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Você já deve ter visto ao menos em uma cena de novela, zapeando entre um canal e outro, algum desses lugares… Se não viu na TV, com certeza segue alguém no Instagram que já fez algum registro por lá. O Portal Opa desbravou as estradas entre Aracaju e Maceió e encontrou um paraíso cheio de beleza, histórias e encantos.

Ainda pouco explorado pelos turistas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, os “Caminhos de São Francisco” guardam a imponência do Velho Chico e a marcante história do Cangaço. Aí, caro leitor, fica fácil de entender por que o local foi tantas vezes cenário de filmes e novelas.

O Rio São Francisco vai bater no meio do mar

Cinco estados e 521 municípios são banhados por suas águas. A nascente, em Minas Gerais, percorre mais de 2 mil quilômetros até chegar à Foz, em Alagoas. No meio do percurso, os caminhos do Velho Chico encantam quem prova sua gastronomia e conhece seus costumes e sua história. São 12 cidades que compõem a rota no trecho alagoano. Nada se compara a navegar por entre o quinto maior cânion do mundo aproveitando as belezas naturais da região.

Quem sai de Sergipe rumo aos famosos cânions percorre pouco mais de 200 km até a cidade de Canindé de São Francisco, onde está localizada atração. Com a MF Tour, o embarque acontece diariamente no Restaurante Karrancas, que possui estrutura e suporte para todas as idades e tem saída a partir das 10h, variando conforme a demanda. O catamarã sai em direção ao Cânion do Xingó e dali em diante são três horas de passeio regado a muito forró, sol e águas de cor verde esmeralda.

A primeira hora é dedicada a paisagem: o guia comenta o percurso do Velho Chico até ali, sua importância para a região e os monumentos naturais. Além disso, o catamarã faz uma breve parada diante da imagem do São Francisco de Assis, localizado em um  nicho natural no Paraíso do Talhado.

Se a imagem do santo admirando a imensidão do rio é de tirar o fôlego, num  passe de mágica o cânion se apresenta imponente para seus visitantes. Um deck flutuante recebe os turistas que podem mergulhar numa espécie de piscina em meio ao rio. A estrutura é completa e conta com guias, coletes, boias e até uma minipiscina para as crianças brincarem e mergulharem nas águas do São Francisco. Como se o encontro com a mãe-natureza já não fosse o bastante, ainda é possível, com uma canoa, ir até a Gruta do Talhado, uma fenda entre os paredões que esconde uma beleza ímpar.

Para quem faz o passeio no primeiro horário, na volta é oferecido um almoço tipicamente nordestino no restaurante, que conta com mesas à beira do rio e a calmaria de quem está longe do tumulto das grandes cidades.

História de longa data

Se mergulhar entre os cânions é de tirar o fôlego, percorrer as estradas de terra da região leva o turista além. O local conta com um sítio arqueológico riquíssimo, com pinturas rupestres intactas e preservadas ao longo dos anos pelos moradores. A Candeeiros Ecotour é uma das poucas empresas por lá que dedicam um trajeto especial a essa parte da história. Janaína Souza, guia turística da Ecotur, conhece cada detalhe do chão batido e conta com brilho nos olhos a importância do sítio na história do sertão.

A empresa realiza dois trajetos: um primeiro que percorre trilhas, passa pelas águas do São Francisco, Gruta do Talhado, sítios arqueológicos e termina com o pôr do sol mais deslumbrante que estes olhos já viram; e um segundo roteiro, de menor tempo, que passa pelos últimos dois pontos turísticos. A proposta de quase todos os atrativos é fazer você se apaixonar pela história, já que todos têm extremo orgulho de contar aos visitantes o quão especial e importante é estar ali.

Em nosso grupo, havia um casal que fazia a viagem em comemoração ao recente noivado. Por isso, Janaína dedicou uma área “exclusiva” do mirante para que eles pudessem aproveitar o momento a dois. Rafael Sabino, parceiro da Ecotur, dedicou seu tempo a nos contar – com detalhes e paixão que livro nenhum carrega – histórias do alto dos cânions e de quais cangaceiros haviam pisado naquele chão.

Esse olhar ímpar para as turmas de visitantes, que são estrategicamente pequenas, faz com que o passeio se torne ainda mais peculiar para cada turista. Dali cada um leva a melhor recordação possível. O passeio se encerrou assim que o sol se foi e o brinde do casal de noivos celebrou a magia do Velho Chico.

