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Guilherme Moura

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As artes têm papeis essenciais dentro da sociedade, podendo nos conectar ao passado e até mesmo levantar indagações sobre o futuro, para falar de um determinado aspecto sociocultural do momento em que vivemos. E o cinema é a arte que melhor possibilita a comunicação com o público em geral, tanto por ser democrático e poder atingir diversas camadas da sociedade quanto se comunicar por meio da imagem e do som, facilitando o entendimento.

Por isso, não é difícil imaginar que muitas das nossas características atuais, positivas e negativas, sejam utilizadas das mais diversas maneiras como pano de fundo para filmes. Olhando diretamente para esse viés, Rogerio Engelhardt, publicitário e diretor de cinema, está dirigindo e produzindo o filme “Arrobapontocom”.

O curta-metragem se passa em uma sociedade futura, não tão distante assim, em que a vida depende do bom status na rede social Arrobapontocom. E é neste cenário que a jovem Karime vai ao limite para recuperar sua pontuação positiva na rede e acaba se dando mal.

A produção do filme nasceu da possibilidade financeira concedida pela lei Aldir Blanc, regulamentada pelo Governo Federal e disponibilizada no edital da cidade de Itapecerica da Serra (SP), em 2021, que prevê o auxílio financeiro ao setor Cultural. A iniciativa visa auxiliar profissionais como atores, artistas plásticos, contadores de histórias e professores de escolas de artes, durante o período de distanciamento social causado pela pandemia de coronavírus.

Ainda assim, a ideia surgiu tempos antes, com a criação da agência 3Tabela, empresa encabeçada por Rogério, que faz produções audiovisuais na cidade de Itapecerica da Serra, e tinha como um dos sonhos fazer um curta e, a partir disso, também produzir e dirigir médias e longas-metragens.

A relação de Rogério com o Cinema

Diretor do curta Arrobapontocom
O diretor Rogerio Engelhardt

Desde cedo, Rogerio Engelhardt foi um grande apaixonado por obras cinematográficas. Como outros amantes da sétima arte nascidos nos anos 90, adorava ir às locadoras e passar bons momentos escolhendo os títulos dos filmes que iria se aventurar.

Seu primeiro contato real com o audiovisual foi na universidade, no curso de Publicidade e Propaganda, tratando questões técnicas como elaboração de roteiros e de áudios. O segundo grande passo foi a pós-graduação em História, Sociedade e Cultura, em que ganhou mais noção sobre a sociedade brasileira, movimentos históricos e da arte, que serviu como um refinamento do conhecimento histórico e cultural. “Se você não conhecer a cultura de onde você vive e do mundo, não consegue escrever um bom texto ou bom roteiro”, afirma Engelhardt.

Já na vida profissional, atuou como estagiário no arquivo de uma produtora e distribuidora de filmes clássicos. Ali teve a oportunidade de conhecer películas dirigidas por Stanley Kubrick, Woody Allen, Ingmar Bergman, François Truffaut, Alfred Hitchcock e outros diretores consagrados. Do arquivo foi para o marketing, e depois passou para outra produtora, onde trabalhou na parte de produção focada no mercado publicitário. Este foi um período essencial para a construção de um bom network, participando de produções premiadas, além de atuar diretamente com grandes marcas.

Também atuou como diretor de um filme, enquanto lecionou no curso de Cinema na EMAC (Escola Municipal de Arte e Cultura) de Itapecerica da Serra, passando por dentro de todos os processos juntos aos seus alunos.

Toda a bagagem adquirida por Rogerio fez com que o sonho da produção de um novo filme fosse capaz. “Que as pessoas não achem que por ser produzido em uma cidade pequena o curta será produzido de qualquer jeito. A equipe está muito empenhada e determinada a fazer um grande trabalho. O ‘Arrobapontocom’ não é mais um filme pastel, ele vem para ser uma pedra no sapato, que faça o público refletir e pensar, dando aventura e suspense”, conta com orgulho.

Bastidores do “Arrobapontocom” com o diretor

Conversamos com o produtor e diretor Rogério Engelhardt, que contou sobre a produção que está em fase de gravação. Confira:

Portal Opa – Você já conhecia a Lei Aldir Blanc?

