Tag

Anime

Browsing

Em São Paulo, o Anime Friends é comumente aclamado pelo público otaku, sendo sempre lembrado ao lado de grandes eventos da cultura pop como a Comic Con Experiece e o Brasil Game Show. E nos seus 15 anos de percurso, o AF sempre acaba trazendo tanto o público que já o acompanha quanto pessoas que  vão experimentar um primeiro contato com o universo.

Nesta última edição, por exemplo, era comum encontrar uma grande variedade de cosplays. Mas em comparação com outros anos do evento, novos personagens foram ganhando força. Cosplays de animes clássicos como como Dragon Ball, Inuyasha, Yu Yu Hakusho e Cavaleiros dos Zodíacos, por exemplo, continuam aparecendo, mas em quantidade menor. Já animes mais recentes — e longos — como Naruto, One Piece e My Hero Academia estavam entre os mais representados.

Ainda que o Anime Friends tenha como foco a cultura japonesa, a convergência com o universo geek e cultura pop é iminente. Um dos reflexos disso é na quantidade de pessoas fazendo cosplay fora do mundo dos animes, como personagens da franquia Harry Potter — sendo que o AF 2018 contava com o stand da Escola de Magia e Bruxaria —, do universo da Marvel, DC e da Disney, por exemplo.  Heróis e vilões como Homem-Aranha, Deadpool, Batman, Darth Vader e Arlequina eram comuns em qualquer um dos quatro dias de evento.

No sábado, por exemplo, um trio interprentado alguns dos Vingadores chamou atenção do público pelo estilo realista de caracterização. O cosplayer Fabiano Oliveira, que estava vestido como Pantera Negra, frequenta esse tipo de evento há 5 anos, sendo que 1 ano atrás começou a fazer cosplay. Para ele, a escolha do personagem foi simples. “Escolhi o Pantera Negra pois ele representa a gente, a parte negra, e também porque me acho parecido com o herói em si. Eu gosto dele, do estilo dele, da roupa dele. É o que encaixa mais”.

O ator Daniel Morais estava fazendo cosplay de Capitão América. A roupagem utilizada e a caracterização faziam referência à última versão de Steve Rogers no cinema, no filme “Vingadores: Guerra Infinita”. “Sempre me propus a fazer o Capitão América, porque gosto e sou fã dele. Então nada melhor que representar e interpretar um personagem que você já é fã. Fazer o Capitão para mim é muito prazeroso”, explica Daniel.

Vale ressaltar que o cosplayer se assemelha bastante a Steve Rogers/Chris Evans (que interpreta o Capitão no cinema) e isso também fortalece ainda mais o vínculo que possui com o personagem. “Eu já criei uma identidade como Capitão América. As pessoas olham para mim e não sabem mais nem que eu sou o Daniel, elas me chamam de Steve ou Capitão”, diz o ator.  

Quando questionado sobre a possibilidade de fazer outros personagens, Daniel contou que alguns amigos o convidaram para fazer Oliver Queen, o Arqueiro Verde, porém ele ainda está cogitando a ideia. “Estou pensando se vou fazer ou não porque essa roupa esconde meu rosto e esconde a personalidade do Daniel como Capitão América. Eu tenho esse medo de perder a identidade como Capitão América”, revela.

E completando o trio, a youtuber Bianca Contursi fez o cosplay de Natasha Romanoff, a Viúva Negra. Sua primeira aparição em um evento como cosplayer foi em 2003, e de lá para cá houve um hiato nas suas participações até o final de 2017, quando voltou a se fantasiar na Comic Con. E de lá para cá, vem emplacado diversos personagens como Gina Weasley, Spider Mary Jane, Clary Fray e Viúva Negra.

Bianca destacou que parte da escolha foi pela força que a personagem possui. “A Viúva é muito girl power. Ela está no meio de vários homens e consegue se sobressair bastante. Ela é a mais centrada dos Vingadores!”. A youtuber ainda disse que vai fazer cosplay de Hera Venenosa e apresentar o passo a passo no seu canal no youtube, blogdicasdabia, além de reservar uma surpresa para a Comic Com 2018.  

O Anime Friends é um espaço que dá possibilidade de ótimas interações para quem deseja ingressar neste universo. O que sempre é ressaltado por quem faz cosplay tanto por brincadeira quanto por profissão, é a diversão de poder interpretar um personagem querido para o público.

