Logan – O último filme do Wolverine chega melancólico e em tom de despedida

Em 2029, os mutantes estão em declínio e as pessoas não sabem o motivo. Uma organização está transformando as crianças mutantes em assassinas e Wolverine (Hugh Jackman), a pedido do Professor Xavier (Patrick Stewart), precisa proteger a jovem e poderosa Laura Kinney (Dafne Keen), conhecida como X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex (Boyd Holbrook) amplia seu projeto de destruição.

Dirigido por James Mangold, Logan transmite um estado de melancolia para o espectador justamente por sabermos que esta é a última vez em que veremos Hugh Jackman como o mutante que cativou fãs durantes vários anos na franquia X-Men. A despedida em grande estilo traz novos ares para os filmes de heróis apostando em cenas de violência extrema e ação frenética. O vocabulário dos personagens tornou-se mais natural, visto que com a classificação em 18 anos, agora é possível o uso de palavrões e situações nunca exploradas em filmes para a grande massa.

Tudo aqui está perfeito se comparado com os filmes que antecederam a vinda de Logan. Fotografia, trilha sonora, roteiro, maquiagem, e ambientação, todos estão em cumplicidade para retratar a última história do anti-herói. Os fãs ficarão felizes em ver um Wolverine diferente, cansado, mais humano e, ainda sim, corajoso e determinado. As boas doses de comédia que a trama carrega ajudam a criar empatia e despertar um apego emocional a esta jornada derradeira do mutante.

O trabalho de atuação de Hugh Jackman e Patrick Stewart é poético e saudosista. Ambos passaram mais de 15 anos vendo a trajetória dos X-Men até chegarem aqui, e ao se deparar com a velhice de seus personagens, o público sente a tristeza e a nostalgia que os atores tentam despertar com o decorrer da narrativa. Hugh Jackman parece estar pronto desde o início para dar adeus ao seu eterno Wolverine: o ator desempenha diálogos reflexivos e olhares angustiados na maior parte do filme. Já Patrick Stewart mostra um Professor Xavier debilitado, sem forças e sem mais motivações para continuar.

Como a versão ‘feminina’ de Wolverine, Dafne Keen retrata uma X-23 ousada, cheia de vitalidade e voraz em relação ao mundo ao seu redor. A pequena garota mostra-se talentosa e agrega boa parte das cenas de violência do longa. Seu arco narrativo é interessante, e promete sucesso caso decidam explorar a mutante em outros filmes dos X-Men. Os personagens secundários estão ali para dar mais ênfase em algumas situações, mas não chegam a tirar a atenção do desenvolvimento de Logan na história.

Ao fim, a saga de Wolverine se encerra com um brilhantismo enorme e com grandiosas cenas memoráveis na franquia dos mutantes. O roteiro coopera para uma história diferente, íntima e saudosa em todos os aspectos. Logan é além da compreensão de como se fazer um excelente filme de ‘herói’ sem apelar para sequencias exageradas e vilões caricatos.

Foto: 20Th Century Fox / Divulgação
Foto: 20Th Century Fox / Divulgação

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