‘Vinil Brasil’ é a nova fábrica de discos de vinil de SP

“A missão da Vinil Brasil é ajudar a materializar um legado cultural e musical relevante e consistente para o Brasil e para o mundo, ajudando músicos a realizarem sonhos”, essa  é a premissa do poeta, DJ e compositor Michel Nath ao abrir uma fábrica de discos de vinil, no dia 26 de setembro, na Barra Funda, em São Paulo, se consagrando como a primeira fábrica de discos da capital paulista.

O projeto foi idealizado pelo DJ no final de 2014, após ter encomendado o seu álbum autoral Solarsoul, na GZ Media, fábrica localizada na República Tcheca. Nesse mesmo período, Michel ficou sabendo da existência de algumas prensas abandonadas em um ferro velho. O maquinário era da antiga fábrica da Continental e ficou inativo durante 20 anos num galpão, além de um ano ao relento de onde foi encontrado.

Com o trabalho de antigos funcionários da Radio Corporation of America (RCA), maior fábrica de discos que já funcionou no Brasil, mesclado ao trabalho de novos funcionários da área de tecnologia industrial e de outras áreas, as máquinas receberam tecnologia atual. Além da reforma das máquinas, também está sendo realizada a modernização mecânica, eletrônica e de processos, para que os discos produzidos tenham qualidade equiparável às melhores fábricas do mundo.

No portfólio de discos já produzidos pela Vinil Brasil estão os álbuns: A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares; MM3, do trio Metá Metá; Supersimetria, de NASCA; Corpura, de Aláfia; Dancê, de Tulipa Ruiz; o box com quatro compactos Onisciente Coletivo, do Ratos de Porão; Madurar, de Samuca e a Selva; o compacto Pra Iemanjá, do DJ Tudo e sua gente de todo lugar convida Dona Anecide Toledo; SolarSoul, do próprio Michel, feito na fase inicial, entre outros. “Qualidade é mensurável. Penso que em um panorama maior, fazemos música para todos. Qualquer um pode encomendar um pedido com a gente. E os estilos sonoros que nos chegam são amplos, mas o que une todos, talvez, é uma busca por qualidade de som.

Mas o que para alguns parece ousadia de se lançar num nicho segmentado, para Michel é a representação de um novo legado. E apesar do advento dos conteúdos digitais, ele sabe que existe espaço no mercado para todos os públicos e gostos. “Quando se trata de materializar música para o benefício das pessoas, não existe competição. Acho que a música deve se espalhar a máximo e que cada um a use da maneira que puder e achar melhor. Se eu estou caminhando pela rua estou escutando música do meu MP3 player; se eu estou em casa, prefiro escutar meus discos de vinil, pelo prazer e pela maneira como me alimentam a alma”, comenta o DJ.

A fábrica ainda disponibiliza a consultoria necessária para que o cliente seja direcionado a como proceder na parte técnica de áudio, na preparação da documentação e na criação e adequação das artes gráficas, por meio do site e serviço de atendimento do cliente. “É uma grande responsabilidade, um trabalho árduo e uma honra. Não vejo discos como algo do passado. Discos e música feitos com alma são atemporais. E é por isso que o vinil está reaparecendo. Porque é uma mídia física que serve como registro de informação, materialização e preservação de legado e cultura”, finaliza Michel.

 

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