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gabrielafdesouza

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A chegada da HORROR EXPO, feira internacional exclusiva do segmento para cinema, TV/streaming, literatura, games e cultura pop em geral, os entusiastas brasileiros do gênero horror/terror terão programa garantido para o final de semana. O evento, que será realizado de 18 a 20 de outubro no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo, contará com a presença de grandes nomes do entretenimento e marcas de diversas áreas do mercado.

Ao longo dos três dias de duração, atrações especiais proporcionarão aos visitantes um contato direto com palestras, workshops, empresas, experiências sensoriais, cosplays, exposições e shows musicais relacionados ao mundo do horror. Não faltarão elementos, que vão desde decorações específicas até lançamentos, homenagens e itens exclusivos para o mundo dos colecionáveis.

“É um mercado muito cultuado e há muito tempo os fãs brasileiros aguardam por um evento dedicado ao gênero do horror/terror”, observa Victor Hugo Visval Piiroja, CEO da VP Group, empresa responsável pela Horror Expo. “O visitante pode ter a certeza de que este será um marco para o horror no Brasil, celebrando o passado, presente e futuro deste elemento tão presente na cultura popular”, conclui.

Os ingressos já estão disponíveis para venda exclusivamente pelo site da Horror Expo, com opções que vão desde a entrada regular por dia, que dá acesso a tudo que acontecerá no evento, até opções VIP que incluem meet & greet com convidados, áreas exclusivas e outros benefícios. Em todas as opções existe a versão passaporte, na qual é oferecido desconto especial na compra do ingresso para os três dias do evento. A meia-entrada também é estendida para a todas as pessoas que doarem 1 kg de ração para cães ou gatos, que serão destinadas para ONGs que resgatam, amparam e cuidam de animais.

Serviço – HORROR EXPO 2019:

Datas: 18, 19 e 20 de outubro de 2019
Horário: das 12h às 22h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo/SP
Ingressos:
Individual por dia:
1º Lote – R$ 150,00 (meia-entrada) e R$ 300,00 (inteira)

Passaporte individual para os três dias do evento:
1º Lote – R$ 427,50 (meia-entrada) e R$ 855,00 (inteira)

VIP:
VIP Platinum: R$ 1.000,00 (por dia) ou R$ 2.700,00 (três dias)
VIP Gold: R$ 700,00 (por dia) ou R$ 1.890,00 (três dias)
VIP Silver: R$ 500,00 (por dia) ou R$ 1.350,00 (três dias)

No meio do ano, o Anime Friends dá aos fãs de cultura oriental muitos shows, estandes de compras e atrações fantásticas. Um evento enorme que reuniu fãs de doramas (novelas coreanas), animes e cultura japonesa no geral para quatro dia de muitas compras, cosplay e atrações imperdíveis.

O público foi ao delírio com as atrações do Ressaca Friends, que aconteceu pela primeira vez na Casa Verde, nos dias 15 e 16 de dezembro (uma semana após a CCXP18). Também foi divulgada a data do Anime Friends 2019, próximo evento do ramo em São Paulo: “O Anime Friends começa no dia 12 de julho e terá três dias de duração. Até lá, nossa equipe não vai pensar em outra coisa que não seja trazer o melhor para o público”, afirma Diego Ragonha, CEO da Maru Division.

O Ressaca de 2018 fecha o ciclo do primeiro ano da Maru à frente dos eventos da marca Friends. “Foi um ano de muito trabalho, planejamento e contato direto com os fãs. Das melhorias na infraestrutura à lista de artistas que trouxemos do Japão, tudo foi definido a partir das sugestões que recebemos do público e acredito que atendemos as expectativas”, explica Ragonha. Foram apresentadas mais de 40 horas de programação a 15 mil pessoas.

Os sucessos Rica Matsumoto e Konomi Suzuki, que vieram ao Brasil especialmente para o evento, embalaram os fãs em shows animados de muita música. Durante a entrevista coletiva, os artistas que vieram do Japão destacaram a importância de se apresentar no Brasil, que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão. “Quando iniciei minha carreira, nunca imaginei que me apresentaria aqui. Está sendo incrível conhecer o país de vocês, o público é muito caloroso e adorei comer coxinha”, brincou a cantora Komomi Suzuki ao resumir suas primeiras impressões.

