Crítica: Os Defensores

Dia 18 de agosto de 2017 foi a data escolhida pela Marvel e pela Netflix para a exibição do seu primeiro crossover: Os Defensores (The Defenders). A série reuniu, pela primeira vez, os quatro heróis de rua: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro para enfrentarem um perigo que sozinhos não seriam capazes de derrotar.

O maior desafio – e receio de alguns fãs – era unir quatro heróis tão diferentes contra o mesmo mal. De um lado temos um universo místico e fantástico apresentado em Punho de Ferro, do outro temos um universo mais sóbrio e real de vigilantes. Mas se existe algo que a Marvel sabe, e já nos mostrou anteriormente no filme The Avengers: Os Vingadores, é fazer essa convergência de personagens tão diferentes.

Os primeiros dois episódios estão mais focados  em mostrar o que aconteceu com cada personagem após suas séries solos e como as ações de cada um culminaram na união da equipe. O mais interessante é que, apesar deles se desenvolverem bem sozinhos, eles interagem melhor juntos.

As pontas soltas deixadas pelos vilões do tentáculo em Demolidor e Punho de Ferro finalmente são desfeitas. Somos apresentados a vilã misteriosa Alexandra (Sigourney Weaver) e descobrimos que ela é líder da organização, junto com velhos conhecidos como Madame Gao – que continua como uma das personagens mais curiosas até agora. A intenção dessa vez é destruir a cidade de Nova Iorque com a arma perfeita, o Céu Negro, que é ninguém menos que Elecktra Natchios, após ser ressuscitada.

Um dos artifícios mais interessantes na produção é a utilização de cores para destacar os personagens em cena, seja em uma peça de roupa, objetos ou mesmo na iluminação do cenário ou efeito da câmera. O Demolidor é representado pela cor vermelha, Jessica Jones é pela cor azul, Luke Cage pela cor amarela e Danny Rand pela verde. Já a vilã Alexandra é representada pela cor branca e Electra pela cor preta.

O arco dos heróis, desta vez, está bem definido. São 8 episódios para contar uma história grande com começo, meio e fim. Todos têm sua devida importância na trama e dividem o mesmo peso na história, cada um protagonizando uma parte. Apesar dessa distribuição equivalente de protagonismo, é inegável que a atuação de Krysten Ritter e Charlie Cox são excelentes, principalmente quando trabalham em dupla. Mike Coulter e Finn Jones trabalham bem juntos, mas ainda falta certa dinâmica entre os dois, principalmente pela parte de Jones que ainda traz um Punho de Ferro muito imaturo, mas com nuances melhores desenvolvidas que em sua série solo.

Apesar de alguns pontos desagradáveis como a passagem de tempo que é marcada com flashes de Nova Iorque dando um aspecto de novela, e diálogos preguiçosos entre os personagens, Os Defensores se destaca pelas cenas de luta e pelo entrosamento do núcleo principal. Os antagonistas também são bem elaborados e apresentam reviravoltas de tirar o fôlego.

Os Defensores traz erros e acertos antigos, uma narrativa bem desenvolvida e deixa pontas que nos fazem crer que, mais cedo ou mais tarde, Nova Iorque ainda vai precisar dessa união para se manter de pé.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s