“As cangaceiras, guerreiras do sertão”, musical sobre mulheres no cangaço, está em cartaz no teatro Sesi

Em cartaz desde o dia 25 de abril, “As cangaceiras, Guerreiras do sertão” tem atraído ao teatro do Sesi localizado no coração de São Paulo, a Avenida Paulista, o mais variado público. O musical conta de maneira cômica e ao mesmo tempo emocionante o que foi o cangaço através de um viés feminino. A peça faz um mergulho em histórias reais vivenciadas pelas companheiras do bando de Lampião e traz ao público um olhar até então pouco falado: as mulheres que optavam ou não por seguir o bando.

“Há tempos tenho interesse em estudar as mulheres em movimentos de guerrilhas, insurreições, a história escondida destas tantas guerreiras que lutaram pelo nosso país. O cangaço é um movimento que fascina a muitos, pelo seu ideal de rebeldia, inconformismo e também pelas suas  contradições”, conta Newton Moreno, autor do texto encenado na peça.

A trama acontece em torno de Serena, papel interpretado pela atriz Amanda Acosta, que após descobrir que seu filho não morreu, sai sertão a dentro em busca do menino que foi tirado de seus braços logo após o parto. A altura em que a história é contada, música e encenação dividem a atenção da plateia que vibra e embala com as palmas em  alguns momentos do espetáculo.

Serena se depara em seu caminho com outras quatro mulheres que em algum momento de suas vidas tiveram contato com o cangaço, cada uma com sua história, mas todas com algo em comum: se livrar da opressão que sofriam por acompanhar o grupo.

A união das cangaceiras mostram como a luta feminina e o machismo são pautas antigas na sociedade e mesmo que na época ainda não se era falado; a peça trata de uma pauta muito presente na atualidade: sororidade.

“O que colocamos em cena é a luta do feminino contra as forças de opressão do cangaço, o que inclui o machismo, a supressão da liberdade e o abuso de poder. Esse cangaço, obviamente, é metafórico, e nos ajuda a entender e refletir sobre a nossa sociedade hoje, ainda violenta e opressora. Mais do que nunca temos que estar atentos em relação à novas ondas conservadoras afeitas à repressão”, complementa o diretor  da peça Sergio Módena.

O cenário é um elemento complementar que leva ao público a sensação do que foi o nordeste naquele período, luz somente do sol ou do luar em noites de lua cheia e água era algo escasso. E para não dizer que não falamos dos homens, foi possível se deixar levar pela sanfona de Taturano (Marco França), marido de Serena e responsável pela separação da cangaceira e seu filho. O musical ficará em cartaz até dia 4 de agosto e é um programa para toda a família.

Musical – As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão

Temporada: de 25 de abril a 4 de agosto
Horários: quinta a sábado às 20h; domingo, às 19h
Local: Teatro do Sesi-SP – av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Duração do espetáculo: 120 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Agendamentos: ccfagendamentos@sesisp.org.br
Grátis. Reservas antecipadas de ingressos pelo site www.centroculturalfiesp.com.br abertas todas as segundas-feiras, às 8h.
Ingressos remanescentes serão distribuídos no dia da apresentação, 15 minutos antes na bilheteria do Teatro.

 

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Autor: Ana Carolina Araújo

Feminista, a louca dos signos, não dispensa um doce e canta raça negra no karaokê

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