Tag

Disney

Browsing

A expectativa para o retorno de Star Wars às telonas em 2015 era grande, afinal, mais de 10 anos haviam se passado desde que os fãs assistiram um episódio da saga de George Lucas nos cinemas. J.J. Abrams foi o escolhido pela Disney, a nova detentora da Lucasfilm, para retomar à história e criar uma nova trilogia que finalizaria o arco da família Skywalker, iniciado 38 anos antes.

O resultado foi um filme a princípio muito bem recebido por fãs e críticos, mas que, ao ser revisto, se mostrou um pastiche do original de 1977. Ainda que tenha introduzido um novo trio de personagens, O Despertar da Força reciclou todas as ideias do primeiro filme da saga: um dróide recebe uma importante informação no deserto, se perde, é encontrado por um jovem órfão cuja origem não se conhece, e que partirá em uma aventura com um mentor.

Após a constatação de que Abrams se arriscou pouco, alguns fãs e críticos chegaram ao consenso de que estava na hora da saga encontrar novos rumos. Coube a Rian Johnson a ingrata missão. Seu episódio VIII trouxe novos conceitos para o universo estabelecido por Lucas, reviravoltas na trama e uma visão completamente diferente da de Abrams, que pregava o desprendimento dos velhos personagens e de todas as ‘regras’ estabelecidas naquele universo. A Força poderia estar com qualquer um, e não seria preciso ser ‘filho de alguém’. Nas palavras de Kylo Ren, “Deixe o passado morrer. Mate-o, se for preciso.”

Apesar da boa recepção por parte da crítica especializada, o episódio de Johnson causou a fúria de boas parte dos fãs da saga, insatisfeitos com as mudanças. Teve até petição online para que o filme não fosse considerado canônico, ou seja, que deixasse de ser um capítulo oficial da franquia.

Apesar do esforço de Johson em criar algo novo, e deixando de lado o exagero dos fãs mais ‘xiitas’ da saga – que inclusive passaram a perseguir e ofender o diretor nas redes sociais – Os Últimos Jedi, de fato, sofre com escolhas de roteiro questionáveis, viradas excessivas e com pouco sentido, além de novos personagens entediantes e poucos carismáticos e cenas de ação mal coreografadas, apesar de visualmente muito bonitas.

Foi o suficiente para que a Disney ligasse o sinal amarelo, reforçado pelo fraco desempenho nas bilheterias de Han Solo: Uma História Star Wars, spin-off lançado alguns meses após Os Últimos Jedi. J.J. Abrams, então foi chamado para retornar e concluir a história que ele mesmo começou, com o derradeiro (ao menos por enquanto) episódio A Ascensão Skywalker.

E como previsto, Abrams não seguiu a pegada de Johnson, e mais do que isso, simplesmente jogou fora ou ignorou 90% do legado do último episódio, o que fica nítido já na primeira meia hora do longa. Questões como a origem de Rey, dada como resolvida em Os Últimos Jedi – a protagonista descobria que seus pais eram anônimos que a venderam por nada – voltam à tona, e personagens criados por Johnson, como Rose, são relegados na trama, com pouquíssimo tempo de tela.

É uma verdadeira resposta de Abrams ao filme  de Johnson, com direito até mesmo à uma cutucada ao último episódio em uma fala de um dos principais da saga. Abrams segue sua proposta segura, talvez covarde, de entregar aos fãs o que eles querem ao invés de provocá-los, mesmo que isso signifique um filme arrastado, pouco inspirado, e repleto de  fans services que não agregam em absolutamente nada à história. A última parte do filme é repleta deles, com personagens clássicos da saga aparecendo – um deles pode até passar despercebido, já que tem apenas uma fala.

O modus operandi de Abrams aqui é o mesmo utilizado em O Despertar da Força: fazer quase um remake da trilogia clássica, desta vez reciclando ideias do O Retorno de Jedi. Com a morte de Snoke no filme anterior, Abrams resgatou os Cavaleiros de Ren, esquecidos por Johnson, e ainda ressuscita o Imperador Palpatine como vilão, tido como morto após O Retorno de Jedi. Leia ainda está no filme, mais como um holograma do que outra coisa, apenas respondendo outros personagens com frases genéricas e sempre distante fisicamente. É que a atriz Carrie Fischer, sua intérprete, faleceu em 2016, antes mesmo de Os Últimos Jedi ser lançado. Portanto, Abrams usou imagens de arquivo e truques de câmera para inseri-la no filme. O resultado é estranho, e nos faz questionar se não era melhor ter deixado a personagem morrer no filme anterior, quando sua nave foi explodida pela Primeira Ordem.

