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Guilherme Moura

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Uma palavra define o bairro da Liberdade: tradição. Localizado no centro de São Paulo, a região é conhecida pelo seu número de habitantes orientais e suas lojas que vendem produtos artesanais e importados, que variam de comida à arma branca.

A grande quantidade de habitantes japoneses é decorrente da imigração para o Brasil no início do século XX. O bairro é conhecido por ser o maior reduto da comunidade japonesa na cidade de São Paulo, na qual, por sua vez, possui a maior colônia japonesa do mundo fora do Japão.

Com uma quantidade tão grande de descendentes da mesma cultura, não foi difícil manter os costumes e tradições orientais. Graças a vontade de manter sua cultura acesa dentro de um país tão miscigenado, essas comunidades transformaram o bairro em um dos principais pontos turísticos da cidade.

Não é preciso andar muito para encontrar estabelecimentos antigos e isso não é por acaso. A maioria das lojas são passadas de geração para geração, sendo assim, acabam ficando na mesma família e isso é algo extremamente positivo para as vendas. Apesar de todas a credibilidade, as lojas estão perdendo cada vez mais espaço para feiras de rua e ambulantes.

Graças aos históricos e a confiabilidade de algumas lojas, os trabalhadores dos estabelecimentos não se incomodam com a ascensão das feirinhas e ambulantes. “Não nos sentimos como concorrentes, apesar de termos produtos parecidos, os seguimentos são diferentes”, diz Mitiko Yamanaka, gerente da Loja Fugi.

O verdadeiro desafio encontrado no bairro da Liberdade é para quem possui loja nacional. Como a maioria das pessoas que passam por ali são imigrantes, descendentes ou estão procurando por algum produto oriental, dificilmente costumam comprar mercadorias brasileiras.

“A nossa loja dá mais movimento na época do natal e da páscoa. Apesar de ter 8 anos, é difícil manter a loja apenas com datas comemorativas. Aqui o pessoal prefere comprar os doces nas lojas japonesas, até o cafezinho o pessoal costuma tomar na loja do lado”, diz Suellen de Almeida, vendedora da Cacau Show.

Outro ponto interessante neste lado de São Paulo é que, até mesmo alguns estabelecimentos tradicionais ganharam uma nova roupagem, como é o caso do MC Donalds  e do banco Bradesco que possuem decorações orientais.

American Horror Story vem se consolidando como uma das séries mais aclamadas pelo público e pela crítica. Exibida pelo canal Fox, AHS foi criada e idealizada por Ryan Murphy e Brad Falchuk e teve início em 2011, acarretando 6 temporadas até agora.  A última, que se encerrou em novembro de 2016, é, sem dúvida, a melhor sequência já apresentada .

Roanoke é um alívio para todos os amantes de American Horror Story. Aqueles que acreditam que apenas Asylum (segunda temporada) se aprofunda no gênero terror, já podem gritar de felicidade – ou de susto. Com uma fotografia totalmente escura e uma ambientação “clássica” para essa categoria, Roanoke traz muito sangue, diversas mortes violentas e promete te assustar desde o primeiro episódio.

O início da história se passa em dois momentos distintos, sendo eles: as entrevistas de um documentário e a representação dos fatos ocorridos. A história gira em torno do casal Shelby Miller (Lily Rabe) e Matt Miller (André Holland), que são representados pelos atores Audrey Tindall (Sarah Paulson) e Dominic Banks (Cuba Gouding). Eles saem de Los Angeles e vão morar em uma casa localizada na Ilha Roanoke, na Carolina do Sul,  após incidentes que os fazem buscar uma vida mais tranquila.

Como se pode imaginar, toda essa tranquilidade foi embora dias após se mudarem. O casal precisou encarar eventos sobrenaturais que ocorreram nas proximidades de sua residência, que foram desde chuva de dentes humanos à aparição de fantasmas, bruxas, e até vizinhos com sérios problemas mentais e gostos peculiares por carne humana. O casal Miller vai narrando pedaços da história, pontuando seus medos e expectativas, enquanto as cenas do filme vão passando. 

