Stranger Things 2: velha história, novas possibilidades

Um ano de espera, muito suspense, teorias malucas da conspiração e pequenas pistas que nos levaram a acreditar em algo que não condizia em nada com o que estava por vir. Em clima de Halloween e com uma premissa simples que prefere investir em personagens ao invés de uma história complexa, Stranger Things 2 ocupou com louvor os lares da maioria dos fãs nesta sexta feira (27).

Acompanhamos as crianças um ano após os acontecimentos da primeira temporada, e os efeitos que eles tiveram em suas vidas cotidianas e até mesmo personalidades. Acompanhamos Will ainda assombrado pelos monstros do ano anterior, Mike se tornando um adolescente retraído e por vezes rebelde, Lucas evoluindo de uma criança birrenta para alguém de real importância para a trama, e Dustin se tornando um alivio cômico digno da personalidade que parecia carregar em si desde o começo.

A entrada de novos personagens não parece grande coisa, e realmente não faz uma grande diferença para o enredo em si. Max (Sadie Sink), a garota ruiva que dá título ao primeiro episódio, parece apenas desempenhar o papel de pivô para brigas entre os garotos e o desenvolvimento de um triangulo amoroso extremamente brega e desnecessário. Seu irmão Billy (Dacre Montgomery) não conquista o apelo do público e parece apenas um uso de espaço para dar maior tempo à temporada. Dr. Owens (Paul Reiser), uma das poucas adições benéficas, é uma figura extremamente controversa e deixa o espectador em dúvida quando se trata de suas verdadeiras intenções.

Steve Harrington (Joe Keery) evolui de um bully para uma figura protetora e altruísta, pensando mais nos outros do que em si mesmo (o total oposto da temporada anterior). O desenvolvimento de uma relação estilo “irmão mais velho” com o grupo de crianças e em especial com Dustin (Gaten Matarazzo) traz um tom inovador de comédia e um tom leve a série, com uma química maior do que os fãs poderiam imaginar.

Will Byers (Noah Schnapp), que teve participação reduzida na primeira temporada da série, tem um retorno triunfal e grande particição no enredo, mostrando ao que veio com uma atuação que chega a causar arrepios Ele é o responsável por causar os momentos mais angustiantes e as cenas mais intensas sendo, sem sombra de dúvidas, um dos maiores destaques de Stranger Things 2.

Os efeitos especiais evoluíram em questões técnicas e qualidade visual, e a fotografia está praticamente impecável. A trilha sonora pode ser considerada um personagem à parte, dando ritmo e vida a narrativa, além de ajudar no sentimento de nostalgia dos anos 80 que a série causa até mesmo em quem não viveu na época. O enredo, apesar de simples, serve seu propósito, como uma narrativa que percebeu a quantidade de fãs que possui e tenta ouvi-los em diversos pontos.

Com um episódio a mais o que a temporada anterior, Stranger Things 2 não consegue manter o mesmo frescor e inovação de seu temporada de lançamento; prefere apostar em desenvolvimento dos seus antigos personagens e não trabalhar profundamente os novos. Mesmo entregando uma narrativa extremamente mais simples que a anterior, mantém acessa a chama de fãs que gostam de mistérios e aventura.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s