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luzsaline

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Lele, Eros Prado, Tatá e Xaxá… Quatro pessoas com aparências completamente diferentes, mas um humor bem parecido, unidos no palco em um único objetivo: fazer o público rir. A velha trilha sonora, já tão conhecida da galera, arranca risadas até mesmo daqueles que acompanham o grupo desde o início: um dia lindo pra viver, um dia lindo pra viver.

O Pagode da Ofensa surgiu anos atrás como um pequeno quadro do programa Pânico na TV, na época exibido na Rede TV, onde participavam Lele, Eros Prado e Tatá. O quadro durou cerca de dois anos, quando por fim os garotos conheceram Xaxá em um programa de rádio e juntos criaram o aclamado canal do Youtube, que hoje já conta com 300 milhões de visualizações em seus vídeos. 

Hoje o grupo está não apenas no Youtube, mas também nos palcos de todo o Brasil, com um show que arranca sorrisos de públicos de todas as idades. O Pagode da Ofensa encerrou sua passagem pelo Teatro Gazeta na última quinta-feira (29/03) em um show que divertiu até mesmo a Dona Helena, uma senhorinha simpática que estava na plateia e foi alvo de muitas piadinhas por parte do grupo. Se você está pensando em assistir algum show, tem que se lembrar de uma regra: não vale ficar bravo.

Pela agitação do público é notável que uma das partes preferidas do show é o quadro “Trote da Ofensa”, quando quem está assistindo tem a oportunidade de interagir diretamente com o grupo, passando um trote para algum amigo que não está presente. O vídeo é transmitido ao vivo no canal do Youtube, para que quem está em casa possa acompanhar e se divertir junto.  “No ‘Trote da Ofensa’ as pessoas participam ativamente, então elas podem ter a sorte de sacanear um amigo, é a chance dela brincar com a gente”, comentou o Eros Prado em entrevista exclusiva ao Portal Opa.

Lele, Eros Prado, Tatá e Xaxá admitem que com o passar dos anos e o amadurecimento do grupo, o teor de suas piadas mudou muito e que hoje até se sentem envergonhados de algumas brincadeiras que faziam no começo do canal. “No início a gente batia muito pesado, o que fizemos no começo não faríamos hoje. A gente olha e pensa que tínhamos muita coragem ou que não tínhamos noção. A gente mudou, amadureceu e entendeu que não precisamos pegar pesado no formato do programa. Tem episódios, às vezes, que a gente nem pega pesado e que a galera adora e, se formos por este lado, conseguimos cativar o pai, a mãe e o filho”, explicou Eros Prado.

Apesar disso, o humor levemente provocativo permanece lá, intacto, e o programa, que é recomendado pra família inteira, é risada garantida, seja pra quem está vendo os vídeos ou para quem está pensando em prestigiar o grupo em um próximo show.

A agenda completa do Pagode da Ofensa pode ser conferida através do site oficial: https://www.pagodedaofensanaweb.com.br/

Consagrado como um dos primeiros artistas negros a conquistar seu espaço no mundo predominantemente branco das galerias de arte de Nova Iorque, Jean-Michel Basquiat (1960-1688) transmite através de suas obras a impactante personalidade da cidade nos anos 70 e 80.

Nascido no Brooklyn, o nova-iorquino começou a pintar aos 17 anos obras que ficaram mundialmente famosas por transmitirem uma crítica social aos acontecimentos da época e ao espaço que o negro ocupava na sociedade. Conhecido por pinturas que lembravam grafites e traços que se assemelham a desenhos infantis, o artista se popularizou em meados dos anos 70, quando passou espalhar pelas ruas de Nova Iorque sua assinatura: SOMO (“same old shit” ou “a mesma merda de sempre”).

A arte que foi considerada desde grafite até neo-expressionista, ganhou em janeiro desse ano uma retrospectiva que marca os 30 anos da morte de Basquiat. Com 80 obras que vão desde telas à pintura em pratos de cerâmica, a exposição busca expor um panorama a respeito da vida de Jean-Michel Basquiat e suas fases como artista.

