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A região atrai milhares de turistas, principalmente em julho, quando recebe o Festival da Temporada, localizada a 173 km da capital paulista, na Serra da Mantiqueira. Campos do Jordão é o município do estado que certamente recebe mais visitantes durante o inverno, seja por sua cara de cidade europeia, ou por seus festivais regados a muita comida, música e bebida boa. É fundamental pesquisar com antecedência as pousadas, hotéis e chalés para não correr o risco de não encontrar estadia.

O mês de maior movimento é julho, por ser período de férias escolares e ser o auge do inverno, mas também por sediar o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, o renomado Festival de Inverno de Campos do Jordão. O evento reúne grandes músicos e conta com aulas individuais de instrumentos. A estudante Aline Luz relata sua experiência na região. “Sempre achei Campos muito bonito e tinha a curiosidade de conhecer por amar o frio. É um lugar lindo e organizado, cultural e com bastante coisas para fazer e conhecer”.

O Portal de Campos do Jordão é o cartão de boas-vindas / divulgação da cidade, e se você, turista, procura por mais atrações, certamente encontrará alguma que atenda seu gosto. A região tem atividades ao ar livre como trilhas e caminhadas até a Pedra do Baú e o Pico do Imbirí. Para os amantes de chocolate quente, há a fábrica Chocolate Araucária, que permite ao visitante ver a fabricação do produto e ter acesso ao Museu do Chocolate. A fotógrafa Mislene Silva diz que o clima, a natureza e a arquitetura são os maiores atrativos para os turistas. “Campos do Jordão é um pedacinho da Europa em São Paulo”.

“Quando se trata de gastronomia, o estilo suíço de Campos disputa espaço com as maravilhas da culinária alemã. O clima frio é perfeito para degustar os famosos chocolates quentes, vinhos e fondues. A cidade é apaixonantemente deliciosa”, conta Mislene. Quem procura outro tipo de bebida além do chocolate pode visitar a cervejaria Baden Baden e conferir de perto a fabricação da tradicional cerveja da marca, além de receber dicas de harmonização e degustar chopes Baden Baden Bock e Cristal. Um dos passeios para conhecer as belas paisagens da Serra da Mantiqueira é a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ). Vários destinos podem ser visitados, entre eles a Catedral da cidade e o Portal de Campos.

Estrada de Ferro de Campor do Jordão / Foto: Miguel Schincariol - Banco de imagens Estado de São Paulo
Estrada de Ferro de Campor do Jordão / Foto: Miguel Schincariol – Banco de imagens Estado de São Paulo

Luz, câmera e ação! Já pensou em variar o modo de assistir a um filme e ainda poder aproveitar a noite paulistana? Comum na década de 50 nos Estados Unidos, as sessões de cinema ao ar livre vem conquistando os moradores e turistas da capital.  Com almofadas para o público e pipoca gratuita, um dos exemplos deste projeto é o Cine na Praça, idealizado pelo Grupo Kling em 2012. As sessões acontecem toda quinta-feira na Praça Victor Civita, sendo apresentados, um curta e um longa-metragem que promovam debates e reflexões sobre o tema que exploram.

“Fiz uma viagem em 2011 para Chicago e pude acompanhar uma exibição ao ar livre no Millennium Park e gostei muito da ideia de poder unir as pessoas”, relembra Thiago Kling, coordenador do projeto, que tem por sessão, em média, de 200 a 400 pessoas presentes. De acordo com o idealizador do Cine na Praça, o intuito de ir para outras regiões do país existe, mas ainda não há nada fechado em outros estados.

“Oferecer uma programação gratuita é, sem dúvida nenhuma, um dos nossos objetivos. Existe uma barreira social densa, porém invisível para os olhos desatentos. O Cine na Praça possui entre os seus frequentadores moradores de rua, estudantes, designers e até mesmo empresários. Este caleidoscópio social reflete não só as desigualdades da nossa sociedade como um ponto em comum a todos – o cinema. Toda a programação é gratuita e será assim até o fim do projeto”, conclui.