Mais informações

MF Tour – www.mfturxingo.com.br | @canyonxingomftu
Candeeiros Ecotour – @candeeiros_ecoturismo

 

O Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, encerra as inscrições para a 6ª edição do Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino no próximo dia 02. Com 15 anos de atuação no país, a grande novidade desta edição é abertura de uma nova categoria. Além da  seleção de 10 projetos no ramo de alimentação, o instituto selecionará um projeto de impacto social protagonizado por mulheres, que use a força do mercado para solucionar problemas sociais e ambientais.

Com o objetivo de viabilizar geração de renda, para uma melhor qualidade de vida, e fortalecer o empreendedorismo feminino, o Instituto teve o apoio da ONU Mulheres para a criação de uma nova categoria na edição de 2018. Além dos 10 empreendimentos coletivos, liderados por mulheres na área de alimentação, será premiado também uma empreendedora “de impacto social” que apresente um tipo de solução que resolva problemas sócio-ambientais.

“Nosso objetivo é reconhecer mulheres líderes em seus empreendimentos e comunidades, contribuindo para acelerar o desenvolvimento social. A nova categoria do prêmio, na qual vamos eleger um empreendimento de impacto social, é um novo incentivo para impulsionar boas práticas de sustentabilidade e empreendedorismo”, afirma Leda Böger, diretora do Instituto.

Os vencedores do prêmio receberão eletrodomésticos Consul, recurso financeiro para investir no negócio e consultoria de negócios do Instituto Consulado da Mulher durante dois anos.

Em 2017, o Consulado da Mulher beneficiou direta e indiretamente 4.483 pessoas, 245 empreendimentos, totalizando um faturamento de R$ 5.7 milhões. Para se inscrever, basta atender aos critérios contidos no edital divulgado no site da organização: http://consuladodamulher.org.br/. A ficha de inscrição para a 6ª edição está disponível para download também no site. O prazo para envio é 01 de abril, ao e-mail premio@consuladodamulher.org.br.

 

Ainda que em passos curtos, a participação das mulheres no mercado de trabalho tem crescido muito nas últimas décadas. Para se ter uma ideia, entre os anos de 2007 e 2016, a parcela de mulheres com carteira assinada no varejo saltou de 43,5% para 48,2% do total. Os dados apontados pela FecomércioSP, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ainda apontaram que, em relação aos cargos de liderança no estado de São Paulo – direção, gerência e supervisão –, a presença feminina avançou nos setores de varejo, atacado e serviços.

Olhando para o cenário desafiador que as mulheres encontram no mercado de trabalho e  com objetivo de dar visibilidade e fomentar o protagonismo feminino, o CRA-SP dá início a semana temática “Mulheres em foco”. De 19 a 23 de março, a programação do Conselho Regional de São Paulo e de oito seccionais do estado estará dedicada à realização de eventos que destacam a importância da mulher profissional a frente de grandes instituições, por meio de palestras e cases de sucesso, com mulheres de renome nacional.

A ideia é que as palestrantes convidadas falem sobre suas carreiras de sucesso, compartilhando dicas, conceitos e experiências que possam contribuir para o sucesso de outras mulheres, jovens ou não, que objetivem estar a frente de grandes companhias ou liderando equipes, abordando ainda com o público as eventuais dificuldades e vantagens que uma mulher profissional possa ter para a construção de uma carreira de sucesso.

Com nomes de peso entre as palestrantes como Fiamma Zarife,  Diretora-geral do Twitter, e Sônia Hess, Presidente do LIDE Mulher (Grupo de Mulheres Líderes Empresariais), o “Mulheres em foco” abordará diferentes temáticas da mulher no mercado de trabalho. As inscrições devem ser realizadas no site do CRA-SP e ao final das palestras a instituição emitirá certificados.