Também viajaram exclusivamente para o Ressaca o ator Yuma Ishigaki, o especialista em tokusatsu Yuki Takasaka¸ as idols japonesas Eri Usami e Sumire Shinohana e a cosplayer KeekiHime. “Quando pesquisei, descobri que o Brasil é 23 vezes maior que o Japão. É impressionante a quantidade de fãs e o carinho conosco. Com certeza, minha carreira estará em outro patamar depois do Ressaca Friends”, conta Eri.

Algumas arenas interativas também foram montadas. Uma sala de aula no estande da Escola de Magia do Brasil (EMB) trouxe aulas de poções de hora em hora, com uma professora que explicava as propriedades de cada ingrediente e sua dosagem. Uma arena de luta, oficinas de mangás, um palco onde os visitante podiam dançar suas coreografias de K-pop preferidas e até mesmo estúdios para fotos de cosplayers eram algumas das atividades.

Além de aproveitarem dias de alegria e descontração do evento, os visitantes colaboraram com a Associação Pró-Excepcionais Kodomo no Sono. Para garantir a meia-entrada, cada visitante trouxe meio quilo de alimento não perecível, possibilitando a arrecadação de mais de 2,3 toneladas de mantimentos.

Às vésperas do Halloween, um dos feriados mais esperados nos EUA, a Netflix lançou O Mundo Sombrio de Sabrina (Chilling Adventures of Sabrina). Dos mesmos produtores executivos de Riverdale (guarde essa informação, pois ela é importante), a série é sombria e definitivamente para adultos, com clima e atmosfera completamente diferentes da série original dos anos 90.

A história acompanha Sabrina Spellman (Kiernan Shipka), uma adolescente metade bruxa metade humana prestes a completar 16 anos, que se vê presa entre sua vida mortal e sua vida como serva do Lorde das Trevas. Ela mora em uma funerária/necrotério com suas tias, Zelda (Miranda Otto) e Hilda (Lucy Davis), e seu primo Ambrose (Chance Perdomo), que está em prisão domiciliar e não pode deixar a residência Spellman. Seus laços com o mundo mortal são seu namorado Harvey Kinkle (Ross Lynch) e suas melhores amigas Susie Putnam (Lachlan Watson) e Rosalind Walker (Jaz Sinclair).

Cada personagem é minuciosamente explorado e desenvolvido, com problemas reais e que nos aproximam a eles para aumentar a imersão na série. Do lado mortal, Rosa tem apenas mais algumas semanas de visão, por conta de uma doença hereditária que atinge apenas as mulheres de sua família. Harvey convive com um pai abusivo e violento, tendo apenas seu irmão mais velho como porto seguro. Susie é uma adolescente não-binária, que ainda não entende seu corpo e nem parece se sentir confortável nele.

Já do lado bruxo, os personagens também nos aproximam e se provam humanos. Zelda tem um instinto materno enorme, mesmo que demonstre de forma rude diversas vezes, e sofre por nunca ter tido um filho que fosse seu. Hilda se sente solitária e vive em romances e novelas de época, sempre na cozinha fazendo doces para compensar algo que falta em sua vida. Ambrose se sente solitário em sua prisão, não podendo reclamar por estar ali como consequência de suas próprias ações. E claro, Sabrina, uma protagonista extremamente carismática que nos envolve em sua angústia e divisão entre dois mundos que ela ama.

A série aborda a religião de forma magistral, podendo gerar alguns problemas e discussões – desnecessárias, devo adicionar – se mal interpretada. Usando a roupagem satanista, o produto critica a devoção cega em diversos momentos, sem nunca precisar apelar para expositividade escancarada ou falas redundantes. Forçar seus descendentes a seguir sua crença, obedecer ao seu “Deus” sem nem mesmo questioná-lo, tradições sem sentido que envolvem mortes desnecessárias e que são glorificadas até os dias de hoje. Estes são apenas alguns exemplos de como a série consegue criticar apenas gerando reflexão no espectador, um recurso extremamente inteligente nos dias de hoje.

Também é possível ver temas como empoderamento feminino, machismo, diferença social e racismo sendo tratados de forma sutil, estando no produto para quem quiser (ou conseguir) interpretá-lo e pegar essas pequenas dicas. Um grupo de garotas unidas para monitorar problemas na escola. Uma garota que resolve se vingar por uma amiga que sofreu, e essa vingança (em uma das cenas mais geniais de toda a temporada) é retirar a “masculinidade” dos agressores. Esta série é das mulheres, e ninguém pode dizer o contrário.

