Músicas

Lançamento de novo álbum, sucesso nas lives e parcerias de peso: conheça Karinah

A música é capaz de transpor o tempo, de trazer lembranças à tona, de inspirar, e vai muito além, sendo, inclusive, o propósito de vida de muitas pessoas! Para a cantora Karinah, o samba se apresentou quando ela era ainda muito pequena. Os discos de Clara Nunes e Gonzaguinha, herança da família mineira, foram os responsáveis por aguçar o interesse pela música. Já com as primas aprendeu a sambar. E com o interesse pelo canto, fez dos saraus familiares o seu primeiro de muitos palcos.

Dessa mistura de artes para o sonho de viver da música foi um pulo: na adolescência se apresentou em todo o Brasil cantando com sua banda; em 2010 gravou seu primeiro álbum independente, intitulado “Karinah”; em 2012 apresentou ao público o segundo disco, “Você Merece Samba”, título de uma composição que ganhou de Carlinhos Brown; e dois anos depois lançou “Cheguei pra Ficar” (independente), com direção musical de Isaías Marcelo.

No final de 2020, a sambista lançou o seu quarto EP. O trabalho é composto por três faixas: as inéditas “Tempestade” e “Castigo”, e a regravação “Oportunidade”.  O novo projeto já possui 4 EPs lançados, que podem ser ouvidos em todas as plataformas de streaming e no canal do YouTube da cantora, e ganhará mais um EP em breve.

Dona de um timbre forte, Karinah tem referências que deixaram um legado, de Elis a Alcione, de Marisa Monte a Gal – que a sambista enfatiza o fato de nunca tê-la visto desafinar –, e tantos outros cantores que marcaram a geração.

Hoje, com 39 anos de idade e mais de 15 de carreira, a cantora já conquistou um importante espaço no samba. Mas a cantora – intitulada de nova Alcione -, ainda tem muito história para cantar e encantar. Por isso, o Portal Opa a entrevistou para falar sobre sua carreira, novos projetos e expectativas para o futuro. Confira!

Entrevista com a Cantora Karinah

OPA – Qual foi o momento em que você percebeu que poderia viver da música?

Karinah – Não sei ao certo quando percebi. Eu canto desde os meus 12 anos. Talvez com 18 ou 19 anos, quando comecei a trabalhar em rádios com locuções, gravava jingles, fazia shows e musicais.

OPA – Você tem uma extensa lista de parcerias no seu currículo. Como elas surgiram ao longo da sua caminhada?

Karinah – No decorrer da minha trajetória na música, conheci muitos artistas. Quando era mais jovem, abri muitos shows, e a maioria dos artistas se impressionava com meu repertório. Eu sempre fui muito exigente com os músicos, com o diretor musical, e acho que isso era o que chamava a atenção de outros cantores, que são referência para mim até hoje. Sou muito verdadeira em tudo, e isso que fez com que nascesse amizades que hoje se tornaram muito sólidas.

OPA – Qual dessas parcerias foi a mais marcante?

Karinah – Uma das mais marcantes para mim é foi a Dona Ivone Lara. Ela me surpreendeu quando eu cheguei ao Rio de Janeiro, me recebeu na casa dela, com muita humildade e carinho e me falou tantas coisas boas. E isso me fez criar mais coragem ainda, pois sempre veio no meu coração, quando decidi vir para o Rio gravar um disco de samba, aquela sensação de “poxa, será que vão me acolher? Não nasci no morro. Não sou carioca. O que será que vai me acontecer? Será que vão me aceitar?”. E Dona Ivone Lara foi de uma generosidade tão grande. Foram os conselhos dela para mim depois de cantar no Teatro Rival uma das coisas mais marcantes de minha vida.

OPA – Qual foi o momento ou os momentos mais importantes da sua carreira até hoje?

Karinah – Quando eu entrei no estúdio para gravar um álbum grávida dos meus filhos gêmeos, foi uma emoção diferente. Foi um carinho muito grande das pessoas que estavam ao meu redor, dos compositores, dos meus músicos, do meu maestro, da equipe, e eu me senti tão acolhida. Foi muito especial para mim, algo que marcou como um dos momentos mais incríveis tanto na minha vida pessoal quanto profissional.

OPA – Esse período de pandemia foi de muitas mudanças em um ano importante da sua carreira. Como tem encarado esse cenário em relação ao seu trabalho?

Karinah – A pandemia para a gente é hoje um momento de superação e de reflexão. Eu me reuni com a minha equipe de compositores e músicos e disse “vamos trabalhar e ocupar a cabeça, vamos produzir o que a gente gosta de fazer, que é música”. É o momento de colocar a cuca para funcionar e seguir a diante.  Existe um modelo novo de entretenimento. A pandemia nos fez enxergar que temos que trabalhar o mercado digital.  E que bom que temos o digital para poder, de alguma forma, levar música e alegria para as pessoas.

 

OPA – Você se considera uma fã da Alcione.  Como foi participar das lives ao lado dela?

Karinah – Eu sou fã da Alcione há muito tempo, como o Brasil inteiro e parte do mundo. A Marrom é maravilhosa. Para mim foi uma honra participar dessas lives na casa dela. Na sua forma de acolhimento, humildade e aconchego, me fez virar ainda mais fã. Quando ela abre a boca para cantar é impressionante. Ela é maravilhosa, uma estrela especial.

 

OPA – E falando em lives, elas mudaram a forma de artistas, em especial os músicos, se conectarem com seu público durante a pandemia. O que você vai levar desse período de apresentações online para a sua carreira?

Karinah – As lives chegaram para ficar.  Vamos ter que continuar abastecendo as mídias sociais com esse modelo de entretenimento, essa comunicação é importante. Vimos que muita gente que não ia para show teve a oportunidade de assistir ao seu artista ao vivo, dentro de casa, junto com a família toda.

OPA – Pretende continuar participando ou as promovendo lives?

Karinah – Então, acredito que a gente vai ter que continuar de alguma forma, criando esses projetos para levar para dentro das casas das pessoas. Isso é gostoso, novo e é o futuro, e nós temos que nos adaptar. Este momento de crise nos mostrou o quanto temos que nos reinventar.

OPA – Em que lugar você almeja chegar com a entrega do seu próximo EP?

Karinah – Quando a gente lança um álbum, EP ou canção, é como um filho que nasce. Então, queremos o melhor, a gente deposita muito amor e espera que chegue ao coração das pessoas da forma que imaginamos. Venho trabalhando muito para que isso aconteça de uma forma esperada. Eu quero que ele vá muito além. E nada melhor, ou mais bonito, que ouvir uma canção e se sentir bem. Muda completamente a sua frequência. Espero que o EP consiga levar mais amor e mais alegria, principalmente para esse momento que estamos vivendo agora.

Escreva um Comentário

8 + 14 =