A mostra acontece no Centro Cultural Banco do Brasil e vai até o próximo domingo (08 de abril) e é gratuita. Para garantir seus ingressos sem filas, basta acessar o site www.eventim.com.br e reservar seu horário. Corre que ainda dá tempo!

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Local:
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
CEP: 01012-000 | São Paulo (SP)
Fone: (11) 3113-3651

 

Nesse feriado do Dia do Trabalho, chega em São Paulo mais um delicioso evento: o “Sampa Gastronômica Itinerante”. Do dia 28 de abril ao dia 1º de maio, estarão à disposição do público diversas barracas e food trucks com os mais variados tipos de comidas, doces e bebidas, prontos para agradar a todos os gostos!

Organizada pelo The Greek Food Truck Brasil, a Sampa Gastronômica vai contar com hambúrgueres, comida TexMex, comida japonesa, cervejas e chopp artesanal, comidas típicas, churros, açaí e muitas outras opções que com certeza animarão o feriado daqueles que ficaram por São Paulo.

Com apoio da Prefeitura de São Paulo e Subprefeitura do Butantã, o evento acontece na Praça João Batista Tramontano, Jardim Bonfiglioli, a partir das 11h e possui praça de alimentação coberta, espaço kids, música ao vido todos os dias e o melhor de tudo: a entrada é gratuita!

Serviço:

Evento Sampa Gastronômica no Jd Bonfiglioli
Entrada Gratuita
Local:
Praça João Batista Tramontano, Jd Bonfiglioli,

Data: 28, 29 e 30 de Abril e 01 de Maio.
Mais informações: www.facebook.com/sampagastronomica

Hoje, dia 8 de Abril, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data é um alerta para a conscientização dessa doença que é a segunda que mais mata no mundo. No Brasil, devem ser registrados cerca de 600 mil novos casos, entre os anos de 2016/2017, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer.

O câncer é uma doença onde as células anormais se dividem incontrolavelmente e atacam o tecido do corpo, ainda não tem uma cura, no entanto, os tratamentos vêm melhorando seu desempenho ao longo dos anos com a descoberta de novas técnicas e medicamentos. Um dos fatores que garante a maior eficácia dos tratamentos disponíveis contra a doença é o diagnóstico precoce. Quando descoberto logo no início, é possível tratá-lo com métodos menos agressivos e que causam menos efeitos colaterais.

A mudança de hábitos também é um importante aliado na luta contra essa doença tão terrível . As principais medidas para combater a neoplasia são: atividade física constante, evitar fumar e consumir bebidas alcoólicas e, é claro, os cuidados com a alimentação, preferindo sempre consumir produtos naturais e manter uma dieta rica em legumes, frutas e verduras.

Além disso, deve-se realizar exames regularmente, já que ao contrário do que se pensa, o câncer não é uma doença hereditária. A maior parte dos casos (90%) está relacionado a outros fatores e apenas 8% são decorrentes de herança genética. Atualmente, o câncer que mais atinge a população feminina é o de mama, por isso recomenda-se o auto exame, além do papanicolau e exames de rastreamento. Já no caso dos homens, o câncer mais comum é o de próstata, e a partir dos 45 anos deve-se visitar o urologista regularmente para realização do exame.

O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado desde 2006 no dia 21 de Março. A data foi escolhida de forma a representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21. O objetivo desse dia é celebrar a vida das pessoas com Síndrome de Down, disseminar informações para promover a inclusão de todos na sociedade e conscientizar sobre a importância da luta pelo bem-estar dos que têm Down.
 
A Síndrome, que não deve ser considerada uma doença crônica, é uma condição que tem um perfil genético bem definido: a trissomia do cromossomo 21, ao invés de apresentar apenas dois cromossomos, apresenta três, o que faz com que as pessoas exibam determinadas características físicas (pescoço curto e largo, mãos e pés pequenos e quadrados, baixa estatura, olhos amendoados, etc) e certa deficiência intelectual.
 