Após o grande sucesso do documentário “My Roanoke Nightmare“, o diretor da obra promove uma nova temporada com os atores do longa e os perfilados. Todos voltaram para a casa com o intuito de dar continuação ao primeiro filme, mas as coisas saem fora do controle quando os atores percebem que o casal Shelby e Matt não estavam delirando com as histórias . O clima fica ainda mais tenso quando os produtores do filme divulgam que apenas uma pessoa vai sair viva desse terrível pesadelo.

As atuações que ganham destaque são de Lee Harris (Adina Poter), irmã de Matt e que foi representada por Monet Tumusiime (Angela Bassett) durante o documentário. Lee é uma ex-policial que vai passar um tempo com seu irmão, tanto para “cuidar” de sua cunhada que vê e escuta coisas na casa, gerando certa desconfiança sobre sua sanidade mental – pelo menos até todos verem o perigo real que estão enfrentando -, quanto protegê-los. Lee é uma personagem forte e se desenvolve de uma forma gradativa. Ela é viciada em remédios, está sofrendo pela separação e fará loucuras para ter a guarda de sua filha Flora. É impossível não torcer por um  final feliz para a  personagem.

Lee é ótima e temos que concordar, mas é a temida açougueira que assombra o solo consagrado onde a casa está localizada que faz Roanoke ser a melhor temporada da série. Agnes Mary (Kathy Bates) interpreta a açougueira no documentário, porém, sua imersão na personagem é tão grande que ela acredita ser a personagem que interpretou. Com um cutelo em mãos e uma loucura fora do comum, Agnes promoverá um banho de sangue jamais visto na série.

A temporada  foi inspirada na história da Colônia de Roanoke, que habitou a costa da Carolina do Norte há  mais de 500 anos. Poucos tempo depois de se instalar, a colônia sumiu sem deixar nenhum rastro. Nunca foram encontrado destroços, sinais de luta ou mesmo corpos, a única marca encontrada foi a palavra CROATOAN entalhada em uma árvore.  

A açougueira, interpretada por Kathy Bates / Foto: Google Imagens.
A açougueira, interpretada por Kathy Bates / Foto: Google Imagens.

O livro A Maldição do Tigre  conta a história de kelsey Hayes, uma garota de 17 anos, que fica órfã depois de um trágico acidente envolvendo seus pais. Após ser adotada por uma família, a personagem decide trabalhar para conseguir pagar o material da faculdade que irá ingressar no ano seguinte.

Kelsey consegue, através de uma agência, um emprego no circo em sua cidade. A tarefa é cuidar dos animais, em especial, Ren, o tigre branco de olhos azuis que se sente triste e solitário. Ao logo dos dias, ela acaba criando um laço de amizade muito forte com o animal. O que a jovem desconhece é que o tigre Ren é, na realidade, Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe amaldiçoado por um antigo feiticeiro e que foi fadado a viver como animal há mais de 300 anos.

Um misterioso homem rico aparece e decide comprar o tigre e levá-lo para a Índia, e propõe a Kelsey acompanhar o felino já que ela é a única que possui afinidade  com o animal. A garota decide viajar e voltar para o Oregon, mas nada nunca sai como planejado. Devido a vários acontecimentos premeditados, Kelsey fica supostamente perdida na selva com Ren. É nesse momento que seu amado tigre se apresenta como homem e explica que tem poucos minutos como humano a cada dia, e pede ajuda de Kelsey para acabar com o terrível encantamento que o transforma em fera. Ela é, supostamente, a única pessoa capaz de ajudá-lo a decifrar o enigma para acabar com a maldição.

Kelsey é uma personagem destemida, forte, leal, sarcástica, engraçada e convicta de seus objetivos – menos quando o assunto é o  seu coração, e isso fica explícito nos outros livros da saga. Sua evolução na trama é extremante orgânica e espontânea, porém, algumas indecisões acabam deixando o leitor de nariz torto.

