Tag

Jurnee Smollett-Bell

Browsing

O filme “Aves de Rapina: Alerquina e Sua Emancipação Fantabulosa” traz às telas de cinema uma versão cômica da personagem. Não se trata também de um filme de super heroína, arrisco dizer que o protagonismo fica bem divido entre a personagem de Margot Robbie, que por sinal parece ter nascido para esse papel, e Canário Negro, interpretado por Jurnee Smollett-Bell.

O filme traz indagações necessárias para o contexto atual: Arlequina se vê obrigada a provar que consegue se defender sem o Coringa, que muitas vezes é citado por fazer com que outros homens a “respeitassem” – se você é mulher e está lendo esse texto, sabe do que estou falando. O termo “Aves de Rapina” não fica explicito logo de início, o que também te faz esquecer por um tempo que este é o nome do filme.

A trama não poderia ter estreada em melhor momento no Brasil, cheio de representatividade e sororidade, o filme vai de encontro, pasmem, com o discurso debatido em um reality show da TV aberta, que se faz necessário por levar o discurso para fora da bolha.

A união das mulheres prende a atenção, não é algo forçado e nem irônico. O filme foge do clichê e faz você pensar além da narrativa; a fotografia é adequada, o figurino é impecável e a trilha sonora, embora não surpreenda, é usada com moderação.

“Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa” foge um pouco do que a DC costuma apresentar no cinema. Embora os filmes de heróis com protagonistas mulheres estejam chegando a passos lentos, podemos dizer que está começando bem.

Arlequina mostra muitas de suas faces, desde a gangster que vimos em “Esquadrão Suicida”, até uma pessoa sensível que criou laços com Doc, um imigrante japonês que lhe deu abrigo até receber uma boa oferta pela cabeça de sua “Flor de Lótus”. Este momento nos leva a pensar que, a partir daí, a ação começaria de forma brutal e que protagonista não confiaria em mais ninguém e seguiria sozinha pelas ruas de Gotham, mas nos surpreende ao “adotar” a aprendiz Cassandra Cain, adolescente vinda de um lar conturbado que encontrar em Arlequina uma inspiração para sobreviver. Podemos dizer sim que a emancipação, se assim querem chamar, foi concluída com sucesso.