Tag

leitura

Browsing

O Dia do Orgulho Nerd é celebrado no dia 25 de maio e, para comemorar a data, a livraria Saraiva espalhou diversos livros relacionados ao universo geek e pop. Os exemplares estão disponíveis gratuitamente nos ninhos de livros, que são pequenas bibliotecas colaborativas em formato de casinhas de passarinhos espalhadas em pontos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os títulos que podem ser encontrados nos ninhos estão: A Guerra dos Mundos; A Guerra dos Tronos – As crônicas de Gelo e Fogo; A Identidade Secreta dos Super-Heróis; Alien – Surgido das Sombras; Guerras Secretas – Super-heróis Marvel; Mitologia Nórdica; Newt Scamander [Animais Fantásticos]: um scrapbook do filme; O Código do Caçador de Recompensa – Star Wars; e O Divino. 

A ação conta com a parceria das editoras Companhia das Letras, Intrínseca, Leya, Novo Século, Record, Rocco, Universo dos Livros e Valentina.

O projeto dos ninhos de livros integram o #LerFazBem, plataforma de incentivo à leitura criada pela agência de benfeitorias Satrápia, no Rio de Janeiro. A livraria também convida os leitores a deixarem um livro para outra pessoa e, assim, continuar o ciclo de trocas. 

Para saber mais sobre o projeto e encontrar o ninho mais próximo, acesse: www.saraiva.com.br/ler-faz-bem.

Os Ninhos de Livros foram espalhados na cidade de São Paulo e Rio de Janeiro / Foto: divulgação

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.” A frase, famosa entre os fãs de Stephen King, serve de pontapé inicial para o livro “O Pistoleiro”, o primeiro dos sete volumes da série “A Torre Negra”, escrita pelo autor norte-americano e que vendeu mais de 30 milhões de exemplares no mundo todo.

Iniciado por Stephen King em 1970 e publicado em 1982, o livro introduz ao leitor o pistoleiro Roland Deschain. Último de uma linhagem de pistoleiros extinta, Roland precisa alcançar a torre que dá nome à série para salvar o Mundo Médio, cenário pós-apocalíptico que serve de pano de fundo para a história. Para isso, persegue o homem de preto da frase de abertura da obra, o mago Walter, para obter informações sobre a Torre.

A jovem formada em Letras Karoline Cussolim, 23 anos, é fã do autor e da série: “Essa coleção era uma área desconhecida da obra de Stephen King para mim, já que aborda mais a fantasia do que o terror, mas recebi a indicação de uma amiga tão fissurada nele quanto eu e não pude deixar passar em branco. A minha paixão foi instantânea”, diz Karoline.

A jovem destaca a simplicidade na narrativa de Stephen King além da forma misteriosa com a qual o livro inicia, sem dar pistas ao leitor sobre as proporções épicas que a história adquire em seu desenvolvimento: “A narrativa do autor é despretensiosa. A princípio você não imagina que os livros dele vão ter o poder e a criatividade que têm. Muitas vezes não é possível perceber exatamente quando a história toma uma proporção épica”. Em “O Pistoleiro”, principalmente por ter sido um livro escrito num período muito longo de tempo, é possível notar a mudança de estilo do autor e a sua evolução literária.

O leitor que encontrar semelhanças entre “O Pistoleiro” e outras obras de diversos campos da cultura pop não estará enganado. Segundo Karolina, fica evidente a relação da história com o poema de Robert Browning, “Childe Roland à Torre Negra Chegou”, e com as referências do universo do Velho Oeste. Stephen King capricha na construção deste universo confuso e um tanto retalhado de diferentes culturas e épocas, e o explica de maneira incrível também ao longo da coleção.

Capa do livro "A Torre Negra: O Pistoleiro"
A Torre Negra: O Pistoleiro, de Stephen King/ Editora Suma de Letras

 

Está se tornando cada vez mais normal encontrarmos pessoas que não possuem o hábito de ler, ou que até mesmo nunca leram um livro, fator comum hoje em dia. E para tentar mudar a situação, o Senac está organizando a Semana de Leitura, que ocorre em várias unidades, no mês de novembro. O evento conta com feiras de troca de livros, exposições e muito mais.

São diversas as atrações, feitas tanto para aqueles que já amam ler, mas também para os que ainda não entraram nesse universo da leitura. O evento propõe bate papo entre leitores e autores, saraus, oficinas, palestras, workshops e até apresentações de danças estão entre a programação, sendo tudo gratuito, tendo apenas que fazer inscrição prévia para algumas atrações.

A professora Dalvana Dantas, formada em Letras pela Universidade Paulista, ressalta a importância do evento. “A semana da leitura é importante para que os jovens tenham interesse em ler, são projetos como este que fazem com que eles gostem e apreciem a literatura”, diz.

Dalvana também destaca o fato de que é com a leitura que se desenvolve o conhecimento crítico e empírico, além de auxiliar na melhoria da escrita e da fala desses jovens. Pensando nisto que em suas aulas, sempre chama a atenção para livros diferenciados, tentando trazer os livros didáticos e clássicos para a linguagem atual.

A Semana de Leitura é a oportunidade de se aprofundar ainda mais no mundo da literatura, ou de apresentá-la de uma forma bastante interessante para aqueles que ainda não a conhecem. E para os universitários de plantão, é uma ótima chance de conseguir horas complementares.

O Senac conta com diversas unidades, tanto na grande São Paulo, como no interior. Cada um tem a sua programação e tudo está disponível no site da instituição. O evento ocorre até novembro e é aberta a todos.

