Dia Mundial da Conscientização do Autismo – 02 de Abril

O Dia Mundial do autismo foi criado em 18 de Dezembro de 2007, pelas Organizações das Nações Unidas (ONU). O intuito deste dia é conscientizar as autoridades sobre o assunto, e também entender e acolher essas pessoas.

O autismo não é igual em todas as pessoas, já que depende muito do quadro clínico da pessoa autista. Há autistas que, com a estimulação adequada, conseguem se desenvolver muito bem, podendo chegar até a fase adulta e conseguir fazer uma faculdade, casar e ter uma família, por exemplo. Por outro lado, existem autistas que têm alguns outros prejuízos cognitivos e motores, e são mais dependentes da assistência de seus pais ou responsáveis.

O tratamento ideal para pessoas autistas deve ser multidisciplinar, feito por uma equipe com fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas, pedagogos, médicos, atividades físicas, entre outros.

Muitas pessoas autistas podem ter outras doenças associadas que dificultam mais ainda o quadro, o que os especialistas chamam de comorbidades. Carolina Almeida, pós- graduanda em Transtorno do Espectro Autista e administradora da página “Divulgue o Autismo”, explica:  “Qualquer pessoa neurotípica (que não é autista) pode ter ansiedade, mas nos autistas a ansiedade dificulta muito pois algumas coisas são sentidas com mais intensidade por eles.”

“Além disso, muitos autistas podem ter disfunção sensorial, que é uma dificuldade em lidar com os estímulos recebidos do meio ambiente, audição, visão, tato”, completa Carolina.

A filha do estagiário Anderson Misson de quatro anos, que é autista, faz tratamento com três especialistas: fonoaudiólogo, psicóloga e terapeuta ocupacional. “Em dois anos de tratamento, ela entende melhor o mundo em que vive. Está mais obediente, mas ainda tem dificuldades para falar”, comenta Anderson.

A troca de especialistas na área da saúde é um problema. “É difícil manter o mesmo especialista, alguns trocam porque conseguem uma proposta melhor. Minha filha já trocou muito de especialista”, ressalta Anderson.

Por isso, é necessário um trabalho de conscientização e também mais qualidade de vida para os autistas, garantindo-lhes o direito a um bom acompanhamento médico e terapêutico.

Foto: Divulgação – Pixabay

 

 

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