Jazz & Divas marca a reabertura do auditório do Memorial da América Latina

Após quatro anos do incêndio que acabou destruindo toda a sua estrutura, o auditório do Memorial da América Latina está completamente reformado, e sua estreia ao público foi realizada na noite do dia 16 dezembro de 2017, em um evento especial que homenageou a grande Elza Soares.

O evento foi um tributo que contou com a participação de cantoras que são grandes nomes da MPB e também as principais revelações, como Liniker, que teve sua ascensão através das redes sociais com o seu single Zero e chamou atenção tanto pelo seu talento vocal quanto pela sua maneira de se expressar, fazendo refletir sobre os padrões estéticos atribuídos ao sexo masculino. Prestou o seu tributo com “Flores Horizontais”, canção de Oswald de Andrade e Zé Miguel Wisnik.

Outra presença da MPB contemporânea foi o grupo As Bahias e a Cozinha Mineira. Formado em 2011, o grupo teve seu segundo álbum lançado neste ano (2017), que possui um repertório que aborda temas como o machismo, a homofobia e a transfobia.

O concerto foi acompanhado pela orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, que logo na abertura do evento envolveu o público com a apresentação de “Brasileirinho”, interpretada por Baby do Brasil.

Outros sucessos também foram apresentados, como a canção “Fadas”, lançada em 1978 por Luiz Melodia, que ganhou uma interpretação espetacular na voz de Paula Lima, artista indicada ao Grammy Latino na categoria melhor disco em 2016.

Sandra de Sá ficou responsável por apresentar a canção “Mulata assanhada”. Com sua presença de palco enérgica, a artista conseguiu arrancar um coro do público e até mesmo uns estalos de dedos para acompanhar a melodia.

Com suas carreiras lançadas na década de 1980 e consagradas pelas trilhas sonoras de novelas e programas de TV, as cantoras Rosana e Vânia Bastos também prestaram a sua homenagem à Elza. Uma atenção especial à interpretação de “Meu Guri”, composta ao som do piano e da voz potente e atenuante de Rosana.

O ato final do espetáculo ficou por conta da grande homenageada, apresentando “A carne”, “Mulher no fim do mundo”, “Malandro” (que contou com a participação de Baby do Brasil) e “Mais que nada”, que encerrou o show com a presença de todas as intérpretes no palco, fazendo o público levantar e se aproximar do palco para cantar junto.

Elza se mostrou muito honrada com a homenagem e demonstrou a sua afeição pela Jazz Sinfônica, apesar de ressaltar a falta de representatividade entre os integrantes: “ Sinto falta dos negros, onde estão os negros, maestro? Não sabe? Mas nós vamos encontrar.”

O tributo mostrou que todas as artistas possuem o poder de renascer e reinventar como no mito da fênix, tema proposto pelo evento.

 

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