A cenografia consegue criar o mesmo clima de Riverdale (por isso a informação do primeiro parágrafo era importante). Uma cidade e pessoas que vivem nos dias de hoje, mas que dialogam claramente com as décadas de 50 e 60. Cabines telefônicas, restaurantes com cabines de poltronas que servem milk-shake e hambúrgueres. Figurino que mistura elementos da época e dos dias de hoje, com rendas decorando camisas sociais, minissaias ou vestidos com saiotes rodados e casacos grandes cobrindo tudo isso. E se você é fã de Riverdale, pode ter certeza que surpresas o aguardam em O Mundo Sombrio de Sabrina.

Um recurso inovador de fotografia pode ser percebido em diversas cenas onde a “magia” acontece, tendo uma espécie de vinheta cobrindo a tela nas extremidades que borra a imagem e dificulta nossa visualização, como se o espectador estivesse sob o efeito da magia. Tons mais quentes em momentos calmos no mundo mortal e tons frios em momentos tensos no mundo da magia. As cenas na floresta são assustadoras, muito semelhantes às vistas no filme “A Bruxa” (2016). Rituais, invocações e as próprias magias são mais sombrias e próximas a realidade por serem subjetivas, como bonecos de vodoo e palavras que causam alguma ação indiretamente. A magia aqui nada mais é do que a manipulação leve de alguns dos eventos já em curso.

Um dos personagens mais queridos e que o público também pediu foi Salem, o gato de Sabrina e seu familiar. Segundo a crença do universo de Sabrina, o familiar estabelece um elo mágico (relação psíquica estabelecida entre um humano e um animal) com uma bruxa ou bruxo, o protegendo e auxiliando no que for necessário. Diferente da série dos anos 90, Salem é compreendido apenas por Sabrina, se comunicando por meio de miados e leves ronronares. Isso pode decepcionar quem esperava as já conhecidas tiradas sarcásticas do personagem, mas foi uma escolha muito inteligente de direção e roteiro para o contexto estabelecido, dando um ar ainda mais sombrio para o animal e a série.

O Mundo Sombrio de Sabrina não é apenas uma série sobre satanismo, bruxaria, mulheres poderosas e instituições questionáveis. Também é divertida, cativante e em muitos momentos assustadora. Com um clima perfeito para uma maratona no Halloween, tem 10 episódios que variam de 55 minutos a 1 hora. Pode parecer muito, mas tenha certeza que todo o tempo gasto vale a pena, e pode ser comprovado com os 90% de aprovação que a série tem no Rotten Tomatoes.

Cara imprensa,

Sou só uma estudante de jornalismo. Não trabalho em redação ainda, escrevo sobre áreas completamente alheias à política e, sinceramente, não tenho interesse em discutir sobre isso com as pessoas do meu convívio, ainda mais considerando a situação em que nosso país está. Mas há algum tempo observo uma postura na cobertura jornalística brasileira que me incomoda e muito.

Quando entrei na faculdade, tinha aquela visão clichê de que jornalistas eram agentes da justiça e liberdade de expressão, totalmente imparciais. A primeira coisa que o curso e uma das melhores professoras que eu já tive me ensinaram foi que a imparcialidade é impossível no nosso ramo de atuação; ela foi brilhante ao ressaltar algo que estava bem embaixo do nosso nariz.

A partir do momento que você seleciona o conteúdo que entra em um texto, edita uma entrevista ou escolhe as pautas que vão ser tratadas na redação, já está deixando de ser imparcial. Quando escolhe a forma de tratar um assunto, escolhe seus entrevistados e decide que informações pode deixar de fora. Quando monta a pirâmide invertida e organiza as informações (que, relembrando, você selecionou) e as classifica em ordem decrescente.

Quando eu era criança, muito antes de pensar no que ia fazer para o resto da minha vida, a senhora minha mãe me ensinou que toda história tem três lados: o de uma pessoa, o de outra e a verdade. Ela disse que aprendeu isso apanhando muito como advogada, quando sentia dó de um cliente que acabava a comprando com uma história e depois alguma mentira acabava vindo à tona. Nunca pensei que algo assim poderia ser útil na minha profissão também.

Unindo os dois aprendizados, cheguei à conclusão de que a imprensa brasileira está sofrendo do crônico mal da necessidade de constantemente se posicionar politicamente, mesmo que de forma disfarçada. Quando seu jornal escolhe poluir a imagem de um candidato específico por um deslize que ele cometeu, por menor que ele seja, não é um erro. Erro é não fazer isso com todos os outros que também cometeram (e cometem) deslizes.