Neste sábado (7), foi o segundo dia do evento mais esperado pelos otakus de plantão: o Anime Friends 2018. Ainda mais animado que o dia anterior, a programação estava extensa e atendia a todos os gostos, desde quem gosta de Cavaleiros do Zodíaco a quem curte ouvir um som pesado de uma dupla formada por um cara bombado e uma garotinha adoravelmente agressiva.

Os largos corredores do pavilhão do Anhembi pareciam estreitos considerando a quantidade de pessoas que estiveram presentes no evento. O show da dupla Deadlift Lolita, a apresentação (e palestra) da cantora digital Hatsune Miku e um meet and greet com a banda Blanc 7 foram as principais atrações deste sábado.

No palco principal, não há nunca uma pausa. A Banda Elísios abriu o dia com uma apresentação acalorada por fãs, sendo seguida pela Banda Aura Break e uma apresentação da cosplayer Isis Vasconcellos. Às 17h, o pavilhão quase veio a baixo com o show agitado de Deadlift Lolita, com Ladybeard elogiando fãs brasileiros e Reika Saiki mostrando que realmente estudou português. A banda Snowkel entrou no palco logo em seguida e o DJ Suna-P encerrou o dia com um show animado.

O Auditório 1 contou com palestras da Sato Company, Editora JBC, Editora New Pop e Panini, além de uma conversa com a estrela Ayame Misaki, Takumi Hashimoto e Yuki Takasaka. Uma palestra em comemoração aos 25 anos de Sailor Moon e um “Papo Nerd com elas” também aconteceram no decorrer do dia. O Palco Anime é a casa acolhedora dos fãs do estilo de animação. Papo com youtubers, show de cosplayers e o já tradicional desfile com direito a desfile e premiação também aconteceram neste palco. O dia, como de costume, foi encerrado com a premiação de melhor cosplay.

O Auditório 2, próximo ao portão de entrada e saída, foi reservado hoje para a cantora digital Hatsune Miku e o super-herói Ultraman, além de um talk show de Idols. Pela manhã o filme do herói foi exibido, além do filme da cantora, seguido de uma palestra e fechamento com show totalmente digital.

 

Nesta sexta-feira (06), foi dada a largada para o Anime Friends, um dos maiores festivais da América Latina dedicados aos fãs de cultura japonesa e universo nerd. O evento prosseguirá com uma agenda de diversas atrações, nacionais e internacionais, até o dia 09 de julho.

A principal diferença entre esta edição com a de 2017 é o local escolhido para sediar o festival. Se antes nós tínhamos o Expo Transamérica, desta vez fomos surpreendidos com o grande Centro de Eventos do Anhembi, em São Paulo, que proporcionou muito mais conforto e comodidade para os visitantes se locomoverem e interagirem com stands montados.

Outros dois pontos favoráveis com a troca foi o aumento dos food trucks na praça de alimentação, que varia entre lanches rápidos e comidas típicas orientais, e na localização do palco principal, que ganhou um espaço com boa visibilidade para o público assistir as atrações.

Entre os principais stands expostos estavam as editoras que já são carteirinhas carimbadas no evento, a JBC, NewPop e a Panini, que trouxeram uma grande variedade de títulos de livros, mangás e HQs.  

Além do expositores com produtos à venda, a Panini também dispunha de um espaço para entretenimento e brincadeira dos visitantes. E uma dessas brincadeiras era tentar virar três montes de 50 figurinhas do álbum da Copa 2018, título da editora, em troca de diversos prêmios oferecidos para quem conseguisse virar mais figurinhas, com destaque à cobiçadíssima 1ª edição do mangá Jojo’s Bizarre. Mas calma, todos que participaram da brincadeira – inclusive eu – ganharam brindes como figurinhas do Dragon Ball Super, figurinhas e álbum do filme “Jurassic World: Reino Ameaçado” e pôsteres de animes.

Outros espaços bastante visitados foram os expositores de games, onde os visitantes poderiam experimentar jogos nos consoles do Playstation 4 e Xbox One que ainda não estão disponíveis para venda, entre eles o “Soul Calibur VI”, “My Hero Academia” e “Jump Force”. Posso destacar uma surpresa satisfatória ao experimentar estes jogos, principalmente o último citado, que traz a mescla de universos de personagens tão distintos como Naruto, Dragon Ball e One Piece em apenas um game – e com uma estética visual de dar inveja para os concorrentes – e que, certamente, fará sucesso para quem ama o universo de animes.