Apesar de agradar os fãs – as reações na internet e nas salas de cinema têm sido positivas, principalmente entre quem odiou Os Últimos Jedi – a Ascensão Skywalker pode até ser visto como um filme ok individualmente, mas é um fechamento morno de uma trilogia que não conseguiu justificar sua realização e que, por conta da falta de unidade e a dissonância entre os dois diretores e roteiristas, se tornou desconjuntada e esquizofrênica.

A princípio, a saga Skywalker está finalizada, mas é difícil acreditar que seja pra valer, uma vez que esta já é a terceira vez que ela acaba. Os próximos filmes, caso existam, poderiam deixar de lado os sabres de luz, os jedis e impérios, e focar mais em histórias menores pela galáxia. A série The Mandalorian, comandada por Jon Favreau, pode ser um bom norte.

O filme live-action de “Mulan” teve um novo trailer divulgado. Recheado de muita ação, desta vez, são revelados detalhes dos inimigos da heroína. O vídeo ainda deixa claro que a Fênix, que apareceu no cartaz do longa, tomará de Mushu, o mascote dragão da animação.

Mulan tem direção de Niki Caro e Liu Yifei no papel principal. A estreia está prevista para o dia 26 de março de 2020.

Confira o trailer:

Para os mais de 40 anos da icônica história vinda de uma galáxia muito distante, a Levi’s se uniu a Disney e a Lucasfilm para criar uma coleção de edição comemorando a épica história de Star Wars.

Coincidindo com o lançamento de Star Wars: Episódio IX e centrada nos personagens icônicos da trilogia original, a coleção Levi’s® x Star Wars apresenta uma variedade dos ícones clássicos da Levi’s® e os favoritos inspirados no streetwear: tees, hoodies e jaquetas Trucker e jeans em uma variedade única de lavagens. Cada peça também apresenta elementos icônicos do universo de Star Wars – estampas famosas do arquivo de personagens e seus bordões clássicos como “Eu sou seu pai”, “Em uma galáxia muito, muito distante…”, e, talvez a melhor de todas, o imortal “GGWWWRGHH!!!!” de Chewbacca.

A coleção Levi’s® x Star Wars estará disponível a partir do dia 4 de novembro no site levi.com.br para o todo o Brasil e venda exclusiva na Levi’s® do Morumbi Shopping com peças limitadas.

 

Um Mufasa fotorrealista cai de um penhasco após ser traído pelo fratricida Scar. A câmera corta para Simba, que grita pelo pai, replicando quadro a quadro a icônica cena do desenho de 1994. Mas desta vez não há qualquer expressão de desespero ou de qualquer outro sentimento no rosto do personagem, apenas um olhar vazio, como o de qualquer animal genérico da vida real.

A cena dá a tônica deste novo “O Rei Leão”, o mais novo remake de um clássico Disney. Dirigido por Jon Favreau e com elenco estelar de dubladores, o filme, que foi vendido como um live-action, aposta na animação ultrarrealista para dar vida à clássica animação que encantou gerações na década de 1990.

Se a técnica cumpre a expectativa de nos levar ao coração da África e de proporcionar a sensação de que estamos diante de um documentário com animais de verdade, graças a uma qualidade de computação gráfica jamais vista na história do cinema, também acaba sendo a ruína do filme. Isso porque leões, javalis, suricatos e hienas são, afinal, animais, seres incapazes de expressar sentimentos, e já que estamos falando de animais que cantam, dançam, fazem piada, se vingam e lutam por um trono de uma monarquia absolutista, a falta de expressividade acaba trazendo estranheza e torna o filme inócuo, incapaz de emocionar, tornando a escolha do idealizador pelo ultrarrealismo injustificável, sem servir ao filme e à história a ser contada.

Não conseguimos sentir um décimo da alegria de Rafiki ao descobrir que Simba está vivo, ou o tom de ameaça de Scar durante sua música “Se Prepare” (mutilada e reduzida nesse novo filme), ou o desespero durante a debandada de gnus no desfiladeiro, nem a tristeza pela morte de Mufasa, etc. O filme tem um visual tão realista que acaba dando a volta e se tornando artificial demais. A cada cena esperamos nos emocionar como quando assistimos, até hoje, o desenho original, mas as cenas se passam, o filme termina, e as emoções nunca chegam, restando apenas a sensação de que estamos vendo um clone desalmado dessa história.