Rogerio Engelhardt – Conheci por meio da secretaria de cultura da Itapecerica da Serra e acabei entrando no projeto neste ano, 2021, a convite da Flávia Silveira. Após o meu trabalho na Secretaria de Cultura da cidade ter encerrado, Flávia me chamou para fazer parte do projeto e dirigir seu filme.

Portal Opa – Arrobapontocom é o seu segundo trabalho cinematográfico. Quais foram as principais diferenças entre esta e a sua primeira produção?

Rogerio Engelhardt – Minha primeira produção foi um curta-metragem “Casulo: O Filme”, feito junto aos meus alunos da EMAC (Escola Municipal de Arte e Cultura) de Itapecerica da Serra. Eu era professor do curso de Cinema, e como o Trabalho de Conclusão de Curso seria os alunos produzirem um filme junto comigo, dirigi o filme e os ajudava nas outras funções, enquanto explicava como funcionavam na prática. A primeira e grande diferença é essa, dessa vez eu tenho uma equipe trabalhando para mim, tem um aparato diferente e investimento, recurso material, recurso humano, até na composição e velocidade que tudo é produzido e feito. Ambos são filmes que têm certa similaridade de enredo, que falam sobre o jovem e sua vida. O primeiro filme falava de um menino que queria ser dançarino, mas tinha alguns bloqueios por conta do pai e da família, uma história e enredo bastante utilizado, mas que foi contado de uma forma lírica e bem bonita. E o Arrobapontocom é um filme de uma jovem em um universo futurístico em que ela precisa se expor nas redes sociais para poder sobreviver.

Portal Opa – Além da questão das mídias sociais, o filme abordará outros aspectos culturais e/ou sociais do nosso cotidiano? Quais?

Rogerio Engelhardt – A base do filme é as mídias sociais, no caso a Arrobapontocom, que foi criada tomando o lugar de outras redes sociais, tornando-as obsoletas por ter todas as características positivas delas em um só lugar. A rede social será um pano de fundo; tudo que acontece são interações entre as pessoas, produzidas por pessoas e atitudes tomadas por pessoas. A rede social te dá possibilidades, ela é uma ferramenta. O que você fará com essa ferramenta é o que o nosso filme conta. Aspectos sociais, culturais e principalmente psicológicos são trabalhados na obra, em especial com a personagem principal, que tem um psicológico frágil, fraco e afetado por uma sociedade que se deixa levar sem muito senso crítico. Ela abdica de pensar em nome das redes sociais.

Portal Opa – Arrobapontocom se inspira diretamente em outras obras? Quais?

Rogerio Engelhardt – Sim, existem inspirações. As primeiras são literárias, do campo acadêmico: o primeiro é a “Sociedade do Espetáculo”, do Guy Debord; o segundo é “Vigiar e Punir”, do também francês Michel Foucault. O nome “Sociedade do Espetáculo” já diz bastante do que o livro se trata, e o “Arrobapontocom” é totalmente um espetáculo em que você só é incluído socialmente se der luz ou visibilidade à sua vida privada. Ela funciona em um sistema de lives, então, quanto mais lives você faz, mais ela te divulga, mais pontos você recebe, mais acessos às lojas e produtos você consegue na sociedade. E, por conseguinte, o “Vigiar e Punir”, em que você mostra demais a sua vida e tem muita gente para te vigiar, mas você também é vigilante e punidor. Na sociedade, as pessoas gravam umas as outras, caso o interlocutor venha falar alguma coisa ou ter uma atitude errada, a pessoa pode ser cancelada na internet. E a pessoa que postou o vídeo pode ser beneficiada ganhando mais pontos, aumentando o seu score dentro da rede social. Além do mais, existem inspirações de outros filmes, derivados de livros, como 1984, Fahrenheit 451, a Bruxa de Blair, entre diversas outras tanto do âmbito literário quanto cinematográfico.

Portal Opa – A direção de um filme traz um olhar muito pessoal do diretor para a obra, e Arrobapontocom é uma coprodução sua com a Flávia Silveira. Como compartilhar suas perspectivas e ideias com ela?

