Música e Carreira: confira o bate-papo com Chal, cantor Indicado ao Grammy Latino 2019

Chal
Foto: Reprodução

Gustavo Henrique Bernardes Balduino ou apenas Chal, como é conhecido, iniciou no mundo da música com apenas 10 anos de idade, tocando piano e teclado em um grupo musical cover do Pink Floyd. Além disso, ele teve uma banda de new metal e tentou duas outras formações até seguir carreira-solo apostando em um misto de Rock, sertanejo, música nordestina, country e blues.

Chal lançou dois EPs e um single antes do lançamento do primeiro álbum “Aonde o tempo é Solto”, de 2014, em que regravou clássicos como a música “Disparada”, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, que ficou conhecida na voz de Jair Rodrigues. O segundo álbum foi “Enlace”, de 2015, composto por músicas autorais e duas releituras: a primeira é a canção “Foi Tudo Culpa do Amor”, de Odair José e Ana Maria Lorio, e a segunda é “O Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque.

O cantor goiano, com veia roqueira e rural, mostra em suas músicas um mix de influências. Com quase 20 anos de trajetória, Chal tem em seu repertório importantes conquistas, como a canção “A vida continua”, tema da novela “O outro lado do Paraíso” da Rede Globo, e o álbum “O Céu Sobre a Cabeça”, que foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de Rock ou Música Alternativa, em 2019.

Atualmente, Chal está divulgando as músicas de seu  novo DVD, “Chal na Toca do Bandido”, que tem lançamento em dezembro. O trabalho ainda conta com a participação do cantor Sá (da dupla Sá & Guarabyra) e tem direção de vídeo assinada por Bruno Levinson, produção artística por Constança Scofield e produção musical de Felipe Rodarte.

Conversamos com o cantor para falar de sua carreira e expectativas sobre o futuro dentro da indústria da música. Confira:

OPA – Como surgiu o nome Chal, o que ele significa para você e para sua carreira?

CHAL – O nome surgiu da necessidade de escolher um nome pra trazer uma energia característica de quem eu sou. Conheci o professor Jobenil Magalhães, em 1995, e ele me sugeriu isso. Fui adotar um nome em 2008 usando técnicas de meditação do ZaZen Budismo. Ele surgiu como um som. E eu estava em um lugar muito especial pra mim, bem próximo da natureza.

 

OPA – Criar é uma arte e, muitas vezes, precisamos nos conectar com algo para extrair o melhor desse momento. Como é o seu processo criativo para compor? Você utiliza de sua vivência para criar suas músicas?

CHAL – Geralmente eu sinto a música dentro de mim. Sons, algumas palavras, temas, em seguida é papel, lápis e violão, ou piano pra materializar isso. A minha vivência, como a de muitos, extrapola minhas histórias e escolhas e acolhe parte dos outros, de outras obras de arte, da escrita ao cinema, que se materializam nas minhas ideias. A música cantada com poesia tem esse dom de ressignificar o nosso universo e unir pessoas totalmente diferentes em sintonia. É incrível. Minha arte favorita.

 

OPA – É fato que o público consome música cada vez mais rápido, fazendo com que artistas que não se reinventem acabem perdendo força. O que você costuma trazer de diferente para conquistar novos e manter seus fãs?

CHAL – O artista é um operário a serviço da sociedade como qualquer outro. Se ele para de produzir, então deixa de servir e acaba procurando outra profissão. Na minha concepção, enquanto a vida me pedir estarei produzindo e colocando esse material à disposição do público. Isso significa muito movimento, tranquilidade para criar e manter relações saudáveis com parceiros e dar a oportunidade de quem gosta do meu som de ouvir.

 

OPA – Para você, o que significou a indicação ao Grammy Latino e qual a importância dela para o mercado de música brasileira?

CHAL – A Academia do Grammy Latino é um órgão muito bem organizado que visa unir a cadeia produtiva da música latina, esteja ela na Europa ou na América. São profissionais de diversas áreas do mercado da música votando. É incrível receber o reconhecimento deles. Chancela anos de trabalho, dedicação e amor à música. A música brasileira tem muito a ganhar com esse tipo de reunião.

 

OPA – Qual música da sua carreira mais te mercou. Por quê?

CHAL – “A Vida Continua” foi muito marcante, da composição à escolha da diretoria da Globo pra colocar ela na novela “O Outro Lado do Paraíso”. Quando compus estava em um momento muito difícil da minha vida pessoal. E ela virou esse mantra de resistência, de superação. Quando via a novela, fiquei grato pela música me apresentar a produção atual de audiovisual na TV aberta. Foi bem saudável pra mim esse convite.

 

OPA – Você tem uma pegada do rock e do sertanejo raiz muito forte nas suas músicas. Você consideraria fazer parcerias com artistas quem têm estilos diferentes do seu?  Poderia citá-los?

CHAL – Claro que faria. Eu tenho um caminho, por onde andam outros parceiros, e ele está sempre aberto para companhia. Eu admiro muito a Ivete Sangalo, seria muito legal ver ela cantar algo que componho. Acho o trabalho do Alexandre Pires também bem interessante. E tem o Orgânico, um rapper novo que tem um trabalho incrível… isso dá caldo.

 

OPA – O que você espera de novo para sua carreira neste ano de 2020? Já existem novos projetos à vista?

CHAL – Eu estou iniciando pequenas turnês no fim de março, esse ano o foco é rodar esse show na estrada. As consequências prováveis são novas músicas gravadas e novos vídeos ao vivo!

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