A coisa melhora somente na segunda metade do filme, quando entra em cena a dupla Timão e Pumba, e muito pelo talento de seus novos intérpretes, Billy Eichner e Seth Rogen, que, ajudados por um novo roteiro que atualiza as piadas e traz um muito bem vindo frescor ao humor do filme, caem como uma luva nesses personagens.

No fim, o fato do filme ser uma cópia cena a cena do original não é o grande problema aqui, como boa parte das críticas negativas alegam. Ora, esse poderia ser muito bem o principal trunfo do novo filme, uma vez que os fãs querem mesmo mergulhar em uma jornada de nostalgia e relembrar a história contada à exaustão em reprises na TV ou em sessões em VHS. A questão é que este novo O Rei Leão, ao renegar o cartunesco e o antropoformismo, falha em despertar esses sentimentos novamente por conta da busca obcecada ao realismo.

O filme fará rios de dinheiro, como tem sido comum com todos os longas da Disney, o Estúdio Esfinge que devora franquias, sagas e concorrentes rumo ao monopólio da sétima arte, e que agora também regurgita seus antigos sucessos em versões esterilizadas por fórmulas que garantem o retorno financeiro de maneira infalível. Em breve, porém, este e outros remakes devem ser esquecidos, enquanto o rugido do primeiro e verdadeiro Rei ainda ecoará por muitos anos.

O Rei Leão
Imagem: Divulgação

X-men foi a primeira franquia de filme de herói a chegar ao cinema e, definitivamente, conquistar o público com personagens tão icônicos quanto carismáticos, que eram conhecidos pelas HQs e pela série animada. Hoje, 20 anos depois, somos apresentados à derradeira história que encerra o universo cinematográfico dos mutantes como conhecemos: “X-Men: Fênix Negra” (X-men: Dark Phoenix).

O 11º filme da equipe conta com um elenco de peso: Sophie Turner (Game of Thrones), como Jean Grey/Fênix; James McAvoy (Fragmentado), como Professor Xavier; Michael Fassbender (Assassin’s Creed), como Magneto; Jeniffer Lawrence (Jogos Vorazes); Nicholas Hoult (Tolkien), como Fera; e Tye Sheridan (Jogador Nº1), como Ciclope. A adição, desta vez, é a atriz Jessica Chastain (Interestelar), que vive a misteriosa vilã alienígena Smith.

Se os outros filmes são apoiados nas relações estremecidas entre Xavier e Magneto e na luta de ambos, cada um com a sua ideologia, de um mundo melhor para os mutantes, “X-Men: Fenix Negra” apresenta uma equipe de heróis nacionais e amada pela população, que agora, inclusive, tem uma linha telefônica direta cm o presidente. Mas toda essa relação serve apenas como pano de fundo para a história central, que é focada em Jean Grey e na expansão de seus poderes após ser atingida por rajadas de energia em uma missão de resgate espacial.

A escolha de um elenco jovem para composição dos heróis é uma dos aspectos mais certeiros apresentados em “X-Men: Apocalipse” e que tem continuidade aqui. Em meio a tantos personagens conhecidos e poderosos como Mercúrio (Evan Peters), Tempestade (Alexandra Shipp) e Noturno (Kodi Smit-McPhee) é difícil engolir Mística/Raven como líder da equipe nas missões. Entretanto, o arco de anti-heroína no cinema, conhecida nos quadrinhos por ser uma vilã, caminhou para esse ponto, ainda que forçado em diversos momentos.

Mesmo com uma construção que não favorece Sophie Turner devido a narrativa fraca, a atriz se destaca apresentado ao público uma boa Jean Grey, que transita entre a fragilidade, frieza e a raiva com muita facilidade – ainda que exista a necessidade dela ser mais expressiva, principalmente nos picos de raiva.

O longa tem problemas em sua composição, parte é derivada do roteiro e direção, principalmente no péssimo aproveitamento de uma atriz tão boa quanto Jessica Chainstain, que é completamente clichê e genérica, nos diálogos extremamente expositivos, e na caracterização da fênix, que só se difere da Jean graças a cicatrizes que vão aparecendo no seu rosto, onde poderia haver mais mudanças visuais e de personalidade.

Ainda assim, X-Men: Fênix Negra tem bons momentos como o resgate dos astronautas, que conta com uma singela cena em câmera lenta do mercúrio, e no resgate de Jean, em que vemos bastante a utilização dos poderes e o entrosamento da equipe durante a luta.