Outra atração que acompanhamos foi a conversa com os dubladores do anime Yu Yu Hakushô, que trouxe os artistas Marco Ribeiro, responsável pela voz de Yusuke Urameshi, e Cristiano Torreão, que deu voz ao Hiei. Ambos falaram sobre suas carreiras, dificuldades e superações no mundo da dublagem e principalmente sobre o pioneirismo em ‘abrasileirar’ as falas dos personagens em um anime.

O evento ainda contou com atrações das bandas Gajin Sentai, Oreskaband, Deadlift Lolita, apresentações de animes, um museu e um show dedicados ao Ultraman, bate papos com youtubers e o desfile de Cosplays. Vale citar que foi dedicado um telão especial para quem quisesse acompanhar os jogos da Copa do Mundo 2018.

Os colecionáveis fazem parte da vida de quase todos os nerds. Seja como objeto de decoração, item guardado, uma lembrança de um momento bom passado junto a um filme, série, desenho e anime ou, claro, objeto de desejo. Jovens e adultos entre os 18 e 35 são os que mais movimentam este mercado, aumentando suas próprias coleções e sempre aguardando as novidades que continuam vindo.

Eventos como o Anime Friends (que ocorreu nos dias 07, 08 e 09 de julho) sempre atraem um grande público variado (vindo até mesmo de outros estados) em busca de palestras, shows, atrações e, claro, produtos colecionáveis exclusivos. A reportagem do Portal Opa conversou com Leonardo, 23, empresário e Letícia, 23, estudante de arquitetura,  – responsáveis pelo estande da Megalomaníacos no Anime Friends – sobre como esse mercado funciona e cresce cada vez mais com o passar dos anos.

Opa – O que as pessoas procuram exatamente quando entram em um estande como esse?

Leonardo – Há o grupo que compra a coleção completa e há quem vê o produto pela primeira vez, gosta e leva. Os funkos pop, por exemplo, são para o que nós chamamos de colecionador de entrada, quem está começando uma coleção. Já as action figures são para quem está inserido nesse meio há mais tempo e tem um pouco mais de grana pra gastar.

Opa – A Megalomaníacos possui loja física?

Letícia – Tivemos a oportunidade de ter um estande aqui no Anime Friends, mas somos um e-commerce. Nossa intenção é permanecer apenas com loja virtual, porque é onde a maior parte do nosso público está. Temos clientes de todas as regiões do Brasil.

Leonardo – Principalmente no Nordeste.

Opa – Vocês acreditam que a presença em eventos como esse ajuda na visibilidade da marca?

Leonardo – Com certeza! As pessoas que participam desse tipo de evento sempre procuram colecionáveis a preços acessíveis. Quando compram conosco, acabam lembrando de nós quando vão comprar de novo depois.

Letícia – Sim. E nós procuramos trabalhar com produtos patenteados e de alta qualidade, o que ajuda muito na visibilidade. Percebemos que há demanda para certo tipo de colecionável – como Metal Die Cast, por exemplo – e acabamos trazendo pro Brasil. Tudo, claro, com o preço mais acessível possível.

Leonardo – Acabamos fechando com a organização do Anime Friends de última hora, nem deu tempo de encomendar cartões de visita para que as pessoas entrassem no nosso site.

A Megalomaníacos possui site de e-commerce, página no Facebook, canal no Youtube e perfil no Twitter. Ao entrar em contato pelo Facebook, o cliente fala direto com o Leonardo ou com a Letícia. Eles procuram sempre trazer as novidades que os nerds aguardam e pedem a um preço mais acessível, e sempre divulgam pelas redes sociais.

Serviços:

Site: https://www.megalomaniacos.com.br/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVGH3yRQ5mOSYRSkVfvE8uw?hl=pt&gl=BR
Twitter: https://twitter.com/_Megalomaniacos
Facebook: https://www.facebook.com/MegalomaniacosColecionaveis/

Neste final de semana – dias 07, 08 e 09 de junho -, aconteceu, no espaço Expo Transamérica, a 15ª edição do Anime Friends, um dos maiores festivais da América Latina dedicados aos fãs de cultura japonesa, nerd e geek, mostrando que ainda existe muito a ser explorado desse universo.