A interatividade com o público também é um diferencial do projeto, para quem é cineasta, estudante de cinema ou está começando a se aventurar no universo audiovisual o Cine na Praça lançou uma plataforma de seleção de curtas para compor a programação do projeto no calendário 2016.

“Pretendemos que esta iniciativa possa, quem sabe, despertar o interesse do nosso público em buscar outras obras nacionais e ajudarmos desta forma que as pessoas estabeleçam um novo olhar para a filmografia nacional, livre de preconceitos”, conta Kling.

Não são somente as grandes praças e parques de São Paulo que recebem estas mostras de cinema. Só no último ano, filmes já foram apresentados em estacionamentos, nas áreas livres de centros comerciais e em muitos outros lugares da cidade. A gerente de e-commerce, Marcella Andrade, assistiu a uma sessão que aconteceu em um shopping da capital e se declara a favor de encontrar mais programações desta forma.

“Assisti no estacionamento e gostei bastante. Primeiro, porque me deu uma sensação muito boa de proximidade com quem eu estava na hora, e segundo, todos aparentavam estar mais a vontade, naquele clima de aconchego, mesmo sendo dentro dos seus carros ou sentados no chão”, explica a gerente.

Curtas e longas metragens são reproduzidos semanalmente na capital paulista / Foto: divulgação
Curtas e longas metragens são reproduzidos semanalmente na capital paulista / Foto: divulgação

 

 

Criatividade e inovação foram o start para o começo da empresa norte-americana. Joe Gebbia e Brian Chesky, dois amigos que moravam juntos, estavam com dificuldade para pagar o aluguel e tiveram a ideia de alugar dois colchões de ar. Pouco tempo depois de montarem um site e sem acreditar muito no que propunham, três pessoas se interessaram pela estadia econômica.

A ideia, que passou por melhorias no site em 2008, ganhou investidores e hoje é avaliada em US$ 30 bilhões, é também uma fonte de renda extra para quem quer abrir as portas de casa. Ainda pouco conhecida pelos brasileiros, estima-se que mais de 60 milhões de hóspedes já tenham utilizado o programa. Duas taxas são cobradas com o intuito de cobrir os custos de operação, uma para o anfitrião, de 3% e outra para o hóspede, entre 6 e 12%, variando conforme as diárias e tipo de locação.

Mauricio Cabalzar, técnico laticinista, mora em Guarapari (ES) e há um ano e meio disponibiliza os quartos de sua casa para aluguel. “Tenho uma casa grade e moro sozinho, como tenho bastante espaço e gosto de receber amigos, montei o negócio. E claro, para receber um extra, em época de crise, não é nada mal”, conta.

No app podem ser alugados quartos, casas e até castelos, tudo depende de quanto o hóspede deseja pagar. Juliane Pereira, jornalista, se hospedou por duas vezes em quartos disponibilizados pelo Airbnb. “Em geral, eu me hospedava em hostels, porém, ao pensar em passar o ano novo em Copacabana (RJ), solicitei alguns orçamentos e os valores estavam extremamente elevados. Como uma segunda opção, encontrei o Airbnb e consegui fechar a hospedagem de três dias por um valor até quatro vezes mais barato”, relembra.

Conforto, privacidade e boas indicações são alguns dos pontos avaliados para desempatar a escolha pelo local de hospedagem. “Mesmo locando apenas um quarto, é possível ter privacidade; a divisão da geladeira é igualitária e podemos utilizar a cozinha. Os hosts fazem de tudo para que você conheça a localidade e consiga se movimentar bem por conta própria”, destaca a jornalista.

Estadia compartilhada em que Juliane Silva ficou em uma de suas viagens / Foto: Juliane Silva
Estadia compartilhada em que Juliane Silva ficou em uma de suas viagens / Foto: Juliane Silva

 

De origem francesa, a palavra gourmet tem por definição caracterizar tudo o que representa sofisticação. Comumente associado à gastronomia, o termo é usado como adjetivo para qualificar e diferenciar alimentos premium das comidas mais tradicionais ou já conhecidas pelo público.

