Thor: Ragnarok – A nova comédia da Marvel

Os primeiros minutos de Thor: Ragnarok ditam o ritmo das duas horas seguintes: ação frenética, trilha sonora incrível e muita comédia – mesmo que desnecessária em alguns momentos. O ator Chris Hemsworth retorna para o terceiro filme solo do Deus do Trovão e, desta vez, vemos um Thor diferente, mais poderoso e pronto para confrontar o fim dos tempos de Asgard.

O enredo se torna interessante tanto pelas inúmeras perdas quanto pelas poucas conquistas que Thor adquiriu.  Mesmo assim, o longa ainda continua com a mesma fórmula da Casa das Ideias e isso fica em evidência pelas camadas que o personagem adquiriu. Agora, o filme tem um tom de humor bem peculiar – que chega a ser depreciativo às vezes –, e ganha características similares ao aclamado Guardião das Galáxias (2014) como estilo dos cenários, vestimentas e principalmente a utilização de muitas cores.

Mesmo com um ritmo coeso para o personagem principal – ainda mais se comparado aos outros filmes solos do Deus do Trovão –, quem  traz o devido peso ao longa é seu elenco secundário composto pelo Grão-Mestre (Jeff Goldemblum), Korg (Taika Waititi) e a vilã Hela (Cate Blanchett). Enquanto Grão-Mestre trata todos de forma jocosa e peculiar, Korg faz uma comédia mais infantilizada e irônica. Já a atriz Cate Blanchett se diverte ao interpretar Hela e impõe medo com a psicopatia e imponência da personagem,  se caracterizando como uma das melhores vilãs do Universo Cinematográfico da Marvel, ainda que não tenha ganhado o devido espaço no filme.

Os quatro heróis principais, Thor,  Hulk (Mark Rufallo),  Valquíria (Tessa Thompson) e Loki (Tom Riddlestone), não são bem explorados enquanto equipe, funcionado mais em duplas ou sozinhos. Como aconteceu nos filmes anteriores, Tom Riddlestone acaba roubando o brilho de Hemsworth, mas desta vez ele não estava só; a atriz Tessa Thompson foi uma das melhores adições do elenco, contribuindo com algumas das melhores cenas do longa.

Apesar da comédia exagerada e de não trazer todo o medo e preocupação necessário ao  abordar o apocalipse asgardiano, Thor: Ragnarok traz consigo erros e acertos que a Marvel já vem cometendo em seus filmes. Ainda assim, o terceiro longa do Deus do trovão se consolida facilmente como uma das melhores obras solo do UCM. 

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