Liberdade: lojas antigas e muita tradição

Uma palavra define o bairro da Liberdade: tradição. Localizado no centro de São Paulo, a região é conhecida pelo seu número de habitantes orientais e suas lojas que vendem produtos artesanais e importados, que variam de comida à arma branca.

A grande quantidade de habitantes japoneses é decorrente da imigração para o Brasil no início do século XX. O bairro é conhecido por ser o maior reduto da comunidade japonesa na cidade de São Paulo, na qual, por sua vez, possui a maior colônia japonesa do mundo fora do Japão.

Com uma quantidade tão grande de descendentes da mesma cultura, não foi difícil manter os costumes e tradições orientais. Graças a vontade de manter sua cultura acesa dentro de um país tão miscigenado, essas comunidades transformaram o bairro em um dos principais pontos turísticos da cidade.

Não é preciso andar muito para encontrar estabelecimentos antigos e isso não é por acaso. A maioria das lojas são passadas de geração para geração, sendo assim, acabam ficando na mesma família e isso é algo extremamente positivo para as vendas. Apesar de todas a credibilidade, as lojas estão perdendo cada vez mais espaço para feiras de rua e ambulantes.

Graças aos históricos e a confiabilidade de algumas lojas, os trabalhadores dos estabelecimentos não se incomodam com a ascensão das feirinhas e ambulantes. “Não nos sentimos como concorrentes, apesar de termos produtos parecidos, os seguimentos são diferentes”, diz Mitiko Yamanaka, gerente da Loja Fugi.

O verdadeiro desafio encontrado no bairro da Liberdade é para quem possui loja nacional. Como a maioria das pessoas que passam por ali são imigrantes, descendentes ou estão procurando por algum produto oriental, dificilmente costumam comprar mercadorias brasileiras.

“A nossa loja dá mais movimento na época do natal e da páscoa. Apesar de ter 8 anos, é difícil manter a loja apenas com datas comemorativas. Aqui o pessoal prefere comprar os doces nas lojas japonesas, até o cafezinho o pessoal costuma tomar na loja do lado”, diz Suellen de Almeida, vendedora da Cacau Show.

Outro ponto interessante neste lado de São Paulo é que, até mesmo alguns estabelecimentos tradicionais ganharam uma nova roupagem, como é o caso do MC Donalds  e do banco Bradesco que possuem decorações orientais.

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