Veja abaixo a programação:

 Mulheres que inspiram, transformam e compartilham
Dia 19/03/18 – Segunda-feira   19h às 21h
Painelistas:  Christiane Aché, Deborah Vieitas, Monica Herrero e Sônia Hess  

Mulher na era digital: As transformações nos modelos de gestão e relações de trabalho
Dia 20/03/18 – Terça-feira   9h às 11h
Palestrante: Fiamma Zarife

Ditadura da beleza: A busca pela imagem perfeita
Dia 20/03/18 – Terça-feira   15h às 17h
Palestrante: Daiana Garbin

Mulher e Negra: Um duplo desafio
Dia 20/03/18 – Terça-feira   19h às 21h
Palestrantes: Mylene Ramos e Marta Celestino

A força da mulher empreendedora e a gestão inteligente
Dia 21/03/18 – Quarta-feira   9h às 11h
Palestrante: Chieko Aoki

Desprogramando o preconceito: Mulheres e tecnologia
Dia 21/03/18 – Quarta-feira   15h às 17h
Palestrante: Marilia Rocca

Psicopata corporativo – como a mulher pode identificá-lo e se proteger dele
Dia 21/03/18 – Quarta-feira   19h às 21h
Palestrante: Adm. Amalia Sina

O papel da mulher nos altos cargos das empresas
Dia 22/03/18 – Quinta-feira   9h às 11h
Palestrante: Maria Fernanda Teixeira

A importância do Marketing na construção de grandes marcas e os desafios do mercado nacional
Dia 22/03/18 – Quinta-feira   15h às 17h
Painelistas: Anna Chaia, Flávia Bittencourt e Mônica Orcioli
Mediadora: Sandra Turchi

Carreira, diversidade e maternidade pelo olhar de jovens executivas e empreendedoras
Dia 22/03/18 – Quinta-feira   19h às 21h
Painelistas: Celia Goldstein, Daniela Martins, Danielle Brants, Paula Paschoal e Raquel Zagui
Mediadora: Silvia Furgler

Liderança feminina, empreendedorismo e disrupção
Dia 23/03/18 – Sexta-feira   9h às 11h
Palestrante: Andrea Weichert

Para quem gosta da bebida artesanal e ainda tem curiosidade de saber como funciona a produção do líquido, vale conferir o Beer Day da Cervejaria Mea Culpa. No próximo dia 28, em comemoração ao Outubro Rosa e ao mês das crianças, a fábrica traz novidades para o tour. Com entrada gratuita, os clientes poderão provar de um chope sazonal exclusivo, que terá parte da renda revertida para ONGs de prevenção ao câncer de mama.

O evento ainda contará com a música ao vivo, food trucks para almoço e sistema self service de chope. Os visitantes poderão comprar créditos em um cartão pré-pago e servir a quantidade que quiserem, direto da torneira, do seu chope preferido. Ao todo, serão oito opções de cerveja. Além disso, as crianças poderão se divertir com atividades monitoradas, enquanto os papais aproveitam o evento. Ficou curioso para saber como é? Com produtos inspirados em pecados capitais, a Mea Culpa é uma cervejaria artesanal paulista que chegou ao mercado em 2015 com rótulos cheios de personalidade. O Portal OPA já esteve no local e conversou com Victor Lucas, proprietário da fábrica.

Em uma visita guiada pela sommelière e especialista em cervejas Júlia Reis, é possível conhecer de perto o processo de fabricação da bebida e provar um dos sete tipos fabricados na unidade direto do tanque. O passeio inclui degustação de sete rótulos diferentes – um pra cada pecado: Lager (Avareza), Golden Ale (Gula), Imperial IPA (Ira), American Pale Ale (Vaidade), Witbier (Preguiça), Imperial Stout (Luxúria) e American Sour (Inveja).

Serviço:

Data: 28/10 a partir das 10h30
Local:  Cervejaria Mea Culpa – Cotia, SP
Valor: R$ 40,00 Tour + degustação ou R$ 30,00 apenas o Tour
Os ingressos podem ser adquiridos aqui.
A renda arrecadada no dia do evento será revertida para ONGs de prevenção ao câncer de mama / Foto: divulgação

“Uma vez por ano, vá a um lugar onde você nunca esteve”, disse Dalai Lama. Ele tinha razão. Viajar é mais do que sair do lugar, pegar um avião ou fazer as malas. É brincar com o desconhecido e ter a chance de se redescobrir. Com este pensamento, o Instaviagem vem ganhando espaço entre os brasileiros. A plataforma, que já conta com mais de 30 mil seguidores, oferece aos clientes viagens personalizadas. O diferencial? A surpresa. O cliente só fica sabendo para onde vai poucos dias antes do embarque.