No entanto, o conceito vem se permeando e construindo um novo estilo de culinária. A revisitação de pratos cotidianos elegeu o termo para mostrar que aquilo que já era conhecido por todos pode ser tão sofisticado e chique quanto qualquer outro prato da alta gastronomia.

Cesar Yukio, professor de gastronomia e personal chef, acredita que dependendo das mudanças, elas são válidas no mundo gastronômico. “Penso que essas transformações fazem parte da culinária mundial e acabam sendo uma tendência reinventar produtos. Só não concordo em alterar a base de cada alimento, copiando apenas sua forma ou sabor”, esclarece o chef.

Yukio ainda acredita que a onda gourmetizadora já esteja perdendo força. “Já existem muitos movimentos ‘anti-gourmetização’ na internet e novos estabelecimentos trazendo a essência principal de cada prato”, afirma.

Yukio revela que a maioria de seus colegas defendiam a revolução gourmet com o intuito de ensinar, fazendo com que os alunos desenvolvessem suas próprias receitas com a base técnica tradicional. No entanto, ele acredita que este foi um boom e que outras tendências estão por vir. “Acredito que ter um produto realmente único e com características próprias será o trunfo dos chefs”, conclui Yukio.

Com o cenário econômico instável, muita gente tem optado por empreender no ramo alimentício e, com isso, apostado no marketing gastronômico para se diferenciar da concorrência. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de franquias brasileiro cresceu 8,3% em faturamento em 2015 e o ramo da alimentação teve alta de 8,9%. No último ano, a aposta da ABF era esta: franquias que vendem itens de linha gourmet ou premium deveriam continuar em alta.

Seguindo um caminho oposto, a Nagô Doces aposta na tradicionalidade de doces brasileiros e o resgate cultural que isso proporciona. “A valorização aqui é justamente essa lembrança das origens e a descoberta do antigo, do familiar, do DNA dos consumidores enquanto brasileiros”, conta Juliane Silva, proprietária da marca.

Ela acredita que a gourmetização não é um processo totalmente negativo. “Dentro do imaginário do consumidor, seguindo a interpretação de que o gourmet é o melhor, a segmentação pode se fortalecer ainda mais. Tudo depende da condução desta novidade e de como o público a entenderá e assumirá sua fidelização no decorrer dos anos”, pondera.

Revisitação da culinária será uma tendência após gourmetização
Revisitação da culinária será uma tendência após gourmetização / Foto: Juliane Silva

Como levar informação para crianças e jovens sem que isso se torne uma tarefa entediante? Despertar o gosto pela leitura é o que o Guten News tem se proposto a fazer. Com uma interface diferente dos tradicionais jornais e sites de informação, o app une games e notícias com uma linguagem voltada ao mundo infanto-juvenil. O Guten News é o primeiro aplicativo da startup fundada por Danielle Brant.

De acordo com Lívia Goro, produtora de conteúdo da plataforma, o software também pode ser usado como uma complementaridade na educação infantil. “A ferramenta é gratuita, qualquer um pode acessar pelo iPad ou mesmo pelo computador, basta criar um usuário e uma senha. Além disso, os educadores têm a opção de entrar em contato com a Guten, solicitando orientações que são preparadas por uma equipe pedagógica especializada e enviadas semanalmente, de acordo com cada edição publicada”, explica Lívia.

A idealizadora do projeto e seu time colocaram a ideia em prática em 2014 e desde então contam com aproximadamente 8.200 usuários. E se engana quem pensa que o conteúdo é adaptado dos grandes portais: a equipe da Guten produz seu próprio material. Nas cinco editorias – Mundo, Brasil, Cultura, Bem-estar e Comportamento – os leitores encontram quatro jogos, pré e pós-leitura, para que possam compreender e assimilar o conteúdo.