Rogerio Engelhardt – O diretor na verdade é o artista por trás de um filme, apesar do longa ser uma obra coletiva em que são necessárias inúmeras pessoas, atores, técnicos, diretores de arte, de fotografia etc. Mas a obra é do diretor. A gente separou muito bem o papel de cada: a Flávia é produtora executiva do filme, então ela fica encarregada de toda a parte de produção, que vai desde o equipamento, o objeto que está em cena, o figurino, até dirigir as pessoas. O posicionamento dela sempre me deixa uma margem muito grande, me apoiando em cada decisão. São raros os momentos em que a gente discorda de alguma coisa. A gente pensa de forma bem parecida, e isso traz uma facilidade muito grande na hora de fazer o filme.

O lançamento do Arrobapontocom está previsto para meados de junho de 2021. E você pode conferir todas as novidades do filme seguindo a página oficial do Instagram: https://www.instagram.com/arrobapontocomoficial/

No dia 18 de abril, a Starzplay lançará a série documental “Confronting a Serial Killer”, que fala sobre a relação da jornalista Jillian Lauren e Samuel Little, o assassino em série mais prolífico da história americana, e sua corrida para desvendar a identidade das vítimas dele antes que seja tarde demais.

Através das perspectivas de Lauren, de várias investigadoras e de sobreviventes e familiares das vítimas, Confronting a Serial Killer ilumina questões sistêmicas no sistema de justiça criminal americano, incluindo preconceitos contra comunidades marginalizadas, especialmente mulheres negras e aqueles que lutam contra o vício, doença mental e trauma.

A Globo Livros acaba de lançar “Trans – Histórias Reais que Ajudam a Entender a Vida das Pessoas Transexuais Desde a Infância”. A obra dos jornalistas Renata Ceribelli e Bruno Della Latta é baseada na série “Quem Sou Eu?”, do Fantástico, que ganhou o prêmio Vladimir Herzog, dado às melhores produções jornalísticas que tratam do tema da anistia e dos direitos humanos.

Dois anos após o fim da série, Renata e Bruno procuraram os personagens e atualizaram as histórias que reúnem neste livro. Incluem também histórias que não foram ao ar e inéditas.

“Fomos atrás de todos para saber que rumos suas vidas tomaram. Se os sonhos a curto prazo ficaram mais difíceis ou se realizaram; se o mundo que hoje acelera o acesso à informação está tratando melhor quem nasce transexual. Fizemos este trabalho para entender os efeitos que uma maior visibilidade na mídia está trazendo em suas vidas.”, conta Renata.

O livro ‘Trans – Histórias Reais’ traz pesquisa, apuração e entrevistas que busca mostrar ao leitor a realidade e a vida dessas pessoas. “Montamos um retrato das pessoas que questionam seu gênero hoje, com todos os seus conflitos, seus dramas, suas lutas, suas derrotas e suas vitórias”, comenta Bruno.

Bárbara Aires, consultora de gênero que trabalhou durante toda a produção da série junto a equipe do Fantástico, participa do livro como consultora e também personagem. “O Brasil é o líder no ranking mundial de assassinatos de pessoas trans e também é a nação que mais consome pornografia trans no mundo. E por que eu apresento esses dois dados? Para mostrar o lugar em que a sociedade nos enxerga, e compulsoriamente nos coloca. Dessa forma, fica mais evidente o porquê de nos considerarem à margem da sociedade, e facilita entender as vivências que você lerá a seguir, como a minha, e a importância em ocuparmos outros espaços, como ocupei, por exemplo, como consultora da série de um programa do porte do Fantástico. Você verá que minha trajetória não foi fácil e que ser a consultora da série foi uma de tantas vitórias que obtive na vida”, diz Bárbara.

“O Menino que se Alimentava de Pesadelos”, “Criança Zumbi” e “O Cão Alegre” tiveram origem no k-drama “It’s Okay to Not Be Okay” (Tudo Bem Não Ser Normal), um dos hits da Netflix em 2020. As obras, que na produção são escritas pela personagem Ko Moon-young, são os fios condutores da trama.

