Cientista de dados auxilia a conhecer barragens em situação de risco

A tecnologia está ao nosso redor sempre, em tudo o que fazemos, seja para utilizar as mídias sociais, assistir ao noticiário, conversar com os amigos por meio de aplicativos, entre tantas outras coisas banais do cotidiano. Essa mesma tecnologia que encurta distâncias tem o poder de disseminar informações poderosas e relevantes em apenas um clique, que podem mudar drasticamente a vida das pessoas. Após o desabamento da barragem de Brumadinho (MG) no dia 25 de janeiro, cidadãos de diversos estados do Brasil passaram a pesquisar por outras barragens que também possam apresentar riscos de rompimento.

Muitos dados relevantes sobre esses locais estão disponíveis em sites governamentais, de forma gratuita. Entretanto, muitas pessoa não têm conhecimento de onde e como pesquisar ou não possuem acesso as informações.

Os cientistas de dados são alguns dos responsáveis por coletarem e decifrarem materiais para apresentá-los de forma simplificada. De acordo com José Anderson dos Santos, que atua na área, muitos estudantes, antes de começarem a trabalhar em alguma corporação, optam por fazerem projetos com dados abertos do governo por ser uma fonte de informações livres e gratuitas.

“Eu pensava em criar análises que de alguma forma respondessem aos questionamentos dos cidadãos, como gastos públicos, mapas de violência, etc”, revela o cientista. Após a tragédia de Brumadinho, Anderson criou um dashboard – um painel que indica métricas e indicadores que facilitam o entendimento das informações geradas – que mostra as barragens espalhadas no Brasil e o nível de risco que elas apresentam.

De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), o Brasil possui mais de 24 mil barragens utilizadas para as mais diversas finalidades, como combate à secas por exemplo. Entretanto, dessas 24 mil, pouco mais de 3500 possuem classificação de risco. “Os dados são captados em suas formas brutas e possuem muitas irregularidades, estão fora do padrão e precisam ser devidamente tratados antes de serem analisados em si. No mundo do BI (Business Intelligence), isso é chamado de ETL, que significa Extract,Transform and Load ou Extrair, Transformar e Carregar em tradução livre”, explica Anderson sobre os desafios de criar o relatório.

Apesar do incidente em Mariana (MG) em 2015, acontecimentos como estes são raros, o que faz as pessoas esquecerem ou não se preocuparem tanto assim. De acordo com o Google Trends, nos últimos 2 anos, a busca pelo termo “barragem” era praticamente nula até a tragédia de Brumadinho. Veja o gráfico clicando aqui.

Para Anderson, a criação do dashboard pode ajudar a identificar a situação das barragens próximas e motivar os cidadãos a cobrarem fiscalização e verificação dos possíveis impactos junto às autoridades. “O povo brasileiro carece de análises como esta. Porém as fontes são como estradas nebulosas; sem as ferramentas certas, as pessoas não conseguem enxergar o que está adiante. Então nós, como profissionais da informação, devemos atuar nesse sentido, praticando a democratização dos dados e gerando insights valiosos para o público”, finaliza.

Acesse a ferramenta gratuitamente clicando aqui.

Dashboard criado para identificar barragens em situação de risco/ Imagem : divulgação

 

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