Resenha: Beleza Oculta

Atuar em um filme de drama não é tarefa fácil. Transmitir emoção, mostrar dor e sofrimento para o público e conseguir arrancar mares de lágrimas então, não é para qualquer um. Mas nós sabemos do potencial que Will Smith tem para este gênero, e ele atende a todos esses quesitos e ainda provoca lágrimas e suspiros apenas com seu olhar. Afinal, ele não precisa de fala pra isso.

Sabe aquela produção que você já entra calculando quantos lencinhos vai precisar? Assim é “Beleza Oculta” (Collateral Beauty). Um longa-metragem motivacional, que mostra o quanto perdemos tempo – da nossa vida que pode ser curta – reclamando das dificuldades que temos que enfrentar diariamente, e por isso deixamos de perceber a tal beleza oculta nas pequenas coisas, nos detalhes dos momentos em que vivemos. E, acima de tudo, ensina a prática da palavra gratidão, para que possamos viver de maneira plena.

A película traz uma espécie de releitura do clássico de Charles Dickens, “Um Conto de Natal”, no qual expõe o drama vivido por um publicitário bem sucedido, Howard (interpretado por Will Smith), que após a morte de sua filha, passa a questionar as abstrações da vida, como: o tempo, o amor e a morte e, completamente devastado, se isola do mundo.

Três companheiros de trabalho, Claire (Kate Winslet), Simon (Michael Peña) e Whit (Edward Norton), na esperança de ajudar o amigo e salvar a empresa, contratam atores para interpretar o Tempo (Jacob Latimore), a Morte (Helen Mirren) e o Amor (Keira Knightley), a fim de que ele supere sua dor. Mas é exatamente por essa atitude dos amigos que as histórias se conectam e começamos a ter uma verdadeira lição de vida de uma forma muito sutil.

A adaptação cinematográfica é dirigida por David Frankel, que também já nos fez chorar com “Marley & Eu”, e nos surpreendeu com “O Diabo Veste Prada”. O roteiro é de Allan Loeb, que apesar de duras críticas, fez um trabalho incrível sendo direto quanto à mensagem que o filme passa.

Beleza Oculta cumpre seu papel com maestria, proporcionando mais choro que riso, com uma história comovente que ensina a não desistir da dádiva da vida. Afinal, viver pode ser duramente incrível.

*Publicado originalmente no site CFNotícias

Foto: Divulgação
                                   Foto: Divulgação

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