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anacarolinasaraujo

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Já parou para pensar no que é necessário para ser feliz? Às vezes a resposta é rápida: “nada que dez mil reais não resolva”. Isso traria felicidade, ou uma horinha a mais de sono e um chopp depois do trabalho embalado por uma conversa fiada teria o mesmo efeito?

Não estou aqui para te dizer que dinheiro não traz felicidade, porque se souber gastar ele traz sim. O que quero discutir é como temos usado o dinheiro para nos fazer felizes. Mas relaxa que o assunto aqui não é finanças.

Eu sempre questionei muito o meu modo de viver, eu passeio bem entre o “só se vive uma vez” e o “preciso pensar no futuro”. Há pouco tempo, ouvi a palavra MINIMALISMO e junto dela a indicação do documentário “Minimalism“, e desde então não descansei, fiquei cada vez mais envolvida tanto com o assunto, que a galera não economizou em letras, quanto com as pessoas que se dizem minimalistas, mas bora ver como elas vivem?

O minimalismo é um movimento que vem ganhando cada vez mais adeptos, pessoas que acreditam que é possível viver com menos, investindo em experiências ao invés de coisas. Muito legal até aqui, mas para viver experiências é necessário ter dinheiro, então dá na mesma. Certo? Errado!

Se você olhar agora para a sua penteadeira, com certeza terá mais de um produto para o cabelo, talvez mude a marca, mas a finalidade é a mesma. E é neste ponto que o minimalismo quer chegar: muitas vezes não precisamos de tudo o que compramos, a maioria das coisas são por impulso, ansiedade, promoção e por aí vai. Eu mesma chamava as minhas compras de “MIMO DE MERECIMENTO”. Poxa, eu trabalhei o mês inteiro, mereço um mimo, né? A questão era que eu comprava coisas que eu não precisava e acabava nem usando; certa vez me deparei com duas camisetas com etiqueta dentro do guarda-roupa. Para quem foi o mimo?

Minimalismo
Minimalismo: menos é mais para você?

O meu intuito aqui – e seu eu conseguir, ficarei muito feliz – é te fazer pensar sobre a forma com que você consome. Eu me desafiei a ficar um ano sem comprar roupa, com o que eu tenho no meu guarda-roupa, consigo ficar um bom tempo saindo cada dia com uma peça diferente. Claro, sempre temos aquelas peças que gostamos mais e com isso usamos mais, mas é só um exemplo de como é possível olharmos para o que temos com outros olhos. Nessa de não comprar roupa, eu até consegui usar peças esquecidas; ao invés de comprar eu me desafiei a usar o que já tinha.

Atualmente, estamos passando por um momento delicado, esse novo vírus nos pegou de surpresa, e eu tenho aproveitado para refletir sobre o que tem sido necessário para nos mantermos. O dinheiro agora é apenas para suprir nossas necessidades básicas. Ter muito dinheiro não faz diferença, não podemos ir a bares, viajar, dar festas e nada muito além de pedir comida no restaurante preferido por delivery.

Eu estou encarando esse momento como um sinal de alerta da Terra e de todos os outros seres vivos. É preciso refletir como vivemos até aqui, estamos sendo generosos com a gente? Estamos investindo em coisas ou em momentos?

Nas minhas pesquisas sobre o minimalismo, encontrei algumas Youtubers que abordam o tema de forma fácil, e fica a dica caso queira entender como essas coisas funcionam na prática: a Caca Souza, que foi quem me fez despertar para isso; e a Ana Bochi, que foi indicação dos algoritmos. A lição de casa foi dada, não se pressione a mudar, só questione se vale mais a pena uma fatura cara por uma pilha de sapatos pegando poeira ou por um drinque de frente para o mar!

O filme “Aves de Rapina: Alerquina e Sua Emancipação Fantabulosa” traz às telas de cinema uma versão cômica da personagem. Não se trata também de um filme de super heroína, arrisco dizer que o protagonismo fica bem divido entre a personagem de Margot Robbie, que por sinal parece ter nascido para esse papel, e Canário Negro, interpretado por Jurnee Smollett-Bell.

O filme traz indagações necessárias para o contexto atual: Arlequina se vê obrigada a provar que consegue se defender sem o Coringa, que muitas vezes é citado por fazer com que outros homens a “respeitassem” – se você é mulher e está lendo esse texto, sabe do que estou falando. O termo “Aves de Rapina” não fica explicito logo de início, o que também te faz esquecer por um tempo que este é o nome do filme.

A trama não poderia ter estreada em melhor momento no Brasil, cheio de representatividade e sororidade, o filme vai de encontro, pasmem, com o discurso debatido em um reality show da TV aberta, que se faz necessário por levar o discurso para fora da bolha.

