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Promover experiências. Esta é uma das premissas da Brasil Game Show (BGS), seja por meio da nostalgia de jogar games antigos ou experimentar jogos novos, de conhecer pessoas, ficar próximo de influencers, ou apenas tirar uma foto incrível para guardar de recordação.

Pensando nisso, a feira de games forneceu aos seus visitantes, por meio das marcas expositoras, experiências fotográficas diferenciadas, com cenários instagramáveis, ou seja, ambientes elaborados para tornarem as fotos mais legais e atraentes, convidando assim outras pessoas a irem ao mesmo espaço.

Uma das áreas que mais chamaram atenção dos participantes foi, sem dúvida, o estande do SBT. O local dedicado à emissora de Silvio Santos levou o público ao início dos anos 2000 com o “Pião da Casa Própria”, os transportou para a TV no cenário nostálgico da Vila do Chaves, além de espaços com os icônicos aviãozinhos de dinheiro e barras de ouro.

O estande do Fortnite, um dos maiores da BGS, ambientou o cenário do game no meio do evento e possibilitou os gamers de participarem do jogo de uma maneira diferente, por meio da imersão e fotografia. Outras marcas como a Fanta e a Piticas, ambas patrocinadoras da Brasil Game Show,  trouxeram uma lata de refrigerante gigante e uma caixa de Funko Pop do Homem-Aranha: Longe de Casa, respectivamente, para os visitantes tirarem fotos. 

O estande da Legion, a linha gamer da Lenovo, trouxe uma cabeça de dragão gigante que soltava fumaça, como seu mascote, para instigar o público a conhecer e interagir com a marca. Idealizado, planejado e realizado pela agência Núcleo de Produção, a obra tinha 4,5m de altura e 7m de largura. A programação do espaço também contou com a presença de influencers como Gordox, Calango, Retalho, Nicolino, entre outros nomes.

Como uma forma de saída para quem quer economizar, os brechós têm se tornado uma ótima opção. A prática do desapego e da compra de objetos usados é bem antiga e hoje, além dos lugares físicos, podemos contar também com espaços online que permitem a troca e venda de mercadorias.

Aquilo que não é mais utilizado por uma pessoa, pode ser utilizado por outra e ser adquirido por um preço bem menor. Outra opção é a troca por alguma outra coisa. Para isso, a ajuda da tecnologia é bem-vinda: aplicativos, perfis no Instagram e, principalmente, grupos no Facebook são necessários para que esse tipo de comércio se movimente.

Páginas segmentadas por públicos, região, produtos, universidades etc., são bombardeadas a todo o momento com postagens oferecendo roupas, sapatos, móveis, doces, maquiagem, óculos, relógios e quitutes, por exemplo. Lugares públicos geralmente são usados como ponto de encontro para as entregas das mercadorias – principalmente as linhas de metrô.

A consultora de imagem e estilo, Maria Fernanda Penalva, criou o “Brechó da Anhembi Morumbi’’ , com o objetivo de facilitar as trocas e vendas próximas à universidade que estuda, mas seu grupo cresceu e hoje passa de 16 mil membros.

“Quando criei a página, fiquei até triste, pois contava apenas com 36 membros e achei que não iria crescer. Hoje muita gente tem acesso ao Brechó. Acho que facilita a vida pelo fato de ajudar uns aos outros em desapegar daquilo que não se usa mais. O complicado é lidar com pessoas sem caráter que usam a página para querer trapacear”, afirma Maria.

As negociações são feitas de maneira prática e rápida. No Facebook e Instagram, por exemplo, quem se interessar pelo produto postado, comenta a publicação. Caso mais de uma pessoa se interesse pelo mesmo produto, ficam na fila para obtê-lo
caso haja desistência de quem se interessou primeiro.

A publicitária Mariana Casita, participa de dez grupos de brechós e desapegos online. Toda semana adquire novos produtos. Além de comprar, ela também vende algumas coisas, como roupas e acessórios.

“Semanalmente, gasto entre R$60,00 a R$100,00 nos brechós, compro sapatos, livros e maquiagens. Nunca cheguei a fazer as contas de quanto economizo, mas sei que economizo, sem contar que os produtos que adquiro aqui geralmente não encontro nas lojas. Vale muito a pena!”, afirma a publicitária.

Com a situação econômica instável, um freio no consumismo se faz necessário para o controle dos gastos, mas o brasileiro mais uma vez deixou sua criatividade falar mais alto ao se reinventar para contornar o cenário crítico.

Os brechós estão se tornando cada vez mais virtuais
Foto: Pixabay