Dhiren, que divide seu tempo como tigre e homem, não foge ao clichê do famigerado príncipe. Sua fisionomia é sempre bem destacada pela autora — isso fica em evidencia quando ele é observado por Kelsey, que não polpa o rapaz de elogios —, mas o grande destaque fica para seus olhos azuis. Muito sábio e corajoso, ele fará de tudo para proteger sua preciosa Rajkumari (do hindu, princesa) de qualquer perigo.

Uma das características mais curiosas da história é a utilização de contos não tão tradicionais no ocidente. A forma que a autora insere lendas e tradições orientais na trama, em especial os contos hindus, como a Deusa protetora de Kelsey, Durga, descrita como uma mulher linda da pele cor de ouro que possui oito braços e sempre está acompanhada de seu tigre negro, são os aspectos que tornam o livro único.

Com personagens exóticos, lugares fantásticos e pontos pouco explorados em livros do mesmo gênero, a autora Colleen Houck se destaca por ser detalhista e conseguir trazer uma história bem amarrada, além de dar dinamismo para a narrativa. Com muita ação, aventura e romance,  o livro A Maldição do Tigre vai te prender do começo ao fim e com certeza te fará ler os outros livros da saga: O Resgate do Tigre, A viagem do Tigre e O Destino do Tigre.

Alô, alô criançada! Está passando o carro dos churros. Tem de doce de leite e tem de chocolate. Coberto com granulado, amendoim ou coco, é uma delícia! Essas palavras marcaram a infância das crianças amantes desta sobremesa, porém, quem era acostumado a receber o doce na rua, a pronta entrega, agora tem que se locomover até os pontos de venda para experimentar os novos sabores.

É cada vez mais comum encontrar espaços, quiosques e food trucks especializados na inovação deste prato que outrora era simples, e que, desde 2014, tem ganhado maior notoriedade devido a sua gourmetização. Creme de avelã, paçoca e romeo e julieta são apenas algumas das novas gamas de sabores que a sobremesa adquiriu, além da mudança do formato do bolinho, podendo variar do modelo tradicional ou palitinho para passar no recheio.

Outra diferenciação é o preço, variando de R$7,00 a R$15,00. Já o churro tradicional varia entre R$ 2,50 e R$ 4,00. “Apesar do preço, as pessoas preferem o churro gourmet porque ele saiu do básico; o sabor é diferente e a qualidade também”, diz Priscila Martins, amante desta sobremesa.

De acordo com Carolina Borges, chef da confeitaria Doçurinha, a mudança não ocorre apenas no sabor, mas também no preparo do alimento. “Acredito que o churro gourmet seja feito com mais carinho, com produtos mais selecionados, muitas vezes feitos na hora. Alguns lugares que vendem o churro comum deixam ele armazenado em estoques ou já fritos, e o gourmet é algo que exige mais cuidado”, comenta a chef.

O churro ganhou ainda mais popularidade após ser gourmetizado, sendo utilizado em conjunto com outros pratos como bolos, ovos de páscoa e pettit gateau. “O pessoal já procura o churro, aí quando vê uma sobremesa que gosta com outra que gosta mais ainda, fica louco para experimentar”, completa Carolina.

Contato confeitaria Doçurinha 

Endereço:Rua Kalil filho 235, Parque Santa Teresa — Carapicuíba SP
whatsApp:
(11) 96708-6008

Facebook: Doçurinha Confeitaria
Churros sofisticados da confeitaria Doçurinha nos sabores de chocolate e doce de leite, servidos com sorvete para comer de garfo e faca / Foto: Guilherme Moura
Churros sofisticados  nos sabores de chocolate e doce de leite, servidos com sorvete para comer de garfo e faca / Foto: Guilherme Moura

Maquiagem pronta, roupas fenomenais, luz na passarela, muita música, máquinas fotográficas prontas para captar o primeiro e o último passo dos modelos. Assim aconteceu em todos os desfiles da 42º edição do São Paulo Fashion Week, que é uma das principais apresentações de moda no Brasil e na América Latina, sendo a quinta maior semana de moda do mundo, depois das de Paris, Milão, Nova York e Londres. 

