Diretores e atores de “Alguma Coisa Assim” participam de coletiva de imprensa em São Paulo

A dupla de diretores Esmir Filho e Mariana Bastos e os atores Caroline Abras e André Antunes vieram para São Paulo participar da coletiva de imprensa do filme Alguma Coisa Assim, que tem estreia marcada para o dia 26 de julho.

Diretores e atores conversaram com os jornalistas após a exibição, em primeira mão, do filme baseado no curta homônimo de 2006, que também foi marcado por ser o primeiro trabalho de Caroline no cinema, além de render à atriz premiações como Melhor Atriz de um Curta-Metragem no Festival de Cinema de Gramado, em 2006, e 11ºFestival de Audiovisual do Mercosul, em 2007, e encerrar a carreira de André Antunes como ator.

“Eu disse uma vez que só continuei a fazer porque era uma fidelidade do encontro bacana que a gente tinha tido em 2006. O nosso encontro mudou a vida de cada um para um rumo; a minha para um e a deles para outros. Quando eles me chamaram para continuar, e só podia ser eu pois eu fiz o primeiro, não tinha como paralisar essa história”, explica André, que hoje é psicólogo.

E após o comentário do ator, Esmir traçou um paralelo com a vida real e o que foi apresentado no longa. “O filme se chama Alguma Coisa Assim porque às vezes não é nem uma coisa nem outra. Não está em um catálogo ou em um rótulo. Pode ser gostoso e pode ser doloroso também. Estamos levantando perguntas”, explica Esmir.

Ainda de acordo com o diretor, eles nunca tiveram pretensões de transformarem o curta em um longa-metragem. A ideia surgiu apenas sete anos depois em um reencontro, onde eles se questionaram sobre o que aconteceria se o casal de amigos Mari (Carol Abras) e Caio (André Antunes) se reencontrasse. Ainda mais com tantas mudanças que aconteceram na Rua Augusta, um dos cenários do curta que exalavam juventude e, assim como os protagonistas, teve uma grande mudança ao passar dos anos.  

Outra sequência foi elaborada em 2013. E ao contrário da primeira parte que destacava o descobrimento da homossexualidade de Caio e os desejos escondidos de Mari, o período intermediário do longa afirmava tanto as escolhas de Caio quanto destacava os anseios por parte de Mari. Mas apesar do material poder ser utilizado como outro curta, ideia que chegou a ser cogitada, os diretores optaram por segurar o conteúdo para incluir em um longa no futuro.

“O interessante do filme é que também tinha muito a ver com os nossos questionamentos pessoais, então cada um dos encontros trouxe um tema que nós resolvemos questionar e refletir com o público. Tanto que o filme termina em suspensão, convidando as pessoas para reflexão em relação ao aborto”, destaca Carol. A atriz ainda enfatizou que, à partir dos dois personagens principais, foi possível levantar temas atuais como casamento gay, aborto e as novas configurações familiares.

Esmir e Mariana também falaram sobre a escolha da trilha sonora que traziam barulhos de construção a todo momento. Quem é mais atento aos sons pode achar estranho ou se sentir incomodado em certos momentos, porém este trabalho recebe uma função muito importante ao longo da trama. “Se estamos falando de uma coisa que se transforma, de construção, desconstrução, transformação, resolvemos montar uma costura sonora, que trata isso de uma maneira muito sútil”, explica Mariana.  Neste momento, percebemos que a ideia de mudanças está enraizada na 1h20 de filme tanto nas transformações dos personagens quanto dos cenários.   

Os diretores responderam perguntas sobre as dificuldades de se fazer codireção e alinhamento entre ideias e equipe. Ambos enalteceram um o trabalho do outro e afirmaram a sintonia da dupla, que além do curta de 2006, já tinha trabalhado no viral Tapa na Pantera, além de serem colegas de faculdade. Eles destacaram também o trabalho de montagem do filme, que foi feito por Caroline Leone, que traz diversas passagens de tempo, sempre transitando entre passado e presente de forma extremamente leve e natural.

Coletiva de Imprensa com os atores e diretores "Alguma Coisa Assim"
André Antunes e Caroline Abras ao lado dos diretores Mariana Bastos e Esmir Filho / Foto: Lucas Menoita

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