Trabalho voluntário: cidadania e solidariedade

Muito se fala em trabalho voluntário, mas o que na prática se pode fazer pelo outro? Conheça um pouco mais sobre ações sociais e iniciativas de quem resolveu ajudar o próximo

No brasil, 16 milhões e 400 mil pessoas já praticaram alguma ação solidária. É o que revela uma pesquisa divulgada em 2014 pela fundação Itaú Social. O levantamento também apontou que três em cada dez brasileiros foi voluntário. Entre aqueles que nunca fizeram nenhum trabalho do tipo, os principais motivos apontados foram falta de tempo, nunca ter sido convidado, nunca ter pensado nesta possibilidade ou não saber onde encontrar informações sobre o assunto.

Um dos exemplos de instituições que promovem o trabalho voluntário é a Liga Solidária, localizada no km 15 da rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. A gerente de voluntariado da ONG, Priscila Rodrigues, explica as ações desenvolvidas no local.

“A Liga é uma organização com projetos, com ações de cidadania e educação, realmente voltados para todos os públicos. Hoje contamos com mais de 1.100 funcionários e em 2015 tivemos 2.184 voluntários, somando mais de 40 mil horas de trabalho voluntário”, conta a gerente.

A Liga Solidária conta ainda com nove programas de educação que atendem mais de 10 mil pessoas de todas as idades. A ONG também possui unidades nos bairros da Saúde, Brooklin e Rio Pequeno e está com as inscrições para o voluntariado abertas.

Se por um lado há quem queira ajudar, sabemos que falta muito a se fazer. Em 2015, o Brasil caiu da posição 90 para a 105 no índice mundial de solidariedade que abrange 145 nações. Foi a primeira vez que o país ficou fora do top 100 desde 2009, quando o ranking começou. A informação foi divulgada no estudo anual da World Giving Index. Apesar dos dados negativos, ainda há pessoas que dedicam seu tempo ou dinheiro para ajudar o próximo. Este é o caso da analista financeira Jade Nunes, que juntou recursos para comprar cobertores para moradores de rua no inverno do ano passado.

“Eu comecei arrecadando na empresa, com amigos, família, Facebook e minha expectativa, na realidade, era de conseguir R$500,00. No primeiro dia eu já tinha R$1.200,00 e em pouco menos de um mês consegui arrecadar R$4.200,00”, relembra a analista.

No decorrer da campanha, Jade acabou percebendo que não eram mais necessárias as doações, então decidiu reverter todo o dinheiro em doações para três lugares diferentes: duas casas que cuidam de crianças especiais e um asilo.

“Foi um sucesso, eu pretendo repetir muitas outras vezes e acredito que quem realmente saiu ganhando com essa campanha fui eu, com o aprendizado e com a oportunidade de ver o sorriso no rosto de cada pessoa”, finaliza.

Reportagem elaborada por Maiara Ribeiro e Wanessa Santos

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