Cromossomo do amor – Dia Internacional da Síndrome de Down

O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado desde 2006 no dia 21 de Março. A data foi escolhida de forma a representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21. O objetivo desse dia é celebrar a vida das pessoas com Síndrome de Down, disseminar informações para promover a inclusão de todos na sociedade e conscientizar sobre a importância da luta pelo bem-estar dos que têm Down.
 
A Síndrome, que não deve ser considerada uma doença crônica, é uma condição que tem um perfil genético bem definido: a trissomia do cromossomo 21, ao invés de apresentar apenas dois cromossomos, apresenta três, o que faz com que as pessoas exibam determinadas características físicas (pescoço curto e largo, mãos e pés pequenos e quadrados, baixa estatura, olhos amendoados, etc) e certa deficiência intelectual.
 
No entanto, estudos já comprovam que quando estimulada desde a infância, a pessoa com Síndrome de Down é capaz de desenvolver suas potencialidades, garantindo assim uma vida quase tão normal quanto a de um indivíduo sem SD.
 
O amor e a paciência na criação de uma criança com essa condição, são fatores fundamentais para o bom desenvolvimento intelectual. É preciso estimulá-la por meio de jogos e brincadeiras, utilizando as situações do dia a dia para promover aprendizado, afinal, a criança com Síndrome de Down costuma ser menos ativa, mas a situação pode ser contornada dentro de casa com incentivo constante.
 
Além disso, o auxílio de profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é muito importantes nessa primeira fase, que é quando a criança está mais predisposta a aprender. Thais Pedroso é gerente de vendas e mãe de Manuela, uma criança de nove meses que tem SD. Ela afirma que o estímulo e a ajuda de profissionais são imprescindíveis para o bom desenvolvimento. “Nós a levamos para fazer fisioterapia, passar com fonoaudiólogo e fazer terapia ocupacional desde o segundo mês, pois as estimulações são fundamentais para que a criança possa se desenvolver mais rápido. Hoje, a criança com down aprende a sentar, andar e falar quase que igual a um indivíduo sem down”, conta.
 
E não é só isso, além de ajudar nos aspectos físicos e intelectuais, o incentivo desde cedo é fator decisivo para uma pessoa com Down possa levar uma vida social tão normal quanto é possível. A SD não impede o indivíduo de trabalhar, estudar e praticar atividades como qualquer outra, desde que o seu tempo e as suas diferenças sejam respeitados. Já existem muitas empresas com programas de inclusão para pessoas com alguma deficiência intelectual.
 
E vale lembrar: além da família, a população como um todo deve trabalhar por um mundo cada vez mais inclusivo, afinal, a Síndrome de Down é uma das deficiências mais comuns do mundo e permitir que esses indivíduos sejam inseridos dentro da sociedade é também nosso dever.

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