Se o dever do jornalista é informar de forma justa e imparcial, por que não estamos fazendo isso? Por que as direções dos veículos escolhem um dos lados da história para contar e não a verdade, como está nas bases do nosso ofício? Por mais jovem que eu seja, entendo que muitas vezes perguntas simples possuem respostas complexas, e soluções não aparecem do dia para a noite.

Para que algo aconteça, é preciso mudar todo um sistema. Abandonar políticos de estimação e expor abusos e falhas vindas de todos os lados e pessoas, independente de sua lealdade particular ou corporativa. A justiça e a mudança só irão acontecer quando percebermos que viver em um país de privilégios fortalece direta e indiretamente a corrupção de que tanto reclamamos.

A mudança apenas irá acontecer quando permitirmos. Por isso, como estudante com apenas um ano de curso pela frente, apelo nesta carta para todos os meus colegas de profissão: permitam e abracem as mudanças. Por vezes elas não vêm para desonrar as tradições e aprendizados estabelecidos pela sua experiência do ramo, e sim para acrescentar a elas.

O programa de domingo da maioria dos nerds e otakus realmente foi o Anime Friends 2018. Como a maioria dos eventos do nicho, o final de semana sempre é mais agitado e o domingo, especificamente, o dia mais cheio. Os largos corredores pareciam pequenos com tanta gente, e a movimentação estava bem dificultada. Mas a programação estava tão boa que a concorrência e as filas estavam enormes.

No Palco Principal a já tradicional Banda Animadness e a Banda Mr. Geek tocaram diversas aberturas de animes e temas da cultura pop, levantando o moral do público. Myth & Roid também se apresentaram e, novamente, o dia foi encerrado com um show do DJ Suna-P. No Auditório 1 mais um dia com palestras comemorativas de 25 anos de Sailor Moon, mas o destaque e as filas eram para ver o dublador Guilherme Briggs, famoso pelas vozes de Superman e Buzz Lightyear, que falou um pouco sobre a dublagem brasileira e, a pedidos da platéia, fez a voz de alguns personagens.

No Palco Anime, o destaque e a agitação do público foram destinados aos youtubers Haru e ao canal Bunka Pop, além é claro do desfile e concurso diário de cosplays. O Auditório 2 ficou novamente reservado ao Ultraman e a cantora digital Hatsune Miku, mas também contou com um concorrido fan-meeting com o grupo Blanc7, que realizará hoje (segunda, 9) um show no palco principal. Vale lembrar que no ano passado os garotos também estiveram no AF e trouxeram muitos fãs apenas para vê-los.

Os estandes, assim como os corredores, estavam bem cheios, e as promoções continuavam. A editora JBC, pela primeira vez no evento, estava com diversos descontos, e a Panini com 20% de desconto em todos os produtos, independente da forma de pagamento. O Artist’s Alley também ficou bem movimentado, com artistas independentes mostrando e vendendo seu incrível trabalho em forma de chaveiros, adesivos e claro, artes perfeitas para decoração.

Neste sábado (7), foi o segundo dia do evento mais esperado pelos otakus de plantão: o Anime Friends 2018. Ainda mais animado que o dia anterior, a programação estava extensa e atendia a todos os gostos, desde quem gosta de Cavaleiros do Zodíaco a quem curte ouvir um som pesado de uma dupla formada por um cara bombado e uma garotinha adoravelmente agressiva.

Os largos corredores do pavilhão do Anhembi pareciam estreitos considerando a quantidade de pessoas que estiveram presentes no evento. O show da dupla Deadlift Lolita, a apresentação (e palestra) da cantora digital Hatsune Miku e um meet and greet com a banda Blanc 7 foram as principais atrações deste sábado.

No palco principal, não há nunca uma pausa. A Banda Elísios abriu o dia com uma apresentação acalorada por fãs, sendo seguida pela Banda Aura Break e uma apresentação da cosplayer Isis Vasconcellos. Às 17h, o pavilhão quase veio a baixo com o show agitado de Deadlift Lolita, com Ladybeard elogiando fãs brasileiros e Reika Saiki mostrando que realmente estudou português. A banda Snowkel entrou no palco logo em seguida e o DJ Suna-P encerrou o dia com um show animado.

