Crítica: Punho de Ferro

A Netflix e a Marvel trouxeram a história do último herói que será integrante dos Defensores: Punho de Ferro (Iron Fist). Somos apresentados a Danny Rand (Finn Jones), um jovem que aparece anos depois de ter sido declarado morto em um acidente de avião. Nesses anos que esteve desaparecido, Danny viveu e treinou artes marciais em um monastério, até receber um poder ancestral chamado de Punho de Ferro.  

Danny retorna para Nova York disposto a recuperar o tempo perdido, tanto para tomar seu lugar na empresa que é sua por direito, quanto reconquistar os laços com seus antigos amigos Joy Meachum (Jessica Stroup) e Ward Meachum (Tom Pelphrey). Provar sua identidade é mais fácil na teoria que na prática. Seus antigos amigos – e atuais donos da Rand Corporation, sua organização – não facilitam sua estadia na cidade, e quanto mais Danny prova ser quem é, mais eles têm receio de aceitá-lo e de perder o controle da empresa.

Por ser a última das quatro séries da parceria Marvel e Netflix antes do crossover dos Defensores (que unirá Danny com Luke Cage, Jessica Jones e Matt Murdock), Punho de Ferro está cheio de referências. Temos tudo o que precisamos para ligar a série às demais. Somos reapresentados à advogada Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), de Jessica Jones; temos o retorno da temível e misteriosa Madame Gao (Wai Ching Ho), de Demolidor; e nos reencontramos com Claire Temple (Rosario Dawson), que participou de todas às séries, mas teve uma participação memorável em Luke Cage.

A atuação de Finn Jones como Punho de Ferro é morna. O ator não consegue transpassar a verdade de seu personagem. Apesar das dificuldades em fazer diálogos interessantes – acredite, esse é o grande erro da série –, as cenas de ação são ótimas e envolventes – estão longes de ser a icônica cena do corredor do Demolidor, mas possuem  seus pontos altos.

Quem estava pensando que a série traria mais sobre o misticismo do Universo Marvel se enganou. Ainda estamos curiosos sobre Madame Gao e seus poderes. k’un-Lun, a cidade mística que Danny ficou, é pouco aproveitada em cenas, mas muito citada em diálogos. Mesmo o poder do Punho de Ferro é pouco explorado: só conseguimos ver que Danny está utilizando seu dom quando o seu punho faz um brilho amarelo.

A personagem melhor aproveitada foi Collen Wing (Jessica Henwick), uma professora de artes marciais e uma eximia lutadora e espadachim. Jessica Henwick consegue trazer ótimas cenas em conjunto com Finn e também brilha sozinha – principalmente nas cenas de luta na gaiola quando está com raiva. Claire Temple volta ótima como sempre, graças à atuação de Rosario. A enfermeira mais uma vez se envolve com pessoas poderosas e ajuda em tudo que for necessário para que as coisas andem nos trilhos. Dessa vez somos reapresentados a uma Claire mais forte, determinada e que luta caso seja necessário.

Um dos maiores defeitos da série é ao iniciar e fechar o arco dos vilões. Somos apresentados a tantos personagens que fica difícil – e até cansativo – entender como Danny se livrará deles. Ward; Harold Meachum (David Wenham), pai de Ward e Joy, que estava “supostamente” morto; Bakuto (Ramón Rodriguez), o sensei de Collen Wing; e Madame Gao – que é sem dúvidas a mais interessante de todos. É nesse momento que sentimos falta de um vilão como Killgrave; apesar de ser apenas um vilão, ele consegue atormentar a vida de Jessica Jones de todas as maneiras possíveis.

Punho de Ferro não conseguiu se manter firme em 13 episódios, principalmente se comparado com as outras séries da Marvel, mas mesmo assim é uma história interessante e que merece ser assistida pelos fãs de quadrinhos.

 

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