Com enredo sombrio, o k-drama explora a delicada e, por vezes, conturbada relação entre a escritora de livros infantis Ko Moon-young, um enfermeiro que trabalha em um hospital psiquiátrico e seu irmão mais velho, com transtorno do espectro autista. As narrativas dos livros são alegorias dos traumas e medos que esses personagens precisam enfrentar para conseguirem vivenciar o amor e criar laços.

Escritas pela roteirista da produção, Jo Yong, e com ilustrações assinadas por Jam San, essas histórias prometem surpreender novos leitores e encantar os fãs da série.

O Menino que se Alimentava de Pesadelos

Atormentado por terríveis pesadelos, um menino pede ajuda a uma bruxa para pôr fim ao seu tormento. Ela aceita ajudá-lo a apagar todas as suas lembranças ruins, contanto que prometa que vai se tornar um adulto feliz. Caso isso não aconteça, ela irá se apossar da alma dele. O tempo passa, e o reencontro dos dois não vai ser como o esperado.

Livro O Menino que se Alimentava de Pesadelos

Criança Zumbi

Depois de dar luz a um menino de pele muito pálida, a mãe percebe que seu bebê não tinha sentimentos, mas possuía uma fome insaciável. Era como um zumbi. Por isso, ela o escondeu, e todo dia levava animais roubados da vizinhança para alimentá-lo. Mas, quando uma pandemia faz com que todos fujam do vilarejo, a mulher se vê obrigada a tomar medidas inimagináveis para salvar o filho.

A Criança Zumbi

O Cão Alegre

Amarrado a uma árvore na entrada de um vilarejo, um cãozinho abanava o rabo para todos que por ali passavam. Mas, quando a noite chegava, ele só conseguia chorar. Tudo que queria era se livrar da coleira e correr por lindos campos floridos. Ao conversar com o próprio coração, o cão percebe que a chave para a tão sonhada liberdade pode estar mais perto do que imaginava.

O Cão Alegre

A New Era acaba de apresentar uma nova coleção inspirada nas séries originais Netflix, “Stranger Things” e “La Casa De Papel”. O lançamento chega às lojas físicas, e-commerces e em revendedores oficiais da marca no dia 15 de março.

Com 26 peças, a coleção é dividida entre moletons, bonés e camisetas das duas séries. Os itens com referências de Stranger Things trazem a clássica frase “FRIENDS DON’T LIE”, além dos personagens principais para os amantes do multiverso. Já para a série espanhola La Casa de Papel, os modelos contam com frases da música “Bella Ciao”, estampas dos personagens e o nome do show. Os preços das peças variam entre R﹩129,90 a R﹩349,90.

Confira algumas peças da nova coleção da New Era

Walter Isaacson, biógrafo conhecido por contar as trajetórias de gênios como Leonardo da Vinci, Albert Einstein e Steve Jobs, acaba de lançar o livro “A Decodificadora”. O autor narra a história de Jennifer Doudna, cientista com imenso protagonismo nas pesquisas que hoje são o divisor de águas na promoção de uma verdadeira “revolução biológica”.

Vencedora do prêmio Nobel de Química de 2020, junto com a francesa Emmanuelle Charpentier, Doudna está na linha de frente da descoberta da técnica conhecida como CRISPR, que abriu caminho para a revolução da edição dos genes e certamente determinará o futuro da espécie humana. O método se baseia nas defesas desenvolvidas por bactérias em suas batalhas ancestrais contra diferentes ataques promovidos por vírus invasores. Marco inicial de uma era de inovações biológicas com alcance inimaginável, a descoberta tem o potencial de curar doenças e controlar futuras pandemias por nos tornar menos suscetíveis a infecções virais.

Mas o CRISPR também dá margem a um sério debate em torno dos limites éticos para sua utilização, já que permite manipular os genes e interferir na evolução. Devemos, por exemplo, tolerar que o poder aquisitivo dê aos pais a chance de modificar características como a altura, a estrutura muscular ou o QI de seus filhos? Esse poder de escolha colocaria em xeque a diversidade humana?