O evento contou com um cronograma recheado de atividades envolventes em diversos palcos como: Concurso de Cosplay; Cosplay Kids; Animes Voice; palestras das editoras JBC, Panini e New Pop; Debate sobre animes Yaoi; palestra do Universo Mágico de Harry Potter; além dos shows internacionais de bandas K-Pop.

Os shows, que eram um das atrações mais aguardadas da programação, levaram multidões para o palco principal.  A banda Animedness embalou o público com a música do anime Dragon Ball Z. Já a Anime in Concert deu um ar nostálgico aos fãs ao tocar as músicas de abertura dos clássicos Power Rangers e Cavaleiros do Zodíaco, fazendo os visitantes soltarem a voz e cantarem juntos. A bandas internacionais BLANC7 e Asian Kung-Fu Generation trouxeram uma legião de fãs e animaram o público com danças, coreografias e músicas conhecidas pela multidão.

No sábado (08), uma das palestrais mais legais foi apresentada pelos dubladores do filme Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Marco Ribeiro (voz de Tony Stark) e Wirley Contaifer (voz de Homem-Aranha), falaram como foi trabalhar em um filme com personagens tão icônicos quanto esses, além de como foi o início de carreira de cada um deles no universo de dublagens. Já no domingo (09), foi a vez de Guilherme Briggs lotar a palestra em um bate-papo superdescontraído com os fãs, com direito a improvisos engraçados de Buzz Lightyear, Freakazoid e do Ele, das Meninas Superpoderosas, personagens dublados por Briggs.

Os cosplayers, marca registrada do Anime Friends, estavam por todos os lados do festival. Os personagens de quadrinhos, animes, desenhos, games, filmes passeavam pelo local. Independente dos figurinos serem mais ou menos elaborados, os cosplayers foram ovacionados por pedidos de fotos e vídeos de quem estava por perto.  Esse foi o caso de Mariana Bof, que veio de Curitiba para participar do primeiro evento do gênero em São Paulo e estava caracterizada de Harley Quinn, a Arlequina, muito parecida com a personagem. “Há nove meses que eu faço a personagem e eu comecei a ir nos eventos sempre que consigo. Pretendo fazer o máximo que eu consigo da Harley e, para isso, eu estudei muito a personagem” comenta.

E para quem foi para curtir  o espaço acabou se surpreendendo com a quantidade de estandes e serviços  oferecidos. Entre lojas de roupas, games, colecionáveis e mangás, estavam a Panini, New Pop, Magic Potter, Copag, Piticas, entre outras. Para quem queria se divertir com games eletrônicos, o stand da Bandai foi uma boa pedida com os consoles do Playstation 4 e Xbox One com jogos de luta, e um palco para quem queria se arriscar nos passinhos de música do jogo Just Dance, fazendo os espectadores dançarem juntosO espaço também foi novidade para quem participou das edições anteriores do Anime Friends. Os estandes, palcos e praça de alimentação estavam bem maiores em relação às edições passadas e agradaram os fãs logo de cara. “Desta vez o evento está maior, não cheguei a ver tudo, mas o espaço aqui é muito grande”, comenta Joy Hetfield, que já participou de seis edições do evento.

 

 

Como você imagina o mundo perfeito? O que faria se tivesse o poder de “deletar” as pessoas em que acredita contribuir para o caos no mundo?

O estudante Light Yagami possui este poder e o utiliza para construir o seu mundo utópico, onde não há criminosos e malsfeitores. Através de um caderno intitulado Death Note (Caderno da Morte), ele mata as pessoas que julga serem merecedoras deste destino apenas escrevendo os nomes enquanto pensa em seus rostos. Porém, o caderno possui diversas regras, além de permitir que o humano que o utilize possa ter contato direto com um shinigami, que é um deus da morte e portador original do caderno. Com o seu plano em ação, Light chama a atenção da polícia e de parte da população, que passa a apoiar seu ideal de justiça e começa a chamá-lo de Kira, em uma analogia a palavra killer, que significa matador em inglês.

Death Note foi publicado originalmente como uma série de mangá, escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos foram publicados semanalmente na revista japonesa Weekly Shonen Jump de 2003 a 2006. A história foi então adaptada para anime e chegou a ser transmitida no Brasil, Portugal e em vários outros países. Atualmente ela pode ser conferida na Netflix.

