Tag

Jornalista

Browsing

No dia 24 de setembro, o jornalista Heródoto Barbeiro vai contar um pouco sobre sua trajetória no jornalismo e falar sobre a profissão, no FIAM FAAM Centro Universitário, integrante da rede internacional de universidades Laureate.

Heródoto Barbeiro é, atualmente, âncora do Jornal da Record News e do R7, anteriormente já foi apresentador do Roda Vida da TV Cultura e do Jornal da CBN. O profissional é autor de várias obras como o Manual de Jornalismo e Provocações Corporativas e este ano comemora 2 mil edições à frente do Jornal da Record News.

Palestra com Heródoto Barbeiro na FIAM-FAAM Centro Universitário

Data: 24 de setembro

Horário: 9h

Local: Avenida da Liberdade, 899 (Auditório Nelson Carneiro)

Inscrições: gratuitas por meio do link https://bit.ly/2kFckKr

 

Cara imprensa,

Sou só uma estudante de jornalismo. Não trabalho em redação ainda, escrevo sobre áreas completamente alheias à política e, sinceramente, não tenho interesse em discutir sobre isso com as pessoas do meu convívio, ainda mais considerando a situação em que nosso país está. Mas há algum tempo observo uma postura na cobertura jornalística brasileira que me incomoda e muito.

Quando entrei na faculdade, tinha aquela visão clichê de que jornalistas eram agentes da justiça e liberdade de expressão, totalmente imparciais. A primeira coisa que o curso e uma das melhores professoras que eu já tive me ensinaram foi que a imparcialidade é impossível no nosso ramo de atuação; ela foi brilhante ao ressaltar algo que estava bem embaixo do nosso nariz.

A partir do momento que você seleciona o conteúdo que entra em um texto, edita uma entrevista ou escolhe as pautas que vão ser tratadas na redação, já está deixando de ser imparcial. Quando escolhe a forma de tratar um assunto, escolhe seus entrevistados e decide que informações pode deixar de fora. Quando monta a pirâmide invertida e organiza as informações (que, relembrando, você selecionou) e as classifica em ordem decrescente.

Quando eu era criança, muito antes de pensar no que ia fazer para o resto da minha vida, a senhora minha mãe me ensinou que toda história tem três lados: o de uma pessoa, o de outra e a verdade. Ela disse que aprendeu isso apanhando muito como advogada, quando sentia dó de um cliente que acabava a comprando com uma história e depois alguma mentira acabava vindo à tona. Nunca pensei que algo assim poderia ser útil na minha profissão também.

Unindo os dois aprendizados, cheguei à conclusão de que a imprensa brasileira está sofrendo do crônico mal da necessidade de constantemente se posicionar politicamente, mesmo que de forma disfarçada. Quando seu jornal escolhe poluir a imagem de um candidato específico por um deslize que ele cometeu, por menor que ele seja, não é um erro. Erro é não fazer isso com todos os outros que também cometeram (e cometem) deslizes.

Se o dever do jornalista é informar de forma justa e imparcial, por que não estamos fazendo isso? Por que as direções dos veículos escolhem um dos lados da história para contar e não a verdade, como está nas bases do nosso ofício? Por mais jovem que eu seja, entendo que muitas vezes perguntas simples possuem respostas complexas, e soluções não aparecem do dia para a noite.

Para que algo aconteça, é preciso mudar todo um sistema. Abandonar políticos de estimação e expor abusos e falhas vindas de todos os lados e pessoas, independente de sua lealdade particular ou corporativa. A justiça e a mudança só irão acontecer quando percebermos que viver em um país de privilégios fortalece direta e indiretamente a corrupção de que tanto reclamamos.

A mudança apenas irá acontecer quando permitirmos. Por isso, como estudante com apenas um ano de curso pela frente, apelo nesta carta para todos os meus colegas de profissão: permitam e abracem as mudanças. Por vezes elas não vêm para desonrar as tradições e aprendizados estabelecidos pela sua experiência do ramo, e sim para acrescentar a elas.

Fernanda Gentil é uma jornalista esportiva e apresentadora da Rede Globo que ganhou destaque na copa do mundo de 2014 pelo seu jeito irreverente na comunicação, mas não é apenas no esporte e na TV que a loira se destaca. Começou a fazer sucesso com o seu blog “Gentilbraga” relatando as situações do seu dia a dia com o seu ex-marido.

A Fernanda é a “mocinha” da história. O primeiro capítulo começa falando sobre a organização do seu aniversário de 15 anos; logo após ela contar como foi a preparação da sua festa, conta como conheceu seu ex- marido, Matheus Braga.

No decorrer do livro, ela conta como é sua família, seus pais, casamento, trabalho, a chegada do primeiro filho, o seu afilhado, enfim, tudo pelo que Fernanda já passou na sua vida.

O livro tem um formato bem diferente. Os capítulos são curtos, tornando a leitura mais agradável e ágil. O que chamou mais atenção foram as figuras que ilustram os capítulos; tem ilustração para descrever a reação do personagem na história, ficando mais divertido de ler.

Mocinha e Momô formam um casal pelo qual torcemos muito. A história é interessante pois conta suas inseguranças, medos e paixões. O livro ensina que os relacionamentos não precisam ser perfeitos e que não tem uma fórmula mágica para ter uma vida a dois como um conto de fadas. As pessoas não são perfeitas  e nem precisam ser para viver um relacionamento, porque amar é aceitar o seu par exatamente com suas qualidades e defeitos, e o casal precisa viver como se não houvesse amanhã, já que a vida passa tão depressa que não vale a pena olhar pra trás e ficar refletindo sobre a tristeza do passado. Basicamente, a história do livro transmite que devemos conquistar a nossa felicidade.

Quem deseja uma leitura agradável e que faça doer a barriga de tanto sorrir vai se surpreender com “Gentil Como a Gente”. É um livro que vale a pena a leitura e que com certeza o leitor vai tirar um bom proveito.

Capa do livro “Gentil Como a Gente” / Foto: divulgação