Nasty Gal é a história da Girl Boss

Ter um modelo no qual se inspirar aos 18 anos é maravilhoso. Se você é alguém desta faixa etária e está procurando uma pessoa bem-sucedida para se inspirar, apresento-lhe Sophia Amoruso (Britt Robertson). Sua história está sendo contada na nova produção da Netflix Girl Boss, “uma releitura livre de eventos verdadeiros, muito livre”.

A série, baseada em uma autobiografia, acompanha Sophia Marlowe, uma jovem descolada, estilosa e extremamente teimosa, em sua trajetória a partir de 2006, aos 20 e poucos, pulando de emprego em emprego e reclamando sobre como a vida adulta “é para onde os sonhos vão para morrer”. Neste ano, ela decide começar um negócio no E-Bay: caçar roupas em brechós e revendê-las após uma reforma.

A premissa da série e sua história são animadoras, porém, o roteiro abusa de estereótipos e clichês por muito tempo, tornando a trama cansativa e, em certos momentos, repetitiva. Com uma produção com diversas mulheres e a história de uma mulher forte, esperava-se um grande movimento de empoderamento, coisa que não foi bem desenvolvida e nem explorada de maneira adequada. Apesar disso, a série compensa as falhas com momentos leves de divertimento, figurinos de cair o queixo e performances marcantes.

Participações especiais trazem a emoção que o roteiro não traz: destaque para RuPaul (vizinho e confidente de Sophia), Dean Norris (como pai), Norm MacDonald (o chefe em seu trabalho em uma academia de arte), Louise Fletcher (uma senhora em um banco de praça, que protagoniza duas das cenas mais cômicas da série) e Melanie Lynskey (uma assídua colecionadora de roupas vintage que quer lutar para preservar as roupas que Sophia está “profanando”).

A protagonista é extremamente diferente de tudo o que a atriz Britt Robertson já fez. É uma mulher que quer ser independente sem deixar de aproveitar a vida, teimosa até demais, mas também é uma pessoa que, como todos, passa por dificuldades e sofre. Mesmo assim, sua personalidade forte é tão irritante em certos momentos que fica difícil sentir empatia por ela.

Uma trilha sonora que dança entre os anos, referências à cultura pop da última década e muita, mas muita moda: assim é Girl Boss, uma ótima alternativa para esperar o tempo passar e talvez ocupar a mente esperando a próxima temporada de você sabe o quê. Definitivamente não é a melhor série que a Netflix já produziu, mas seria muita injustiça dizer que é a pior.

1 comentário Adicione o seu

  1. negociodemulherblog disse:

    sophia Maravilhooosaaaa…to encantadaaaa !!!

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