‘A Bela e a Fera’ crítico e maduro

A Disney se superou novamente. Em 1991, quando a animação original foi lançada, a história da garota que se apaixona por uma fera conquistou o coração de adultos e crianças. Hoje, 26 anos depois, aquelas crianças cresceram e puderam sentir novamente a magia desta história nas telas do cinema com o live-action que entrou em cartaz na última quinta (17) nos cinemas de todo o Brasil.

O roteiro aborda brilhantemente temas relevantes em nossa sociedade, como o machismo e a homossexualidade. Os cortes de câmera e a fotografia foram extremamente importantes para a construção da história, e cumprem extremamente bem seu papel. Os efeitos especiais usados para criar os objetos que um dia foram os empregados do castelo são fantásticos, de realismo tão grande que em certos momentos o espectador não consegue acreditar que aquele objeto não está realmente ali.

O elenco passa a impressão de ter sido escolhido a dedo, pois não existe um personagem que não tenha sido interpretado em sua total – e em alguns casos além – de sua capacidade. Os destaques residem em Emma Watson, que traz uma Bela madura, determinada e doce, que sabe o que quer, Luke Evans, o Gaston perfeito pela aparência e pela interpretação, e Josh Gad, que interpreta Lefou (que causou rebuliço por ser o primeiro personagem homossexual em um filme da Disney); sua atuação é cômica e importantíssima para o desenrolar da história.

O filme traz músicas e até mesmo algumas falas exatamente iguais ao original de 1991, porém também apresenta músicas novas e até mesmo algumas informações importantes para construção dos personagens enquanto a história se desenvolve na telona. A sensação de nostalgia é presente do começo ao fim para aqueles que assistiram a animação; você sente como se uma peça de teatro muito bem feita estivesse sendo reproduzida diante dos seus olhos.

Como nem tudo são rosas, existem alguns pontos negativos a serem explorados cautelosamente. A iluminação em certas cenas com toque de “suspense” é muito falha, dificultando um pouco o entendimento do que está acontecendo pelo espectador, e o efeito 3D não apeteceu, se tornando visível em apenas duas cenas em todo o filme. A computação gráfica usada para criar a Fera é falha em alguns momentos que a iluminação é muito clara; é possível perceber claramente que os efeitos foram inseridos digitalmente.

A Bela e a Fera de Bill Condon (Amanhecer – Parte I e II) é uma versão madura de um clássico que reside em nossos corações desde a infância, e cativa a nova geração a conhecer um conto sobre amor e tolerância. Critica e aborda de forma genial temas relevantes, possui elenco incrível e não deixa a desejar quanto se trata de uma protagonista forte e inteligente. Apesar dos poucos pontos negativos, o filme tem roteiro sólido e bom desenvolvimento dos personagens, que crescem e evoluem no tempo certo. Se você não assistiu à animação, vai adorar tanto quanto quem assistiu.

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