O Auditório 1 contou com palestras da Sato Company, Editora JBC, Editora New Pop e Panini, além de uma conversa com a estrela Ayame Misaki, Takumi Hashimoto e Yuki Takasaka. Uma palestra em comemoração aos 25 anos de Sailor Moon e um “Papo Nerd com elas” também aconteceram no decorrer do dia. O Palco Anime é a casa acolhedora dos fãs do estilo de animação. Papo com youtubers, show de cosplayers e o já tradicional desfile com direito a desfile e premiação também aconteceram neste palco. O dia, como de costume, foi encerrado com a premiação de melhor cosplay.

O Auditório 2, próximo ao portão de entrada e saída, foi reservado hoje para a cantora digital Hatsune Miku e o super-herói Ultraman, além de um talk show de Idols. Pela manhã o filme do herói foi exibido, além do filme da cantora, seguido de uma palestra e fechamento com show totalmente digital.

 

Estreia hoje (24) nos cinemas um filme que não estava gerando muitas expectativas. Depois de diversos problemas na produção, declarações duvidosas da própria Disney sobre a qualidade do filme e diversas reclamações dos fãs quanto a escolhas de elenco, Han Solo: Uma História Star Wars é o que nós fãs mais amamos: uma surpresa agradável.

Aparentemente a Disney está apostando em spin offs com estéticas bem divergentes entre si e em comparação com as trilogias base. A fórmula vista em Rogue One, um filme com aspecto de guerra e cenas que remetem a este estilo, se repete em Han Solo de outra maneira. O herói pediu por um filme com traços de aventura e ação, e assim o teve.

Diversas cenas de perseguições e a tão citada e famosa Corrida de Kassel são mostradas, e a relação do personagem com a Millenium Falcon é de pura química desde o início. Realmente acaba se tornando um filme de origem, nos apresentando de onde veio seu nome, como conheceu o fiel companheiro Chewbacca e como ganhou sua querida nave de Lando Calrissian.

Alden Ehrenreich demora um pouco para realmente engatar e convencer como o Han Solo que tanto conhecemos, mas como audiência é possível perceber grande devoção e respeito pelo personagem. Seu par romântico Qi’ra (Emilia Clarke) causa uma sensação boa de confusão, além de os atores possuírem uma química espetacular. Mas é impossível negar que os destaques são para Donald Glover como Lando Calrissian e a dróide L3, que roubam a cena em diversos momentos.

Quanto a fotografia, segue a paleta de cores imposta pelos pôsteres de divulgação e pelas próprias roupas do personagem, criando uma identidade visual interessante e certeira para o filme. A computação gráfica das criaturas é sensacional, beirando um realismo quase palpável. A trilha sonora encaixa de maneira perfeita, tanto em momentos que precisam de carga dramática maior quanto para nos trazer memórias do Império, por exemplo.

O roteiro possui falhas, é impossível negar. O filme abre muitos arcos que se conectam no desfecho final, então um espectador menos atento pode se sentir confuso tentando acompanhar todas eles. Furos de roteiro, conveniências impossíveis demais para serem ignoradas e alguns outros problemas são visíveis, porém não atrapalham a experiência que um filme do Han Solo deveria nos proporcionar.

Han Solo: Uma História Star Wars entrega o que nem mesmo chegou a prometer, sendo uma surpresa agradável para fãs descrentes e divididos depois do Episódio VIII: Os Últimos Jedi. Até mesmo quem não gosta muito do personagem sai da sessão afeiçoado, desejando segurar um blaster e voar galáxia a fora com o contrabandista mais famoso da cultura pop.

Chegou ao catálogo da Netflix, na última sexta feira (18), a segunda temporada de 13 Reasons Why, a série que trouxe em 2017 assuntos delicados para debate e os expôs ao público geral. Depois de diversas polêmicas em torno de seu conteúdo e alguns meses de especulação, a rede de streaming confirmou a continuação da história de Hannah Baker e seus porquês.

A segunda temporada tem foco nas pessoas que supostamente levaram Hannah ao seu suicídio, além de acompanharmos de perto o julgamento do caso, seus testemunhos e provas. A historia começa cinco meses após os acontecimentos da primeira temporada, e acompanhamos uma Sra. Baker extremamente debilitada, uma escola proibida de falar sobre suicídio e uma situação cada vez pior.