No entanto, estudos já comprovam que quando estimulada desde a infância, a pessoa com Síndrome de Down é capaz de desenvolver suas potencialidades, garantindo assim uma vida quase tão normal quanto a de um indivíduo sem SD.
 
O amor e a paciência na criação de uma criança com essa condição, são fatores fundamentais para o bom desenvolvimento intelectual. É preciso estimulá-la por meio de jogos e brincadeiras, utilizando as situações do dia a dia para promover aprendizado, afinal, a criança com Síndrome de Down costuma ser menos ativa, mas a situação pode ser contornada dentro de casa com incentivo constante.
 
Além disso, o auxílio de profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é muito importantes nessa primeira fase, que é quando a criança está mais predisposta a aprender. Thais Pedroso é gerente de vendas e mãe de Manuela, uma criança de nove meses que tem SD. Ela afirma que o estímulo e a ajuda de profissionais são imprescindíveis para o bom desenvolvimento. “Nós a levamos para fazer fisioterapia, passar com fonoaudiólogo e fazer terapia ocupacional desde o segundo mês, pois as estimulações são fundamentais para que a criança possa se desenvolver mais rápido. Hoje, a criança com down aprende a sentar, andar e falar quase que igual a um indivíduo sem down”, conta.
 
E não é só isso, além de ajudar nos aspectos físicos e intelectuais, o incentivo desde cedo é fator decisivo para uma pessoa com Down possa levar uma vida social tão normal quanto é possível. A SD não impede o indivíduo de trabalhar, estudar e praticar atividades como qualquer outra, desde que o seu tempo e as suas diferenças sejam respeitados. Já existem muitas empresas com programas de inclusão para pessoas com alguma deficiência intelectual.
 
E vale lembrar: além da família, a população como um todo deve trabalhar por um mundo cada vez mais inclusivo, afinal, a Síndrome de Down é uma das deficiências mais comuns do mundo e permitir que esses indivíduos sejam inseridos dentro da sociedade é também nosso dever.

Um projeto realizado em uma escola diferente, que tem como foco atender a pessoas diferentes. Essa é a proposta do Café Terapêutico, projeto criado pelo Professor Billy em 2007 e que, desde então, tem atendido a toda a comunidade do Campo Limpo e regiões vizinhas. E, por que é diferente? Porque as reuniões acontecem no Centro de Integração de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA), uma escola que é aberta ao público e que tem como objetivo promover a inclusão social e atender aos interesses da comunidade.

Em um espaço criado anteriormente para discutir a questão das pessoas com deficiência e como suas famílias lidavam com isso, o Café Terapêutico, tem hoje como foco proporcionar um local de discussão sobre a inclusão de modo geral, não apenas com os pais e alunos com deficiência, mas também com a comunidade, amigos e profissionais interessados. Os encontros acontecem quinzenalmente às sextas-feiras e costumam ser pautados de acordo com as necessidades que são apontadas e/ou percebidas, sendo abordadas por pessoas indicadas, convidadas ou que possuem algum tipo de parceria com o projeto.

Em alguns casos, as reuniões são direcionadas pelo próprio professor Billy, que está sempre presente. O público varia entre alunos com deficiência que devem estar sempre acompanhados de um responsável, pais, alunos sem deficiência, estagiários de pedagogia, ONG’s, inspetoras de alunos, Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), convidados (amigos e professores de outras escolas) e Êda Luiz, diretora do CIEJA. “O público alvo hoje inclui qualquer pessoa que possua interesse em colaborar com a construção de uma sociedade realmente inclusiva”, afirma o professor.