O SPFW ocorre duas vezes ao ano para reunir estilistas, mídias, celebridades e amantes de moda, em shows grandiosos. Sua última edição aconteceu do dia 23 ao dia 28 de outubro de 2016 no parque Ibirapuera, São Paulo, e contou com 26 desfiles. Dentre eles, marcas como, LAB, Lolitta, Água de Coco, Osklen, Animale e Coca Cola Jeans marcaram presença.

O evento recebeu o nome de “SPFW TRANS 42” e isso não foi por acaso. O prefixo “trans” é a abreviação de transformação, transgressão e transição que as apresentações estão adotando. Uma das principais mudanças dessa edição em relação as demais é a utilização do conceito “see now, buy now”, ou, “veja agora, compre agora”.

Veja o que rolou na passarela do SPFW TRANS 42

Muito se especulou sobre o evento estar menor em relação as outras edições – a 41º edição teve 37 desfiles -, porém, issso não interferiu na grandiosidade dos shows e principalmente na qualidade das roupas que foram apresentadas nos 26 desfiles. “A edição está menor, acho que o mercado está sentindo toda essa crise que está vivendo, mas não deixa de ser glamuroso. Eu acho que o SPFW é o evento de moda mais importante do nosso país, a gente continua com as melhores marcas e todos que trabalhando estão com a mesma vontade”, comenta a top model Viviane Orth.

Nós conseguimos convites para alguns desfiles e podemos afirmar: todos superaram as expectativas! O desfile do Laboratório Fantasma (LAB) por exemplo, fez um show com um casting composto por quase todos os modelos negros, se destacando pela inovação e representatividade nas roupas, apostando no melhor do streetwear.

Esse é o primeiro ano que a marca se apresenta no SPFW, mas com certeza deixou registrado todas as emoções que queria transmitir. O desfile foi embalado ao som do rapper Emicida, que é um dos idealizadores da LAB, junto com seu irmão Evandro Fióti. A coleção foi inspirada na história de Yasuke, um samurai negro e misturou elementos da África com o Oriente. Uma das peças mais representativas  foi a saia usada pelo cantor e compositor Seu Jorge para abrir o desfile.

Outro show que marcou bem essa edição foi o da Água de Coco, que além abusar da beleza nas roupas de moda praia, escolheu um lugar com clima tropical para o desfile. Dirigida por Liana Thomaz, o show ocorreu no artefacto beach & country, localizado na Avenida Brasil. O espaço contém uma decoração que remete à praia, além disso, o dia estava extremamente ensolarado, o que ajudou no contraste das roupas. A coleção teve como inspiração o paraíso tropical da República das Maldivas, no oceano índico e as roupas deixavam essa ideia bem clara com as estampas de coqueiro, fauna, flora e cores quentes que remetem ao sunset desse lugar maravilhoso.

Com um dos backstages mais disputados e desfile muito cheio, a Água de Coco mostrou a que veio. “Eu sou suspeita, acho tudo muito delicado, sensual mas chique. Ela não faz só roupa para praia, o que ela faz fica bem vestido e você pode usar em qualquer lugar, é uma roupa maravilhosa. Estou com um vestido deles, e não estou na praia”, comenta a modelo Gianne Albertoni.

A cantora Claudia Leitte também não mediu esforços para elogiar a marca: “Eu fiquei tão emocionada que eu vou ter que ver as filmagens que eu fiz, porque é tudo tão lindo, eu já tinha visto algumas coisas. Eu fico tão feliz, conheci a família toda, eu conheço a história deles, me sinto filha de Liana”, diz a cantora.

Mas o espaço do SPFW não foi utilizado para discutir apenas moda. Nas entrevistas, também foram discutidos a posição da cantora em relação à mulher mais atuante e o feminismo. “As pessoas falam de empoderamento como algo muito atual. Engraçado que eu vi minha mãe que é professora, me criar a trancos e barrancos, e a figura dela e da minha vó, ali presentes na minha vida, aquela época era uma vanguarda, não é aqui desse tempo, mas é muito presente. Eu aprendi que você tem que lutar pelo que você é independente de ser homem ou mulher, independentemente de qualquer coisa. Eu não faço essa dissociação entre o que eu fui ontem, eu cresci assim para lutar, eu sou um ser humano assim, sou uma pessoa feita para lutar”, enfatiza a cantora Claudia Leitte.