Página do evento: Semana Senac de Leitura

Unidades participantes 

Centro Universitário Senac – Águas de São Pedro, Centro Universitário Senac – Campos do Jordão, Centro Universitário Senac – Santo Amaro, Aclimação, Americana, Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Bertioga, Botucatu, Campinas, Catanduva, Franca, Francisco Matarazzo, Guaratinguetá, Guarulhos, Itapetininga, Itapira, Itaquera, Jaboticabal, Jardim Primavera, Jaú, Jundiaí, Lapa Tito, Limeira, Marília, Mogi Guaçu, Osasco, Penha, Presidente Prudente, Registro, Rio Claro, Ribeirão Preto, Santa Cecília, Santana, Santos, São Carlos, São João da Boa Vista, Tatuapé, Taubaté, Taboão da Serra, Vila Prudente, Votuporanga.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Escrever um livro é um talento para poucos, entretanto, todos os anos, mais e mais títulos ocupam as prateleiras de livrarias e bibliotecas e, muitas vezes, com assinaturas de pessoas que nunca pensamos possuir tal habilidade de escrita, como celebridades, grandes empresários, etc. Mas, e se essas pessoas que assinam seus livros na verdade não escrevem uma linha sequer? Achou estranho? Pois há casos em que isso acontece no meio literário. Muitos não têm tempo nem talento para colocar suas idéias no papel, e é ai que entram os ghostwriters – escritores fantasmas.

O nome é auto-explicativo: o escritor fantasma escreve livros para alguém que não consegue fazê-lo e desaparece, sem deixar rastros, deixando os méritos do trabalho para a pessoa que o contratou. Os ghostwriters escrevem desde biografias, livros técnicos, passando por ficção até discursos políticos.

A profissão ainda é pouco conhecida no Brasil, mas muito popular na Inglaterra. Tanto que, em 2010, foi lançado o filme de suspense The Ghostwriter, com o ator Ewan McGregor interpretando um escritor fantasma contratado para concluir a biografia do misterioso ex-primeiro-ministro britânico Adam Lang, interpretado por Pierce Brosnan.

Em um primeiro momento, a situação pode parecer uma propaganda enganosa para o público, já que o nome que aparece na capa do livro não é de quem de fato o escreveu, além da impressão de que o escritor não recebe o verdadeiro crédito.

Tania Carvalho, jornalista e ghostwriter, afirma que “o livro é da outra pessoa: são suas ideias, suas palavras, seu contexto. Eu apenas organizo.” Tania escreve biografias e livros técnicos e leva de três a seis meses para concluir cada livro, “dependendo da disponibilidade do autor e de seu humor”, recebendo em média R$ 25 mil por cada trabalho.

Ela explica como é o processo de criação do livro. “Normalmente recebo consultas através do site da minha empresa ou de editoras. Após a negociação de preços, passamos à segunda fase: muitas entrevistas, não menos do que 20 horas. Depois é entrar na alma no entrevistado e escrever. Por fim, é feita a leitura pelo autor, as correções devidas e voilà!”

A ghostwriter também conta que, após o lançamento de um livro, nunca acompanha a repercussão e as críticas feitas a ele. “Se gostarem é por causa do autor, se não gostarem, também. Sou apenas a ghost que escreve e desaparece.”

Quanto às perspectivas em relação à profissão no Brasil, Tania tem certeza de que esta ficará cada vez mais conhecida no país. “Por mais que as outras mídias cresçam, as pessoas sempre querem ser imortalizadas em livros.”

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Como levar informação para crianças e jovens sem que isso se torne uma tarefa entediante? Despertar o gosto pela leitura é o que o Guten News tem se proposto a fazer. Com uma interface diferente dos tradicionais jornais e sites de informação, o app une games e notícias com uma linguagem voltada ao mundo infanto-juvenil. O Guten News é o primeiro aplicativo da startup fundada por Danielle Brant.

De acordo com Lívia Goro, produtora de conteúdo da plataforma, o software também pode ser usado como uma complementaridade na educação infantil. “A ferramenta é gratuita, qualquer um pode acessar pelo iPad ou mesmo pelo computador, basta criar um usuário e uma senha. Além disso, os educadores têm a opção de entrar em contato com a Guten, solicitando orientações que são preparadas por uma equipe pedagógica especializada e enviadas semanalmente, de acordo com cada edição publicada”, explica Lívia.

A idealizadora do projeto e seu time colocaram a ideia em prática em 2014 e desde então contam com aproximadamente 8.200 usuários. E se engana quem pensa que o conteúdo é adaptado dos grandes portais: a equipe da Guten produz seu próprio material. Nas cinco editorias – Mundo, Brasil, Cultura, Bem-estar e Comportamento – os leitores encontram quatro jogos, pré e pós-leitura, para que possam compreender e assimilar o conteúdo.

“Tudo que está no Guten News é feito por colaboradores especializados. Temos uma equipe pedagógica, responsável por criar todas as atividades e pela revisão dos textos, além de uma área de tecnologia, que faz tudo funcionar”, conta a produtora.

Além do app e das orientações que podem ser enviadas aos professores, a plataforma conta com uma ferramenta de acompanhamento das escolas. Com isso, os educadores podem acompanhar o desenvolvimento de habilidades de seus alunos e avaliar quais as defasagens ou o que é preciso melhorar.

Para Sérgio Varella, pedagogo, estas ferramentas podem ajudar na educação pela proximidade que os jovens têm da tecnologia. Entretanto, ele aponta o outro lado do uso de apps na educação. “Não há garantia de aprendizado, porque mesmo com os aplicativos, o conteúdo pode parecer desinteressante. Mas mesmo com os risco e sem a garantia de sucesso são alternativas que devem ser experimentadas”, aponta o educador.

Games e noticias auxiliam nos estudos e na melhoria da leitura / Foto: Guten News
Games e noticias auxiliam nos estudos e na melhoria da leitura / Foto: Guten News