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Especial Dia das Mães

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Eu poderia escrever mil e uma palavras apenas para tentar começar a descrever nossa relação.

Somos opostos de uma mesma moeda: uma de nós, ranzinza, séria, fechada em suas responsabilidades, uma mulher independente que consegue tudo o que quer, sem nunca passar por cima de outros ou tratá-los mal; a outra, apenas uma criança que vê um mundo cheio de esperança e sonhos, por vezes quebrados pela dura realidade e massacrados por suas idealizações impossíveis. Uma sempre criticando e brigando com a outra.

Mas em momentos de paz, como esse e muitos outros, elas residem em apenas um coração, este sempre aberto a novos horizontes momentâneos, traçados por um relógio que apenas faz o tempo passar e passar. Todos os dias, a sonhadora se levanta de seu leito conturbado para um dia mais intrigante que a origem de suas forças, e aquela grande mulher descansa sua cabeça em um travesseiro de plumas, pronta para se levantar em mais alguns minutos e começar sua rotina tanto quanto ou mais agitada que a daquela menina.

Por vezes me pego pensando em como somos diferentes em nossos gostos, convicções e idealizações, e como apenas almejamos a tão sonhada paz. Claro como o mais limpo dos riachos, tenho a revelação: nossas diferenças nos fazem quem somos, provando que mais do que uma conexão em nossas células é necessária para provocar semelhanças. Porém diferenças não são ruins, elas são boas. Nós não nos apaixonamos por o ‘nós mesmos’ no outro, e sim por suas diferenças.

Então saiba que, acima de tudo, meu amor é por cada discussão, cada opinião contrária, cada música sobre a qual tenho que ouvir uma reclamação. Cada verso e cada poema. Cada curva ou falta delas. Cada célula e cada batida do coração. Não se engane por palavras de ódio ditas ao vento frio de abril​, e sim se apaixone pelas palavras de conforto ditas no clima quente de janeiro.

Amar deve ser uma realidade totalmente misteriosa, considerando que nem mesmo consigo descrevê-la para minha própria mãe. Porque cada batida do meu coração, cada respiração falha, cada decepção, amor, desilusão, experiência ou aprendizado eu devo a você, a pessoa que me colocou neste mundo. E acima de tudo, a pessoa que, a seu modo, segue dia a dia me ensinando a viver nele.

Foto: Pixabay

Frank & Charles é a casa da qual precisamos falar hoje. Sempre bem posicionada nas avaliações, com nota 4,5 no Facebook e 4,4 no Google Maps, não tinha como ignorarmos essa maravilha de hamburgueria.

O estabelecimento traz o estilo dos tradicionais diners americanos direto para São Paulo. A localização é quase escondida, um achado, um pequeno segredo, numa ruazinha que, se você não estiver atento, passa direto.

Desde o primeiro contato, tudo foi perfeito. O ambiente era despojado e confortável, sem filas, mesmo no horário de almoço no sábado, e não havia tumulto. Como se isso já não fosse perfeito, é o tipo de casa que faz tudo de maneira artesanal e com muito cuidado.

De entrada, como sempre, a batata frita da casa, uma porção de batatas rústicas (R$14,00) acompanhadas de molho barbecue (R$3,50) e maionese de manjericão (R$3,50). Estavam deliciosas, crocantes, sequinhas e em uma quantidade boa para quatro pessoas. Os molhos são um espetáculo à parte, indispensáveis.

A pink lemonade, composta de suco de cranberry e limão, é saborosa, e o que mais chama a atenção é seu tamanho: um copão de 500ml, sem excesso de gelo e frutas dentro do copo.

O hambúrguer escolhido foi o Sweet Bacon: pão preto (ou brioche), carne (blend de carne Angus), cheddar, bacon com maple syrup e cebola caramelizada (R$27,50). O hambúrguer é delicioso, tudo se encaixa, o crocante do bacon, o leve adocicado e ardido das cebolas caramelizadas e a carne, macia e suculenta.

Para sobremesa, inovamos: fomos de Double Gula, uma panqueca americana com doce de leite argentino, Nutella e sorvete de leite (R$19,00) só para fechar com chave de ouro. A composição é tão gostosa que dá vontade de repetir infinitas vezes.

Serviço

Frank & Charles
Rua: Tinhorão, 130 – São Paulo
Telefone: 3624-8763
Facebook: https://www.facebook.com/FrankCharles.1885/

*Preços sujeitos a alterações.