Apesar de menor, essa edição do São Paulo Fashion Week TRANS foi um sucesso e promete ser o início de uma nova era para a semana de moda no Brasil. As próximas edições vão apresentar ainda mais mudanças para terminar de conquistar todos que amam moda.

Domingo sempre foi o meu dia preferido. Desde muito pequeno, ele simboliza o dia de visitar e reunir família e amigos. Lembro de acordar cedo e dizer para meus pais: “vamos lá em baixo hoje?” – em alusão a grande decida que percorríamos até chegar à casa dela.

Local de reencontro familiar e de matar a saudade de uma semana inteira, sua casa era especial. Tinha – e ainda tem – um poder muito forte para cada um. A primeira coisa que eu fazia quando chegava era procurá-la em algum canto da casa para pedir: “bença vó” – se fosse pela manhã estaria deitada na sala, aconchegada no sofá menor, embrulhada na sua manta cinza assistindo TV, ou fazendo um café na cozinha; se fosse à tarde, estaria sentada em sua cama folheando a bíblia ou rezando o terço.

Chega a ser engraçado, mas seus traços eram caricatos. Uma velhinha baixinha, cerca de 1,50m, cabelo grande e grisalho formando um coque – foram poucas as vezes que vi seu cabelo solto -, óculos e brincos pequenos. Sempre com uma de suas blusas de lã, saia, meia e chinelo – seu uniforme de vó. Poderia estar o sol do Piauí, sua terra natal, mas certamente suas mãos estariam geladas. Não gostava de tirar fotos, principalmente se a gente gritava “dá um sorriso”, nesse momento ela murmurava “não consigo”, mas no mesmo instante, já esboçava um pequeno sorriso.

Lembro dos cafés da tarde nos domingo. Eu e meus primos ficávamos sentados nas cadeiras à espreita, apenas esperando os bolos e roscas quentinhos, que certamente ela prepararia para nos agradar. Nesse meio tempo, a gente beliscava as bolachas sequilhos que ela distribuía para cada um – sabe aquela bolacha que tem em casa e você nunca come, mas quando você chega no lugar vai correndo procurar para comer? Em minha defesa não sou o único a fazer esse relato. Nesse meio tempo olhávamos seus dedos gordinhos amassarem a massa de polvilho, leite, óleo e ovo, que quebrava de um a um, pausadamente para não passar o ponto. Olhar essa cena era quase igual ver um artista criando uma obra, de forma tão simples e tão compassada, fazia o processo com maestria, e para fazer seu famoso torresmo à pururuca então? Atenção redobrada! Modéstia à parte, o melhor que já comi. Quando bolos saiam do forno, cada um pegava seu pedaço, e ai daqueles que não comessem nada que ela tinha feito, certamente iria escutar um “iiihh não vai pegar por quê? tá com nojo da vó?” e até explicar que estava de bucho cheio já tinha levado sermão.

Os domingos de dia das mães já não serão os mesmos. Comemorávamos com ela, uma tradição que colocamos com o passar dos anos. Nossa família poderia trocar o nome “dia das mães” e colocar “dia do muito”. Era dia de ter tudo muito. Muita comida. Muito filho. Muito neto. Muito amor envolvido.

Os natais também eram dias de reencontro, sempre comemorados em família, tradição que vamos manter mesmo depois de sua partida. Todos eles remetem a ótimas lembranças, mas nenhum é melhor aqueles de domingo, onde certamente todos estariam reunidos bem cedo para aproveitar cada segundo com ela.