Com uma narrativa envolvente e instantânea, a história é desenvolvida em 37 capítulos com duração de 22 minutos cada. No seu decorrer, são apresentados novos detalhes sobre o funcionamento do caderno e personagens que trazem grandes impedimentos para os planos de Light, como o grande investigador internacional que é denominado apenas como ‘L’. O enredo permite ter uma reflexão ética e moral referente às ações da personagem principal. Não há muitas cenas de ação e, na maioria das vezes, o foco central dos capítulos são os diálogos e as estratégias elaboradas por Light e por aqueles que querem deter Kira.

Outros detalhes também possuem a sua relevância, como as expressões e gestos dos personagens que possuem uma aparência realista que só as animações podem oferecer.

Os aspectos morais e sobrenaturais apresentados na série conquistaram tanto a atenção do público que a obra também foi adaptada para o cinema. O live-action também intitulado Death Note estreou no Japão em 2006 e se tornou líder de bilheteria no país. No mesmo ano o filme ganhou uma sequência, Death Note: The Last Name, e em 2008 foi lançado um spin-off, L: Change the World. Em outubro de 2016 foi lançada mais uma sequência, Death Note: Light Up the New World.

As adaptações do anime não ficaram apenas nas mãos dos japoneses: a Netflix pretende lançar, em 2017, a sua versão hollywoodiana da obra, que contará com os atores Nat Wolff, no papel de Light, Willem Dafoe, como a voz do shinigami Ryuk e Keith Stanfield como o detetive L.

Além de todas estas derivações, também foram lançados vários jogos eletrônicos com a temática da série.

Death Note é perfeita para aqueles que procuram uma história de investigação que fuja de clichês, e apresente suspense e um desfecho bem elaborado. E pode até fazer com que aqueles que não são fãs ou que não estão muito habituados com animes passem a considerar mais o gênero.

16736624_703093349871647_636249874_n
Foto: Divulgação
Do mesmo diretor de A Viagem de Chihiro e Meu vizinho Totoro, Hayao Miyazaki encerra sua carreira com uma das mais belas animações de todos os tempos. Vidas ao vento (Kaze Tachinu), é o último filme do mestre no Studio Ghibli. Este filme traz todo o peso de suas conquistas como diretor em seu ponto mais alto. O patamar que Vidas ao Vento se eleva é estrondoso, a fotografia é impecável, a trilha sonora é calma, inquieta, curiosa, leve, harmoniosa e conduz muito bem a narrativa.
 
A história gira entorno de Jiro Horikoshi, um dos maiores projetistas da história da aeronáutica japonesa. Quando criança, ele sonhou que voava em um avião em formato de pássaro e isso o levou a dedicar toda a sua vida para cumprir esse objetivo. Em sua jornada, conhece a bela Naoko, por quem acaba desenvolvendo um amor de décadas. No entanto, Naoko fica profundamente doente, sem saber se sobreviverá. A exposição da essência da vida com a filosofia do que se quer ser quando crescer, é explorada de modo fantástico. O filme conduz o espectador a refletir sobre a infância, os sonhos, os amores, os desejos e o despertar de um senso crítico.
 
A animação é incrível, os personagens são bem desenhados, os cenários são abertos e puramente saudosista em todos os aspectos: carros, casas, trajes, comportamento, mudança com a tecnologia e o estudo de outras nações. O arco do personagem principal, se resume em sua carreira, e a doença de sua esposa, seguindo a linha de esperança, coragem e fragilidade, retratando uma verdadeira lição de como é ser humano. A filosofia fica evidente em todos os aviões que chegam ao céu e podem, de uma hora para a outra, se despedaçar. Diversas metáforas estão inseridas para simbolizar os sonhos e as vontades mundanas.
 
A fragilidade do enredo final tenta mostrar que nada será imortal, nem os sonhos, nem o amor, nem mesmo a sua vontade de ser feliz, e sim, a esperança de se erguer cada vez que cair. Em suma, a obra fecha com chave de ouro a carreira de Hayao Miyazaki e desbanca a maioria dos filmes com selo Disney e Pixar. Um excelente vislumbre da vida em forma de animação, incrível e filosófico.
Foto: Divulgação/ Studio Ghibli.
Foto: Divulgação/ Studio Ghibli.