raça Skrull, que traz uma maquiagem muito pesada tornando-os inexpressivos.

Capitã Marvel traz como pano de fundo questões atuais como o feminismo, com destaque para a luta das mulheres por espaços majoritariamente ocupados por homens. Ela é uma das únicas mulheres da força aérea a pilotar aeronaves, ao lado de sua melhor amiga Maria Rambeau (lashana Lynch), e é privada de fazer parte do seu trabalho pelo fato de ser uma mulher. Outra personagem que dá peso nesse sentido é a Mar-Vell (Annette Bening), uma cientista que ocupa uma posição extremamente importante, se tornado a grande inspiração de inteligência, altruísmo e força para a heroína, sendo que esse apreço é destacado algumas vezes na história.

Por ser a primeira mulher a protagonizar um filme solo de heroína no UCM, Capitã Marvel não só preparou o terreno para o próximo longa dos Vingadores como abriu espaço para mais diversidade dentro do gênero de heróis, quebrando recordes já no primeiro final de semana de distribuição, sendo a 6 ª melhor bilheteria de estreia da história e a maior bilheteria de estreia de um filme protagonizado por uma mulher. “Mais alto, mais longe, mais rápido”, frase marcante dita por Carol Danvers, sintetiza bem a importância da heroína dentro e fora das telas.

Capitã Marvel, novo filme que estreia no dia 7 de março no Brasil, ganhou uma coleção de camisetas na Piticas.

As estampas variam desde o uniforme que a heroína utilizou durante seu período como piloto das Forças Aéreas ao peitoral do uniforme da super-heroína. As camisetas estão disponíveis no site da Piticas e nos quiosques da marca.

Confira os 3 modelos de camisetas da nova coleção da Capitã Marvel:

 

Quem assistiu a 1ª temporada de “Punho de Ferro” (Iron Fist), série original da Netflix em parceria com a Marvel, com certeza ficou com um estranho gosto amargo na boca ao ver Danny Rand, interpretado por Finn Jones, nas telas. Isso porque o herói nada se parecia com os quadrinhos, com um temperamento explosivo, impulsivo, imaturo e com poderes pouco explorados. Erros escancarados no roteiro, como arcos de personagens incompletos, diálogos preguiçosos e lutas mal coreografadas, fizeram desta a série de qualidade mais mediana entre a parceria da rede de streaming e a Casa das Ideias.

A situação também não foi das melhores na série “Os Defensores” (The Defenders), que foi a união do Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro contra a organização do Tentáculo. Apesar do hype para esta série estar gigantesca, ela também deixou a desejar. E entre todos os heróis, novamente Danny era o menos interessante entre os quatro. Eis que a 2ª de Luke Cage, que contou com a participação especial de Finn Jones, deu um vislumbre das mudanças que o seu personagem sofreu, e isso já foi o suficiente para reacender a esperança no coração de quem acreditava em uma redenção da parte dos roteiristas. E quem acreditou na mudança se surpreendeu positivamente!

Com 3 episódios a menos que a temporada antecessora, cortando várias partes dispensáveis que apenas tomavam tempo de tela nos quase 60 minutos de cada capítulo e deixando o tudo mais dinâmico, 2ª temporada de Punho de Ferro trouxe de volta os personagens Joy Meachum (Jessica Stroup), Ward Meachum (Tom Pelphrey), Colleen Wing (Jessica Henwick), Davos/Serpente de Aço (Sacha Drawan) e a mais nova adição para a série, Mary Walker (Alice Eve).

A trama agora é muito mais simplista que anterior, que deixou diversos pontos em abertos ou mal explorados, principalmente com seus vilões. O tema principal se tornou a família e tudo gira em torno disso: Danny não consegue enxergar o mau que Davos, seu irmão de consideração, está fazendo a ele; Joy deseja se vingar de seus irmãos por todos os segredos em relação a seu pai; Ward tenta se reaproximar de Joy enquanto lida com problemas de drogas; e Colleen tenta saber mais sobre o seu passado ao mesmo tempo que tem dificuldades em enxergar o seu futuro ao lado de Danny.

A direção de todos os personagens é muito boa, porém é novamente Finn Jones que chama atenção por não haver identificação do público com o seu personagem, principalmente quando existe divisão de tela com o vilão. Ele tenta justificar os atos de Davos e uma aproximação que não faz mais sentido, se tornando extremamente infantil e irritante em algumas partes. E assim como as segundas temporadas de Jessica Jones e Luke Cage, o vilão tem poderes similares aos do herói, fazendo um contraponto entre o bem e o mal.