Nenhum dia dois de Julho foi, ou será melhor àquele que estávamos todos a volta dela, preparando uma festa surpresa. De forma descarada montamos tudo sem contar o real motivo da festa. A desculpa? Festa Julina! A desculpa veio mesmo a calhar, ela não desconfiou de nada – ou a gente achava que não -, até mesmo a dança de quadrilha mais torta que já vi auxiliou no processo –  com direto a casamento, padre, pai de noiva furioso e muita música. Na hora que o bolo foi colocado na mesa, gritaram com entusiasmo: “esse bolo é seu, essa festa é sua vó”, ela olhou com aqueles olhos apertados e disse “é mesmo? que bom” –  com aquela semblante que já sabia de tudo, mas não ia estragar a surpresa de ser surpreendida. No dia seguinte, domingo, ouvimos ela dizer mais de uma vez “foi o dia mais feliz da minha vida” e, sem saber, fez aquele o domingo mais feliz de nossas vidas.

Na semana que partiu – mesmo antes de ir para nunca mais voltar -, o clima estava triste, chuvoso e nublado, assim como nossos corações ficaram depois da notícia de sua ida, mas foi no domingo que o sol voltou a raiar, e nesse momento sabíamos que era ela iluminando nosso dia, trazendo luz aos nossos caminhos e nos inspirando a fazer todos os domingos, os melhores de nossas vidas.

Conto de família
Foto: Matheus Ferreira

As organizações têm investido, cada vez mais, em áreas de comunicação externa como assessorias de imprensa, social media e produções de conteúdo, que se preocupam diretamente com a imagem da empresa, divulgação e gerenciamento de ações, campanhas e crises. Além dessas áreas, as empresas também estão apostando em áreas de comunicação interna, que têm como objetivo tornar todas as informações pertinentes à empresa mais próximas de seus colaboradores em bases de dados compartilhada. 

As grandes instituições perceberam que é necessário adotar o target interno antes do externo, pois os funcionários têm a possibilidade de conhecer um pouco mais da empresa, além de ajudar  a disseminar  informações positivas para que os clientes passem a consumir a marca.

É possível utilizar várias ferramentas, impressas e eletrônicas, para fazer ações comunicativas, tais como jornais, boletins e newsletters. Além dessas alternativas, a intranet tem se tornado uma das maiores aliadas das empresas graças à velocidade, alcance,  e o baixo custo-benefício.

Intranet é uma rede compartilhada que é de uso exclusivo de uma instituição, ou seja, apenas os computadores vinculados são capazes de ter acesso às informações. Dentro de uma organização, todos os departamentos possuem algum tipo de dado que pode ser compartilhada com outros departamentos ou diretamente para o colaborador.

A área de Recursos Humanos, normalmente, utiliza essa ferramenta para fazer divulgações de novas vagas, listagem de ramais, divulgação de centros de custo, e outras informações importantes para o desenvolvimento do trabalho coletivo e individual.  “Essa ferramenta me auxilia em assuntos básicos como obter números de telefone, ramais e até mesmo a cotação atual do dólar”, comenta a analista financeira Ingred Paiva, sobre a intranet que usa em seu trabalho.

A maior parte das informações que são postadas nessa ferramenta são alimentadas pelos gestores de cada área, que visam compartilhar o que é pertinente para o conhecimento geral da empresa. Guilherme Martins criou a intranet da sua empresa com o intuito de facilitar a pesquisa de dados dos colaboradores. “Ter um local onde todas as pessoas tivessem acesso as informações compartilhadas tais como: melhorias, contatos, problemas de sistema, informações de mercado e até mesmo concorrentes. Cerca de 70% aqui da empresa utiliza a ferramenta, sendo que 25% necessitam dela para informações obrigatórias do trabalho”, comenta.

Normalmente quando a empresa possuiu uma intranet de qualidade, ela opta por fazer a extranet, que seria uma extensão que melhora a comunicação entre empresa e parceiros para manter a comunicação singular. Ela funciona igual a intranet, porém sua principal característica é a possibilidade de acesso remoto via internet, ou seja, em qualquer lugar é possível ter acesso aos dados disponibilizados pela empresa.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Já pensou no tempo que você perde nas filas das instituições financeiras para resolver um pequeno problema?  E se, ao invés disso, você pudesse controlar tudo na palma da mão, e melhor, no conforto de sua casa? O que parecia um sonho, já é realidade e algumas empresas estão trabalhando muito para que essas inovações sejam cada vez mais comuns.

