Resenha: Death Note

Como você imagina o mundo perfeito? O que faria se tivesse o poder de “deletar” as pessoas em que acredita contribuir para o caos no mundo?

O estudante Light Yagami possui este poder e o utiliza para construir o seu mundo utópico, onde não há criminosos e malsfeitores. Através de um caderno intitulado Death Note (Caderno da Morte), ele mata as pessoas que julga serem merecedoras deste destino apenas escrevendo os nomes enquanto pensa em seus rostos. Porém, o caderno possui diversas regras, além de permitir que o humano que o utilize possa ter contato direto com um shinigami, que é um deus da morte e portador original do caderno. Com o seu plano em ação, Light chama a atenção da polícia e de parte da população, que passa a apoiar seu ideal de justiça e começa a chamá-lo de Kira, em uma analogia a palavra killer, que significa matador em inglês.

Death Note foi publicado originalmente como uma série de mangá, escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos foram publicados semanalmente na revista japonesa Weekly Shonen Jump de 2003 a 2006. A história foi então adaptada para anime e chegou a ser transmitida no Brasil, Portugal e em vários outros países. Atualmente ela pode ser conferida na Netflix.

Com uma narrativa envolvente e instantânea, a história é desenvolvida em 37 capítulos com duração de 22 minutos cada. No seu decorrer, são apresentados novos detalhes sobre o funcionamento do caderno e personagens que trazem grandes impedimentos para os planos de Light, como o grande investigador internacional que é denominado apenas como ‘L’. O enredo permite ter uma reflexão ética e moral referente às ações da personagem principal. Não há muitas cenas de ação e, na maioria das vezes, o foco central dos capítulos são os diálogos e as estratégias elaboradas por Light e por aqueles que querem deter Kira.

Outros detalhes também possuem a sua relevância, como as expressões e gestos dos personagens que possuem uma aparência realista que só as animações podem oferecer.

Os aspectos morais e sobrenaturais apresentados na série conquistaram tanto a atenção do público que a obra também foi adaptada para o cinema. O live-action também intitulado Death Note estreou no Japão em 2006 e se tornou líder de bilheteria no país. No mesmo ano o filme ganhou uma sequência, Death Note: The Last Name, e em 2008 foi lançado um spin-off, L: Change the World. Em outubro de 2016 foi lançada mais uma sequência, Death Note: Light Up the New World.

As adaptações do anime não ficaram apenas nas mãos dos japoneses: a Netflix pretende lançar, em 2017, a sua versão hollywoodiana da obra, que contará com os atores Nat Wolff, no papel de Light, Willem Dafoe, como a voz do shinigami Ryuk e Keith Stanfield como o detetive L.

Além de todas estas derivações, também foram lançados vários jogos eletrônicos com a temática da série.

Death Note é perfeita para aqueles que procuram uma história de investigação que fuja de clichês, e apresente suspense e um desfecho bem elaborado. E pode até fazer com que aqueles que não são fãs ou que não estão muito habituados com animes passem a considerar mais o gênero.

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Foto: Divulgação

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