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Neste sábado (7), foi o segundo dia do evento mais esperado pelos otakus de plantão: o Anime Friends 2018. Ainda mais animado que o dia anterior, a programação estava extensa e atendia a todos os gostos, desde quem gosta de Cavaleiros do Zodíaco a quem curte ouvir um som pesado de uma dupla formada por um cara bombado e uma garotinha adoravelmente agressiva.

Os largos corredores do pavilhão do Anhembi pareciam estreitos considerando a quantidade de pessoas que estiveram presentes no evento. O show da dupla Deadlift Lolita, a apresentação (e palestra) da cantora digital Hatsune Miku e um meet and greet com a banda Blanc 7 foram as principais atrações deste sábado.

No palco principal, não há nunca uma pausa. A Banda Elísios abriu o dia com uma apresentação acalorada por fãs, sendo seguida pela Banda Aura Break e uma apresentação da cosplayer Isis Vasconcellos. Às 17h, o pavilhão quase veio a baixo com o show agitado de Deadlift Lolita, com Ladybeard elogiando fãs brasileiros e Reika Saiki mostrando que realmente estudou português. A banda Snowkel entrou no palco logo em seguida e o DJ Suna-P encerrou o dia com um show animado.

O Auditório 1 contou com palestras da Sato Company, Editora JBC, Editora New Pop e Panini, além de uma conversa com a estrela Ayame Misaki, Takumi Hashimoto e Yuki Takasaka. Uma palestra em comemoração aos 25 anos de Sailor Moon e um “Papo Nerd com elas” também aconteceram no decorrer do dia. O Palco Anime é a casa acolhedora dos fãs do estilo de animação. Papo com youtubers, show de cosplayers e o já tradicional desfile com direito a desfile e premiação também aconteceram neste palco. O dia, como de costume, foi encerrado com a premiação de melhor cosplay.

O Auditório 2, próximo ao portão de entrada e saída, foi reservado hoje para a cantora digital Hatsune Miku e o super-herói Ultraman, além de um talk show de Idols. Pela manhã o filme do herói foi exibido, além do filme da cantora, seguido de uma palestra e fechamento com show totalmente digital.

 

Nesta sexta-feira (06), foi dada a largada para o Anime Friends, um dos maiores festivais da América Latina dedicados aos fãs de cultura japonesa e universo nerd. O evento prosseguirá com uma agenda de diversas atrações, nacionais e internacionais, até o dia 09 de julho.

A principal diferença entre esta edição com a de 2017 é o local escolhido para sediar o festival. Se antes nós tínhamos o Expo Transamérica, desta vez fomos surpreendidos com o grande Centro de Eventos do Anhembi, em São Paulo, que proporcionou muito mais conforto e comodidade para os visitantes se locomoverem e interagirem com stands montados.

Outros dois pontos favoráveis com a troca foi o aumento dos food trucks na praça de alimentação, que varia entre lanches rápidos e comidas típicas orientais, e na localização do palco principal, que ganhou um espaço com boa visibilidade para o público assistir as atrações.

Entre os principais stands expostos estavam as editoras que já são carteirinhas carimbadas no evento, a JBC, NewPop e a Panini, que trouxeram uma grande variedade de títulos de livros, mangás e HQs.  

Além do expositores com produtos à venda, a Panini também dispunha de um espaço para entretenimento e brincadeira dos visitantes. E uma dessas brincadeiras era tentar virar três montes de 50 figurinhas do álbum da Copa 2018, título da editora, em troca de diversos prêmios oferecidos para quem conseguisse virar mais figurinhas, com destaque à cobiçadíssima 1ª edição do mangá Jojo’s Bizarre. Mas calma, todos que participaram da brincadeira – inclusive eu – ganharam brindes como figurinhas do Dragon Ball Super, figurinhas e álbum do filme “Jurassic World: Reino Ameaçado” e pôsteres de animes.

Outros espaços bastante visitados foram os expositores de games, onde os visitantes poderiam experimentar jogos nos consoles do Playstation 4 e Xbox One que ainda não estão disponíveis para venda, entre eles o “Soul Calibur VI”, “My Hero Academia” e “Jump Force”. Posso destacar uma surpresa satisfatória ao experimentar estes jogos, principalmente o último citado, que traz a mescla de universos de personagens tão distintos como Naruto, Dragon Ball e One Piece em apenas um game – e com uma estética visual de dar inveja para os concorrentes – e que, certamente, fará sucesso para quem ama o universo de animes.

Outra atração que acompanhamos foi a conversa com os dubladores do anime Yu Yu Hakushô, que trouxe os artistas Marco Ribeiro, responsável pela voz de Yusuke Urameshi, e Cristiano Torreão, que deu voz ao Hiei. Ambos falaram sobre suas carreiras, dificuldades e superações no mundo da dublagem e principalmente sobre o pioneirismo em ‘abrasileirar’ as falas dos personagens em um anime.

O evento ainda contou com atrações das bandas Gajin Sentai, Oreskaband, Deadlift Lolita, apresentações de animes, um museu e um show dedicados ao Ultraman, bate papos com youtubers e o desfile de Cosplays. Vale citar que foi dedicado um telão especial para quem quisesse acompanhar os jogos da Copa do Mundo 2018.

O constante desenvolvimento do mundo digital não conseguiu inibir o amor que os colecionadores de histórias em quadrinhos sentem pelos livrinhos físicos e isso ficou claro no Festival Guia dos Quadrinhos, que aconteceu nos dias 14 e 15 no Club Homs, em São Paulo.

