Guardiões da Galáxia Vol. 2 – família, amizade e David Hasselhoff

Em 2014, a segunda fase do Universo Cinematográfico Marvel chegava à metade com um ousado e arriscado filme que seria o pontapé inicial para o Núcleo Cósmico da ‘Casa das Ideias’ nas telonas. Guardiões da Galáxia surpreendeu a todos positivamente e a sequência da história dirigida por James Gunn – diretor até então desconhecido – se tornou um dos filmes mais aguardados da terceira fase da Marvel.

Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, James Gunn traz de volta toda a fórmula que fez o primeiro filme ser um grande sucesso: humor, uma trilha sonora tão fantástica que chega a ser um personagem – talvez até o protagonista – do filme e personagens muito bem desenvolvidos, apesar de não serem muito conhecidos pelo público geral antes do primeiro filme.

O enredo da sequência é o seguinte: os Guardiões se tornaram uma família e agora atuam como um grupo de elite da Galáxia. Após Rocket (Bradley Cooper) passar a perna nos Soberanos, alienígenas nem um pouco amigáveis, o grupo é perseguido e salvo por Ego (Kurt Russel), um Deus que revela ser pai de Peter Quill (Chris Pratt). Enquanto o mistério da origem de Peter é revelado, o grupo tem de lidar com suas diferenças pra se manter unido e salvar a galáxia mais uma vez.

A sequência trabalha bem o arco do elenco principal. Peter finalmente tem a chance de saber quem é seu pai e o confrontar por ele ter deixado sua mãe morrer na Terra. Gamora (Zoe Saldana) lida com sua irmã e sua paixão (?) por Peter, enquanto Rocket tenta entender seu propósito no mundo e desenvolve seu lado paternal com Groot (Vin Diesel), agora uma fofinha árvore em crescimento. A exceção fica por conta de Drax (Dave Bautista) que, ao contrário do primeiro filme, quando tinha a motivação de se vingar pela morte da filha, fica totalmente avulso em Vol. 2, servindo apenas como um ótimo alívio cômico.

A trilha-sonora, mais uma vez, é um dos principais acertos do diretor. Cada música parece ter sido feita especialmente para o filme, casando perfeitamente com cada cena. Exemplo perfeito dessa química entre cena e som é o momento em que Ego mostra suas criações para os Guardiões ao som de My Sweet Lord de George Harrison. A trilha traz ainda outras pérolas de Sam Cooke, Cat Stevens e Fleetwood Mac, dentre outros artistas.

O grande ponto fraco do filme, como em quase todos os outros da Marvel, é a ausência de um vilão marcante, bem desenvolvido e com motivações decentes e compreensíveis.

Porém, apesar de todo o humor, o grande trunfo da película é o apelo emocional, talvez o maior de todos os filmes da Marvel. O último ato do filme tem cenas que com certeza te darão vontade de chorar, trazendo questões como família, paternidade e amizade.

O filme traz ainda Sylvester Stallone em uma participação rápida, mas que terá mais importância nos terceiro volume, como sugere uma das cinco – isso mesmo, não pense em sair do cinema antes de ver todas –  cenas pós-créditos. Até David Hassselhoff dá as caras, de maneira hilária.

Guardiões da Galáxia Vol. 2
Guardiões da Galáxia Vol. 2 – Marvel Studios

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