Com um pouco mais de 10 anos no mercado, a Brasil Pré-pagos (BPP) é uma administradora de cartões que tem uma gama variada de produtos para atender as mais diversas necessidades de seus clientes. A principal característica de seus cartões, sejam para pessoa física, mesadas, empresas, para presentear alguém ou para viagens no exterior, é que são pré-pagos, ou seja, você vai utilizar o valor que colocar de recarga para esse cartão.

 Para Erick Borges, assistente financeiro da BPP, o cartão ser pré-pago auxilia no controle dos gastos, pois é possível um planejamento prévio do que vai se gastar e como poupar, mas ele garante que os benefícios vão além disso. “É ter tudo no mesmo lugar, um produto eficiente, com pequenas taxas e que funciona como uma conta corrente de um banco” comenta.

Os cartões possuem bandeira Visa e são utilizados na função de débito. Todas as movimentações de consulta de saldo, extrato, carregamento são efetuados tanto pelo aplicativos mobile quanto pelo site da empresa. Como não possuí agências, o contato com a Brasil Pré-pagos é feito via e-mail, chat online ou pela central de atendimento.

A Nubank é outra administradora de cartões que também não faz a utilização de agências. As únicas restrições para quem deseja adquirir o cartão de crédito da empresa são: ter no mínimo 18 anos de idade, morar no Brasil e possuir aparelhos smarthphones que suportem o aplicativo. Além disso, para fazer a aquisição desse cartão é necessário pedir o cartão no site ou receber uma indicações de quem já possuí e depois aguardar a aprovação por parte da empresa. Neste período de aprovação, o solicitante passa por uma triagem no qual vão traçar o perfil, e dependendo do resultado, o retorno varia entre uma semana 90 dias ou deverá ser feita uma nova solicitação de análise após 6 meses.

Por utilizar canais 100% digitais, é mais simples que a maioria dos bancos convencionais e, diferente destes, pois acaba não sendo tão burocrático. “A principal vantagem do Nubank é poder resolver tudo, desde pagamentos, consultas de extratos, atendimento por chat e revisão de limites pelo próprio app. A redução dessa burocracia é interessante quando a gente não tem muito tempo para cuidar destes assuntos. Além disso, o cartão fornece a mesma segurança que o sistema tradicional e oferece um serviço de boa qualidade com menos burocracia e taxas”, diz Ray Silva, analista de seguros.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Maior que vinte e dois campos de futebol e nove vezes maior que o Ibirapuera, o Parque Ecológico do Tietê tem seu núcleo administrativo na Penha. A coordenação fica localizado na Zona Leste devido o maior fluxo de visitantes. O espaço recepciona, no meio da semana, cerca de 8 mil visitantes, e aos finais de semana, chega a receber 50 mil visitantes.

De acordo com Geraldo Luiz Souza, um dos coordenadores do espaço, as principais atrações oferecidas pelo parque são os pedalinhos e os 15 campos de futebol. Além disso, o parque oferece quiosques, bicicletas para locação, espaços culturais, um centro educacional sobre meio ambiente, mais de cinco quilômetros de trilhas para caminhada, disponibilização de churrasqueiras que são reservadas por dia e horário na central do parque. 

Além disso, os animais silvestres também ficam soltos, entre eles: araras, quatis e macacos. “Eu amo toda essa movimentação, o contato com as pessoas e com a natureza é o grande diferencial do meu trabalho”, diz Geraldo.

O parque atinge diretamente a vida dos moradores da região proporcionando lazer e áreas verdes que, pois além de ser um espaço para descanso, ajuda na diminuição da poluição do ar. “Esse é o meu refúgio no dia a dia”, comenta Renata Silva, que frequenta o parque desde sua infância. “Venho aqui até quatro vezes por mês, gosto da paz que o parque me proporciona”, completa.

O parque é administrado pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), que tem como objetivo a contenção das enchentes do Rio Tietê e a reabilitação dos animais silvestres feridos, tanto os que se encontram lá, quanto os que são resgatados de cativeiros.