A união das mulheres prende a atenção, não é algo forçado e nem irônico. O filme foge do clichê e faz você pensar além da narrativa; a fotografia é adequada, o figurino é impecável e a trilha sonora, embora não surpreenda, é usada com moderação.

“Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa” foge um pouco do que a DC costuma apresentar no cinema. Embora os filmes de heróis com protagonistas mulheres estejam chegando a passos lentos, podemos dizer que está começando bem.

Arlequina mostra muitas de suas faces, desde a gangster que vimos em “Esquadrão Suicida”, até uma pessoa sensível que criou laços com Doc, um imigrante japonês que lhe deu abrigo até receber uma boa oferta pela cabeça de sua “Flor de Lótus”. Este momento nos leva a pensar que, a partir daí, a ação começaria de forma brutal e que protagonista não confiaria em mais ninguém e seguiria sozinha pelas ruas de Gotham, mas nos surpreende ao “adotar” a aprendiz Cassandra Cain, adolescente vinda de um lar conturbado que encontrar em Arlequina uma inspiração para sobreviver. Podemos dizer sim que a emancipação, se assim querem chamar, foi concluída com sucesso.

Na última quinta-feira (31), a Flagship Chilli Beans, localizada na formosa Oscar Freire, abriu suas portas em parceria com a produtora Fernanda Daero para o lançamento do selo “Nova Dose“, que tem como proposta dar visibilidade a artistas independentes. E para mostrar ao que vieram, os artistas Sead e Milkee, que serão os primeiros músicos a serem apoiados pelo projeto, marcaram presença em uma coletiva de imprensa para falar sobre essa nova etapa.

O Cantor Sead vem com uma proposta mais zen com a música “UP“, que fala sobre aproveitar as pequenas coisas da vida, enquanto Milkee chega pegando pesado com “Bad Bitch“, música que, assim como a cantora, vem cheia de atitude e tem uma pegada mais puxada para o rap.

O projeto vem acompanhado de muitas parcerias, uma delas é a Ditto Music, que será responsável por lançar as músicas. O selo Nova Dose chega com toda a ousadia que já é marca registrada de Fernanda Daero, e para deixar todos ansiosos, ela já avisou que vai ter muita coisa diferente por aí. E indo  na contramão do mercado, os lançamentos acontecerão às quintas-feiras. Aguardem!

Na última sexta (18), São Paulo recebeu, no espaço das Américas, a edição nacional do Reggae Live Station, evento que reúne os maiores nomes do reggae. Nesta ocasião estavam presentes quatro das maiores bandas do cenário brasileiro, que lotaram a casa e fizeram o público cantar muito.

A primeira banda a se apresentar foi o Planta e Raiz. O Grupo, que já está há 21 anos na estrada, cantou sucessos como “Com Certeza”, “Aquele Lugar”, “Oh chuva” e ainda presenteou os fãs cantando pela primeira vez “Fruto da Semente”, canção em parceria com Fabio Brazza, que foi convidado especial da banda para lançar mais um sucesso.

A segunda banda a subir ao palco foi a Tribo de Jah. Em sua turnê de 30 anos, a banda do Maranhão liderada por Fauzi Beydoun, que também divide os vocais com o seu filho Pedro Beydoun, levou ao palco o bom e velho reggae roots com canções como “Morena Raiz” e “Regueiros Guerreiros”. A banda contou também com a participação especial do músico Adonai, integrante da banda Cidade Verde.

Logo em seguida foi a vez do Armandinho apresentar seus sucessos ao público. O cantor que marcou uma geração com as músicas “Desenho de Deus” e “Semente” conseguiu manter o público cantando com ele do início ao fim do seu show, e para retribuir o carinho que recebeu, o regueiro  desceu do palco e cantou juntinho dos fãs.

E para a fechar a noite com chave de ouro, a banda Maneva se apresentou, ainda com a casa cheia, e embalou os casais presentes com suas românticas canções “Reviso Meus Planos” e “Luz que Me Traz Paz” e fez a galera pular ao som de “Meu Pai é Rastafari”.

O Reggae Live Station é um festival em que o principal objetivo é levar cultura aos amantes do reggae e mostrar que o movimento ainda é sobre a paz.

Em cartaz desde o dia 25 de abril, “As cangaceiras, Guerreiras do sertão” tem atraído ao teatro do Sesi localizado no coração de São Paulo, a Avenida Paulista, o mais variado público. O musical conta de maneira cômica e ao mesmo tempo emocionante o que foi o cangaço através de um viés feminino. A peça faz um mergulho em histórias reais vivenciadas pelas companheiras do bando de Lampião e traz ao público um olhar até então pouco falado: as mulheres que optavam ou não por seguir o bando.

