A Múmia retornou, porém não como antes

Depois de uma trilogia bem sucedida de filmes (A Múmia, O Retorno da Múmia e A Múmia: Tumba do Imperador Dragão), a Universal, embalada pelo sucesso de Dracula Untold, anunciou que iria refazer filmes dos monstros clássicos do cinema e dar início ao Dark Universe. O filme A Múmia, o segundo na lista, é um reboot da trilogia original e tem direção de Alex Kurtzman.

A Múmia conta a história da princesa Ahmanet (Sofia Boutella), que foi mumificada viva pelos crimes que cometeu. Depois de 5 mil anos, sua tumba é encontrada ao acaso por Nick Morton (Tom Cruise) e Jenny Halsey (Annabelle Wallis). A confusão começa quando Nick atira em uma das cordas que prendem o sarcófago e, bom, tira a múmia da sua prisão.

A sequência da queda do avião é extremamente bem executada, mas podemos dizer que as cenas interessantes acabam por ai. O filme mistura muitos flashbacks e alucinações, o que torna o roteiro confuso e pesado ao espectador. Os roteiristas David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman não se importaram com o desenrolar e exploração da história de Ahmanet, e sim com cenas de ação e até mesmo um certo “encher linguiça”.

Claro que a projeção tem pontos positivos. O desempenho de Sofia Boutella e sua pupila dupla dão um ar extremamente assustador à múmia, mas o terror acaba por aí. Sua performance é a única que chama a atenção e prende o espectador. A trilha sonora é extremamente cativante e os efeitos especiais estão condizentes com uma produção que quer cumprir o que prometeu. A maquiagem realizada em Ahmanet passa a imagem de uma mulher sedutora, porém perigosa; nas criaturas, vemos homens que se perderam e tiveram suas almas levadas por aquela mulher extremamente perigosa.

Tom Cruise está fazendo o mesmo personagem de sempre e Annabelle Wallis simplesmente está lá, sem expressão ou acréscimo à história. Os outros personagens não fariam grande diferença, nada além de uma ou duas piadas pontuais. As alucinações de Nick servem apenas para confundir e até mesmo irritar a audiência. Há muita repetição de informação onde havia possibilidade de exploração maior da história.

É possível dizer que A Múmia é um filme cheio de jump scares previsíveis que não são o suficiente para assustar verdadeiramente quem está do outro lado da tela. Não consegue decidir se é uma comédia, ação ou um novo Missão Impossível. A múmia de Sofia Boutella merecia uma história muito mais elaborada e aprofundada. Em comparação com os antigos, não consegue apetecer o novo público, mesmo com efeitos especiais melhores.

Mais uma prova de que nem sempre um reboot é uma boa ideia

Foto: divulgação

 

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