Nesta edição, o evento fez homenagem aos 25 anos do selo Vertigo,  da DC Comics. O Festival também contou com ilustrações e publicações históricas, além de ter apresentado o lançamento do livro Vertigo: Além do limiar. O evento contou com ilustrações originais de Octavio Cariello, o artista homenageado dessa edição de 2018.

O evento trouxe diversos fãs para mostras das mais variadas histórias em quadrinhos que iam desde as clássicos da Marvel, DC e Disney a mangás, revistas e histórias independentes. O evento também contemplou espaço para a venda de colecionáveis, camisetas e diversos tipos de desenhos, cartoons e esculturas feitas por artistas.

A  ilustradora e designer gráfica Andréia Carbonari aproveitou  o espaço para divulgar sua arte. “Este é meu primeiro evento e estou muito contente. Eu já comecei com a ilustração há muito tempo, mas estou me arriscando agora”, comenta.

O espaço para a divulgação foi propício para a ilustradora uma vez que ela entrou na profissão por meio do universo geek. Andréia revelou que tudo começou ainda quando criança assistindo Sailor Moon e Mulher Maravilha. “Desde criança o mundo geek me inspira. Foi ele que me inspirou a desenhar e despertou a vontade de fazer minhas próprias HQs e até hoje eles me inspiram em tudo”, diz a ilustradora.

O Festival Guia dos Quadrinhos também promoveu o Quiz Nerd, onde os visitantes entravam em uma fila no salão principal para responder uma pergunta relacionada a histórias em quadrinhos, filmes, séries e cultura pop, na quual quem acertava ganhava um prêmio e quem errava voltava para o final da fila.

Além de stands contemplando diversos trabalhos, o Festival Guia dos Quadrinhos contou com uma programação recheada de conversas com profissionais do meio das histórias em quadrinhos como o bate-papo sobre bastidores das publicações da Vertigo no Brasil, que contou com a participação de Cassio Medauar da JBC; Leandro Luigi Del Manto, da Devir; Sidney Gusman, da Maurício de Sousa Produções; e Marcelo Naranjo, editor do site Universo HQ.

Ainda houve conversas sobre os 10 anos da Marvel no cinema e sobre os quadrinhos Disney, um concursos de cosplay, sessões de autógrafos com as atrações e um leilão de quadrinhos e artes originais de diversos catálogos.  O Festival Guia dos Quadrinhos 2018 mostrou mais uma vez o carinho do colecionador objeto e promete voltar com uma edição maior e cheias de novidades em 2019.

 

Como você imagina o mundo perfeito? O que faria se tivesse o poder de “deletar” as pessoas em que acredita contribuir para o caos no mundo?

O estudante Light Yagami possui este poder e o utiliza para construir o seu mundo utópico, onde não há criminosos e malsfeitores. Através de um caderno intitulado Death Note (Caderno da Morte), ele mata as pessoas que julga serem merecedoras deste destino apenas escrevendo os nomes enquanto pensa em seus rostos. Porém, o caderno possui diversas regras, além de permitir que o humano que o utilize possa ter contato direto com um shinigami, que é um deus da morte e portador original do caderno. Com o seu plano em ação, Light chama a atenção da polícia e de parte da população, que passa a apoiar seu ideal de justiça e começa a chamá-lo de Kira, em uma analogia a palavra killer, que significa matador em inglês.

Death Note foi publicado originalmente como uma série de mangá, escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos foram publicados semanalmente na revista japonesa Weekly Shonen Jump de 2003 a 2006. A história foi então adaptada para anime e chegou a ser transmitida no Brasil, Portugal e em vários outros países. Atualmente ela pode ser conferida na Netflix.

Com uma narrativa envolvente e instantânea, a história é desenvolvida em 37 capítulos com duração de 22 minutos cada. No seu decorrer, são apresentados novos detalhes sobre o funcionamento do caderno e personagens que trazem grandes impedimentos para os planos de Light, como o grande investigador internacional que é denominado apenas como ‘L’. O enredo permite ter uma reflexão ética e moral referente às ações da personagem principal. Não há muitas cenas de ação e, na maioria das vezes, o foco central dos capítulos são os diálogos e as estratégias elaboradas por Light e por aqueles que querem deter Kira.

Outros detalhes também possuem a sua relevância, como as expressões e gestos dos personagens que possuem uma aparência realista que só as animações podem oferecer.

Os aspectos morais e sobrenaturais apresentados na série conquistaram tanto a atenção do público que a obra também foi adaptada para o cinema. O live-action também intitulado Death Note estreou no Japão em 2006 e se tornou líder de bilheteria no país. No mesmo ano o filme ganhou uma sequência, Death Note: The Last Name, e em 2008 foi lançado um spin-off, L: Change the World. Em outubro de 2016 foi lançada mais uma sequência, Death Note: Light Up the New World.

As adaptações do anime não ficaram apenas nas mãos dos japoneses: a Netflix pretende lançar, em 2017, a sua versão hollywoodiana da obra, que contará com os atores Nat Wolff, no papel de Light, Willem Dafoe, como a voz do shinigami Ryuk e Keith Stanfield como o detetive L.

Além de todas estas derivações, também foram lançados vários jogos eletrônicos com a temática da série.

Death Note é perfeita para aqueles que procuram uma história de investigação que fuja de clichês, e apresente suspense e um desfecho bem elaborado. E pode até fazer com que aqueles que não são fãs ou que não estão muito habituados com animes passem a considerar mais o gênero.

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Foto: Divulgação