Comer e fazer o bem: conheça o Chef Aprendiz

“Cozinhar não é apenas um serviço, é também uma forma de amar os outros”. Foi com essa premissa que Beatriz Mansberger, bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP), deu início ao projeto Chef Aprendiz. Após um quadro de depressão, Beatriz, que sempre esteve envolvida em ações e projetos sociais, viu a oportunidade de mudar a vida de jovens de uma comunidade por meio da gastronomia.

Ela era voluntária em uma ONG de Paraisópolis, em São Paulo, quando alguns jovens contaram sobre o interesse em conhecer mais sobre a arte da cozinha. A partir daí, Beatriz começou a desenhar uma proposta de projeto que unisse aprendizagem, novas perspectivas, desafios, trabalho em equipe, superação e inserção no mercado de trabalho.   

“O projeto capacita jovens em situação de vulnerabilidade social para que possam ter a chance de adentrar no mercado de trabalho em cozinhas de estabelecimentos parceiros. Geralmente, uma ONG ou organização local ajuda a divulgar e fazemos as entrevistas juntos, descobrindo a motivação dos jovens para que não haja frustração. Levamos em conta a motivação e a idade, normalmente entre 16 e 19 anos”, explica a gestora.

Hoje, em sua quarta edição, o Chef Aprendiz se tornou um projeto itinerante.  A primeira edição aconteceu em Paraisópolis, a segunda no Campo Limpo, a terceira no Glicério e a atual é realizada no Jardim Colombo.

Dividido entre teoria e prática, o projeto acontece em 26 encontros. Os participantes adquirem conhecimento sobre temas como alimentação saudável, sustentabilidade, reciclagem na cozinha e informações nutricionais, além da confecção de um menu equilibrado e lições de boas práticas na área. Já na competição final, os alunos fazem uma entrada, um prato principal e uma sobremesa para impressionar os jurados que podem, além de dar boas notas, oferecer vagas de emprego em seus negócios.

90% das aulas acontecem em uma cozinha na própria comunidade e o restante em restaurantes parceiros e espaços profissionais cedidos ao projeto. Há também professores que se oferecem para dar aulas e alguns já colaboram desde a primeira edição.

E se engana quem pensa que o Chef Aprendiz fica restrito ao bairro dos participantes. Para ganhar visibilidade e apoio, foi montada a “Rota Social Gastronômica”. Ao todo, são oito jantares durante o ano, com o mote “comer bem e fazer o bem”.

“É uma forma de fazermos jantares beneficentes em restaurantes legais para conseguirmos bancar o projeto. Os dois primeiros já aconteceram e os ingressos para os próximos estarão disponíveis em nossa página de financiamento coletivo”, conta Beatriz.

Em 2016, o Chef Aprendiz conquistou o primeiro lugar na categoria Gastronomia no Prêmio Brasil Criativo, realizado pelo Governo de São Paulo, a Secretaria da Cultura e a empresa 3M.  A ideia é que o projeto possa contar com o apoio de patrocinadores e parceiros para que, alongo prazo, se torne um negócio social.

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