Go, Go, Power Rangers!

Se você foi criança nos anos 90, com certeza uma das suas atividades preferidas era assistir séries e desenhos animados na TV. “Power Rangers” fez parte do vasto repertório da década e encantou adultos e crianças fazendo sucesso até hoje, acarretando em 22 temporadas e 3 filmes, sendo que o último estreou na quinta-feira (23).

A história já é bem conhecida pelos fãs: cinco adolescentes merecedores do poder, moradores da Alameda dos Anjos, são escolhidos por Zordon para se tornarem os Power Rangers e salvarem o mundo das forças do mal. A grande diferença aqui é que, além de abordar temas chaves como amizade e confiança, também são exploradas questões atuais como homossexualidade, bullying e redes sociais. 

Os Rangers apresentados são os mesmos da primeira temporada da série: Jason (Dacre Montgomery) é o Ranger vermelho e líder da equipe; Kimberly (Naomi Scott) é a Ranger rosa; Zack (Ludi Lin) é Ranger preto; Trini (Becky G) é Ranger amarela; e Billy (RJ Cyler) é o Ranger Azul – que rouba a cena diversas vezes e garante boas risadas.

O que mais mudou em relação às primeiras aparições dos heróis na telinha foram suas roupagens e transformações. Essas são umas das retratações mais importantes do filme, já que, para conseguirem “morfar”, os integrantes do grupo devem estar conectados uns com os outros, para abandonarem seus medos, anseios e inseguranças e criarem vínculos reais de amizade e confiança. Apesar de tudo ocorrer de uma forma orgânica, o filme peca pelo tempo gasto contado as histórias dos personagens e mostrando pouca ação com seus trajes – os antigos macacões, cintos, ombreiras e capacetes, se transformaram em armaduras ao melhor estilo Tony Stark.

O simpático robô Alpha 5 (dublado por Bil Hader) também está de volta para ajudar a guiar o grupo de heróis a cumprirem seu destino – Ai Ai Ai Ai Ai! Zordon (Bryan Cranston) reaparece, desta vez, em uma parede de uma espaçonave. Como era de se suspeitar, o mentor dos Power Rangers possui uma ligação com a vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks), que é explorada logo nos primeiros minutos. 

Infelizmente os Rangers são pouco explorados nas cenas de luta, mas, mesmo em pouco tempo, conseguem trabalhar bem em equipe e trazer boas recordações para os fãs das séries. Os efeitos especiais também poderiam ser mais explorados, principalmente para o gigante de ouro de Rita, Goldart. Já os Zords são bem trabalhados, mas remetem excessivamente aos Transformers.

Apesar de possuir alguns pontos negativos, o filme é competente ao reapresentar  um dos principais grupos de heróis do século passado de uma forma completamente atual. Os panos de fundo são bem explorados e as referências são extremante nostálgicas  e clichês – mas não seria esse o segredo para o sucesso da franquia?

Foto: Divulgação

 

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