Mesmo com um cenário político e economicamente incerto, os brasileiros continuam demonstrando interesse em viajar mais. De acordo com informações do Ministério do Turismo, os dados da sondagem de junho deste ano mostram que o mercado de viagens dá sinais de recuperação. Cerca de 23% dos entrevistados afirmaram que pretendem viajar nos próximos seis meses, o maior percentual apurado desde janeiro. Desses, 79.4% deverão optar por destinos nacionais.

O Instaviagem se tornou então uma opção financeiramente viável e prática para quem quer viajar por até três dias, mas não tem tempo de programar detalhes ou está sem inspiração para escolher o lugar.

Willy Brito, CMO (Chief Marketing Officer) do Instaviagem, conta que a ideia da plataforma surgiu da necessidade de apresentar novas opções ao mercado brasileiro. “O Brasil é muito grande e muito bonito para visitarmos sempre os mesmo lugares. As agências costumam operar sempre com aqueles mesmos pacotes: 7 dias em Natal, férias de julho em Orlando, etc. Nós queríamos criar algo totalmente diferente! Nosso objetivo é que a experiência da viagem seja muito mais importante do que o destino em si”, explica.

A experiência começa desde o início. No site, o cliente responde a um questionário detalhado sobre suas preferências, como ir de carro ou ônibus; acompanhado de amigos, família, namorada(o) ou sozinho; se quer fugir da rotina ou conhecer pessoas; se prefere praia ou natureza; além de detalhes como estadia, tempo máximo de viagem e por aí vai. Há também um campo para a listar as cidades já visitadas, assim o consumidor não corre o risco de viajar para um lugar conhecido.

Com base nessas informações, a plataforma faz as reservas de hospedagem e elabora um roteiro. No final, as datas disponíveis aparecem e pronto! Sua viagem está programada. O site ainda dá a opção de pagamento em até 10 vezes no cartão de crédito.

Dias antes do embarque, o cliente recebe um e-mail que revela, finalmente, o destino surpresa, junto com o roteiro completo da viagem.

Pode soar estranho alguém decidir toda uma viagem para você com base em algumas questões, mas William Brito garante que a receptividade ao modelo de negócio foi boa logo de cara. “Por incrível que pareça, mesmo com a ideia de viagem surpresa sendo algo tão diferente, o nosso público realmente abraçou o produto a ponto de vendermos em julho o que deveríamos estar vendendo em novembro, de acordo com nossa expectativa inicial”, conta.

Expectativa, euforia, gosto pelo desconhecido e a ansiedade por chegar ao destino e se encantar com os passeios proposto pela empresa se tornaram sentimentos de 10 em cada 10 pessoas que contratam o serviço.  “No início, nosso viajante se pergunta ‘por que o Instaviagem acha que Ilhabela é a minha cara?’. No final da viagem, ele tem uma certeza: ‘Ilhabela é o melhor lugar do mundo!’. É esse o sentimento que queremos passar para todos os nossos clientes”, afirma o CMO.

Do início do negócio até hoje, cerca de 400 pessoas já fizeram viagens de carro ou ônibus para os locais escolhidos pelo site e a ideia é continuar crescendo. “Nossa proposta é entregar a melhor experiência de viagem possível. Como, nesse momento, operamos apenas com ônibus e carro, não podemos escolher Alter do Chão (PA) como destino para alguém de São Paulo, por exemplo. Porém, quando integrarmos a possibilidade de aéreo à nossa plataforma, as possibilidades serão infinitas”, finaliza Willy Brito. 

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Foto: Pixabay

 

 

Conhecida como a terra do vinho de mesa, São Roque (SP) tem encarado a produção sob olhar empresarial e investido cada vez mais em suas safras. Um exemplo disso é a Vinícola Góes, que está na terceira geração de seus negócios.

A empreitada da família Góes teve início na década de 20, com o casal Benedito de Moraes Góes e Maria das Dores de Lima Góes, que lavraram terras na cidade. Em 1913, nasceu Gumercindo de Góes, que viu a primeira safra de seus pais, Benedito e Maria das Dores, aos 7 anos de idade. Dali em diante, a história da família estava entrelaçada ao plantio de uvas.

Já na década de 40, a produção artesanal da bebida teve início com uma fabricação de 1000 litros. Nos anos 70, Gumercindo e seus filhos fundaram a Viti-Vinícola Góes.