“Tudo que está no Guten News é feito por colaboradores especializados. Temos uma equipe pedagógica, responsável por criar todas as atividades e pela revisão dos textos, além de uma área de tecnologia, que faz tudo funcionar”, conta a produtora.

Além do app e das orientações que podem ser enviadas aos professores, a plataforma conta com uma ferramenta de acompanhamento das escolas. Com isso, os educadores podem acompanhar o desenvolvimento de habilidades de seus alunos e avaliar quais as defasagens ou o que é preciso melhorar.

Para Sérgio Varella, pedagogo, estas ferramentas podem ajudar na educação pela proximidade que os jovens têm da tecnologia. Entretanto, ele aponta o outro lado do uso de apps na educação. “Não há garantia de aprendizado, porque mesmo com os aplicativos, o conteúdo pode parecer desinteressante. Mas mesmo com os risco e sem a garantia de sucesso são alternativas que devem ser experimentadas”, aponta o educador.

Games e noticias auxiliam nos estudos e na melhoria da leitura / Foto: Guten News
Games e noticias auxiliam nos estudos e na melhoria da leitura / Foto: Guten News

Primeiros acordes do berimbau. Expectativa…surpresa! A roda da inclusão, realizada pelo mestre Jefferson Fagundes, conhecido como mestre Taka, em Goiânia (GO), reúne hoje mais de 120 criança, algumas com deficiência física. A vida como professor de capoeira teve início como forma de retribuir a ajuda que teve quando era pequeno. Quando criança, participava de um projeto social, no qual jogava capoeira junto de seus irmãos, enquanto sua mãe trabalhava.

Hoje, ele desenvolve com seus alunos o mesmo que aprendeu anos atrás: a transformação pelo esporte. A convite de uma amiga, passou a fazer parte do projeto Conviver, do Centro Integrado de Educação Moderna (CIEM) em 2009, escola na qual desenvolve a roda da inclusão. As aulas acontecem duas vezes na semana, e promovem a interação entre alunos do projeto, os da educação infantil e séries até o quinto ano.

“Há sete anos participo do projeto, pelo bem que ele faz ao próximo, pelo bem que acredito que todo ser humano deve fazer ao próximo e o carinho que recebo das crianças. Desde então estou lá e tenho conseguido desenvolver não só as crianças com particularidades, mas as outras também”, explica o mestre.

Em São Miguel Paulista (SP), a academia Alvorada Capoeira Inclusiva desenvolve trabalho semelhante. O professor de educação física e capoeirista Ednaldo Adelino, conhecido também como mestre Mamão, começou sua trajetória no esporte em 1979, mas foi em 1995 que deu início as aulas adaptadas, como voluntário, na extinta Estação Especial da Lapa. Hoje, em sua própria academia desenvolve estas mesmas aulas para pessoas com deficiência. “Através da capoeira adaptada, o aluno com deficiência desenvolve as mais diversas formas de habilidade motora, como, por exemplo, ritmo, controle muscular, noção de espaço, condicionamento cardiológico e muito mais”, explica o mestre.

Rosilene Fernandes é mãe de Ana Laura, de 15 anos, que tem espinha bífida, resultado de uma má formação congênita do sistema nervoso central. Sua filha é uma das alunas do CIEM e participa do projeto de capoeira inclusiva do mestre Taka. A mãe acredita que a capoeira tem o poder de incluir aqueles que não teriam espaço. “A maior dificuldade foi encontrar um lugar que realmente trabalhasse em prol da inclusão, porque só assim a Ana Laura tinha possibilidade de superar uma barreira que é a exclusão social. A gente percebe, nos olhos dela, muita felicidade toda vez que ela é estimulada a jogar com gingados de dança e autodefesa. O momento da capoeira é um momento ímpar em sua vida, no qual ela se sente verdadeiramente igual aos seus pares”, explica Rosilene.