Quando Jennifer Doudna ainda cursava a sexta série, encontrou em sua cama um exemplar de “A Dupla Hélice”, de James Watson, deixado por seu pai. Avançando pelas páginas, Doudna ficou fascinada com os bastidores da competição científica pela descoberta dos tijolinhos que constroem a vida. Motivada pela paixão de entender o funcionamento da natureza e por transformar descobertas em invenções práticas, ela ajudaria a alcançar um marco que o próprio James Watson, um dos descobridores da estrutura do DNA, classificara como o próximo avanço científico mais importante da biologia. A descoberta do CRISPR e o flagelo da Covid-19 certamente aceleraram nossa transição para a terceira grande revolução da modernidade.

Acaba de ser lançado o trailer de “Tormento”,  da Elite Filmes, longa que chega às plataformas de streaming Looke, Now, Vivo Play, Sky, iTunes, Google Play e Microsoft, em 1º de abril.

Com produção da Tia Maria Filmes, em coprodução com a Prodigital, o longa é escrito e dirigido por Ricardo Rama. No elenco estão Nívea Stelmann, Luiz Guilherme, Lu Grimaldi, Yanna Sardenberg, entre outros.

Em “Tormento”, Débora é uma advogada bem sucedida e bem resolvida. Sequestrada por um psicopata, ela passa a ser mantida em cativeiro num lugar macabro. Violentada e agredida, ela precisa lidar com seu sequestrador.

Confira o trailer de “Tormento”

O Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro, o Curta Cinema, iniciou no dia 17 de março e vai até o dia 24. Em edição comemorativa de 30 anos e totalmente online e gratuito, o Festival é dividido em cinco mostras, entre elas o Panorama Latino-americano, que traz uma novidade nesta edição.

A seleção dos filmes foi feita em parceria com nove importantes festivais latino-americanos, chegando a uma curadoria coletiva e única. Com eleição por voto popular, os filmes do Panorama concorrem ao Prêmio de Melhor Filme.

“El Día Comenzó Ayer”, de Julián Hernandez, é o principal destaque da mostra. A trama gira em torno de Orlando e Saúl, que, juntos, descobrem uma nova forma de ver a vida, em que o sexo passa a ser um encontro e não uma forma de se afastar dos outros. Hernandez é um dos mais importantes diretores mexicanos da atualidade, com uma cinematografia extensa voltada para a temática LGBT.

Com duas indicações e uma vitória no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o Berlinale, o filme colombiano “El Tamaño de Las Cosas” também é um dos mais aguardados. No curta, é mostrada a vida simples de Diego e seu pai, que vivem em uma casa sem móveis.

O Panorama Latino-americano é dividido em seis programas e cada um acontece em um dia, a partir de hoje (sexta, dia 19). Entre eles, o segundo é o que traz mais filmes com vieses político e social, como “Con Olor a Mandarina” e “La Yuyera”, que abordam abuso sexual, e a obra “Lo Que Nos Queda”, que fala sobre uma pequena comunidade mexicana dominada por uma milícia violenta.

Cronograma Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro

Panorama Latino Americano 1 – Sexta-feira, 19 de março, às 19h

El tamaño de las cosas
Sueños de Pedro
Recuerdo de mi presentación
NAAYILO’OB JA (Sueños de agua)
Asi en La Tierra

Panorama Latino Americano 2 – Sábado, 20 de março, às 19h

La Frontera
Lo que nos queda
Expiatorio
Con olor a mandarina
La Yuyera

Panorama Latino Americano 3 – Domingo, 21 de março, às 19h

El fin del invierno
La cama
Macho
El día comenzó ayer

Panorama Latino Americano 4 – Segunda-feira, 22 de março, às 19h

Fragmentos potenciales de obras para desplegar fractal y cíclicamente
Atmósfera
s/t
Fronteras II
Esta obra no ha de tener título

Panorama Latino Americano 5 – Terça-feira, 23 de março, às 15h

Cabra Chica
Yí (el rio que no se corta)
El dibujo de un pez
Wheels
Todo lo cercano se aleja

Panorama Latino Americano 6 – Quarta-feira, 24 de março, às 19h

Vapor de las raíces
La tortuga de plástico
El punto verde en el año 3785
La Fuente de Agua
Yvy Marane’y – La Tierra sin mal
IXCH’UMIL
Juan El Pescador

 

WandaVision, nova série da Disney Plus, é a precursora da fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM). Lançando um episódio por semana desde sua estreia, em 15 de janeiro de 2021, o seriado foi o responsável por contar a história de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany), após os ocorridos em “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”.