Hoje, com produção de 10 milhões de litros ao ano, a família conta com três unidades fabris, duas delas em São Roque, que contam com videiras próximas ao complexo turístico, e a terceira em Flores da Cunha (RS), parceria iniciada em 1989 com a família Venturini.

A mais recente premiação da família é o rótulo “Góes Tempos Philosophia”, da uva Cabernet Franc Reserva: um vinho tinto fino seco, produzido exclusivamente com uvas paulistas, 100% Cabernet Franc, cultivadas na unidade de São Roque. A bebida foi reconhecida como o vinho mais representativo da safra 2014 em sua categoria, na 22ª Avaliação Nacional dos Vinhos, em Bento Gonçalves (RS).

O brasileiro e o vinho

Queridinha nacional, a cerveja está longe de abrir mão do pódio quando o quesito é consumo. No entanto, o consumo de vinho tem aumentado significativamente entre os brasileiros e teve um crescimento de 4,6% em 2015, o que representa apenas dois litros por pessoa anualmente.

Ainda assim, os vinhos brasileiros vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado interno. Um levantamento realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em parceria com a Ibravin (Associação Brasileira de Vinhos), apontou que entre os anos de 2014 e 2016 as vendas da bebida aumentaram em 15,85%.

A história já é uma velha conhecida: temos receio. A procura por rótulos de outros países ainda é frequente, mas volta e meia encontramos rótulos nacionais nas prateleiras dos supermercados e lojas. Alguns fatores influenciam na decisão de compra do brasileiro, como o preço e a qualidades.

O estudo promovido pelo Ibravin e Wine Intelligence mostrou que 50% dos consumidores se baseiam no preço e no contexto imediatista da compra, enquanto os outros 50% se apoiam na procedência de país ou região, sabor e custo-benefício. Além disso, os brasileiros são fiéis: 66% afirmam provar novos rótulos, mas voltam sempre à marca que consomem com maior frequência.

O vinho tinto continua sendo o preferido no país, representado por 58% dos brasileiros. 26% preferem vinhos de uvas brancas e 16% escolhem os rosés.  Já a faixa etária que mais compra a bebida é a que contempla dos 35 a 44 anos, seguida pelas pessoas entre 45 e 54 anos.

Visita e degustação

Com o objetivo de ampliar o público consumidor, as vinícolas têm cada vez mais aberto suas instalações ao público. Com a Vinícola Góes não é diferente.  O espaço conta com uma boa infra-estrutura: restaurantes, loja, áreas verdes, lanchonete e área de lazer para as crianças.

O complexo está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h e sábados, domingos e feriados das 9h às 18h30. O ideal é realizar o agendamento prévio, mas também é possível chegar no dia com antecedência e conseguir lugar em um dos grupos de visitação.

O passeio, com duração média de uma hora e meia e para grupos com até 30 pessoas, contempla apresentação de vídeo institucional, visita monitorada pela área de produção da vinícola e degustação dirigida de quatro vinhos finos. O custo é de R$35,00 por pessoa, sendo R$10,00 para a compra de itens na loja sede do espaço, listados no voucher de compra do tour.  

Já para os interessados em conhecer os vinhedos,  o complexo realiza a Vindima Góes (colheita e pisa das uvas) entre janeiro e fevereiro. As inscrições são feitas no site a partir do início de dezembro.

É do time daqueles que não abrem mão de uma boa cerveja gelada? Para quem gosta da bebida artesanal e ainda tem curiosidade de saber como funciona a produção do líquido, vale conferir o Beer Day da Cervejaria Mea Culpa. A fábrica abre as portas neste domingo para o famoso tour em suas instalações.

Em uma visita guiada pela sommelière e especialista em cervejas Júlia Reis, é possível conhecer de perto o processo de fabricação da bebida e provar um dos sete tipos fabricados na unidade direto do tanque! O passeio inclui degustação de sete rótulos diferentes – um pra cada pecado: Lager (Avareza), Golden Ale (Gula), Imperial IPA (Ira), American Pale Ale (Vaidade), Witbier (Preguiça), Imperial Stout (Luxúria) e American Sour (Inveja).

Ficou curioso para saber como é? Com produtos inspirados em Pecados Capitais, a Mea Culpa é uma cervejaria artesanal paulista que chegou ao mercado em 2015 com rótulos cheios de personalidade. O Portal OPA já esteve no local e conversou com Victor Lucas, proprietário da fábrica. O evento ainda conta música ao vivo e food truck para almoço.

