Crítica: Mistério no Mediterrâneo

Esposa de Mentirinha (Just Go With It) trouxe Jennifer Aniston e Adam Sandler para um dos melhores filmes da extensa carreira de ambos na comédia. Por isso, não é para menos que a mais nova união da dupla, “Mistério no Mediterrâneo”, conseguiu o feito de ter a melhor estreia de um filme original da Netflix, em que em apenas 3 dias mais de 30 milhões de contas assistiram ao longa.

Nick Spitz (Sandler) é um policial que vem há tempos tentando se tornar um detetive, mas nunca obteve sucesso em passar nas avaliações para a mudança de cargo. Enganando sua esposa Audrey (Aniston), que acredita que acredita na sua promoção, ele cumpre a promessa e a leva para a lua de mel na Europa após 15 anos de casados. Durante o voo, eles são convidados pelo milionário Charles Cavendish (Luke Evans) a viajarem no iate da sua família – uma proposta tão estranha quanto irrecusável.

A viagem parecia perfeita até ocorrer o assassinato do bilionário Malcolm Quince (Terence Stemp), tio de Cavendish, enquanto ele assinava o testamento deixando sua fortuna para sua namorada Suzi (Shioli Kutsuna), ex de seu sobrinho. A medida que as investigações começam, novos assassinatos vão acontecendo e o casal Spitz vai sendo incriminado.

A trama simples não promete ser nada além do que ela é: uma comédia estrelada por Adam Sandler! Quem conhece a longa carreira do ator sabe que muitas das suas piadas – completamente datadas – estão longe de agradar grande parte do público, principalmente em suas obras recentes. Entretanto, Mistério no Mediterrâneo é uma boa surpresa e entrega bons momentos.

Parte do sucesso que o filme possui está relacionado ao que o público já conhecia de interação entre a dupla principal. E todos os pontos necessários para que o filme seja envolvente estão lá: piadas engraçadas; piadas forçadas; perseguições; um mistério; e até mesmo um pequeno plot twist.

Adam Sandler não traz nada de novo ao compor seu personagem, infelizmente entregando mais do mesmo de piadas nonsenses, além de um timimg cômico pouco efetivo. Jennifer Aniston traz uma personagem atrapalhada e vidrada em livros de suspense e assassinato, o que rende boa parte da comédia do filme ao tentar descobrir quem é o verdadeiro assassino.

Mistério no Mediterrâneio
O casal Audrey e Nick Spitz / Foto: Reprodução – Netflix

Ao mesmo tempo que a relação dos dois é uma grande bagunça cômica, principalmente nos rápidos diálogos que não levam a lugar nenhum, a interação deles não traz nada de diferente do que já é sabido do público que os acompanham.

O elenco de apoio não entrega nada substancial à trama – novamente, este filme não tem pretensão de ser nada além do que ele é. Coronel Ulenga (John Kani) e seu companheiro Sergei (Ólafur Darri) são, sem dúvida, os mais engraçados dos coadjuvantes. Ao lado deles está o Marajá Indiano (Adeel Akhtar), o piloto estrangeiro Juan Carlos (Luis Gerardo Méndez), a estrela de cinema Grace Ballard (Gemman Arterton) e o filho gay renegado de Quince, Tolbey (David Walliams).

O grande triunfo do filme, na verdade, é brincar com o telespectador ao dar motivos para todos terem cometido o crime e, de certa forma, fugir do óbvio de maneira inteligente. Com uma referência estampada em letras garrafais para quem gosta de suspense – e o sucesso de visualizações –, não será surpresa nenhuma uma continuação.

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