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Death Note

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Foto: Netflix / Divulgação

Desde o seu anúncio, muito se especulava se o filme produzido pela Netflix seria realmente capaz de alcançar a grandeza que é o anime Death Note. Felizmente, a obra chega para inovar no que diz respeito aos filmes de suspense e também agrada aos fãs da obra original.

O filme retrata a vida de um estudante chamado Light. Um dia, o jovem encontra um caderno de capa preta chamado “Death Note”, o qual contém regras e dicas de como matar uma pessoa apenas escrevendo seu nome nas folhas deste achado. Iludido, acreditando mudar o mundo e deixá-lo sem criminosos, Light assume o papel do matador Kira e tentará a todo custo executar o que ele entende por justiça.

O longa agregava muitas críticas antes de seu lançamento justamente pelas bruscas mudanças feitas em sua raiz. Começando pelo sobrenome dos personagens, que agora não eram mais japoneses e sim americanos.  Mas parando para pensar, se o filme é americano, não teria coerência os personagens terem seus nomes preservados como no original. Um exemplo de erro que foi cometido recentemente, é o filme Ghost in The Shell, lançado no primeiro semestre deste ano e que peca justamente por conter um elenco quase que totalmente ocidental e, ainda assim, preserva os nomes em japonês, o que soa estranho e forçado.

A computação gráfica para criar o Shinigami Ryuk é muito bem utilizada. Planos fechados, estantes escuras, pequenos desfoques na cena e muito eco tornam a presença do deus da morte aterrorizante e curiosa. A origem de Ryuk não é explorada como no anime, mas não faz muita diferença na narrativa que a história escolhe tomar.

A pergunta que você deve estar pensando em fazer é ‘Mas e aí?’ O filme é melhor que o a obra original?’ A resposta é um pouco mais complexa do que apenas ‘sim’. No entanto, é possível afirmar com clareza que é muito superior em vários níveis. A trilha sonora é impecável e injeta doses de vitalidade à trama, deixando o espectador em constante agonia ou ansiedade. A fotografia também agrega planos contrastados com cores azuis e roxas para despertar o senso de perigo e, ao mesmo tempo, de morte.

A interpretação dos atores é razoável, mas quem se sobressai é o ator Keith Stanfield que faz o papel do Detetive L, e o explora de modo majestoso em todos os seus níveis interpretativos e dramáticos, como em cenas em que exigem descontrole emocional, e também calmaria por completo. O filme deixa pontas para uma possível sequência, e inova em tirar a cara de ‘desenho’ que geralmente animes e mangás agregam no currículo. Aqui, temos uma história de assassinos e o sobrenatural, atrelados à nostalgia e fan service.

Death Note da Netflix surpreende por ser bom, e nos mostrar algo novo em meio a tantas adaptações que nunca deram muito certo. Existem erros e alguns exageros presentes no roteiro, mas nada que consiga destruir todo o trabalho investido para criar este que é possivelmente uma das melhores adaptações americanas de Animes.

 

A Netflix divulgou hoje (29), o trailer de ‘Death Note’, sua mais nova superprodução. O filme será um live-action do famoso mangá escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata.

O enredo contará a história de Light Yagami (Nat Wolff), um estudante, que sofre uma grande reviravolta em sua vida quando encontra um caderno sobrenatural denominado Death Note, e percebe que nele existe um grande poder: caso o proprietário escrever o nome de alguém enquanto pensar nele, a pessoa morrerá.

Com uma sede de “justiça”, Light passa a matar todos aqueles que ele imagina serem indignos deste destino. O que Light não sabe é que o dono original do caderno e ninguém menos que o shinigami Ryuk (Willem Dafoe), um Deus da morte.

O filme é dirigido por Adam Wingard (A Bruxa de Blair, O Hóspede) e conta com  partição de keith stanfield (L),  Margaret Qualley (Misa Amane) e Paul Nakauchi (Watari). O filme será lançado no dia 25 de Agosto.

Foto: poster divulgação / Netflix

Como você imagina o mundo perfeito? O que faria se tivesse o poder de “deletar” as pessoas em que acredita contribuir para o caos no mundo?

O estudante Light Yagami possui este poder e o utiliza para construir o seu mundo utópico, onde não há criminosos e malsfeitores. Através de um caderno intitulado Death Note (Caderno da Morte), ele mata as pessoas que julga serem merecedoras deste destino apenas escrevendo os nomes enquanto pensa em seus rostos. Porém, o caderno possui diversas regras, além de permitir que o humano que o utilize possa ter contato direto com um shinigami, que é um deus da morte e portador original do caderno. Com o seu plano em ação, Light chama a atenção da polícia e de parte da população, que passa a apoiar seu ideal de justiça e começa a chamá-lo de Kira, em uma analogia a palavra killer, que significa matador em inglês.

Death Note foi publicado originalmente como uma série de mangá, escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos foram publicados semanalmente na revista japonesa Weekly Shonen Jump de 2003 a 2006. A história foi então adaptada para anime e chegou a ser transmitida no Brasil, Portugal e em vários outros países. Atualmente ela pode ser conferida na Netflix.

Com uma narrativa envolvente e instantânea, a história é desenvolvida em 37 capítulos com duração de 22 minutos cada. No seu decorrer, são apresentados novos detalhes sobre o funcionamento do caderno e personagens que trazem grandes impedimentos para os planos de Light, como o grande investigador internacional que é denominado apenas como ‘L’. O enredo permite ter uma reflexão ética e moral referente às ações da personagem principal. Não há muitas cenas de ação e, na maioria das vezes, o foco central dos capítulos são os diálogos e as estratégias elaboradas por Light e por aqueles que querem deter Kira.

Outros detalhes também possuem a sua relevância, como as expressões e gestos dos personagens que possuem uma aparência realista que só as animações podem oferecer.

Os aspectos morais e sobrenaturais apresentados na série conquistaram tanto a atenção do público que a obra também foi adaptada para o cinema. O live-action também intitulado Death Note estreou no Japão em 2006 e se tornou líder de bilheteria no país. No mesmo ano o filme ganhou uma sequência, Death Note: The Last Name, e em 2008 foi lançado um spin-off, L: Change the World. Em outubro de 2016 foi lançada mais uma sequência, Death Note: Light Up the New World.

As adaptações do anime não ficaram apenas nas mãos dos japoneses: a Netflix pretende lançar, em 2017, a sua versão hollywoodiana da obra, que contará com os atores Nat Wolff, no papel de Light, Willem Dafoe, como a voz do shinigami Ryuk e Keith Stanfield como o detetive L.

Além de todas estas derivações, também foram lançados vários jogos eletrônicos com a temática da série.

Death Note é perfeita para aqueles que procuram uma história de investigação que fuja de clichês, e apresente suspense e um desfecho bem elaborado. E pode até fazer com que aqueles que não são fãs ou que não estão muito habituados com animes passem a considerar mais o gênero.

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Foto: Divulgação