Serviço:

Data: 06/08 a partir das 10h30
Local: Cervejaria Mea Culpa – Cotia, SP
Valor: R$ 40,00 Tour + degustação ou R$ 30,00 apenas o Tour
Vendas: goo.gl/j9APfE

 

Oh! Comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia, amigão desce mais uma rodada!

Para os amantes do líquido cor de ouro, cerveja é coisa séria e foi com essa premissa que visitamos a cervejaria Mea Culpa, na cidade de Cotia, em São Paulo, para conhecer a produção artesanal da marca. Apresentado pela sommelier Julia Reis e pelo mestre cervejeiro Rodrigo Louro, o tour recebe curiosos, apreciadores da bebida e produtores caseiros nas quase três horas de visitação.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope, em novembro de 2013, revelou que a cerveja é a bebida preferida de 2/3 dos brasileiros para comemorações, com 64% da preferência, o que faz do brasileiro um dos maiores consumidores de cerveja do mundo. A média anual de litros consumidos por habitante cresce a cada ano.

E essa é uma das grandes razões para ser um mercado em franca expansão: o Brasil é o terceiro maior produtor do mundo, atrás dos Estados Unidos e China, e supera a Rússia e a Alemanha. Microcervejarias e importadoras estão ocupando um importante espaço no mercado nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), as chamadas cervejas especiais reúnem as artesanais, as importadas e as industriais de categoria “premium”.

“A gente tem muito que crescer, estamos no início da revolução. Temos que nos desenvolver muito quando nos comparamos a outros países, mas é um começo promissor e cada vez mais o brasileiro tem procurado as cervejas artesanais”, comenta Victor Lucas, proprietário da cervejaria Mea Culpa.

Depois de ouvir da esposa que deveria trabalhar com uma coisa que gostasse, como um hobby, Victor, que sempre gostou de cerveja, fez um curso caseiro e, aos poucos, a brincadeira se  tornou um verdadeiro negócio.  Fundada em 2015, a Mea Culpa tem uma linha de produtos artesanais inspirados nos pecados capitais, traduzindo o melhor da Gula, Ira, Preguiça, Luxúria, Avareza, Inveja  e Vaidade em rótulos exclusivos e cheios de personalidade.

“Sempre tive uma curiosidade grande de saber como se fazia cerveja. Por coincidência, depois, acabei descobrindo que meu avô fazia cerveja em casa, em ocasiões especiais. Ele produzia de uma maneira bem artesanal, não tinha sistema de refrigeração, então  enterrava as cervejas na argila para maturar e fermentar, durante a produção. Estava no DNA e eu nem sabia”, conta o proprietário da fábrica.

Tour Mea Culpa

O tour pelas instalações da fábrica acontece mensalmente. Nele  a sommelier Julia Reis e o mestre cervejeiro Rodrigo Louro apresentam, passo a passo, a produção da bebida.

O tour divide os convidados em dois grupos, todos com toucas nos cabelos. Julia nos revela alguns traços do DNA da bebida: em suas palavras, uma “cerveja com propósito”.  Diversos tipos de maltes e lúpulo nos são apresentados e com eles algumas características dos rótulos da marca.

Seguimos para a sala de armazenamento, onde o malte é estocado e moído. A sala, com temperatura rigorosamente controlada para evitar a umidade, guarda a matéria prima da bebida. De acordo com Louro, o moedor tem capacidade de meia tonelada por hora.

De lá, o produto, e nós também, somos guiados para as panelas e tanques. São nestes recipientes gigantescos que a bebida, já com água, é fervida a mais ou menos 74º. Neste momento, bebemos direto do tanque a Luxúria, cerveja com 10% de teor alcóolico e que possui em sua composição gotas de chocolate e café, perfeitamente linkadas com o pecado.

Depois de resfriado, o líquido, em linhas gerais, permanece por mais ou menos duas semanas nos tanques, onde é fermentado e aguarda o tempo de maturação. A média de tempo varia entre um tipo de bebida e outro. Para preservar aromas e sabores, parte da linha de produtos não é pasteurizada e filtrada. Isso garante frescor e presença marcante dos lúpulos e especiarias a cada gole.

