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James Mangold

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“Ford Vs Ferrari” conta a história real do designer automotivo americano Carroll Shelby e do piloto britânico Ken Miles, relata um dos grandes destaques do mundo da Fórmula 1 nos anos 60. Os atores Christian Bale e Matt Damon interpretam a dupla que abraçou o desafio de construir para a Ford um carro capaz de derrotar a Ferrari.

O filme é dirigido por James Mangold (“Logan”, “Johnny e June”) e tem previsão de estreia para o segundo semestre deste ano.

Confira o trailer do filme:

 

Cartaz oficial do filme:

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Imagem: divulgação – Fox Film

Em 2029, os mutantes estão em declínio e as pessoas não sabem o motivo. Uma organização está transformando as crianças mutantes em assassinas e Wolverine (Hugh Jackman), a pedido do Professor Xavier (Patrick Stewart), precisa proteger a jovem e poderosa Laura Kinney (Dafne Keen), conhecida como X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex (Boyd Holbrook) amplia seu projeto de destruição.

Dirigido por James Mangold, Logan transmite um estado de melancolia para o espectador justamente por sabermos que esta é a última vez em que veremos Hugh Jackman como o mutante que cativou fãs durantes vários anos na franquia X-Men. A despedida em grande estilo traz novos ares para os filmes de heróis apostando em cenas de violência extrema e ação frenética. O vocabulário dos personagens tornou-se mais natural, visto que com a classificação em 18 anos, agora é possível o uso de palavrões e situações nunca exploradas em filmes para a grande massa.

Tudo aqui está perfeito se comparado com os filmes que antecederam a vinda de Logan. Fotografia, trilha sonora, roteiro, maquiagem, e ambientação, todos estão em cumplicidade para retratar a última história do anti-herói. Os fãs ficarão felizes em ver um Wolverine diferente, cansado, mais humano e, ainda sim, corajoso e determinado. As boas doses de comédia que a trama carrega ajudam a criar empatia e despertar um apego emocional a esta jornada derradeira do mutante.

O trabalho de atuação de Hugh Jackman e Patrick Stewart é poético e saudosista. Ambos passaram mais de 15 anos vendo a trajetória dos X-Men até chegarem aqui, e ao se deparar com a velhice de seus personagens, o público sente a tristeza e a nostalgia que os atores tentam despertar com o decorrer da narrativa. Hugh Jackman parece estar pronto desde o início para dar adeus ao seu eterno Wolverine: o ator desempenha diálogos reflexivos e olhares angustiados na maior parte do filme. Já Patrick Stewart mostra um Professor Xavier debilitado, sem forças e sem mais motivações para continuar.

Como a versão ‘feminina’ de Wolverine, Dafne Keen retrata uma X-23 ousada, cheia de vitalidade e voraz em relação ao mundo ao seu redor. A pequena garota mostra-se talentosa e agrega boa parte das cenas de violência do longa. Seu arco narrativo é interessante, e promete sucesso caso decidam explorar a mutante em outros filmes dos X-Men. Os personagens secundários estão ali para dar mais ênfase em algumas situações, mas não chegam a tirar a atenção do desenvolvimento de Logan na história.

Ao fim, a saga de Wolverine se encerra com um brilhantismo enorme e com grandiosas cenas memoráveis na franquia dos mutantes. O roteiro coopera para uma história diferente, íntima e saudosa em todos os aspectos. Logan é além da compreensão de como se fazer um excelente filme de ‘herói’ sem apelar para sequencias exageradas e vilões caricatos.

Se existe uma coisa que ficou clara em todos esses anos com os filmes dos X-men, é que o ator Hugh Jackman conseguiu se consagrar como Wolverine. Apesar das diferenças físicas e emocionais com o mutante – principalmente em relação a agressividade –, o ator conseguiu construir e moldar o personagem nas telas de uma forma agradável ao público.

Se o roteiro de “X-men Origens: Wolverine” não permitiu a Hugh Jackman  agradar os admiradores das HQs em um filme solo, seu sucessor, “Wolverine: Imortal” teve um êxito maior – mesmo um pouco distante do que os fãs querem presenciar do anti-herói.

Neste ponto, encontramos um Wolverine amargurado, depressivo e atormentado por seus sonhos. Após matar o grande amor de sua vida, Jean Grey (Famke Janssen), ele decide viver sozinho, acompanhado apenas de seus poderes mutantes: suas garras de adamantium e  seu fator de cura, ao qual acredita ser uma “maldição”.

Logan é contatado por uma mutante com o poder de clarevidência, Yukio (Rila Fukushima), que o leva para o Japão até o seu chefe, Yashida (Hal Yamanouchi). Wolverine havia salvado o senhor na segunda guerra mundial, e, desde então, o  velho moribundo ficou obcecado pelos poderes regenerativos do mutante. Após a oferta recusada de ter seus poderes de cura transferidos para Yashida, através de uma máquina, Logan se vê abalados graças ao ataque da Víbora (Svetlana Khodchenkova). Além de sua crise existencial e o problema com seus poderes, Mariko (Tao Akamoto), neta de seu anfitrião é sequestrada pelo Clã das Sombras e apenas ele pode salvá-la.

O longa chama atenção pelo seu enredo mais denso e mais trabalhado em relação ao filme anterior, principalmente com o personagem principal que se mostra mais desesperado que nunca. É interessante também por trazer para as telas todo o envolvimento que o mutante possui com alguns dos personagens orientais da Marvel – paixões, relação com a máfia e um dos seus principais arqui-inimigos.

Wolverine: Imortal é sombrio, empolgante e traz uma proposta interessante para o anti-herói, mesmo que não atinja o ápice dos filmes dos mutantes, vale conferir, mais uma vez Hugh Jackman cravando suas garras em alguns inimigos. O filme foi lançado em  2013 e contou com a direção de James Mangold (Os Indomaveis; Johnny e June) e o roteiro de Scott Frank e Mark Bomback.

Foto: 20th Century Fox / Divulgação
Foto: 20th Century Fox / Divulgação