Ana Laura é uma das alunas do projeto Conviver, em Goiânia / Foto: Arquivo pessoal
Ana Laura é uma das alunas do projeto Conviver, em Goiânia / Foto: André Freitas

Uma pesquisa realizada pela Robert Half em 2013 revelou que em 85% das empresas no Brasil, menos da metade das funcionárias mulheres não voltam a trabalhar após o nascimento de um filho. Diversos fatores impedem tal retorno, mas como aquelas que retomam à rotina lidam com este momento?

O tempo de afastamento das atividades profissionais varia entre quatro e seis meses, dependendo do tipo de ocupação da mulher. Entretanto, a retomada às atividades não é fácil, como no caso de Driele Almeida, auxiliar de farmácia.

Driele já passou por duas gestações, porém, na primeira era autônoma e, desse modo, teve maior liberdade com seus horários. Já em sua segunda gravidez, o retorno ao trabalho foi um pouco mais complicado. “A volta à rotina profissional não é fácil, mas aprendemos que é preciso deixá-los, até para o bem deles. Fiquei quatro meses em casa com minha filha e quando retomei as atividades ela ficou com minha mãe”, conta.

Segundo o estudo Fórum da Criança, divulgado no início de 2015, em Lisboa, dois terços dos avós ficam com os netos em casa. E para 72% dos pais ouvidos na amostra, são eles os principais parceiros nos cuidados e educação de seus filhos.

“Fiz essa escolha de deixar com a minha mãe em vez da creche por confiar plenamente nela e por ela ser aposentada. Não deixaria minha filha com outro alguém que não minha mãe”, diz a auxiliar de dentista.

Para as que moram perto do emprego ou deixam seus filhos em creches próximas, a lei brasileira dá uma ajuda. Logo após o período de afastamento, até o bebê completar seis meses de vida, as mulheres têm direito a dois intervalos de meia hora cada durante o expediente para amamentar.

Para Karla Silva, dentista, a volta à rotina de trabalho foi um pouco diferente. Antes da gestação, ela trabalhava de segunda à sexta, das 9 da manhã às 9 da noite. Porém, após a chegada do bebê, foi necessário reduzir o ritmo.

“Hoje minha filha tem dois anos e quatro meses, mas por ela não estar na escola ainda, meu horário diminuiu bastante. Hoje trabalho das 12 às 18 ou, no máximo, até às 20 horas, de terça e sexta”, comenta a dentista.

Para Carolina Noronha Cruz, psicóloga, é fundamental que as mamães entendam a necessidade de conciliar emprego e família. Ela dá algumas dicas para as mulheres que estão próximas de retomar suas atividades ou já estão trabalhando:

  • Conversar com os filhos e explicar o que está acontecendo, visando ajudá-lo a compreender esta nova fase;
  • Aprender a lidar com a culpa e a sensação de insegurança;
  • Trocar informações com outras mães que passaram pelo mesmo processo;
  • Decidir quem tomará conta do bebê durante a sua ausência.

A psicóloga afirma que ao estimular a linguagem das crianças, a mãe consegue demonstrar o quanto ela é importante e amada. Quanto mais difícil se tornar o processo de adaptação para a mulher, maior será a dificuldade do bebê também. 

“Tomar a decisão de interromper a vida profissional para ficar com o filho em tempo integral pode causar frustrações futuras e cobranças injustas com a criança”, alerta Carolina. Para a especialista, o ideal é decidir a opção com a qual a mamãe ficará mais segura e menos preocupada ou adaptar suas condições de trabalho, sem abrir mão da sua vida como mulher, profissional, esposa e amiga.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A importância de um segundo idioma tanto no campo profissional, quanto na formação educacional de alguém têm crescido nos últimos anos. Desta forma, realizar um curso de idiomas fora do Brasil é uma das várias maneiras de conhecer novas culturas, além da didática em si.

Atualmente, o mercado conta com uma quantidade considerável de escolas que atendem aos alunos brasileiros que querem estudar fora por algum período. Dentro das opções oferecidas para o estudante, três tipos são mais comuns: Intercâmbio em casa de família, Au Pair e curso de idiomas comum.