Os irmãos Meachum voltaram melhores, principalmente Ward, que tem uma ótima química com o personagem de Danny. Já Jessica Stroup trouxe uma Joy completamente diferente, fria, irônica e vingativa, porém, após seus segredos serem revelados ela volta a ficar morna  e deixa de agregar significativamente. Já o grande surpresa positiva da temporada é a personagem de Alice Eve, Mary Walker, que tem transtorno dissociativo de personalidade, ou seja, ela possui múltiplas personalidades. Enquanto Mary é uma mulher tímida e amável, Walker é fria, calculista e implacável até ter seu serviço completado. O final da personagem é interessante e nos deixa curiosos pelo seu retorno em um próximo ano.

É muito bom saber que a Netflix e a Marvel ouviu as reclamações dos fãs em relação às fracas cenas de ação da primeira temporada, ainda mais por ser uma série que tem as artes marciais tão vivas em sua essência. A escolha de Clayton Barber, conhecido por coordenar as lutas de Pantera Negra, para comandar as cenas de ação foi extremamente assertiva. E isso ficou em evidência, principalmente nas cenas de luta de Colleen no estúdio de tatuagem.

E falando em Colleen Wing, seu entrosamento com a detetive Misty Knight (Simone Missick), personagem regular de Luke Cage que faz uma ponta em Punho de Ferro, é bem interessante. Quem acompanha os quadrinhos sabe que a dupla Knightwing, também conhecidas como Filhas do Dragão, são personagens recorrentes nas HQs do Punho de Ferro. E se depender dos indícios deixados por elas, possivelmente teremos uma série exclusiva para as duas.

Em linhas gerais, 2ª temporada de Punho de Ferro possui algumas falhas, principalmente com o seu protagonista, mas consegue se redimir ao focar e fechar arcos dos personagens. Entre os principais acertos estão as diversas cenas de Kung Fu clássico e na adição Alice Eve para o elenco. As pontas soltas deixadas propositalmente e o final um tanto quanto inusitado são o suficientes para nos deixar com uma pulga atrás da orelha e pedir por uma 3ª temporada!

O constante desenvolvimento do mundo digital não conseguiu inibir o amor que os colecionadores de histórias em quadrinhos sentem pelos livrinhos físicos e isso ficou claro no Festival Guia dos Quadrinhos, que aconteceu nos dias 14 e 15 no Club Homs, em São Paulo.

Nesta edição, o evento fez homenagem aos 25 anos do selo Vertigo,  da DC Comics. O Festival também contou com ilustrações e publicações históricas, além de ter apresentado o lançamento do livro Vertigo: Além do limiar. O evento contou com ilustrações originais de Octavio Cariello, o artista homenageado dessa edição de 2018.

O evento trouxe diversos fãs para mostras das mais variadas histórias em quadrinhos que iam desde as clássicos da Marvel, DC e Disney a mangás, revistas e histórias independentes. O evento também contemplou espaço para a venda de colecionáveis, camisetas e diversos tipos de desenhos, cartoons e esculturas feitas por artistas.

A  ilustradora e designer gráfica Andréia Carbonari aproveitou  o espaço para divulgar sua arte. “Este é meu primeiro evento e estou muito contente. Eu já comecei com a ilustração há muito tempo, mas estou me arriscando agora”, comenta.

O espaço para a divulgação foi propício para a ilustradora uma vez que ela entrou na profissão por meio do universo geek. Andréia revelou que tudo começou ainda quando criança assistindo Sailor Moon e Mulher Maravilha. “Desde criança o mundo geek me inspira. Foi ele que me inspirou a desenhar e despertou a vontade de fazer minhas próprias HQs e até hoje eles me inspiram em tudo”, diz a ilustradora.

O Festival Guia dos Quadrinhos também promoveu o Quiz Nerd, onde os visitantes entravam em uma fila no salão principal para responder uma pergunta relacionada a histórias em quadrinhos, filmes, séries e cultura pop, na quual quem acertava ganhava um prêmio e quem errava voltava para o final da fila.

Além de stands contemplando diversos trabalhos, o Festival Guia dos Quadrinhos contou com uma programação recheada de conversas com profissionais do meio das histórias em quadrinhos como o bate-papo sobre bastidores das publicações da Vertigo no Brasil, que contou com a participação de Cassio Medauar da JBC; Leandro Luigi Del Manto, da Devir; Sidney Gusman, da Maurício de Sousa Produções; e Marcelo Naranjo, editor do site Universo HQ.

Ainda houve conversas sobre os 10 anos da Marvel no cinema e sobre os quadrinhos Disney, um concursos de cosplay, sessões de autógrafos com as atrações e um leilão de quadrinhos e artes originais de diversos catálogos.  O Festival Guia dos Quadrinhos 2018 mostrou mais uma vez o carinho do colecionador objeto e promete voltar com uma edição maior e cheias de novidades em 2019.