O filme que Han Solo merecia

Estreia hoje (24) nos cinemas um filme que não estava gerando muitas expectativas. Depois de diversos problemas na produção, declarações duvidosas da própria Disney sobre a qualidade do filme e diversas reclamações dos fãs quanto a escolhas de elenco, Han Solo: Uma História Star Wars é o que nós fãs mais amamos: uma surpresa agradável.

Aparentemente a Disney está apostando em spin offs com estéticas bem divergentes entre si e em comparação com as trilogias base. A fórmula vista em Rogue One, um filme com aspecto de guerra e cenas que remetem a este estilo, se repete em Han Solo de outra maneira. O herói pediu por um filme com traços de aventura e ação, e assim o teve.

Diversas cenas de perseguições e a tão citada e famosa Corrida de Kassel são mostradas, e a relação do personagem com a Millenium Falcon é de pura química desde o início. Realmente acaba se tornando um filme de origem, nos apresentando de onde veio seu nome, como conheceu o fiel companheiro Chewbacca e como ganhou sua querida nave de Lando Calrissian.

Alden Ehrenreich demora um pouco para realmente engatar e convencer como o Han Solo que tanto conhecemos, mas como audiência é possível perceber grande devoção e respeito pelo personagem. Seu par romântico Qi’ra (Emilia Clarke) causa uma sensação boa de confusão, além de os atores possuírem uma química espetacular. Mas é impossível negar que os destaques são para Donald Glover como Lando Calrissian e a dróide L3, que roubam a cena em diversos momentos.

Quanto a fotografia, segue a paleta de cores imposta pelos pôsteres de divulgação e pelas próprias roupas do personagem, criando uma identidade visual interessante e certeira para o filme. A computação gráfica das criaturas é sensacional, beirando um realismo quase palpável. A trilha sonora encaixa de maneira perfeita, tanto em momentos que precisam de carga dramática maior quanto para nos trazer memórias do Império, por exemplo.

O roteiro possui falhas, é impossível negar. O filme abre muitos arcos que se conectam no desfecho final, então um espectador menos atento pode se sentir confuso tentando acompanhar todas eles. Furos de roteiro, conveniências impossíveis demais para serem ignoradas e alguns outros problemas são visíveis, porém não atrapalham a experiência que um filme do Han Solo deveria nos proporcionar.

Han Solo: Uma História Star Wars entrega o que nem mesmo chegou a prometer, sendo uma surpresa agradável para fãs descrentes e divididos depois do Episódio VIII: Os Últimos Jedi. Até mesmo quem não gosta muito do personagem sai da sessão afeiçoado, desejando segurar um blaster e voar galáxia a fora com o contrabandista mais famoso da cultura pop.

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