No primeiro, o intercâmbista mora com uma família enquanto estuda; o segundo trata de um programa no qual o estudante trabalha como cuidador de crianças na casa em que ficará hospedado; já o terceiro é um programa com duração mínima de duas semanas para se dedicar ao estudo do idioma escolhido. Neste tipo, o aluno apenas estuda.

Uma pesquisa da Associação Brasileiras de Operadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta) realizada em 2011, apontou que o número de estudantes brasileiros no exterior girava em torno de 215 mil, movimentando mais de 1,5 bilhão de dólares. A previsão para os anos seguintes é que esse número aumente ainda mais.

A bancária Vera Yoshida sentiu a necessidade de fazer um curso de línguas quando seu marido começou a trabalhar em uma multinacional americana, e as viagens para os Estados Unidos passaram a acontecer com maior frequência. 

No entanto, quando seu filho se formou em cinema e decidiu fazer uma especialização em Nova York, ela resolveu sair do curso e fazer um intercâmbio na mesma cidade. Ao todo, foram seis meses de estudos na cidade americana. “O aprendizado lá fora é muito maior, em parte devido à convivência com pessoas que, mesmo de outras nacionalidades, só tem o inglês para se comunicar”, conta.

Os métodos de ensino, segundo ela, são bem diferentes quando comparados às escolas brasileiras. As aulas tinham quatro horas de duração cada e aconteciam diariamente. O foco era gramática, interpretação e elaboração de textos.

O curso atendeu às expectativas de Vera, que o define como um “divisor de águas” em relação ao aprendizado. Mesmo assim, ela acredita que alguns pontos podem ser melhorados. “O único ponto negativo é que temos que decidir aqui no Brasil, o tempo, o curso e a escola que vamos estudar. O pagamento deve acontecer antecipadamente”, diz.

“Com o contrato assinado, visto concedido e curso pago não é possível fazer qualquer tipo de mudança caso não goste da escola ou dos métodos. O melhor seria fazer todo o processo sem intermediários”, acrescenta a bancária.

Vera e seus colegas de classe durante o intercâmbio nos EUA / Foto: Arquivo Pessoal
Vera e seus colegas de classe durante o intercâmbio nos EUA / Foto: Arquivo Pessoal

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostra que na última década o número de mulheres grávidas após os 40 anos passou de 53,016 para 62.371, o que representa um aumento de 17,6%. A faixa etária que compreende gestantes entre 35 e 39 anos também cresceu: 26,3%, segundo o IBGE. Foram 201.077 gestações em 2003 e 254.011 em 2012.

Dados do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) apontam que 25% das gestações em mulheres com mais de 35 anos resultam em aborto. A taxa de bebês prematuros também é maior, chegando a 15%, e as principais causas são complicações como diabetes e hipertensão.

Karla Maria Pereira Silva, 39, optou por ser mãe tarde e, apesar das dificuldades para engravidar, não se arrependeu da escolha. “Por ser mais velha, o ânimo é outro. O cansaço é maior, os riscos de doenças genéticas e a ansiedade também. Mas para mim foi o momento certo, estava financeiramente estável, já havia estudado e posso acompanhar minha filha em todas as consultas médicas e atividades”, conta.

Desde os 34 anos, após seu casamento, ela engravidou várias vezes, no entanto, o embrião não se formava. Tentativas e mais tentativas aumentavam ainda mais a expectativa de Karla e de seu marido em relação à gravidez. Após baterias de exames, abortos espontâneos e idas a especialistas de diversas áreas, ela conseguiu uma gestação de sucesso aos 37 anos e teve o bebê aos 38.

“Confesso que não aproveitei muito a minha gravidez por medo. Todos os ultrassons foram tensos, pois lembranças anteriores voltavam. Risco de síndromes, eclampsia, devido eu ter pressão alta, mas a Gabriela nasceu ótima. Fiz cesárea com 38 semanas por indicação médica. Não senti nada tanto na gravidez quanto no parto, somente a ansiedade atrapalhou” relembra.