Por mais que ninguém tenha pedido por mais uma temporada de uma história que já parecia estar finalizada, estes 13 episódios não apenas agregam à trama como também nos dão outra visão sobre os mesmos fatos. O interessante aqui é conseguir analisar o já conhecido contexto por outros ângulos diversos, mesmo que pensássemos não ser necessário.

A Netflix aparentemente aprendeu com os erros apontados na primeira temporada e se esforçou para melhorar e corrigi-los, apresentando uma trama complexa e que mesmo que se conecte com a anterior, funciona muito bem por conta própria. Com momentos emocionantes e de perder o fôlego, os episódios começam lentamente, nos situando da situação depois de tantos meses, apenas para nos jogar em um furacão de acontecimentos que se conectam brilhantemente.

Um dos pontos negativos é que a trama demora a realmente engatar. O romance de Clay com Skye não tem nenhuma química e nos deixa desestimulados para continuar a assistir, além de acompanharmos adolescentes e adultos agindo de maneira impulsiva e sem nexo. O roteiro pode até utilizar fragilidade emocional como pivô, mas não justifica muitas ações. Quanto à trilha sonora, está ainda melhor que a anterior. E devo dizer, em um momento específico, ela quase funciona como um personagem a parte.

Mas o mais importante aqui é o tema desta temporada: abuso. Ela trata de todas as formas de abuso que conhecemos (ou não) e como elas afetam as pessoas ao seu redor. Traz mensagens importantíssimas sobre consumo de drogas e álcool por adolescentes, sexo e consentimento. Em diversos momentos você se pergunta que tipo de adolescente foi ou é, e quem seria naquelas situações.

Com revelações bombásticas de personagens que já conhecíamos e novas interações, é curioso perceber como os roteiristas encontraram química onde jamais conseguiríamos ver. Destaque para Clay e Justin, que tem uma relação iniciada no ódio mútuo e evolui para uma dinâmica extremamente engraçada de irmandade. Além é claro do apoio entre os porquês, que parecem ter se aproximado nestes cinco meses.

Sem spoilers, se prepare para se emocionar, ficar com raiva, rir e mudar completamente sua visão sobre Hannah Baker. A segunda temporada de 13 Reasons Why não deixa de ser uma aposta arriscada da Netflix, mas também é uma história funcional e extremamente bem construída.

Como um amigo meu diria, é a temporada pela qual você não pediu, mas que precisava.

Uma das séries queridinhas de 2017, 13 Reasons Why gerou debate, trouxe à tona um assunto polêmico e deixou gosto de quero mais. Estávamos no escuro quanto ao lançamento da segunda temporada, que apenas havia sido prometida para este ano, mas um vídeo surpresa no canal do Youtube da Netflix no último dia 30 de abril nos deu uma luz sobre o assunto e o choque: a nova parte da história de Hannah Baker e Clay Jensen entraria no catálogo em poucos dias, e nós temos muitas perguntas ainda fervendo em nossas cabeças desde o final da primeira temporada.

Processo

Sabemos que os pais de Hannah entraram com um processo contra a escola, alegando que a filha sofria bullying no ambiente de ensino e isso desencadeou suas tendências suicidas. Esperamos ter um acompanhamento do processo e decisão final sobre o assunto, afinal, o acontecimento tem efeitos visíveis nos Baker.

Justiça

Bryce Walker é um estuprador, e isso fica bem claro. Tendo abusado de Jessica enquanto ela estava inconsciente e bêbada,  se aproveitado de Hannah em um momento de fragilidade, e sido extremamente grosseiro em diversos momentos, o personagem gerou clamores do público por justiça. Impunidade não será perdoada, e nem Bryce Walker.

Incógnita

O episódio 12 termina com a imagem de uma ambulância socorrendo um adolescente que levou um tiro na cabeça, e descobrimos no episódio seguinte (e último da temporada) que Alex tentou cometer suicídio e está em estado grave. A conclusão óbvia é que ele é o adolescente que foi mencionado no episódio anterior, mas será que Alex faleceu? E será mesmo que foi uma tentativa de suicídio e não homicídio? Mas isso é assunto para o próximo tópico.

Eliminando alvos

No final da temporada temos a imagem perturbadora de Tyler Down fechando um baú cheio de armas, e posteriormente retirando a imagem de Alex de um varal onde temos fotos de todas as pessoas nas fitas, incluindo Clay. Alguns fãs levantaram a possibilidade de Tyler querer matar os outros “porquês” pelo modo que o haviam tratado, começando por Alex e forjando uma tentativa de suicídio. Outros especulam um tiroteio onde Tyler atacaria a escola. Há apenas uma certeza: ele é uma bomba prestes a explodir.