“Há tempos tenho interesse em estudar as mulheres em movimentos de guerrilhas, insurreições, a história escondida destas tantas guerreiras que lutaram pelo nosso país. O cangaço é um movimento que fascina a muitos, pelo seu ideal de rebeldia, inconformismo e também pelas suas  contradições”, conta Newton Moreno, autor do texto encenado na peça.

A trama acontece em torno de Serena, papel interpretado pela atriz Amanda Acosta, que após descobrir que seu filho não morreu, sai sertão a dentro em busca do menino que foi tirado de seus braços logo após o parto. A altura em que a história é contada, música e encenação dividem a atenção da plateia que vibra e embala com as palmas em  alguns momentos do espetáculo.

Serena se depara em seu caminho com outras quatro mulheres que em algum momento de suas vidas tiveram contato com o cangaço, cada uma com sua história, mas todas com algo em comum: se livrar da opressão que sofriam por acompanhar o grupo.

A união das cangaceiras mostram como a luta feminina e o machismo são pautas antigas na sociedade e mesmo que na época ainda não se era falado; a peça trata de uma pauta muito presente na atualidade: sororidade.

“O que colocamos em cena é a luta do feminino contra as forças de opressão do cangaço, o que inclui o machismo, a supressão da liberdade e o abuso de poder. Esse cangaço, obviamente, é metafórico, e nos ajuda a entender e refletir sobre a nossa sociedade hoje, ainda violenta e opressora. Mais do que nunca temos que estar atentos em relação à novas ondas conservadoras afeitas à repressão”, complementa o diretor  da peça Sergio Módena.

O cenário é um elemento complementar que leva ao público a sensação do que foi o nordeste naquele período, luz somente do sol ou do luar em noites de lua cheia e água era algo escasso. E para não dizer que não falamos dos homens, foi possível se deixar levar pela sanfona de Taturano (Marco França), marido de Serena e responsável pela separação da cangaceira e seu filho. O musical ficará em cartaz até dia 4 de agosto e é um programa para toda a família.

Musical – As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão

Temporada: de 25 de abril a 4 de agosto
Horários: quinta a sábado às 20h; domingo, às 19h
Local: Teatro do Sesi-SP – av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Duração do espetáculo: 120 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Agendamentos: ccfagendamentos@sesisp.org.br
Grátis. Reservas antecipadas de ingressos pelo site www.centroculturalfiesp.com.br abertas todas as segundas-feiras, às 8h.
Ingressos remanescentes serão distribuídos no dia da apresentação, 15 minutos antes na bilheteria do Teatro.

 

No último domingo (09/12), o Espaço das Américas, uma das casas mais agitadas de São Paulo, localizada na Barra Funda, recebeu em seu palco a cantora Sandy Leah para mais um show da nova turnê “Nós, Voz, Eles”. A apresentação faz parte do novo projeto que também é composto pela websérie de mesmo nome, gravada no estúdio da cantora, que fica instalado em sua casa.  O projeto conta com oito músicas, sendo sete inéditas e uma regravação da dupla “Chitãozinho e Xororó”.

Os episódios da websérie, lançados em seu canal no Youtube, mostram o processo de gravação das canções de forma descontraída e intimista. As músicas foram inseridas nos shows conforme iam ao ar junto com o clipe. Esse foi um dos primeiros shows após o termino dá serie. Além das músicas inéditas, Sandy também encantou o público que ocupava todos os assentos do local, com músicas da turnê “Meu canto” e claro, alguns hits de quando fazia dupla com seu irmão Junior Lima, que levaram a plateia ao delírio, como “As Quatro Estações”, “Eu Acho que Pirei” e “Quando Você Passa”.

Conforme as músicas e parcerias eram anunciadas, um telão ao fundo do palco reproduzia vídeos inéditos dos artistas convidados cantando junto com a Sandy e alguns trechos da série. Para cantar com ela a regravação de “Meu disfarce”, Sandy chamou ao palco o cantor Xororó. Após a apresentação, a pedido do púbico, os dois cantaram à capela o sucesso “Evidências”.  Sem dúvidas, foi uma grande noite para os fãs da cantora, que cantavam empolgados a cada canção. A apresentação contou também com a presença da atriz Bruna Marquezine e da apresentadora Fernanda Souza, que acompanhavam tudo da primeira fileira junto com a família de Sandy.

 

A história de um dos maiores nomes da MPB ganha espaço nas telonas. “Elis – o Filme”, estreou no dia 24 de novembro e desde o lançamento tem causado diversos sentimentos aos fãs da cantora. Elis Regina teve uma morte precoce, no entanto, deixou fortes marcas na música e nos corações brasileiros.

A obra é protagonizada pela atriz Andreia Horta que apresenta algumas semelhanças com a cantora, dentes grandes, sorriso largo e risada marcante. Ela conseguiu passar um pouco sobre a personalidade da gaúcha, as risadas e trejeitos são memoráveis e passa uma aproximação ao público, o que leva o maior mérito do filme.