X-Men: Fênix Negra é uma grande autocelebração dos 20 anos dos mutantes nas telonas, fazendo referências claras aos outros filmes da franquia, principalmente a “X-Men 3: O Confronto Final” que também adaptou a icônica saga dos quadrinhos. Isso ocorre graças a Simon Kinberg e Bryan Singer, dupla de direção e roteiro responsável por dar vida a equipe X e iniciar o legado de heróis no cinema da forma que conhecemos, tendo uma assinatura muito forte, com muitos momentos altos e baixos que também ficam presentes neste longa.

O futuro dos X-men é incerto, após a compra dos direitos pela Disney. O que resta agora é aguardar como eles serão inseridos no Universo Cinematográfico da Marvel e aproveitar a última aventura da equipe como conhecemos, que cativou grande aparte do público durante tanto tempo.

17982_d27c_20180923_03344_edit
Foto: Feld Entertainment

Entre os dias 29 de maio e 09 junho, o Ginásio Ibirapuera, em São Paulo, receberá o espetáculo “Disney On Ice – Em Busca dos Sonhos”, que tem icônicos personagens da Disney como protagonistas. O show já passou por Porto Alegre e Curitiba, e tem o Rio de Janeiro como parada após as apresentações na capital paulista.

A apresentação trará personagens icônicos dos contos da Disney, como o Miguel, da animação “Viva – A Vida é Uma Festa”, Moana, Aladdin, Cinderella, A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Enrolados, Frozen e A Pequena Sereia e juntos completam uma seleção de histórias que inspiram coragem e emoção.

A preparação do evento passa pela estrutura do chão, que recebe uma proteção no piso para que a pista de gelo seja acomodada. Alguns locais demandam ainda a cobertura de janelas em função do melhor desempenho da execução de efeitos de luz e cenas. Para que o gelo não derreta e esteja nas condições ideais para treinos e apresentações, é utilizado um gerador exclusivamente para a pista, com potência de 500 kVA, ligado 24 horas, a partir do primeiro dia de montagem da pista, que demora cerca de dois dias e duas noites para estar em condições de uso pelos patinadores.

O espetáculo também traz uma equipe artística de diversas nacionalidades, entre eles argentinos, poloneses, russos, japoneses, búlgaros, franceses, canadenses, romenos e americanos.

“Disney On Ice – Em Busca dos Sonhos” em São Paulo

Dias: 29, 30 e 31 de maio e 01, 02, 04, 05, 06, 07, 08 e 09 de junho
Local: Ginásio Ibirapuera
Endereço: Rua Manoel da Nóbrega, nº 1361
Patrocínio Gold: Km de Vantagens
Apoio: Hyundai, Drogarias São Paulo, Da Magrinha, Panco, Disney Channel e Rádio Disney
Realização: Opus Promoções e Feld Entertainment

Datas e horários das apresentações

DATAS HORÁRIOS
29/05, quarta-feira 19h30
30/05, quinta-feira 19h30
31/05, sexta-feira 19h30
01/06, sábado 11h, 15h e 19h
02/06, domingo 10h, 14h e 18h
04/06, terça-feira 19h30
05/06, quarta-feira 19h30
06/06, quinta-feira 19h30
07/06, sexta-feira 19h30
08/06, sábado 11h, 15h
09/06, domingo 10h, 18h

Ingressos de dia da semana:

Setor Valor  Meia-entrada
Lateral Superior A e B R$ 80,00  R$ 40,00
Central Superior A e B R$ 140,00  R$ 70,00
Cabines R$ 150,00  R$ 75,00
Lateral Inferior A e B R$ 210,00  R$ 105,00
Central Inferior A e B R$ 250,00  R$ 125,00
Camarotes R$ 330,00  R$ 165,00

 

Ingressos de final de semana:

Setor Valor  Meia-entrada
Lateral Superior A e B R$ 100,00  R$ 50,00
Central Superior A e B R$ 170,00  R$ 85,00
Cabines R$ 170,00  R$ 85,00
Lateral Inferior A e B R$ 240,00  R$ 120,00
Central Inferior A e B R$ 290,00  R$ 145,00
Camarotes R$ 350,00  R$ 175,00

Kim Possible, uma das principais séries da Disney Channel que marcou as crianças no início dos anos 2000, ganhará um filme live-action em março, na Disney Channel. O longa mostrará Kim Possible (Sadie Stanley) e Ron Stoppable (Sean Giambrone) no colégio, onde vão conhecer Athena (Ciara Wilson) – nova personagem, fã de Kim – que se une a dupla para combater os planos dos vilões Drakken (Todd Stashwick) e Shego (Taylor Ortega).