Escolas também podem entrar em contato com a administração do parque para agendar passeios educacionais. As visitas educativas são feita no Centro Cultural Ambiental e no Centro de Exposição do Rio Tietê, ambos são monitorados por especialistas em meio ambiente.  Além disso, são feitas palestras com orientadores e são disponibilizados filmes que apresentam a importância da preservação do meio ambiente e sustentabilidade no século XXI.

Apesar da importância na região, não é tão fácil ter acesso ao espaço. A coordenação do parque juntamente com o governo do estado estão cogitando a construção de uma linha de trem que percorra sua extensão, porém, isso ainda não saiu do papel.

Parque Ecológico do Tietê

Vias de Acesso:

Rodovia Ayrton Senna – km 17 (sentido São Paulo/Rio de Janeiro), o visitante deve retornar pela Via Parque (paralela à rodovia) e seguir até um dos estacionamentos.

Av. Dr. Assis Ribeiro, altura do nº 3.000
Das 08:00 às 17:00h – De segunda à domingo.

Foto: Izis Guerrero
Parque Ecológico do Tietê
Árvore na entrada do Parque Ecológico do Tietê | Foto: Izis Guerrero
Parque Ecológico do Tietê
Pássaro se refrescando no rio | Foto: Izis Guerrero
Foto: Izis Guerrero
Foto: Izis Guerrero
Parque Ecológico do Tietê
Trem que leva visitantes em tour no Parque Ecológico do Tietê | Foto: Izis Guerrero
Parque Ecológico do Tietê
Diversos Quatis no Parque Ecológico do Tietê | Foto: Izis Guerrero
Parque Ecológico do Tietê
Quatis são animais comuns no Parque Ecológico do Tietê | Foto: Izis Guerrero

Quem poderia imaginar que um chalé localizado na região de Osasco, utilizado como casa de veraneio, se tornaria palco do primeiro voo da América Latina e posteriormente contaria a história de toda a cidade no Museu de Osasco?

Pois bem, a pedido do banqueiro Giovani Brícola, o espaço foi construído por Antônio Agú que se inspirou na arquitetura italiana para erguer a obra.

O segundo morador da casa foi o Barão Evaristhe Sensaud de Lavaud, um industrial de origem francesa.  Seu filho Dimitri Sensaud de Lavaud era engenheiro e foi o responsável pela produção de São Paulo, um monomotor que ficou conhecido por alçar o primeiro voo da América Latina em frente ao chalé.

Depois de sua morte, a casa do Barão passou para outros moradores e foi abandonada. Nos anos 60, o local foi decretado como público e em 30 de Julho de 1976, se tornou o Museu Dimitri Sensaud de Lavaud, também conhecido como Museu de Osasco.

O acervo é constituído de doações feitas pelas primeiras famílias da região. “As peças podem ser doadas desde que sejam constituintes da história de Osasco. Aqui temos máquinas fotográficas doadas por jornalistas; o acervo da primeira farmácia que pertenceu a Pedro Fioretti que foi o primeiro farmacêutico e o primeiro juiz de paz da região, além de obras de arte”, comenta Edileusa Malfetti, historiadora e uma das responsáveis pelo museu.

Para Jaqueline Rocha, professora de artes, o museu é mais que apenas um espaço para exposições, é um local para aprimorar conhecimentos, fazer descobertas e criar indagações sobre onde se vive. “A importância está ligada a entender sua origem, criações artísticas e conhecer mais sobre quem viveu aqui e suas histórias”, frisa a educadora.

Apesar de sua importância, o museu não é muito conhecido e frequentado pela população, mas tem a grande função de mostrar a essência da cidade. “O Museu deve ser a identidade de uma cidade, deve ser algo visto como vivo e não morto. Não para glorificar os indivíduos como heróis, mas para saber como e porque eles foram parar lá”, diz Veríssimo Pires, professor de história.

Box de serviços

De terça a sexta, das 10:00 às 17:00 horas, e aos sábados, das 10:00 às 16:00.

Local: avenida dos autonomistas, 4001 – centro, Osasco – SP.

A entrada é franca.

*Publicado originalmente no jornal Expressão

Frente do Museu de Osasco / Foto: Guilherme Moura