Vamos falar sobre bullying?

Desde o lançamento da série 13 Reasons Why e o surgimento do jogo Baleia Azul, o assunto depressão e bullying está entrando em pauta e sendo muito discutido dentro das salas de aulas e fora do âmbito escolar também. Falar sobre esse assunto está cada vez mais urgente, já que passou da época em que fazer bulliyng era somente uma brincadeira de amigos da escola. A temática ganhou proporções devido à necessidade de se falar sobre isso.

A ativista-social Vanessa Bencz entendeu a urgência de falar sobre o bullying quando percebeu em suas palestras sobre leitura infantil que essa prática ainda era muito comum.

“Há cinco anos, quando comecei a fazer palestras em escolas sobre a importância da leitura, vi que o bullying está tão forte quanto na minha adolescência. Isso me revoltou demais. Pensei: estamos na época da internet, da informação, e isso ainda existe? Então comecei a focar minhas palestras neste tema. Minha intenção era ensinar ferramentas de fortalecimento psicológico para estudantes, mas vi que o problema da violência nas escolas era bem pior do que eu imaginava. Muitos professores não estão preparados para lidar com casos de bullying – e inclusive muitos deles ainda pensam que bullying fortalece caráter”, comenta Vanessa.

Foi a partir dessa data que Vanessa se consolidou no tema e começou a falar cada vez mais para os adolescentes.

A conscientização precisa ser feita principalmente com quem pratica o bullying; segundo uma pesquisa do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dois em cada dez alunos assumem já ter praticado bullying alguma vez.

Para poder falar com um público ainda maior e de maneira mais descomplicada, Vanessa Bencz criou a HQ Por Enquanto, que conta a história da jovem Ana, de 16 anos, que se automutila para lidar com as suas dores.

Vanessa conta que também já sofreu bullying, e que foi bastante difícil começar a palestrar sobre o assunto. “Vivi o bullying quando eu tinha 13 anos, então, isso faz parte da minha história. Na época – há 19 anos –, não existia a expressão bullying. Falava-se apenas que eram brincadeiras ou ‘zoeira’. E a gente tinha que aguentar. Os professores me diziam ‘o mundo é dos fortes e você precisa aprender a aguentar essas zoeiras’. No começo eu me sentia extremamente exposta e vulnerável. Depois das minhas primeiras palestras, eu sentia uma espécie de ressaca. É como se fosse um arrependimento e uma sensação de fraqueza por ter aberto a minha intimidade com estranhos. Mas, aos poucos, me acostumei e entendi que falar sobre esta parte da minha história é totalmente necessário”, finaliza.

“Por Enquanto” é uma HQ que conta a história da jovem Ana, de 16 anos, que se automutila para lidar com as suas dores.

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