Vingadores: Guerra Infinita | Crítica

A Marvel é, sem dúvidas, uma caixinha de surpresas que não tem medo de arriscar. Isso fica claro em Guardiões da Galáxia, Guardiões da Galáxia Vol.2, Thor: Ragnarok, Pantera Negra e agora em Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War), o terceiro filme que reúne os heróis mais poderosos da terra.  O longa, de um pouco mais de 2h30 de duração, é o resultado de 10 anos do Universo Cinematográfico da Marvel, sendo o 19º filme da Casa das Ideias nos cinemas.

Os diretores do filme, Anthony e Joe Russo (Capitão América: Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil), tinham em mãos um dos maiores desafios ao produzir Guerra Infinita: aprofundar Thanos na narrativa sem que ele fosse um grande clichê. E apesar da Marvel ser conhecida por apresentar vilões que não fogem do estereótipo de dominação ou destruição do mundo sem um motivo plausível — com exceção de Loki (Tom Hiddleston) e Erick Killmonger (Michael B. Jordan) que possuem arcos tão bons quanto seus contrapontos —, o Titã Louco é o antagonista esperado pelos fãs.

Thanos é o personagem principal da trama e a sua história gira em torno de sua relação com suas filhas Gamora (Zoe Saldana) e Nebulosa (Karen Gillan) de uma forma simples, comovente e inteligente para a trama, além da busca das Joias do Infinito, que são 6 artefatos de grande poder já apresentados em outros longas. A expectativa de sua aparição foi semeada desde Os Vingadores (The Avengers 2012) há 6 anos, e, de lá para cá, Thanos vem aparecendo e sendo citado em alguns. A construção do personagem nestes anos todos entregou o que de fato estava sendo esperado pelos fãs.

Em diversos momentos do longa, Thanos transita em calmaria, violência, loucura e até lamentações, mas sempre mantém o ar de soberania, imponência e ameaça. Josh Brolin foi o responsável por dar vida ao gigante roxo, que tomou suas feições e sua voz para compor o maior vilão da Marvel até agora.

Outra característica que há tempos está no DNA da Marvel e que foi desconstruída — felizmente — é que os filmes não possuem consequências significativas. Em Guerra Infinita somos surpreendidos já nos primeiros minutos de filme e entendemos que a maioria das ações que aconteceram resultarão nos próximos filmes da Marvel.

Outro ponto positivo a se destacar são as interações entre personagens. Nós vemos as mais improváveis combinações de heróis trabalhando e funcionando juntos. Os destaques ficam para as interações de Thor (Chris Hemsworth) e Rocket (Bradley Cooper), e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), inclusive são os heróis que mais ganham tempo de tela. Eles, acompanhados dos Guardiões das Galáxias e Homem Aranha formaram a equipe que está do espaço que protegem a Joia do Tempo, que está no Olho de Agamotto do Doutror Estranho .

Em paralelo, os outros vingadores (Capitão América, Viúva Negra, Falcão, Wanda, Máquina de Combate e Bruce Banner) se unem ao exército de Wakanda e ao Pantera Negra para defender a Joia da Mente, que está em posse do Visão.

Os irmãos Russo tiveram aqui outra dificuldade da mesma proporção de fazer o Thanos brilhar: colocar tantos atores juntos dentro de um filme e equilibrar o tempo de tela de cada um. Claramente seria impossível todos terem o mesmo destaque, porém os heróis da equipe de Wakanda, principalmente o Capitão América (Chris Evans) que não teve um papel tão essencial na história, mas protagonizou algumas das melhores cenas de ação. Ainda assim, a essência de todos os personagens está presente: A interação engraçada da equipe e as músicas dos Guardiões da Galáxia; as comédia e a nobreza de Thor, que o permeia desde seu último filme; a arrogância de Doutor Estranho; a interação entre discípulo e aprendiz entre Stark e Homem Aranha; e por fim, mas não menos importante, a confiança despedaçada da equipe dos vingadores após os acontecimentos de Guerra Civil.

As cenas de ação são um espetáculo à parte tanto as que acontecem na terra quanto as que acontecem no espaço.  O filme não poupou recursos para a computação gráfica nas batalhas, em Thanos e na nova armadura de Tony Stark. É importante salientar também que a fórmula Marvel está presente no filme, mas de uma forma mais equilibrada. Existe muitos diálogos, mas são bem executados, e a comédia está presente, porém bem pontuada. 

Vingadores Guerra Infinita é o filme mais singular do Universo Cinematográfico da Marvel. O tom sombrio também se faz presente, assim como a ação e o medo da ameaça iminente. Talvez, o grande problema do longa esteja em fazer com que esperemos 2019 para saber a conclusão da saga épica que certamente mudará o rumo de como os super-heróis serão apresentados nas telonas de agora em diante.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s