A verdade

Adotada por um casal de dois homens, Courtney Crimsen está claramente confusa quanto à sua sexualidade, e faz o possível para manter isso longe dos olhos de todos. Ela chega até mesmo a espalhar boatos sobre Hannah para proteger a si mesma. Mas após o vazamento das fitas e os pais de Hannah muito provavelmente as usando como prova no tribunal, esse assunto virá a público. Como Courtney irá lidar com a verdade e aceitação?

Em pedaços

Jessica está muito abalada pela descoberta de seu estupro e o suicídio de Hannah, mesmo que não admita isso. Ela pode tentar passar a imagem da garota contente e festeira o quanto quiser, mas ela está claramente quebrada. O estado mental dela está em pedaços, e ela parece finalmente ter tomado a coragem necessária para fazer a denúncia contra Bryce. Como será esse processo legal e de reestabelecimento mental?

A segunda temporada de 13 Reasons Why chega a Netflix na próxima sexta feira (18).

Efeito borboleta. Sempre fui fascinada por textos que falam dele e como ele pode tratar de diversas coisas da nossa vida, mesmo que não tenhamos uma percepção tão ampla de suas consequências. Caso você não saiba, essa teoria diz que uma borboleta batendo suas asas em algum lugar hoje pode causar um grande tornado daqui a semanas em outro ambiente, desde que isso aconteça no momento exato e da forma exata.

Ontem à tarde li um pequeno texto que me fez parar para refletir, um péssimo hábito que tenho. Ele dizia que você não devia se apaixonar por alguém “como ele”. Esse texto diz que depois de imprimir tantas boas lembranças na sua mente, tantos bons momentos, tantas emoções, aquela felicidade acabaria se tornando uma espécie de veneno, para que seu “gosto” fosse sentido “como sangue na sua boca”.

Nossas ações carregam uma carga curiosa de inevitabilidade. Algumas mais do que outras, mas isso não vem ao caso agora. O ponto aqui é: tudo o que nós fazemos (ou por vezes deixamos de fazer) geram consequências num futuro por vezes não tão distante. Qualquer passo dado e toda ação tomada causam uma sequência de passos e ações que fogem assustadoramente do nosso controle.

Nós temos o péssimo costume de odiar coisas que não podemos controlar. Por vezes seremos a borboleta a bater as asas e causar o furacão, fazendo questão de causar boas impressões e gerar boas memórias, mesmo sem ter a certeza de que aquilo vai durar. Ou apenas somos a pessoa que observa tudo isso acontecer, e tem que aceitar que sua vida foi supostamente destruída por esse fenômeno natural.

Aliás, esta seria a palavra perfeita para descrever toda essa situação.“Natural”. Sabendo que nossas ações têm esta carga de inevitabilidade, não podemos controlar qual das duas pessoas seremos, tornando-se um ciclo vicioso e algo natural. Acontece com todos em algum ponto da vida. Não temos poder para determinar como cada um reage a algo, e também não podemos nos lamentar por cargas emocionais acumuladas por outros.

Existe, é claro, uma fina linha entre sentir, porém não poder interferir (empatia) e simplesmente não se importar e nem mesmo querer interferir (apatia). Pessoas que se encaixam nesta segunda categoria nem mesmo se dão ao trabalho de gerar boas lembranças, pois não sentem necessidade de causar boa impressão. Não se importam.

 “Eu sou o herói desta história, e não preciso ser salvo”. Nenhuma frase poderia ser mais perfeita; ao fim do dia, cada um é o herói de sua própria história, e não precisa ser salvo, a não ser que peça ajuda ou salvação. Se você deixa experiências e traumas do seu passado decidirem como você é, não se permite mudar ou se transformar.

Ninguém é obrigado a passar por essa mudança ou autoexame de consciência. Mas nosso dever é perceber como moldamos as pessoas ao nosso redor e como somos moldados por elas. Não somos perfeitos, e é óbvio que em algum ponto deixaremos alguma memória feliz que se tornará amarga na mente das pessoas, e isso é inevitável. Mas ninguém é esse poço de coisas ruins que jorra tristeza em outros que muitas vezes acreditamos ser.