Texto original publicado por José Anderson dos Santos, especialmente escrito para o Portal Opa

O dia das mães é uma data muito especial, afinal, a nossa mãe é a mulher mais incrível que existe, sempre cuidando e nos aconselhando para a vida. No dia dela, que tal assistir algo que a faça rir, chorar, se emocionar e perceber o quanto ela é especial para você? Pensando nisso, listamos abaixo 7 filmes para assistir com elas.

1) Boyhood – Da infância à Juventude (2014) | Crescer e estar no mundo

Foto: IFC Films; Universal Pictures / Divulgação

Boyhood é o filme perfeito para as mães que gostam do gênero drama, mas que ao fim da história queiram refletir sobre o que acabaram de ver. O filme mostra, ao decorrer de 12 anos, o crescimento de uma criança até a vida adulta. A trama na vida real levou esse tempo para ficar pronta, o que torna o longa ainda mais especial.

O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

2) Que horas ela volta? (2015) | Mãe, como uma só

Foto: Globo Filmes / Divulgação

A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir a São Paulo, no intuito de também prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

3) Para sempre Alice (2014) | O esquecimento como vilão

Foto: Para sempre Alice / Divulgação / Sony Pictures Classics

Este é um daqueles filmes que certamente irão te emocionar: a temática explora uma devastadora doença que tem o poder de apagar completamente seu passado de forma gradual, mas de modo devastador.

Depois de algumas visitas ao neurologista, Alice descobre que tem um tipo raro de Alzheimer, um tipo genético que, além de atacar muito mais cedo que o comum, pode estar adormecido em um dos seus filhos. A situação vai se agravando cada vez mais, até que em um certo ponto da história, o intuito do filme fica claro. A celebração dos pequenos momentos cotidianos, e simples situações como um almoço em família, são elevados para mostrar a importância da vida, mesmo que ela esteja correndo o risco de ser apagada para sempre.

 

4) Minha mãe é uma peça (2013) | A simplicidade no humor

Foto: Paris Filmes; Downtown Filmes / Divulgação

O brilhantismo aqui é explorar o desenvolvimento das personagens, planos de fundo e a diversidade das situações da família central. O humor é abrangente e o foco é a mãe brasileira trabalhadora, sentimental, furiosa e carinhosa que todos temos. 

Dona Hermínia é uma mulher de meia idade, divorciada do marido, que a trocou por uma mais jovem. Hiperativa, ela não larga o pé de seus filhos Marcelina e Juliano, que já estão bem grandinhos. Um dia, após descobrir que eles a consideram uma chata, resolve sair de casa sem avisar ninguém, deixando todos, de alguma forma, preocupados com o que teria acontecido. Mal sabem eles que a mãe foi visitar a querida tia Zélia para desabafar suas tristezas do presente e recordar os bons tempos do passado.

5) O quarto de Jack (2015) | Reflexões sobre o sentido da vida

Foto: O Quarto de Jack / Divulgação / Reprodução/ Revista Veja; A24 Films

O Quarto de Jack é definitivamente um dos melhores filmes já feitos sobre relações humanas e exploração comportamental. A história de Joy (Brie Larson), é retratada minuciosamente e explorada para passar desconforto e apreensão no espectador. Constantemente estamos pré-dispostos a achar que tudo vai dar errado, e que a história não terá um final feliz.

Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

6) 500 dias com ela (2009) | O romance como ele é

Foto: Fox Searchlight Pictures / Divulgação

500 dias com ela é um filme que explora o romance do casal protagonista até o último nível de uma relação. Sua história acompanha o início e o gradual fim do casal, expondo fragilidade e desapego a uma relação que mudará para sempre a vida de Tom Hansen.

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) está em uma reunião com seu chefe, Vance (Clark Gregg), quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel). Tom logo fica impressionado com sua beleza, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Sua grande chance surge quando seu melhor amigo o convida a ir em um karaokê, onde os colegas de trabalho costumam ir. Lá Tom encontra Summer. Eles também cantam e conversam sobre o amor, dando início a um relacionamento.

7Garota Exemplar (2014) |Mistérios e descobertas

Foto: 20th Century Fox / Divulgação

Envolvente e curioso, “Garota Exemplar” é uma retratação da vida de um casal já casado há anos e que não está mais na mesma sintonia por diversos motivos. 

Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.