Podemos dizer que o projeto expandiu e atraiu muita atenção desde que foi criado, em 2007. A primeira reunião contava com apenas onze pessoas. Hoje o projeto já atende a pelo menos 60 pessoas a cada reunião e é reconhecido como referência em trabalho com pessoas com deficiência na cidade de São Paulo. Grande parte desse sucesso se deve ao fato de que Billy é um apaixonado por inclusão social. Além disso, o CIEJA é uma das escolas mais inclusivas do país, recebe cerca de 285 alunos com necessidades especiais e é a única a realizar reuniões de pais e alunos todas as sextas-feiras.

Os assuntos que são geralmente abordados estão relacionados aos direitos humanos, promovendo um espaço para conversa e trocas de experiências, para que as pessoas se sintam confortáveis em falar com alguém que as compreenda ou que já esteve na mesma situação. “Além de conhecer a escola, eu conheci o grupo do Café Terapêutico e cresci com isso, porque não sou só eu que tenho uma filha especial, existem muitas mães, cada uma com uma criança diferente e a gente aprende com as histórias e se sente feliz por estar aqui”, conta Ligia, mãe de uma criança com deficiência e também aluna da escola.

Mais informações:

Endereço: R. Cabo Estácio da Conceição, 176 – Parque Maria Helena, São Paulo/ SP
Telefone: (11) 5816-3701                                                       

 Horário: 9h30 às 11h.

Alunos, família e comunidade reunidos em manhã de palestra do Café Terapêutico / Foto: Arquivo pessoal.
Alunos, família e comunidade reunidos em manhã de palestra do Café Terapêutico / Foto: Arquivo pessoal.

Muros, postes e prédios abandonados saem de cena e entram coxas, seios, pernas e várias outras partes do corpo feminino… Assim surgiu o grafite corporal, ou como é popularmente conhecido, body grafitti ou body paint. Inspirado no grafite comum, que surgiu nas periferias em meados dos anos 70, o grafite corporal apareceu recentemente como uma forma de inovar e dar uma nova cara à arte das ruas.

As manifestações artísticas que envolvem o uso do corpo, por outro lado, são muito antigas, tendo sido utilizadas desde antes dos anos 60 como forma de protesto. Porém, só ao final dos anos 90 que passaram a possuir aspectos mais modernos com traços inspirados em outras vertentes da arte, como é o caso do body grafitti.

Atualmente existem artistas que se especializam apenas nesse tipo de arte, que apesar de passageira – sai com água – causa impacto e chama atenção sempre que exposta em lugares públicos, como é o caso do tatuador e grafiteiro Fábio Ayabe.

“Eu entrei no body paint por causa do grafite, tentando achar uma nova maneira de mostrar minha arte. Acredito que o que diferencia os dois é só o suporte e a técnica. Já fiz muitos trabalhos nesse estilo, principalmente em eventos e penso em um dia fazer um projeto pra expor os trabalhos. A arte no corpo, apesar de durar pouco, deixa uma impressão”, conta Fábio, também conhecido como Tigone.

O body paint já é realizado em grandes eventos, como no caso do Tattoo Week (Convenção Internacional de Tatuadores e Body Piercings no Brasil), onde existem stands próprios para esse tipo de arte. Além disso, há também sites como o Shriiimp, que exibe fotos de artes realizadas por grafiteiros em diversos lugares do mundo.

A arte está se expandindo cada vez mais, mas ainda existe um certo preconceito com o grafite corporal, principalmente por parte do público mais conservador já que muitas vezes ele é realizado em garotas nuas, servindo como uma “roupa” e escondendo seu corpo.

“Eu já servi como modelo para muitos grafiteiros e alguns fazem a arte apenas na perna ou nos braços, outros pintam o corpo inteiro. Acredito que tudo depende do lugar onde vamos fazer o evento, muita gente ainda tem problema com a nudez’’, relata Fernanda Lima, modelo fotográfica.

Corpo feminino se torna tela em novas formas de manifestação artística / Foto: Arquivo pessoal
Corpo feminino se torna tela em novas formas de manifestação artística / Foto: Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

*Publicado originalmente no jornal Expressão