A estação de engarrafamento e rotulagem das latas e garrafas é de uma tecnologia ímpar para processos artesanais: 1000 garrafas por hora. A cervejaria ainda aceita alguns trabalhos independentes nesta área e rotula embalagens de outras cervejarias.

Já o laboratório é o lugar de onde saem os pecados, com receitas assinadas pelo mestre cervejeiro Rodrigo Louro. Antes da produção em larga escala, são feitos testes em laboratório, onde  pressão, aroma, sabor, entre outros aspectos são rigorosamente avaliados. É lá que descobrimos porque o armazenamento em lata é o ideal para a bebida. O recipiente protege a bebida da luminosidade, um dos fatores que alteram o sabor da cerveja.

Ao final do tour, fomos apresentados aos sete pecados, que também poderiam ser sete maravilhas. Cada tipo de cerveja traz aroma e sabor específico, um “quê” na bebida que se conecta, perfeitamente, ao pecado proposto. O rótulo preguiça, por exemplo, traz camomila em sua composição. Diferente, intrigante e inteligente, não é?

Beba menos, mas beba melhor

Com 30 mil litros produzidos mensalmente e exportados para os estados de São Paulo e Porto Alegre, a cervejaria está em pleno crescimento.  Hoje, os produtos da Mea Culpa são encontrados em quase 100 pontos de venda no estado de São Paulo, fora os pontos de venda na capital gaúcha.

“A gente quer atender bem o cliente e para isso vamos padronizar nossas latas e garrafas. Para essa padronização serão feitas garrafas de 600ml para pontos de vendas que não conseguem ter refrigeração e latas para aqueles que conseguem manter o produto refrigerado. Isso é feito pensado, também, no transporte de produtos não pasteurizados e nos clientes mais exigentes”, conclui Victor.

Pecados e maravilhas capitais

GULA
Cerveja para os insaciáveis, muito refrescante. Com sabor sutil de cereais e leve amargor, tem dry hopping de lúpulos nobres. Foi medalha de prata no Concurso Brasileiro de Cervejas 2015.

VAIDADE
De cor dourada, com amargor agradável e perfume cítrico dos lúpulos americanos Centennial, Galena e Cascade.

IRA
Leva 7 tipos de lúpulos ingleses e americanos que resultam em uma combinação intensa de amargor, sabor e aroma. O mais agressivo dos pecados!

PREGUIÇA
Uma aromática e inusitada cerveja com trigo, adição de sementes de coentro, camomila e lúpulo Sorachi Ace.

LUXÚRIA
Cerveja escura e potente, aveludada. Com adição de nibs de cacau e aveia, tem notas de café e chocolate.

AVAREZA
Dourada e refrescante, com sabor de malte e discreto aroma de lúpulo. Uma deliciosa lager artesanal.

INVEJA
Levemente ácida, com corpo leve. Tem aroma e sabor de lúpulo, mas baixo amargor.

 

“Cozinhar não é apenas um serviço, é também uma forma de amar os outros”. Foi com essa premissa que Beatriz Mansberger, bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP), deu início ao projeto Chef Aprendiz. Após um quadro de depressão, Beatriz, que sempre esteve envolvida em ações e projetos sociais, viu a oportunidade de mudar a vida de jovens de uma comunidade por meio da gastronomia.

Ela era voluntária em uma ONG de Paraisópolis, em São Paulo, quando alguns jovens contaram sobre o interesse em conhecer mais sobre a arte da cozinha. A partir daí, Beatriz começou a desenhar uma proposta de projeto que unisse aprendizagem, novas perspectivas, desafios, trabalho em equipe, superação e inserção no mercado de trabalho.   

“O projeto capacita jovens em situação de vulnerabilidade social para que possam ter a chance de adentrar no mercado de trabalho em cozinhas de estabelecimentos parceiros. Geralmente, uma ONG ou organização local ajuda a divulgar e fazemos as entrevistas juntos, descobrindo a motivação dos jovens para que não haja frustração. Levamos em conta a motivação e a idade, normalmente entre 16 e 19 anos”, explica a gestora.

Hoje, em sua quarta edição, o Chef Aprendiz se tornou um projeto itinerante.  A primeira edição aconteceu em Paraisópolis, a segunda no Campo Limpo, a terceira no Glicério e a atual é realizada no Jardim Colombo.