Ao longo de seus nove episódios, WandaVision surpreendeu o público positivamente por diversos motivos, como a possibilidade de explorar e dar camadas aos heróis que, apesar de importantes, não tiveram tanto tempo em tela; apresentar novos personagens e resgatar outros; e brincar com gêneros narrativos.

Mas a verdade é que o seu principal acerto foi fisgar os telespectadores pela curiosidade já nos dois primeiros episódios, entregando nada mais que diversos pontos de interrogações, um punhado de teorias e um frescor mais que necessário às produções da Marvel. O motivo? Trazer, nestes episódios, referências às séries clássicas dos anos 50 e 60, como “Gene é o Gênio” e, principalmente, “A Feiticeira” – com direito uma abertura saudosista!

A entrega foi desde aspectos característicos da época, como imagens em preto e branco – destaque a uma lindíssima fotografia –, design de produção, figurino e até atuações e piadas que remetem à época, mas sem perder a consciência dos dias atuais: se nessas séries antigas o homem trabalhava fora e a mulher era dona de casa que vivia em sua função, WandaVision subverte isso já que o controle de tudo está nas mãos de Wanda.

Elizabeth Olsen e Paul Bettany estão extremamente confortáveis e familiarizados com os personagens, afinal, foram diversos filmes encarnando Wanda e Visão. Mas era exigido mais de cada um , já que, desta vez, os holofotes estavam direcionados a eles. E sim, ambos conseguiram entregar o necessário para dar mais camadas e explorar a relação entre os dois – novamente, crédito aos dois primeiros episódios.

Mas quem rouba a cena é Agnes (Kathryn Hahn), a vizinha enxerida que misteriosamente está sempre por perto quando a Wanda precisa. A atriz,  conhecida por comédias como “Família do Bagulho” e “Perfeita é a Mãe”, possui um timing cômico que combina perfeitamente com o de Elizabeth Olsen, além de trazer muita ironia e acidez em suas falas.

Indo muito além da ação gratuita, WandaVision fala, essencialmente, sobre luto, e como os caminhos percorridos se conectam por meio dele. Wanda perde seus pais, seu irmão e o grande amor da sua vida. De outro lado, temos Monica Rambeau (Teyonah Parris), vinda diretamente de Capitã Marvel, que perdeu sua mãe.

E no momento em que a dor transforma o irreal em real, fazendo os personagens questionarem o que é ou não fantasia, há espaço para muitas referências aos quadrinhos, indo da família criada por Wanda, com os gêmeos Bill e Tommy, a aparição do Visão Branco, até nascimento da Feiticeira Escarlate, além de dezenas teorias – isso obra do Mephisto!?

Contudo, é nas conversas mais intimistas que florescem os momentos mais belos. E é parafraseando Visão que é possível compreender – e por que não justificar – as motivações dos personagens: “o que é luto, se não amor que perdura?”.

O filme Liga da Justiça de Zack Snyder, ganhou hoje seu trailer final. O longa, que estará disponível no Brasil a partir de quinta-feira, 18 de março, traz novamente a história dos heróis mais poderosos da DC. Desta vez, o filme traz o Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash e Super-Homem sob a ótica do diretor Zack Snyder

A nova versão do Liga da Justiça traz adições à história, como os vilões DeSaad e Darkseid, além de mudar alguns momentos do que foi apresentado no longa de 2017.

O filme estará disponível no Brasil até 7 de abril como um vídeo premium sob demanda em lojas digitais do país, incluindo Apple TV, Claro, Google Play, Looke, Microsoft, Playstation, Sky, Uol Play, Vivo e WatchBr. A partir de junho de 2021, o longa estará disponível exclusivamente para streaming na HBO Max, após o lançamento da plataforma no país.

Trailer Liga da Justiça de Zack Snyder