 

O roteiro do filme foi escrito pelos criadores da série, Mark McCorkle e Bob Schooley, ao lado de Josh Cagan, com direção de Adam B. Stein e Zach Lipovsky.  A estreia do longa está prevista para o mês de março.

 

 

Foi divulgado o primeiro teaser de “Descentendes 3”, o terceiro filme da Disney Channel que conta a história dos filhos dos clássicos vilões dos contos de fada. A história gira em torno de Mal (Dove Cameron), filha da Malévola, Carlos (Cameron Boyce), filho de Cruela, Evie (Sofia Carson), filha da Rainha Má, e Jay (Booboo Stewart), filho do Jafar, que retornam à Ilha dos Perdidos, desta vez para recrutarem mais descendentes.

Descendentes 3 estreia no segundo semestre de 2019, no Disney Channel.

Confira o trailer:

Frozen 2
O primeiro pôster do filme Frozen 2 / Foto: Divulgação

A Disney divulgou o primeiro trailer e o primeiro pôster de Frozen 2 nesta quarta-feira (13), que trazem de volta os personagens Elza, Anna, Olaf e Kristoff. A sequência apresenta inspirações claras no outono, como cores quentes e folhas avermelhadas caindo das árvores na floresta.

Idina Menzel e Kristen Bell voltam a viver Elsa e Anna, respectivamente, Josh Gad reprisa seu papel como Olaf e Jennifer Lee, diretora da primeira animação, comanda a sequência.

Confira o trailer completo.

Estreia hoje (24) nos cinemas um filme que não estava gerando muitas expectativas. Depois de diversos problemas na produção, declarações duvidosas da própria Disney sobre a qualidade do filme e diversas reclamações dos fãs quanto a escolhas de elenco, Han Solo: Uma História Star Wars é o que nós fãs mais amamos: uma surpresa agradável.

Aparentemente a Disney está apostando em spin offs com estéticas bem divergentes entre si e em comparação com as trilogias base. A fórmula vista em Rogue One, um filme com aspecto de guerra e cenas que remetem a este estilo, se repete em Han Solo de outra maneira. O herói pediu por um filme com traços de aventura e ação, e assim o teve.

Diversas cenas de perseguições e a tão citada e famosa Corrida de Kassel são mostradas, e a relação do personagem com a Millenium Falcon é de pura química desde o início. Realmente acaba se tornando um filme de origem, nos apresentando de onde veio seu nome, como conheceu o fiel companheiro Chewbacca e como ganhou sua querida nave de Lando Calrissian.

Alden Ehrenreich demora um pouco para realmente engatar e convencer como o Han Solo que tanto conhecemos, mas como audiência é possível perceber grande devoção e respeito pelo personagem. Seu par romântico Qi’ra (Emilia Clarke) causa uma sensação boa de confusão, além de os atores possuírem uma química espetacular. Mas é impossível negar que os destaques são para Donald Glover como Lando Calrissian e a dróide L3, que roubam a cena em diversos momentos.

Quanto a fotografia, segue a paleta de cores imposta pelos pôsteres de divulgação e pelas próprias roupas do personagem, criando uma identidade visual interessante e certeira para o filme. A computação gráfica das criaturas é sensacional, beirando um realismo quase palpável. A trilha sonora encaixa de maneira perfeita, tanto em momentos que precisam de carga dramática maior quanto para nos trazer memórias do Império, por exemplo.

O roteiro possui falhas, é impossível negar. O filme abre muitos arcos que se conectam no desfecho final, então um espectador menos atento pode se sentir confuso tentando acompanhar todas eles. Furos de roteiro, conveniências impossíveis demais para serem ignoradas e alguns outros problemas são visíveis, porém não atrapalham a experiência que um filme do Han Solo deveria nos proporcionar.

Han Solo: Uma História Star Wars entrega o que nem mesmo chegou a prometer, sendo uma surpresa agradável para fãs descrentes e divididos depois do Episódio VIII: Os Últimos Jedi. Até mesmo quem não gosta muito do personagem sai da sessão afeiçoado, desejando segurar um blaster e voar galáxia a fora com o contrabandista mais famoso da cultura pop.