O filme começa com a chegada da cantora e seu pai ao Rio de Janeiro, que é embalado pelo clássico ‘COMO NOSSOS PAIS’, que logo no início arranca arrepios e leva o telespectador a cantar junto com a trilha. Durante todos os shows, a voz é de Elis, porém, mesmo dublando, Andreia é impecável nas apresentações, conseguindo colocar e transmitir sentimento de forma ímpar.

No entanto, o longa foca muito nas relações amorosas de Elis, desde quando conheceu Ronaldo Bôscoli, com quem teve um casamento conturbado, até a separação do musico César Mariano, que além de esposo, também foi seu parceiro. O filme consegue retratar bem essa relação. De modo geral, a obra não impressiona tanto; transmite o básico sobre o que foi a vida da artista. Não há muita novidade. As cenas pulam muito de um período para o outro, o que causa uma interrogação no público sobre o que poderia ter acontecido nesse tempo.

Um momento notável que é reproduzido em “Elis – o filme”, foi o período da ditadura militar. Elis sofreu perseguições, não só ela como outros artistas da época. Há cenas que retratam não somente a perseguição, como também, o posicionamento e a forma com que os músicos eram tratados caso suas músicas fossem arbitrárias ao regime. Elis tinha um temperamento forte, era autentica e persistente no que queria, e foi graças a essas características que ela conseguiu se tornar uma das mais belas vozes do Brasil e a responsável por dar início ao movimento MPB.

Para quem acompanhou a carreira da cantora sentirá falta de alguns momentos e personagens, como por exemplo, a gloriosa parceria com Tom Jobim que rendeu o sucesso ‘ÁGUAS DE MARÇO’. O nome de Tom aparece pouco e é citado pela cantora com grande admiração. Do mais, o filme retrata de forma despojada o que foi a Pimentinha, determinada, jamais abaixou a cabeça e seguiu fazendo o que mais gostava: cantar.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

O clima é de paz, gratidão, música boa e mente aberta. Assim acontece mais uma edição do Sound System, movimento vindo da Jamaica que, atualmente, vem ganhando espaço nos bairros de São Paulo. Em meio ao mundo rodeado de tecnologias, aonde para ouvir uma música basta um clique, eis que surge uma novidade um tanto quanto antiga, o vinil. E é através dele que a cultura jamaicana vem se difundindo pelos bairros como Butantã, Liberdade e pela Zona Norte da cidade.

Pouco se é falado sobre o assunto, aguça a curiosidade, quem em pleno século XXI se interessa em ouvir discos de vinil? Difícil é passar por perto e não dar aquela paradinha para saber o que está tocando em um alto falante em meio ao parque em pleno dia de sol. O movimento vem se espalhando através de coletivos que tem como objetivo passar para as pessoas o que elas não têm acesso no seu dia-a-dia. Levar o que é raro, e mais do que isso, levar história, compartilhar momentos e agregar informação. Os sounds são realizados em sua maioria em locais abertos, conta com amplificadores e alto falantes. Os discos são trazidos pelos próprios DJ’s que soltam suas sequências enquanto o público dança e sente a mensagem que a música transmite, que na maioria das vezes, são de resistência.

Kaique Andrade, 21 anos, mora na zona Oeste de São Paulo e é integrante do coletivo Ulião Oeste, movimento que leva a cultura regueira para as comunidades. As edições normalmente acontecem no Centro Municipal de Campismo (CEMUCAM), parque localizado no município de Cotia, mas que pertence a prefeitura de São Paulo. Ele conta que não ganha nada para fazer o Dub, muito pelo contrário, acaba gastando com os equipamentos e não há nenhum tipo de apoio de órgãos públicos. “A ideia surgiu como forma de levar coisas boas para as pessoas, passar a mensagem para o povo preto, pobre e periférico”.

Vinícius Santos da Silva, 23 anos, conhecido como VN, também realiza eventos do mesmo gênero e conta que não vive de reggae, mas vive a filosofia que há por trás, para ele não foi uma escolha, mas algo que veio de dentro. Em sua opinião o dinheiro gasto com sound não é perda e sim aquisição de informação através dos discos. “Nós poderíamos curtir qualquer tipo de música, mas se não tem conteúdo, não adianta”.

O reggae traz, desde as primeiras aparições, a luta contra o preconceito e a resistência do povo negro, tema que ainda persiste nas letras atuais. É uma batalha continua que está longe de se chegar ao fim. “Em muitos lugares, as pessoas usam uma festa como baile, musica atrás de música, e o reggae não é isso, é história atrás de história”, acrescenta Vinícius.

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Ana Carolina