Dividido entre teoria e prática, o projeto acontece em 26 encontros. Os participantes adquirem conhecimento sobre temas como alimentação saudável, sustentabilidade, reciclagem na cozinha e informações nutricionais, além da confecção de um menu equilibrado e lições de boas práticas na área. Já na competição final, os alunos fazem uma entrada, um prato principal e uma sobremesa para impressionar os jurados que podem, além de dar boas notas, oferecer vagas de emprego em seus negócios.

90% das aulas acontecem em uma cozinha na própria comunidade e o restante em restaurantes parceiros e espaços profissionais cedidos ao projeto. Há também professores que se oferecem para dar aulas e alguns já colaboram desde a primeira edição.

E se engana quem pensa que o Chef Aprendiz fica restrito ao bairro dos participantes. Para ganhar visibilidade e apoio, foi montada a “Rota Social Gastronômica”. Ao todo, são oito jantares durante o ano, com o mote “comer bem e fazer o bem”.

“É uma forma de fazermos jantares beneficentes em restaurantes legais para conseguirmos bancar o projeto. Os dois primeiros já aconteceram e os ingressos para os próximos estarão disponíveis em nossa página de financiamento coletivo”, conta Beatriz.

Em 2016, o Chef Aprendiz conquistou o primeiro lugar na categoria Gastronomia no Prêmio Brasil Criativo, realizado pelo Governo de São Paulo, a Secretaria da Cultura e a empresa 3M.  A ideia é que o projeto possa contar com o apoio de patrocinadores e parceiros para que, alongo prazo, se torne um negócio social.

Em sua 9ª edição, um dos eventos gastronômicos mais conhecidos do inverno paulista, o Festival de Sopas Ceagesp, oferecerá semanalmente seis tipos de sopas, incluindo a famosa Sopa de Cebola, sucesso na cidade há mais de 50 anos.

O cardápio de estreia, válido para a primeira semana (de 3 a 7 de maio – quarta a domingo), terá sopa de rabada, creme de couve-flor com roquefort, sopa de galinha caipira com legumes, capeletti in brodo e as famosas sopas de cebola e sopa de cebola gratinada. Novos sabores entram para o cardápio nas semanas seguintes, mas as sopas de cebola permanecem fixas até o final do festival.

Assim como nos outros anos, o festival terá uma mesa de antepastos, além de carta de vinhos de várias nacionalidades. Refrigerantes, sucos e opções de sobremesas, entre as quais estão no cardápio o famoso merengue de morango e o popular cafezinho.

Neste ano, o valor que dá direito a tomar todas as sopas quantas vezes quiser é de R$ 38,90 por pessoa. As bebidas, as sobremesas e os itens da mesa de antepastos são cobrados à parte.

O Festival, que já caiu no gosto dos paulistanos, também faz parte do calendário gastronômico de inverno da cidade de São Paulo. No ano passado, milhares de pessoas experimentaram os mais de 40 tipos diferentes de sopas servidas junto com as tradicionais sopas de cebola.

Sabor de tradição

O Festival de Sopas Ceagesp foi criado em 2009 durante as comemorações dos 40 anos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. O sucesso e a aprovação foram tão grandes que se tornou um evento anual e um dos festivais mais aguardados pelo público nos meses de inverno. Por trás desse sucesso está o resgate da receita da famosa sopa de cebola, que era servida no antigo Ceasa, atual Ceagesp, do final da década de 1960 a meados dos anos 1970.

Naquela época, o prato ficava no cardápio do antigo restaurante Ceasa e era consumido por funcionários, comerciantes e compradores que trabalhavam no entreposto. De tão boa e revigorante, a sopa de cebola ganhou fama na cidade, muito carente, à época, de locais que servissem comida na madrugada.

Serviço:

FESTIVAL DE SOPAS CEAGESP 2017
Quando
: De 3 de maio a 27 de agosto (quarta a domingo)

Quanto: R$ 38,90 por pessoa (não inclui bebidas e sobremesas)
Horários
: quarta, quinta e domingo, das 18h à meia-noite. Sexta e sábado, das 18h à 1h

Onde: No Espaço Gastronômico Ceagesp
Endereço: Portão 4 (Av. Dr. Gastão Vidigal, altura do nº 1.946 – Vila Leopoldina)
Estacionamento: R$ 10 (Portão 4)
Site: www.festivaisceagesp.com.br
Foto: Eduardo Bacani