Maria Emília Souza tem uma história um pouco diferente: aos 44 anos descobriu que estava grávida de seu segundo filho, 21 anos após sua primeira gestação. Ao contrário de Karla, ela não havia planejado ser mãe novamente. “Fiquei com medo no início devido a minha idade, mas a médica me tranquilizou após os primeiros exames”, afirma.

O bebê de Maria, seu segundo menino, nasceu no fim de julho de 2015. Assim como Karla, ela não tem enfrentado complicações, apenas sente ansiedade. “Na minha primeira gravidez, tinha muitos enjoos, praticamente nos nove meses. Desta vez não tive nenhum problema”, diz.

Não existe uma idade certa para engravidar, e apesar dos riscos da gravidez tardia, muitas mulheres têm buscado estabilidade financeira e equilíbrio profissional antes de construir uma família. O universo feminino tem mudado ao longo dos anos, e os métodos anticoncepcionais cada vez mais seguros ajudam as mulheres a decidirem quando ter filhos.

Karla e Gabriela no seu aniversário no último ano / Foto: Arquivo pessoal
Karla e Gabriela no seu aniversário no último ano / Foto: Arquivo pessoal

Deseja ter um pet, mas comprar um animalzinho não é uma alternativa viável? Adotar cães, além de ser uma prática solidária, é uma possibilidade bem mais barata. O último senso feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que de cada 100 famílias, 44 têm cachorros em suas moradias, enquanto 36 têm crianças.

De acordo com os dados de 2013, existem 52 milhões de cães nos lares brasileiros, entretanto, os números podem dar uma falsa impressão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que no território nacional, existam 20 milhões deles abandonados nas ruas.

Mas uma prática tem se tornado um hábito dos brasileiros: adotar cães e outros animais ao invés de comprá-los. Foi o que a estudante de administração Paloma Dias fez após a morte de seu outro pet. “Após minha outra cachorra, Preta, morrer devido a um câncer, adotei a Lola. Sempre tive cachorros, desde a minha infância, então não foi difícil tomar essa decisão”, revela Paloma.

Contudo, a estudante nunca havia adotado legalmente um animal e foi através de uma rede social que conheceu um grupo que encontrava um novo lar para alguns animais.

O Focinhos do Taboão é uma equipe de protetores de animais que realiza um trabalho conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Taboão da Serra, cidade da grande São Paulo.

Seis voluntárias integram o time de protetoras. Caroline Wieczorek é uma delas e contou como a iniciativa nasceu. “O Focinhos surgiu em setembro de 2014, mas estamos juntas há quase dois anos e todas já faziam trabalhos com animais há um bom tempo”, diz.

O trabalho começou dentro do CCZ de Taboão e agora Carolina e suas amigas ajudam também alguns abrigos, porém o recolhimento de animais abandonados não é realizado. “Orientamos na guarda responsável contra maus tratos, indicamos veterinários amigos com preços acessíveis, divulgamos animais no Facebook e participamos de feiras de adoção. Se a pessoa adota conosco, damos todas as orientações necessárias e tiramos as dúvidas sempre que necessário”, explica.

Em contato com uma das voluntárias do grupo, Paloma passou por uma entrevista até assinar o termo de adoção, documento no qual ficam registrados todos os dados do novo dono. O papel garante a responsabilidade pela castração do cãozinho, cuidado e integridade física e psicológica do animal.

O processo de acolhida de um cão requer dedicação. Há o período para o animal se acostumar com o novo lar e com sua nova família e, dependendo da idade do pet é preciso ficar atento as vacinas necessárias.

Durante e após o processo, as voluntárias do “Focinhos do Taboão” ficam em contato com os atuais responsáveis pelo animal. “Mantemos esse relacionamento por um período e depois espaçamos esses, mas os adotantes sempre mandam notícias dos pets”, comenta Carolina.

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Foto: Pixabay